Jornal Maio

editorial

Jornal Maio
É verdade que Montenegro, dez meses depois, não conseguiu validar na “concertação social” o seu embrulho de medidas que visa destruir as formas de autodefesa legais de que muitos trabalhadores (mas não todos) ainda dispõem, aumentar horários de trabalho e a precariedade, baixando ao máximo o que eles chamam o “custo do trabalho”. Mas não é menos verdade que o projecto de alteração das leis laborais acaba de dar entrada no Parlamento, como o Governo avisara. A forma do diploma é, inclusive, muito próxima da versão inicial: à bruta, sem concessões.
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É verdade que Montenegro, dez meses depois, não conseguiu validar na “concertação social” o seu embrulho de medidas que visa destruir as formas de autodefesa legais de que muitos trabalhadores (mas não todos) ainda dispõem, aumentar horários de trabalho e a precariedade, baixando ao máximo o que eles chamam o “custo do trabalho”. Mas não é menos verdade que o projecto de alteração das leis laborais acaba de dar entrada no Parlamento, como o Governo avisara. A forma do diploma é, inclusive, muito próxima da versão inicial: à bruta, sem concessões.
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É verdade que Montenegro, dez meses depois, não conseguiu validar na “concertação social” o seu embrulho de medidas que visa destruir as formas de autodefesa legais de que muitos trabalhadores (mas não todos) ainda dispõem, aumentar horários de trabalho e a precariedade, baixando ao máximo o que eles chamam o “custo do trabalho”. Mas não é menos verdade que o projecto de alteração das leis laborais acaba de dar entrada no Parlamento, como o Governo avisara. A forma do diploma é, inclusive, muito próxima da versão inicial: à bruta, sem concessões.
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É verdade que Montenegro, dez meses depois, não conseguiu validar na “concertação social” o seu embrulho de medidas que visa destruir as formas de autodefesa legais de que muitos trabalhadores (mas não todos) ainda dispõem, aumentar horários de trabalho e a precariedade, baixando ao máximo o que eles chamam o “custo do trabalho”. Mas não é menos verdade que o projecto de alteração das leis laborais acaba de dar entrada no Parlamento, como o Governo avisara. A forma do diploma é, inclusive, muito próxima da versão inicial: à bruta, sem concessões.
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É verdade que Montenegro, dez meses depois, não conseguiu validar na “concertação social” o seu embrulho de medidas que visa destruir as formas de autodefesa legais de que muitos trabalhadores (mas não todos) ainda dispõem, aumentar horários de trabalho e a precariedade, baixando ao máximo o que eles chamam o “custo do trabalho”. Mas não é menos verdade que o projecto de alteração das leis laborais acaba de dar entrada no Parlamento, como o Governo avisara. A forma do diploma é, inclusive, muito próxima da versão inicial: à bruta, sem concessões.
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Em 16 de outubro de 2025, há pouco mais de meio ano, portanto, era publicado online um novo jornal reunindo sindicatos, trabalhadores das mais diversas profissões, incluindo intelectuais e homens e mulheres da cultura e das letras. Chamou-se Maio e o seu lema era “para pensar e ajudar a transformar o mundo”. Definia-se como um espaço coletivo onde se expõem, debatem e repensam ideias. Onde se dão e recebem informações úteis sobre vida e luta, política, sociedade, economia, trabalho. Onde se relatam e trocam experiências, se tiram e debatem lições. Um lugar onde cidadãos, gente que vive do trabalho, manual e intelectual, se propõe criticar radicalmente a sociedade onde vive.
Jornal Maio
Os trabalhadores só sabem a força que têm quando lutam juntos, como na greve geral. O Governo e os grandes accionistas a que ele obedece resolveram esmagar o que resta a quem trabalha. Mas nós não aceitamos uma economia que esmaga a humanidade.
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Em 16 de outubro de 2025, há pouco mais de meio ano, portanto, era publicado online um novo jornal reunindo sindicatos, trabalhadores das mais diversas profissões, incluindo intelectuais e homens e mulheres da cultura e das letras. Chamou-se Maio e o seu lema era “para pensar e ajudar a transformar o mundo”. Definia-se como um espaço coletivo onde se expõem, debatem e repensam ideias. Onde se dão e recebem informações úteis sobre vida e luta, política, sociedade, economia, trabalho. Onde se relatam e trocam experiências, se tiram e debatem lições. Um lugar onde cidadãos, gente que vive do trabalho, manual e intelectual, se propõe criticar radicalmente a sociedade onde vive.
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Era esta a palavra de ordem mais gritada na Avenida da Liberdade, em Lisboa, junto a “Fascismo nunca mais”. A manifestação do 25 de Abril não foi mais uma com “milhares” de pessoas. Pelo terceiro ano consecutivo assistimos a uma massa de gente, com muitos jovens, a descer a avenida numa manifestação que dura várias horas. Foram centenas de milhares, a que se somam os que acudiram, no Porto, aos Aliados e noutras cidades, em inúmeras concentrações e eventos.
Jornal Maio
É quase impossível deixar em palavras o que, há 52 anos, o tempo histórico fez. Em dias, fizeram-se anos. Na Lisnave, em apenas 3 meses, os operários demitiram em plenário a gestão fascista, que os denunciava à polícia política de Salazar. Impuseram o pagamento das horas extraordinárias, trabalho fixo, subsídio de férias e de natal, limites ao trabalho noturno e ao fim de semana — que era para descansar —, o direito à greve sem restrições nem pré-avisos ou serviços mínimos, e tectos aos salários dos gestores.
