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Jornal Maio

opinião

Hugo Filipe Lopes aka Cobramor
Apesar da absurda quantidade de atropelamentos e dos desacatos na Rua da Oura e no centro, nunca Albufeira tivera um problema de segurança até a extrema-direita o ter criado como parte da narrativa “Albufeira tem o maior índice de criminalidade do país”.
Miguel Real
A obra do período final da vida de Eça de Queirós, definida pelos seus contos, crónicas e romances entre 1888 e 1900, é a de um humanista, não no sentido de defensor de uma doutrina ou sistema, de uma visão filosófica específica, ou de uma ideologia estética, mas no sentido de possuir uma nova sensibilidade aberta às experiências do mundo sem as encerrar numa óptica unicitária, tendo delas uma visão supra-histórica.
Onésio Soda
Os povos africanos sofreram a violência e o roubo das riquezas materiais e humanas do continente, graças à superioridade técnica e militar dos países capitalistas. Mas o imperialismo, ou a etapa monopolista do capitalismo, não conseguiu escapar às suas próprias contradições. A luta de libertação dos povos colonizados tornou-se uma das forças motrizes da história contemporânea.
Jorge van Krieken
Em 1889, o Estado foi à Europa buscar professores. Em 2026, vai buscar operários.
António Carlos Cortez
As fogueiras do futuro não estarão no Terreiro do Paço, nem nas altíssimas piras funerárias onde se admirava o fogo redentor dos heterodoxos. É na IA que tudo arderá: a nossa liberdade humana. A escola e a universidade. O pensamento e o sentimento, a nossa humanidade.
Raquel Varela
A baronesa Margaret Thatcher, que, segundo a sua biografia autorizada, “não sabia brincar com os filhos”, mas foi mãe do neoliberalismo, disse um dia: “A sociedade não existe, apenas indivíduos e famílias.” Esta ideia reacionária fez escola, e diz que as crianças têm de estar mais tempo com os pais. A ideia socialista que defendo diz outra coisa: que para além da família há comunidade, tem de haver comunidade.
Elisa Costa Pinto
Resgatar Camões do pedestal baço em que foi colocado e devolver aos leitores a capacidade de compreensão da sua humanidade, através da decifração do estilo engenhoso dos seus poemas é o grande propósito de Para ler Camões, de António Carlos Cortez.
Pe. José Luís Rodrigues
Na encíclica Magnifica Humanitas (Magnífica Humanidade), o Papa alerta para três campos concretos que os avanços digitais ameaçam, que não podem ser descurados, porque são fundamentais para assunção da dignidade e felicidade humanas: a verdade, o trabalho e a liberdade.
Pâmela Peres Cabreira
Talvez seja esta a mais importante lição deixada por Marjane Satrapi, a autora de Persépolis, falecida em 4 de junho. Que os povos se reconheçam uns nos outros antes de se reconhecerem nos Estados que os governam e oprimem. Que a arte continue a ser um território de encontro, de denúncia e de imaginação política.
Raquel Varela
Os defensores da gestão neoliberal, a partir de indicações do Banco Mundial, reintroduziram a “denúncia” no léxico comum das empresas e sobretudo dos serviços do Estado. Alegadamente, para proteger “minorias” de racismo ou assédio sexual. Está nos documentos e diretrizes europeias – a “caixinha das denúncias” é obrigatória nos serviços do Estado, o mesmo Estado que não tem professores, urgências e avisos e proteção contra ciclones.
Hugo Filipe Lopes aka Cobramor
Apesar da absurda quantidade de atropelamentos e dos desacatos na Rua da Oura e no centro, nunca Albufeira tivera um problema de segurança até a extrema-direita o ter criado como parte da narrativa “Albufeira tem o maior índice de criminalidade do país”.
Miguel Real
A obra do período final da vida de Eça de Queirós, definida pelos seus contos, crónicas e romances entre 1888 e 1900, é a de um humanista, não no sentido de defensor de uma doutrina ou sistema, de uma visão filosófica específica, ou de uma ideologia estética, mas no sentido de possuir uma nova sensibilidade aberta às experiências do mundo sem as encerrar numa óptica unicitária, tendo delas uma visão supra-histórica.
Onésio Soda
Os povos africanos sofreram a violência e o roubo das riquezas materiais e humanas do continente, graças à superioridade técnica e militar dos países capitalistas. Mas o imperialismo, ou a etapa monopolista do capitalismo, não conseguiu escapar às suas próprias contradições. A luta de libertação dos povos colonizados tornou-se uma das forças motrizes da história contemporânea.
Jorge van Krieken
Em 1889, o Estado foi à Europa buscar professores. Em 2026, vai buscar operários.
António Carlos Cortez
As fogueiras do futuro não estarão no Terreiro do Paço, nem nas altíssimas piras funerárias onde se admirava o fogo redentor dos heterodoxos. É na IA que tudo arderá: a nossa liberdade humana. A escola e a universidade. O pensamento e o sentimento, a nossa humanidade.
Raquel Varela
A baronesa Margaret Thatcher, que, segundo a sua biografia autorizada, “não sabia brincar com os filhos”, mas foi mãe do neoliberalismo, disse um dia: “A sociedade não existe, apenas indivíduos e famílias.” Esta ideia reacionária fez escola, e diz que as crianças têm de estar mais tempo com os pais. A ideia socialista que defendo diz outra coisa: que para além da família há comunidade, tem de haver comunidade.
Elisa Costa Pinto
Resgatar Camões do pedestal baço em que foi colocado e devolver aos leitores a capacidade de compreensão da sua humanidade, através da decifração do estilo engenhoso dos seus poemas é o grande propósito de Para ler Camões, de António Carlos Cortez.
Pe. José Luís Rodrigues
Na encíclica Magnifica Humanitas (Magnífica Humanidade), o Papa alerta para três campos concretos que os avanços digitais ameaçam, que não podem ser descurados, porque são fundamentais para assunção da dignidade e felicidade humanas: a verdade, o trabalho e a liberdade.
Pâmela Peres Cabreira
Talvez seja esta a mais importante lição deixada por Marjane Satrapi, a autora de Persépolis, falecida em 4 de junho. Que os povos se reconheçam uns nos outros antes de se reconhecerem nos Estados que os governam e oprimem. Que a arte continue a ser um território de encontro, de denúncia e de imaginação política.
Raquel Varela
Os defensores da gestão neoliberal, a partir de indicações do Banco Mundial, reintroduziram a “denúncia” no léxico comum das empresas e sobretudo dos serviços do Estado. Alegadamente, para proteger “minorias” de racismo ou assédio sexual. Está nos documentos e diretrizes europeias – a “caixinha das denúncias” é obrigatória nos serviços do Estado, o mesmo Estado que não tem professores, urgências e avisos e proteção contra ciclones.