Jornal Maio

editorial

Jornal Maio
Em 16 de outubro de 2025, há pouco mais de meio ano, portanto, era publicado online um novo jornal reunindo sindicatos, trabalhadores das mais diversas profissões, incluindo intelectuais e homens e mulheres da cultura e das letras. Chamou-se Maio e o seu lema era “para pensar e ajudar a transformar o mundo”. Definia-se como um espaço coletivo onde se expõem, debatem e repensam ideias. Onde se dão e recebem informações úteis sobre vida e luta, política, sociedade, economia, trabalho. Onde se relatam e trocam experiências, se tiram e debatem lições. Um lugar onde cidadãos, gente que vive do trabalho, manual e intelectual, se propõe criticar radicalmente a sociedade onde vive.
Jornal Maio
Era esta a palavra de ordem mais gritada na Avenida da Liberdade, em Lisboa, junto a “Fascismo nunca mais”. A manifestação do 25 de Abril não foi mais uma com “milhares” de pessoas. Pelo terceiro ano consecutivo assistimos a uma massa de gente, com muitos jovens, a descer a avenida numa manifestação que dura várias horas. Foram centenas de milhares, a que se somam os que acudiram, no Porto, aos Aliados e noutras cidades, em inúmeras concentrações e eventos.
Jornal Maio
É quase impossível deixar em palavras o que, há 52 anos, o tempo histórico fez. Em dias, fizeram-se anos. Na Lisnave, em apenas 3 meses, os operários demitiram em plenário a gestão fascista, que os denunciava à polícia política de Salazar. Impuseram o pagamento das horas extraordinárias, trabalho fixo, subsídio de férias e de natal, limites ao trabalho noturno e ao fim de semana — que era para descansar —, o direito à greve sem restrições nem pré-avisos ou serviços mínimos, e tectos aos salários dos gestores.
Jornal Maio
Os sindicatos são organizações de trabalhadores, independentes do patronato e do Estado. A sua missão é simples: lutar pelo melhoramento das condições de vida e de trabalho dos seus associados.
Jornal Maio
Portugal tem uma política externa? Ou é apenas um repetidor de sinal da NATO/EUA e da UE?
Jornal Maio
Apesar da derrota de Montenegro e de Ventura na greve geral e nas eleições presidenciais, a “concertação” em volta do pacote laboral recomeçou. E recomeçou porque Seguro veio em socorro do desacreditado Montenegro exortar centrais sindicais e patronato a regressarem à mesa das “conversações”. Se a resposta dos trabalhadores for fraca, Montenegro e Ventura negociarão umas modificações cosméticas para fazer de conta, e o pacote passará no Parlamento.
Jornal Maio
Quando Donald Trump anunciou o aumento drástico das suas pautas aduaneiras, no “dia da Libertação”, anunciou-se a alvorada de uma nova época de proteccionismo. Porém, quando os índices na Wall Street começaram a cair, Donald Trump, negociou deals variados e, sobretudo, criou excepções e alçapões para os “Sete Magníficos”, os gigantes da “tech” que representam uma enorme parcela da variação do índice bolsista: Nvidia, Apple, Tesla, Meta, Alphabet, Amazon e Microsoft.
Jornal Maio
“Vem por aqui”, dizem-me alguns com olhos doces, / Estendendo-me os braços, e seguros / De que seria bom que eu os ouvisse / Quando me dizem: “vem por aqui”! / Eu olho-os com olhos lassos, / (Há, nos meus olhos, ironias e cansaços) / E cruzo os braços (…)
Jornal Maio
Depois do “comboio de tempestades” que espalhou destruição no país há uma imensa tarefa de reconstrução pela frente. Porém, houve e há outras questões com efeitos devastadores que têm de ser enfrentadas e resolvidas: anos de privatizações, com grandes empresas privatizadas, como a EDP, comunicações e transportes, a subcontratarem a manutenção das redes a pequenas empresas, ficando com cada vez menos trabalhadores qualificados. Com as barragens a serem geridas por privados, focados na obtenção de lucro, que acontecerá na bacia do Mondego, por exemplo?
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Depois do “comboio de tempestades” que espalhou destruição no país há uma imensa tarefa de reconstrução pela frente. Porém, houve e há outras questões com efeitos devastadores que têm de ser enfrentadas e resolvidas: anos de privatizações, com grandes empresas privatizadas, como a EDP, comunicações e transportes, a subcontratarem a manutenção das redes a pequenas empresas, ficando com cada vez menos trabalhadores qualificados. Com as barragens a serem geridas por privados, focados na obtenção de lucro, que acontecerá na bacia do Mondego, por exemplo?
