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Jornal Maio

opinião

Raquel Varela
A baronesa Margaret Thatcher, que, segundo a sua biografia autorizada, “não sabia brincar com os filhos”, mas foi mãe do neoliberalismo, disse um dia: “A sociedade não existe, apenas indivíduos e famílias.” Esta ideia reacionária fez escola, e diz que as crianças têm de estar mais tempo com os pais. A ideia socialista que defendo diz outra coisa: que para além da família há comunidade, tem de haver comunidade.
Elisa Costa Pinto
Resgatar Camões do pedestal baço em que foi colocado e devolver aos leitores a capacidade de compreensão da sua humanidade, através da decifração do estilo engenhoso dos seus poemas é o grande propósito de Para ler Camões, de António Carlos Cortez.
Pe. José Luís Rodrigues
Na encíclica Magnifica Humanitas (Magnífica Humanidade), o Papa alerta para três campos concretos que os avanços digitais ameaçam, que não podem ser descurados, porque são fundamentais para assunção da dignidade e felicidade humanas: a verdade, o trabalho e a liberdade.
Pâmela Peres Cabreira
Talvez seja esta a mais importante lição deixada por Marjane Satrapi, a autora de Persépolis, falecida em 4 de junho. Que os povos se reconheçam uns nos outros antes de se reconhecerem nos Estados que os governam e oprimem. Que a arte continue a ser um território de encontro, de denúncia e de imaginação política.
Raquel Varela
Os defensores da gestão neoliberal, a partir de indicações do Banco Mundial, reintroduziram a “denúncia” no léxico comum das empresas e sobretudo dos serviços do Estado. Alegadamente, para proteger “minorias” de racismo ou assédio sexual. Está nos documentos e diretrizes europeias – a “caixinha das denúncias” é obrigatória nos serviços do Estado, o mesmo Estado que não tem professores, urgências e avisos e proteção contra ciclones.
Mário Tomé
A pátria não passa de uma entidade abstrata que, explorando os mais fundos sentimentos populares de ligação à terra, à pequena propriedade, à cultura, à tradição, ao modus vivendi, à própria história, obriga o povo trabalhador a servir, com dedicação e alegria, os interesse rapaces e desumanos da classe dirigente. Até à morte.
António Galopim de Carvalho
Diz-se que os velhos só têm o presente, o que não está longe da verdade. Não têm passado nem futuro. O passado perderam-no, sem darem por isso. Uns mais do que outros, podem guardá-lo na memória e é tudo o que dele lhes resta. Quanto ao futuro, esse foge-lhes por entre os dedos, como a areia. A diminuição progressiva das suas capacidades, rouba-lhes a ideia de futuro.
Abel Pereira Costa
Recuperar a via proudhoniana não é mera nostalgia ideológica, é reconhecer que a soberania económica não se constrói nem pela abdicação ao capital, nem pela hipertrofia do Estado, mas pela associação consciente de produtores, instituições públicas e comunidades, capazes de governar o crédito como função social.
Rui Pereira
A vontade de censurar o digital deve-se não às falsidades que propaga, mas às verdades que só nele se revelam.
Manuel da Silva Ramos
Soubemos que havia um piquenique de luxo no dia 3 de Maio no Parque Eduardo VII e fomos ver quem lá estava. Não ficámos surpreendidos quando nos deparámos com o casal maravilha, resplandecente ao sol e com bonés MAGA.
Raquel Varela
A baronesa Margaret Thatcher, que, segundo a sua biografia autorizada, “não sabia brincar com os filhos”, mas foi mãe do neoliberalismo, disse um dia: “A sociedade não existe, apenas indivíduos e famílias.” Esta ideia reacionária fez escola, e diz que as crianças têm de estar mais tempo com os pais. A ideia socialista que defendo diz outra coisa: que para além da família há comunidade, tem de haver comunidade.
Elisa Costa Pinto
Resgatar Camões do pedestal baço em que foi colocado e devolver aos leitores a capacidade de compreensão da sua humanidade, através da decifração do estilo engenhoso dos seus poemas é o grande propósito de Para ler Camões, de António Carlos Cortez.
Pe. José Luís Rodrigues
Na encíclica Magnifica Humanitas (Magnífica Humanidade), o Papa alerta para três campos concretos que os avanços digitais ameaçam, que não podem ser descurados, porque são fundamentais para assunção da dignidade e felicidade humanas: a verdade, o trabalho e a liberdade.
Pâmela Peres Cabreira
Talvez seja esta a mais importante lição deixada por Marjane Satrapi, a autora de Persépolis, falecida em 4 de junho. Que os povos se reconheçam uns nos outros antes de se reconhecerem nos Estados que os governam e oprimem. Que a arte continue a ser um território de encontro, de denúncia e de imaginação política.
Raquel Varela
Os defensores da gestão neoliberal, a partir de indicações do Banco Mundial, reintroduziram a “denúncia” no léxico comum das empresas e sobretudo dos serviços do Estado. Alegadamente, para proteger “minorias” de racismo ou assédio sexual. Está nos documentos e diretrizes europeias – a “caixinha das denúncias” é obrigatória nos serviços do Estado, o mesmo Estado que não tem professores, urgências e avisos e proteção contra ciclones.
Mário Tomé
A pátria não passa de uma entidade abstrata que, explorando os mais fundos sentimentos populares de ligação à terra, à pequena propriedade, à cultura, à tradição, ao modus vivendi, à própria história, obriga o povo trabalhador a servir, com dedicação e alegria, os interesse rapaces e desumanos da classe dirigente. Até à morte.
António Galopim de Carvalho
Diz-se que os velhos só têm o presente, o que não está longe da verdade. Não têm passado nem futuro. O passado perderam-no, sem darem por isso. Uns mais do que outros, podem guardá-lo na memória e é tudo o que dele lhes resta. Quanto ao futuro, esse foge-lhes por entre os dedos, como a areia. A diminuição progressiva das suas capacidades, rouba-lhes a ideia de futuro.
Abel Pereira Costa
Recuperar a via proudhoniana não é mera nostalgia ideológica, é reconhecer que a soberania económica não se constrói nem pela abdicação ao capital, nem pela hipertrofia do Estado, mas pela associação consciente de produtores, instituições públicas e comunidades, capazes de governar o crédito como função social.
Rui Pereira
A vontade de censurar o digital deve-se não às falsidades que propaga, mas às verdades que só nele se revelam.
Manuel da Silva Ramos
Soubemos que havia um piquenique de luxo no dia 3 de Maio no Parque Eduardo VII e fomos ver quem lá estava. Não ficámos surpreendidos quando nos deparámos com o casal maravilha, resplandecente ao sol e com bonés MAGA.