dicionário da novilíngua

Burnout

Segundo o dicionário da Porto Editora, nome masculino (psicologia) que designa esgotamento físico e mental causado por excesso de trabalho ou por stress decorrente da atividade profissional. Segundo o dicionário de inglês Merriam-Webster, exaustão da força física ou emocional, ou da motivação, geralmente como resultado de stress ou frustração prolongados.

EM NOVILÍNGUA:
Burnout é um termo que só recentemente entrou no léxico comum em Portugal. Porém, problemas de saúde mental como o burnout já são descritos há décadas: “A nossa sociedade ocidental contemporânea, a despeito do seu progresso material, conduz cada vez menos à saúde mental, e tende a sabotar a segurança interior, a felicidade, a razão e a capacidade de amar no indivíduo; tende a transformá-lo num autómato que paga o seu fracasso humano com doenças mentais cada vez mais frequentes e desespero oculto sob um frenesim pelo trabalho e pelo chamado prazer”, escrevia o psicólogo, psicanalista e sociólogo alemão Eric Fromm na década de 50 do século passado. Mas acrescentava: “onde há sintomas há conflito, e conflito indica sempre que as forças da vida (…) ainda lutam. As vítimas de doença mental realmente perdidas encontram-se entre aqueles que parecem mais normais” (…) “porque são normais somente em relação a uma sociedade profundamente anormal”. ASP

Os trabalhadores só sabem a força que têm quando lutam juntos, como na greve geral. O Governo e os grandes accionistas a que ele obedece resolveram esmagar o que resta a quem trabalha. Mas nós não aceitamos uma economia que esmaga a humanidade.  

Pacheco Pereira parece não ter conseguido expressar qual era a sua preocupação quanto à guerra: receia que a guerra se expanda para os países da União Europeia? Será medo de que a frente de batalha passe de Kiev para Berlim? Para Lisboa? Restaurar o SMO em Portugal não parece responder a nenhum destes problemas.

A educação só pode ser transformadora se desafiar as relações de opressão. Não é neutra. Ou se afirma como prática de resistência, ou se converte em instrumento de reprodução social.

A 13 de março de 1838 dar-se-á a rutura decisiva entre liberais burgueses e a sua base popular, com o confronto adiado entre as forças do Exército e parte das Guardas Nacionais (em grande medida operários arsenalistas), em plena Praça do Rossio, em Lisboa, após uma emboscada perpetrada por Costa Cabral. O resultado foi trágico: mais de cem mortos e centenas de feridos, numa estimativa conservadora, vitimando sobretudo os elementos da milícia cívica.

Sem Fritz Platten (1883-1942), a história mundial teria seguido um curso diferente. Este comunista suíço é hoje principalmente recordado como o organizador do “vagão blindado” em que Lenine e os seus camaradas atravessaram a Alemanha, permitindo-lhes participar na Revolução Russa. É provável que Platten tenha, pouco depois, salvado Lenine de uma tentativa de assassinato. Tal como muitos outros comunistas, Platten foi assassinado pelo estalinismo.

O Tempo contra o Tempo é um podcast apresentado por Raquel Varela.

 #51

Deus não é uma arma do colonialismo e da guerra

“A substância de Deus é a liberdade, fora deste valor Deus não existe. Matar, fazer guerra esse Deus não existe”. Raquel Varela conversa com o Padre José Luís Rodrigues.

APOIA O MAIO!

Nunca os trabalhadores precisaram tanto de uma voz independente.

Para que servem as prisões? Para que o trabalho pareça livre

António Pedro Dores

A educação artística como prática transformadora

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Guerra é terrorismo

Mário Tomé

Vamos curar a hetero-sexualidade?

João Carlos Louçã

SEGUE-NOS

Nasceu para dar a volta a isto tudo.

Eu, é mais para encher chouriços, dar horas à espera.

E juro que há quem faça fila para ver.

Enfim, hoje em dia, nada me espanta.

A vizinha do lado, que costuma

ler autores sefarditas do século XVIII,

todos os dias, à hora do chá,

faz uma tarte Tatin maravilhosa.

Diz que é fácil,

que é só dar a volta,

que com tanta prática

até é capaz de escrever Os Lusíadas ao contrário.

Nunca chegou a explicar como.

Uma pena.

ANGHEL, Golgona
 — “Nasceu para dar a volta a isto tudo”.
In: Nadar na piscina dos pequenos.
Lisboa: Assírio & Alvim, 2017

Margarete Schütte-Lihotzky, uma arquitecta que não sabia estrelar um ovo, projectou a cozinha moderna e revolucionou a forma como cozinhamos.

O Livros a Oeste – Festival do Leitor regressa à Lourinhã entre 12 e 16 de maio para a sua 14.ª edição. Define-se como um espaço de encontro em torno do livro, da palavra e do pensamento, entendido aqui como gesto de criação, mas também como forma de participação na vida pública.

TEMPO DAS CEREJAS

Acontecimentos relevantes do mundo
do trabalho

PÕE A TUA LUTA NO MAIO!

Vais organizar greves, protestos, manifestações pelos teus direitos? Queres tornar pública uma luta no teu trabalho, bairro ou aldeia? Escreve-nos.

Episódios da luta de classes
Por
João Mascarenhas

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