DICIONÁRIO DA NOVILÍNGUA

Heróis do mar

Desta vez não é preciso consultar nenhum dicionário: “Heróis do mar” são as primeiras palavras de “A Portuguesa”, o hino nacional adotado em 1911, após a vitória dos republicanos sobre a monarquia.

EM NOVILÍNGUA:

“Heróis do mar” é também a alcunha que arranjaram para a seleção de andebol (não é de natação, é mesmo de andebol). Ah, e qual é a seleção nacional feminina batizada de “As navegadoras”? Vela? Errado: futebol! Vá lá que ainda não se lembraram de chamar lusitos aos jovens que se iniciam na vela na classe Optimist; lusito era a embarcação de ensino de vela para as crianças e jovens filiados na Mocidade Portuguesa, e os lusitos eram as crianças de 7 a 10 anos incorporadas nessa organização juvenil fascista, postas a marchar ao som deste hino: “Cabeça erguida sereno olhar/Seguindo em frente a marchar/Somos pequenos, mas amanhã/Juntos iremos triunfar. /E se algum dia preciso for/Ir combater pela nação/Iremos com a fé em Deus/E a Pátria no coração.” Não vos cheira um bocado a mofo salazarento? ASP

Na segunda volta das eleições presidenciais, António José Seguro enfrentará o candidato do partido fascista, André Ventura.

Pela calada, em pleno mês de Agosto, o Governo Montenegro deliberou, através de uma Resolução do Conselho de Ministros, uma “reorganização” do Ministério da Educação. Deste modo, mudanças de local de trabalho, alterações de horário, bancos de horas, contratos a termo, despedimentos colectivos, descida de categoria e diminuição de salários, bem como a ausência de uma carreira estruturada, passam a ser plenamente aplicáveis aos professores assim contratados.

O ensino da literacia financeira deve recusar a sua instrumentalização ao serviço da reprodução das desigualdades. Não basta saber calcular prestações de créditos ou taxas de juro, mas entender como a dívida se prolonga no tempo e como os juros não afetam todos igualmente.

A ICE MATA

A nova milícia fascista de Trump, a ICE, tem licença para matar. Mas o imperialismo americano, que Trump comanda, mata e intimida pelo mundo fora.

APOIA O MAIO!

Nunca os trabalhadores precisaram tanto de uma voz independente.

SEGUE-NOS

Em vez de continuarem a cuspir

Em vez de continuarem a cuspir,
enxuguem a baba,
metam os sapatinhos de vela
o colarinho branco,
e olhem fixamente para a câmara:
podem dizer mal de mim,
mas sorriam.
Não desperdicem
as últimas três gotas de Chanel n.º 5
que o ódio vos borrifou nos pulsos.
Usem sempre as melhores cartas,
citem-me,
sejam lordes quando espetam a navalha.

Eu sei quem são,
conheço o vosso heiro.
Eu também ganho as minhas medalhas
em lares, creches e hospitais.
Podem, se quiserem,
ir ao céu,
mas isso não implica que encontrem Deus.

Agora não façam de mim
este bicho exótico
apanhado de surpresa,
enquanto preparava um cocktail
molotov no penico
do seu habitat natural.
Não me cortem as garras,
nem me domestiquem a cama.
Se não conseguem encontrar a saída,
se acertaram em cheio,
neste buraco vazio,
fiquem e lavem-se!
Daqui ninguém sai com fome.

Golgona Anghel

TEMPO DAS CEREJAS

Acontecimentos relevantes do mundo
do trabalho

PÕE A TUA LUTA NO MAIO!

Vais organizar greves, protestos, manifestações pelos teus direitos? Queres tornar pública uma luta no teu trabalho, bairro ou aldeia? Escreve-nos.

Episódios da luta de classes

O Tempo contra o Tempo é um podcast apresentado por Raquel Varela.

#36

 Governo AD decide que professores deixarão de ser funcionários públicos

Governo AD decide que professores deixarão de ser funcionários públicos, o Ministério da Educação auto extingue-se para dar lugar a um empresa de prestadores privados de “educação “. Tudo isto é aprovado no querido mês de Agosto em troca do silêncio dos docentes e estruturas sindicais – que não colocaram esta questão no centro da sua luta, mas a progressão na carreira, quando na verdade a AD extingue assim a carreira docente . Raquel Varela conversa com a professora Antónia Marques sobre este que -sem qualquer dúvida – é o maior ataque feito à escola e à educação de todo o país; e como podemos transformar a escola e fazer dela um lugar apaixonante.
Por
João Mascarenhas

AGENDA