Jornal Maio

crónica

Rui Viana Pereira
Descendo a Calçada, quanto mais vagueasse o transeunte curioso para as bandas da Rua dos Prazeres, para São Bento ou para as Mercês, mais pés descalços encontraria: os das adelas, das peixeiras, dos estivadores, cozinheiros, artesãos, guarda-freios, metalúrgicos, criados de baronesas refasteladas em vetustos palacetes, como aquele onde serviu o pai de Maria Matos.
Tiago Franco
Andei com a mala às costas por meio planeta achando que, a cada nova descoberta, tinha encontrado o meu espaço. Foi preciso o barulho tornar-se ensurdecedor e o caos uma notícia diária para perceber que, afinal, o paraíso do meu imaginário estava onde sempre esteve. Na ilha.
Maria Augusta Tavares
Falemos de encontros. Ou de desencontros. Não me refiro a encontros amorosos, no sentido íntimo, mas aos encontros entre sujeitos que se interdependem e que podem tornar mais leves as suas relações se puserem nela uma dose de humor, de empatia, de amor, por que não?
Fernão Lopes
Publicamos com algum atraso este excerto da primeira parte da Crónica de D. João I (foi escrita por Fernão Lopes por volta de 1450), que narra a crise de 1383-1385, a insurreição ou insurreições populares que ocorreram tanto em Lisboa como noutros locais do país. Fernão Lopes não foca apenas os acontecimentos no seio da nobreza, destacando o papel da “arraia-miúda”, o povo, na revolução. Sendo guarda-mor da Torre do Tombo, utilizou arquivos, atas e relatos para procurar garantir a veracidade dos factos.
Maria Augusta Tavares
A sociedade atribuiu às mães um papel tão gigante que até uma ateia comunista, experiente na mesma tarefa e analisada por anos, não concebe pôr no lixo sem culpa uma velha foto de sua mãe.
Maria Augusta Tavares
A civilidade dispensa rodeios, floreios e o uso de meias palavras. Ser direto, agir com rigor, ser sério, ter espinha dorsal, não lamber botas, a meu ver, em nada significa rompimento com o pacto de não agressão.
Maria Augusta Tavares
Não sei se é possível, nem sei se quero catalogar em ordem alfabética e dispor em gavetas coisas como abandono, amantes, amigos, amor, casamento, divórcio, filhos, marido, pai, mãe, paixão, saudade, sexo, vida, morte.
Maria Augusta Tavares
Nada diz mais de nós que a nossa casa.
Adriano Alcântara
Eram na Casa do Povo ou nos Bombeiros ou no Jardim do Cerco, se Verão fosse e houvesse uma festa qualquer. Recordo melhor os que aconteciam nos dois primeiros espaços, por serem mais frequentes: ora por necessidade de recolha de fundos, ora por ser Carnaval, ora por se ter chegado a meio da Quaresma e ser altura da Pinha, sei lá.
Maria Augusta Tavares
Era uma jovem belíssima. Loira, alta, corpão, uma potranca, diziam os homens à boca miúda, como se falassem de uma égua a ser domada. Dentre os candidatos a domadores, estava o homem que eu queria para mim. Era um pouco mais velho que eu, bonito, elegante, educado, não via nela uma égua, acho que não. Era um cavalheiro.
Rui Viana Pereira
Descendo a Calçada, quanto mais vagueasse o transeunte curioso para as bandas da Rua dos Prazeres, para São Bento ou para as Mercês, mais pés descalços encontraria: os das adelas, das peixeiras, dos estivadores, cozinheiros, artesãos, guarda-freios, metalúrgicos, criados de baronesas refasteladas em vetustos palacetes, como aquele onde serviu o pai de Maria Matos.
Tiago Franco
Andei com a mala às costas por meio planeta achando que, a cada nova descoberta, tinha encontrado o meu espaço. Foi preciso o barulho tornar-se ensurdecedor e o caos uma notícia diária para perceber que, afinal, o paraíso do meu imaginário estava onde sempre esteve. Na ilha.
Maria Augusta Tavares
Falemos de encontros. Ou de desencontros. Não me refiro a encontros amorosos, no sentido íntimo, mas aos encontros entre sujeitos que se interdependem e que podem tornar mais leves as suas relações se puserem nela uma dose de humor, de empatia, de amor, por que não?
Fernão Lopes
Publicamos com algum atraso este excerto da primeira parte da Crónica de D. João I (foi escrita por Fernão Lopes por volta de 1450), que narra a crise de 1383-1385, a insurreição ou insurreições populares que ocorreram tanto em Lisboa como noutros locais do país. Fernão Lopes não foca apenas os acontecimentos no seio da nobreza, destacando o papel da “arraia-miúda”, o povo, na revolução. Sendo guarda-mor da Torre do Tombo, utilizou arquivos, atas e relatos para procurar garantir a veracidade dos factos.
Maria Augusta Tavares
A sociedade atribuiu às mães um papel tão gigante que até uma ateia comunista, experiente na mesma tarefa e analisada por anos, não concebe pôr no lixo sem culpa uma velha foto de sua mãe.
Maria Augusta Tavares
A civilidade dispensa rodeios, floreios e o uso de meias palavras. Ser direto, agir com rigor, ser sério, ter espinha dorsal, não lamber botas, a meu ver, em nada significa rompimento com o pacto de não agressão.
Maria Augusta Tavares
Não sei se é possível, nem sei se quero catalogar em ordem alfabética e dispor em gavetas coisas como abandono, amantes, amigos, amor, casamento, divórcio, filhos, marido, pai, mãe, paixão, saudade, sexo, vida, morte.
Maria Augusta Tavares
Nada diz mais de nós que a nossa casa.
Adriano Alcântara
Eram na Casa do Povo ou nos Bombeiros ou no Jardim do Cerco, se Verão fosse e houvesse uma festa qualquer. Recordo melhor os que aconteciam nos dois primeiros espaços, por serem mais frequentes: ora por necessidade de recolha de fundos, ora por ser Carnaval, ora por se ter chegado a meio da Quaresma e ser altura da Pinha, sei lá.
Maria Augusta Tavares
Era uma jovem belíssima. Loira, alta, corpão, uma potranca, diziam os homens à boca miúda, como se falassem de uma égua a ser domada. Dentre os candidatos a domadores, estava o homem que eu queria para mim. Era um pouco mais velho que eu, bonito, elegante, educado, não via nela uma égua, acho que não. Era um cavalheiro.