DICIONÁRIO DA NOVILÍNGUA

Democracia

Segundo o dicionário da Porto Editora, nome feminino que significa: 1) sistema político em que a autoridade emana do conjunto dos cidadãos, baseando-se nos princípios de igualdade e liberdade; 2) nação democrata; 3) forma de organização em que todos os membros de um grupo participam em grau semelhante no processo de tomada de decisões sobre esse coletivo.

EM NOVILÍNGUA:

Só que, já cantava (e canta) o Sérgio Godinho: “Há muitos países que julgam que têm democracia / Inclusive às vezes o nosso / Mas encha-se de justiça o fosso e erga-se a liberdade ao meio / Que só de intenções ’tá o inferno cheio. / Não há justiça sem liberdade / O vice-versa é também verdade.” No dia 8 não confundamos a democracia e os seus filhos com algum filho da mãe que também jure por ela. ASP

A tempestade Kristin e o seu rasto de destruição deixaram à vista de todos um Estado falhado, desmantelado por décadas de neoliberalismo, e um Governo incapaz de responder à realidade.

Renata Cambra, professora e ativista política de esquerda, tem vindo a receber ameaças de violação e morte por parte do grupo neonazi 1143, liderado pelo criminoso Mário Machado. Estas ameaças repetiram-se já este ano, com frases no Telegram como “aparecias com uma cruz invertida enfiada desde o cu até à boca, vocês mulheres precisam aprender, não é por acaso que às vezes são encontradas aos bocados na mala dum carro ou que a taxa de feminicídio tenha aumentado, apenas colhem o que semeiam”, ou “a puta da Renata Cambra deve estar a dar pulos de alegria, não sei como ninguém trata dessa puta, bando de frouxos submissos a mulheres, se fosse no Brasil já tinha sido encomendado o estupro da puta e ela já tinha aparecido esquartejada em pedaços dentro dum saco, ainda espero que isso venha a acontecer”.

O Maio dá-lhe a palavra.

A limitação dos pontos de acesso e a sua concentração em grandes Urgências respondendo por grandes áreas, levou a dificuldades extremas de resposta a todos os casos. Sem médico de família, sem centro de saúde aberto e com vaga de atendimento, sem terem quem os trate, os ajude, os oiça, os doentes afluem às Urgências e entopem-nas.

O trabalho por turnos causa disrupção do ciclo circadiano, com alterações metabólicas e hormonais, que têm vindo a ser associadas a um aumento do risco de várias doenças.

Um mês depois do sequestro do Presidente venezuelano Nicolás Maduro e da deputada e sua mulher, Cilia Flores, começam a poder discernir-se algumas coordenadas da nova situação no país e para além dele.

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Nunca os trabalhadores precisaram tanto de uma voz independente.

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Streets of Minneapolis

Pelo gelo e frio do inverno
Descendo a Avenida Nicollet,
Arrostou a cidade ardente fogo e gelo
Sob o tacão dum ocupante.
O exército privado d’el-rei Trump,
Armas a escorrer pelos blusões,
Vinha trazer a lei a Minneapolis
Ou assim contaram eles

Contra fumo e balas de borracha,
Reluzia o amanhecer,
De pé pela justiça,
Na noite a voz ecoou dos cidadãos,
A clemência não teve lugar,
Ficaram pegadas ensanguentadas,
Deitados à morte, dois, nas ruas nevadas
Alex Pretti e Renée Good

Oh, Minneapolis nossa, ouço a tua voz
A cantar na névoa de sangue.
Defenderemos esta terra
E o forasteiro no nosso seio
Aqui, em nossa casa, rusgaram, mataram
No inverno de 26
Recordaremos os nomes que morreram
Nas ruas de Minneapolis

Espancaram-no os jagunços de Trump
No rosto e no peito,
Soaram depois os tiros,
Alex Pretti jazeu na neve, morto.
Alegaram legítima defesa, senhor juiz,
Nos seus olhos não creia!
São o nosso sangue, os nossos ossos,
Mais estes apitos e telefones
Contra mentiras porcas do Miller e da Noem

Oh, Minneapolis nossa, ouço a tua voz
A cantar na névoa de sangue.
Recordaremos os nomes que morreram
Nas ruas de Minneapolis

Dizem vir para a lei cumprir,
Mas espezinham nossos direitos
Pele negra ou morena tens, amigo?
Que t’interrogam e deportam à vista!
No cântico «ICE fora, já!»,
Revive da cidade coração e alma
Nos vidros partidos e lágrimas de sangue
Das ruas de Minneapolis

Oh, Minneapolis nossa, ouço a tua voz
A cantar na névoa de sangue.
Aqui, em nossa casa, rusgaram, mataram
No inverno de 26
Defenderemos esta terra
E o forasteiro no nosso seio
Recordaremos os nomes que morreram
Nas ruas de Minneapolis
Recordaremos os nomes que morreram
Nas ruas de Minneapolis

Fora ICE (Fora ICE)
Fora ICE (Fora ICE)
Fora ICE (Fora ICE)
Fora ICE (Fora ICE)
Fora ICE (Fora ICE)
Fora ICE

Bruce Springsteen

TEMPO DAS CEREJAS

Acontecimentos relevantes do mundo
do trabalho

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Vais organizar greves, protestos, manifestações pelos teus direitos? Queres tornar pública uma luta no teu trabalho, bairro ou aldeia? Escreve-nos.

Episódios da luta de classes

O Tempo contra o Tempo é um podcast apresentado por Raquel Varela.

#38

Está tanto por dizer, e por cantar

Os Cara de Espelho conversam sobre o novo disco, “B”, que se estreia em Fevereiro no Teatro Louletano. Pedro da Silva Martins e Maria Antónia Mendes conversam com Raquel Varela sobre as personagens que habitam este novo álbum, porque habitam o país. Ainda está tanto por dizer e por cantar. 
Por
João Mascarenhas

Associações criam ludoteca solidária em Leiria para apoiar crianças e jovens afetados pela tempestade.

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