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Em 16 de outubro de 2025, há pouco mais de meio ano, portanto, era publicado online um novo jornal reunindo sindicatos, trabalhadores das mais diversas profissões, incluindo intelectuais e homens e mulheres da cultura e das letras. Chamou-se Maio e o seu lema era “para pensar e ajudar a transformar o mundo”. Definia-se como um espaço coletivo onde se expõem, debatem e repensam ideias. Onde se dão e recebem informações úteis sobre vida e luta, política, sociedade, economia, trabalho. Onde se relatam e trocam experiências, se tiram e debatem lições. Um lugar onde cidadãos, gente que vive do trabalho, manual e intelectual, se propõe criticar radicalmente a sociedade onde vive.
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Era esta a palavra de ordem mais gritada na Avenida da Liberdade, em Lisboa, junto a “Fascismo nunca mais”. A manifestação do 25 de Abril não foi mais uma com “milhares” de pessoas. Pelo terceiro ano consecutivo assistimos a uma massa de gente, com muitos jovens, a descer a avenida numa manifestação que dura várias horas. Foram centenas de milhares, a que se somam os que acudiram, no Porto, aos Aliados e noutras cidades, em inúmeras concentrações e eventos.
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É quase impossível deixar em palavras o que, há 52 anos, o tempo histórico fez. Em dias, fizeram-se anos. Na Lisnave, em apenas 3 meses, os operários demitiram em plenário a gestão fascista, que os denunciava à polícia política de Salazar. Impuseram o pagamento das horas extraordinárias, trabalho fixo, subsídio de férias e de natal, limites ao trabalho noturno e ao fim de semana — que era para descansar —, o direito à greve sem restrições nem pré-avisos ou serviços mínimos, e tectos aos salários dos gestores.
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Os sindicatos são organizações de trabalhadores, independentes do patronato e do Estado. A sua missão é simples: lutar pelo melhoramento das condições de vida e de trabalho dos seus associados.
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Portugal tem uma política externa? Ou é apenas um repetidor de sinal da NATO/EUA e da UE?
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Apesar da derrota de Montenegro e de Ventura na greve geral e nas eleições presidenciais, a “concertação” em volta do pacote laboral recomeçou. E recomeçou porque Seguro veio em socorro do desacreditado Montenegro exortar centrais sindicais e patronato a regressarem à mesa das “conversações”. Se a resposta dos trabalhadores for fraca, Montenegro e Ventura negociarão umas modificações cosméticas para fazer de conta, e o pacote passará no Parlamento.
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Quando Donald Trump anunciou o aumento drástico das suas pautas aduaneiras, no “dia da Libertação”, anunciou-se a alvorada de uma nova época de proteccionismo. Porém, quando os índices na Wall Street começaram a cair, Donald Trump, negociou deals variados e, sobretudo, criou excepções e alçapões para os “Sete Magníficos”, os gigantes da “tech” que representam uma enorme parcela da variação do índice bolsista: Nvidia, Apple, Tesla, Meta, Alphabet, Amazon e Microsoft.
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“Vem por aqui”, dizem-me alguns com olhos doces, / Estendendo-me os braços, e seguros / De que seria bom que eu os ouvisse / Quando me dizem: “vem por aqui”! / Eu olho-os com olhos lassos, / (Há, nos meus olhos, ironias e cansaços) / E cruzo os braços (…)
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Depois do “comboio de tempestades” que espalhou destruição no país há uma imensa tarefa de reconstrução pela frente. Porém, houve e há outras questões com efeitos devastadores que têm de ser enfrentadas e resolvidas: anos de privatizações, com grandes empresas privatizadas, como a EDP, comunicações e transportes, a subcontratarem a manutenção das redes a pequenas empresas, ficando com cada vez menos trabalhadores qualificados. Com as barragens a serem geridas por privados, focados na obtenção de lucro, que acontecerá na bacia do Mondego, por exemplo?
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Depois do “comboio de tempestades” que espalhou destruição no país há uma imensa tarefa de reconstrução pela frente. Porém, houve e há outras questões com efeitos devastadores que têm de ser enfrentadas e resolvidas: anos de privatizações, com grandes empresas privatizadas, como a EDP, comunicações e transportes, a subcontratarem a manutenção das redes a pequenas empresas, ficando com cada vez menos trabalhadores qualificados. Com as barragens a serem geridas por privados, focados na obtenção de lucro, que acontecerá na bacia do Mondego, por exemplo?