Jornal Maio

DICIONÁRIO DA NOVILÍNGUA

Externalidades

Segundo o dicionário da Porto Editora, nome feminino que significa: custo ou benefício imposto pela atividade de um agente económico a terceiros, sem que estes recebam qualquer indemnização ou efetuem o devido pagamento.
Inútil procurar a palavra em dicionários de há uns anitos. Não existe nem nos da Porto Editora (salta-se de esternalgia, passando por esternutação para esterqueira), nem no Webster’s. Tão pouco no de Português-Espanhol ou Espanhol-Português (Sopena). Nem sequer no American Heritage!

EM NOVILÍNGUA:

“Externalidades” já nasceu, pois, como novilíngua. Por exemplo, se as empresas e os governos decidem concentrar as suas atividades em Lisboa e no Porto, onde têm à mão (sem pagar nada por isso) maiores concentrações de mão de obra disponível, deixando o interior ao abandono, sem hospitais, às vezes sem correios, com escolas distantes, isso são “externalidades”. Não há uma única cidade com sequer 50 mil habitantes a mais de 100 km da costa? Paciência, são “externalidades”. ASP

“Com esta da austeridade, meu senhor / Nem sequer dá para ir desta pra melhor / Os funerais estão por um preço do outro mundo”, canta o Sérgio Godinho no Coro das Velhas, de onde tirámos o título deste editorial. Mas antes de irmos para o outro mundo falemos deste e do que aconteceu a Portugal desde há 40 anos, quando entrámos para a CEE.

A CP pretendia impor aos trabalhadores da manutenção do Metro do Porto um regime de turnos rotativos composto assim: seis manhãs consecutivas seguidas de apenas dois dias de folga; seis tardes consecutivas seguidas de dois dias de folga; e, por fim, seis noites consecutivas – repetindo-se este ciclo de forma contínua. A resposta dos trabalhadores foi a greve iniciada a 8 de janeiro. Para o STMEFE, alcançou-se um meio termo: nenhuma alteração será feita sem prévia negociação com os sindicatos.

“A grande imprensa chama a tudo isto ‘o caso Epstein’. Porém, quando quem está envolvido são capitalistas de primeira linha, dois presidentes da principal potência imperialista e altos dirigentes, a rubrica jornalística certa já não é a crónica social.”

Este estudo foi redigido para um colóquio organizado por Georges Labica na Universidade de Nanterre, em 1995, por ocasião do centenário da morte de Friedrich Engels. Apresentamos aqui a segunda parte. Engels considera que uma guerra mundial não poderia trazer outra coisa que a barbárie e propunha “a redução gradual da duração do serviço militar por força de um tratado internacional” , com o objectivo de, com o tempo, transformar os exércitos permanentes em “milícias baseadas no armamento universal do povo”.

O Tempo contra o Tempo é um podcast apresentado por Raquel Varela.

 #41

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Raquel Varela conversa com o arquitecto e professor Rui Pinto sobre cidades, património, passado e futuro. Sobre como as cidades produtivas tentam eliminar o encontro com o desconhecido, a imperfeição, o conflito social. E se tornam por isso também violentas.

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Adónde iréi conmigo?
Dónde me esconderéi?

¿Adónde iréi conmigo? ¿Dónde me esconderéi,

que xa ninguén me vexa i eu non vexa a ninguén? 

A luz do día asómbrame, pasmame a das estrelas, 

i as olladas d·os homes na ialma me penetran. 

I é que o que dentro levo de min, penso que ó rostro 

me sai, cal sai do mare ó cabo un corpo morto. 

¡ Houbera, e que saíra … !, mais non: dentro te levo, 

¡fantasma pavoroso des meus remordementos!

Rosalía de Castro
Poeta galega (23 de fevereiro de 1837 – 15  de julho de 1885), in Follas Novas (1880)

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Episódios da luta de classes
Por
João Mascarenhas

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