No quesito “pegação” virtual, entre a geração Z e os boomers, o desenvolvimento tecnológico propiciou mudanças significativas. Os mais jovens podem achar que a sua experiência atual é mais rica, porque os dispositivos usados lhes permitem imagens ao vivo, em tempo real. Mas quem usou o velho telefone com fio para trocar juras de amor há de concordar comigo que a internet empobreceu a fantasia.
Quando a minha colonoscopia coincide com a endoscopia, antes que a anestesia me apague, eu me divirto fazendo o médico ruborizar: Então, doutor, hoje é dia de dupla penetração?
Conhecia pouco o bicho homem. Morava ao pé de uma serra, sem vizinhos próximos. Seu pai era Joaquim Fernandes, e ele, Joaquim Fernandes Filho. Já a filha, era um vulcão em constante atividade. Se necessário, queimar-se-ia e espalharia lavas pelo entorno.
Enquanto pensava no que fazer do trambolho que está a ocupar espaço no pequeno ambiente em que vivo, comecei a associar o facto às relações pessoais. Não é incomum que pessoas se tornem descartáveis. Quem já não foi descartado?
Falemos de encontros. Ou de desencontros. Não me refiro a encontros amorosos, no sentido íntimo, mas aos encontros entre sujeitos que se interdependem e que podem tornar mais leves as suas relações se puserem nela uma dose de humor, de empatia, de amor, por que não?
A sociedade atribuiu às mães um papel tão gigante que até uma ateia comunista, experiente na mesma tarefa e analisada por anos, não concebe pôr no lixo sem culpa uma velha foto de sua mãe.
A civilidade dispensa rodeios, floreios e o uso de meias palavras. Ser direto, agir com rigor, ser sério, ter espinha dorsal, não lamber botas, a meu ver, em nada significa rompimento com o pacto de não agressão.
Não sei se é possível, nem sei se quero catalogar em ordem alfabética e dispor em gavetas coisas como abandono, amantes, amigos, amor, casamento, divórcio, filhos, marido, pai, mãe, paixão, saudade, sexo, vida, morte.