DICIONÁRIO DA NOVILÍNGUA

Corporações, corporativo

Segundo o dicionário da Porto Editora, nome feminino que significa: 1) conjunto de pessoas sujeitas à mesma regra ou que dirigem assuntos de interesse público; 2) associação que reúne os membros de uma mesma profissão, organizados sob um regulamento comum; 3. [por extensão] empresa ou conjunto de empresas com grande relevância num ou mais setores da atividade económica. Já corporativo é um adjetivo relativo a 1) próprio de corporação; 2) organizado em corporações; 3) relativo a corporativismo.

EM NOVILÍNGUA:

Corporação e corporativo é usado para designar, em geral, grandes empresas ou grupos de empresas importantes num ou mais ramos de atividade. Não é inocente a preferência por substituir empresas e o adjetivo empresarial por corporações e corporativo. Recorde-se que o Estado Novo foi um regime autoritário baseado no corporativismo, organizando a sociedade e a economia em corporações de trabalhadores e patrões subordinadas ao Estado. O objetivo era suprimir os conflitos de classes, substituindo os sindicatos livres pelos “sindicatos nacionais” e os grémios. ASP

Depois do “comboio de tempestades” que espalhou destruição no país há uma imensa tarefa de reconstrução pela frente. Porém, houve e há outras questões com efeitos devastadores que têm de ser enfrentadas e resolvidas: anos de privatizações, com grandes empresas privatizadas, como a EDP, comunicações e transportes, a subcontratarem a manutenção das redes a pequenas empresas, ficando com cada vez menos trabalhadores qualificados. Com as barragens a serem geridas por privados, focados na obtenção de lucro, que acontecerá na bacia do Mondego, por exemplo?

Eis algumas noções básicas sobre dívida, privada e pública, e suas possíveis consequências, no nosso bolso e no condicionamento das políticas do país.

O programa para abater os “pilares do declínio” é o programa que Estados e governos europeus aplicam sob a batuta da Comissão Europeia. Acabar com a segurança do emprego e os direitos dos funcionários; destruir a segurança social e as pensões, acabar com a indústria “obsoleta” e com um ensino público que forma cidadãos em vez de empresários — eis o molde comum de todos os programas em aplicação na EU de Von der Leyen.

Se os maiores cineastas e artistas do nosso tempo não se conseguem levantar para dizer que o que tem acontecido em Gaza, o que está a acontecer em Gaza é um genocídio do povo palestiniano pelo Estado de Israel, saibam que a história os julgará.

Este estudo foi redigido para um colóquio organizado por Georges Labica na Universidade de Nanterre, em 1995, por ocasião do centenário da morte de Friedrich Engels. Pela sua extensão, apresentamo-lo aqui em três partes. Aborda o pensamento de Engels sobre a evolução da arte da guerra na época da revolução industrial, sobre os aspectos militares da política internacional, sobre estratégia e táctica, bem como sobre o comando e a qualidade dos generais.
Tradução de Adriano Zilhão.

Raquel Varela entrevista Patrício Nusshold, psicólogo, dramaturgo e ator de “Dar o Couro / D’arrache corps”, peça que vai estar em palco em Lisboa e Porto. Esta é a primeira peça de teatro em que o Maio se envolve em parceria, através de um sonho dos seus associados, a criação de uma Escola de Trabalho e Cultura para todos, a Escola Internacionalista José Fontana. 

Entrevista de Raquel Varela

Em 1846, Pierre Dupont publica seu livro de Cantos e Canções, poemas alguns dos quais ele mesmo musicou. Naquele contexto, com o desenvolvimento da industrialização, despontava uma nova força social: a classe operária. Cada vez mais numerosa nas grandes cidades, a classe trabalhadora vinha sofrendo com as duras condições de vida e trabalho, ao mesmo tempo que se organizava e demandava participação política, agitada pelas ideias socialistas que vinham ganhando força na França e na Inglaterra.

Peças do cancioneiro contadas
e cantadas por Rafael Rosa

APOIA O MAIO!

Nunca os trabalhadores precisaram tanto de uma voz independente.

Defesa civil ou guerra militar

Mário Tomé

A UGT e a proposta “Trabalho com direitos XXI”

João Leal Amado

Bairros problemáticos

Rui Pinto

Portugal a três tempos: a ideologia urbana e a resistência rural

Duarte Figueiredo

SEGUE-NOS

Moda do Entrudo

Ó entrudo ó entrudo
Ó entrudo chocalheiro
Que não deixas assentar
As mocinhas ao solheiro

Eu quero ir para o monte
Eu quero ir para o monte
Que no monte é qu’eu estou bem
Que no monte é qu’eu estou bem

Eu quero ir para o monte
Eu quero ir para o monte
Onde não veja ninguém
Que no monte é qu’eu estou bem

Estas casassão caiadas
Estas casas são caiadas
Quem seria a caiadeira
Quem seria a caiadeira

Foi o noivo mais a noiva
Foi o noivo mais a noiva
Com um ramo de laranjeira
Quem seria a caiadeira

TEMPO DAS CEREJAS

Acontecimentos relevantes do mundo
do trabalho

PÕE A TUA LUTA NO MAIO!

Vais organizar greves, protestos, manifestações pelos teus direitos? Queres tornar pública uma luta no teu trabalho, bairro ou aldeia? Escreve-nos.

Episódios da luta de classes

O Tempo contra o Tempo é um podcast apresentado por Raquel Varela.

 #40

Raquel Varela conversa com
a enfermeira Gorete Pimentel

Gorete Pimentel, do SITEU, recorda a força dos trabalhadores. E critica, também, a cumplicidade de muitos trabalhadores com o poder. Fala sobre ser enfermeira obstetra, sente “vergonha” de ver mulheres a parir em ambulâncias, conversámos sobre a posição dos sindicatos dos enfermeiros nos EUA pela expulsão do ICE, sobre o estado da saúde no país, sobre como a preocupa a privatização na educação (igual à que foi feita na saúde em 2009). Gorete Pimentel, enfermeira, sindicalista, já foi operária têxtil e feirante.
Por
João Mascarenhas

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