Jornal Maio

Maria Augusta Tavares

Maria Augusta Tavares
Enquanto pensava no que fazer do trambolho que está a ocupar espaço no pequeno ambiente em que vivo, comecei a associar o facto às relações pessoais. Não é incomum que pessoas se tornem descartáveis. Quem já não foi descartado?
Maria Augusta Tavares
Falemos de encontros. Ou de desencontros. Não me refiro a encontros amorosos, no sentido íntimo, mas aos encontros entre sujeitos que se interdependem e que podem tornar mais leves as suas relações se puserem nela uma dose de humor, de empatia, de amor, por que não?
Maria Augusta Tavares
A sociedade atribuiu às mães um papel tão gigante que até uma ateia comunista, experiente na mesma tarefa e analisada por anos, não concebe pôr no lixo sem culpa uma velha foto de sua mãe.
Maria Augusta Tavares
A civilidade dispensa rodeios, floreios e o uso de meias palavras. Ser direto, agir com rigor, ser sério, ter espinha dorsal, não lamber botas, a meu ver, em nada significa rompimento com o pacto de não agressão.
Maria Augusta Tavares
Não sei se é possível, nem sei se quero catalogar em ordem alfabética e dispor em gavetas coisas como abandono, amantes, amigos, amor, casamento, divórcio, filhos, marido, pai, mãe, paixão, saudade, sexo, vida, morte.
Maria Augusta Tavares
Nada diz mais de nós que a nossa casa.
Maria Augusta Tavares
Era uma jovem belíssima. Loira, alta, corpão, uma potranca, diziam os homens à boca miúda, como se falassem de uma égua a ser domada. Dentre os candidatos a domadores, estava o homem que eu queria para mim. Era um pouco mais velho que eu, bonito, elegante, educado, não via nela uma égua, acho que não. Era um cavalheiro.
Maria Augusta Tavares
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