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É verdade que Montenegro, dez meses depois, não conseguiu validar na “concertação social” o seu embrulho de medidas que visa destruir as formas de autodefesa legais de que muitos trabalhadores (mas não todos) ainda dispõem, aumentar horários de trabalho e a precariedade, baixando ao máximo o que eles chamam o “custo do trabalho”. Mas não é menos verdade que o projecto de alteração das leis laborais acaba de dar entrada no Parlamento, como o Governo avisara. A forma do diploma é, inclusive, muito próxima da versão inicial: à bruta, sem concessões.
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É verdade que Montenegro, dez meses depois, não conseguiu validar na “concertação social” o seu embrulho de medidas que visa destruir as formas de autodefesa legais de que muitos trabalhadores (mas não todos) ainda dispõem, aumentar horários de trabalho e a precariedade, baixando ao máximo o que eles chamam o “custo do trabalho”. Mas não é menos verdade que o projecto de alteração das leis laborais acaba de dar entrada no Parlamento, como o Governo avisara. A forma do diploma é, inclusive, muito próxima da versão inicial: à bruta, sem concessões.
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É verdade que Montenegro, dez meses depois, não conseguiu validar na “concertação social” o seu embrulho de medidas que visa destruir as formas de autodefesa legais de que muitos trabalhadores (mas não todos) ainda dispõem, aumentar horários de trabalho e a precariedade, baixando ao máximo o que eles chamam o “custo do trabalho”. Mas não é menos verdade que o projecto de alteração das leis laborais acaba de dar entrada no Parlamento, como o Governo avisara. A forma do diploma é, inclusive, muito próxima da versão inicial: à bruta, sem concessões.
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É verdade que Montenegro, dez meses depois, não conseguiu validar na “concertação social” o seu embrulho de medidas que visa destruir as formas de autodefesa legais de que muitos trabalhadores (mas não todos) ainda dispõem, aumentar horários de trabalho e a precariedade, baixando ao máximo o que eles chamam o “custo do trabalho”. Mas não é menos verdade que o projecto de alteração das leis laborais acaba de dar entrada no Parlamento, como o Governo avisara. A forma do diploma é, inclusive, muito próxima da versão inicial: à bruta, sem concessões.
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É verdade que Montenegro, dez meses depois, não conseguiu validar na “concertação social” o seu embrulho de medidas que visa destruir as formas de autodefesa legais de que muitos trabalhadores (mas não todos) ainda dispõem, aumentar horários de trabalho e a precariedade, baixando ao máximo o que eles chamam o “custo do trabalho”. Mas não é menos verdade que o projecto de alteração das leis laborais acaba de dar entrada no Parlamento, como o Governo avisara. A forma do diploma é, inclusive, muito próxima da versão inicial: à bruta, sem concessões.
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Em 16 de outubro de 2025, há pouco mais de meio ano, portanto, era publicado online um novo jornal reunindo sindicatos, trabalhadores das mais diversas profissões, incluindo intelectuais e homens e mulheres da cultura e das letras. Chamou-se Maio e o seu lema era “para pensar e ajudar a transformar o mundo”. Definia-se como um espaço coletivo onde se expõem, debatem e repensam ideias. Onde se dão e recebem informações úteis sobre vida e luta, política, sociedade, economia, trabalho. Onde se relatam e trocam experiências, se tiram e debatem lições. Um lugar onde cidadãos, gente que vive do trabalho, manual e intelectual, se propõe criticar radicalmente a sociedade onde vive.
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Os trabalhadores só sabem a força que têm quando lutam juntos, como na greve geral. O Governo e os grandes accionistas a que ele obedece resolveram esmagar o que resta a quem trabalha. Mas nós não aceitamos uma economia que esmaga a humanidade.
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Em 16 de outubro de 2025, há pouco mais de meio ano, portanto, era publicado online um novo jornal reunindo sindicatos, trabalhadores das mais diversas profissões, incluindo intelectuais e homens e mulheres da cultura e das letras. Chamou-se Maio e o seu lema era “para pensar e ajudar a transformar o mundo”. Definia-se como um espaço coletivo onde se expõem, debatem e repensam ideias. Onde se dão e recebem informações úteis sobre vida e luta, política, sociedade, economia, trabalho. Onde se relatam e trocam experiências, se tiram e debatem lições. Um lugar onde cidadãos, gente que vive do trabalho, manual e intelectual, se propõe criticar radicalmente a sociedade onde vive.
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Era esta a palavra de ordem mais gritada na Avenida da Liberdade, em Lisboa, junto a “Fascismo nunca mais”. A manifestação do 25 de Abril não foi mais uma com “milhares” de pessoas. Pelo terceiro ano consecutivo assistimos a uma massa de gente, com muitos jovens, a descer a avenida numa manifestação que dura várias horas. Foram centenas de milhares, a que se somam os que acudiram, no Porto, aos Aliados e noutras cidades, em inúmeras concentrações e eventos.
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É quase impossível deixar em palavras o que, há 52 anos, o tempo histórico fez. Em dias, fizeram-se anos. Na Lisnave, em apenas 3 meses, os operários demitiram em plenário a gestão fascista, que os denunciava à polícia política de Salazar. Impuseram o pagamento das horas extraordinárias, trabalho fixo, subsídio de férias e de natal, limites ao trabalho noturno e ao fim de semana — que era para descansar —, o direito à greve sem restrições nem pré-avisos ou serviços mínimos, e tectos aos salários dos gestores.