DICIONÁRIO DA NOVILÍNGUA

Sinergia

SSegundo o dicionário da Porto Editora, nome feminino que designa: 1) ação conjunta de coisas, pessoas ou organizações, com vista a obter um resultado superior ao obtido isoladamente por cada uma das partes; 2) (anatomia) associação de diversos sistemas (músculos, órgãos) para a realização de uma tarefa, sendo o resultado superior ao obtido através das ações exercidas individualmente por cada sistema; 3) (farmácia) ação simultânea de dois medicamentos não antagonistas, produzindo efeitos adicionais ou reforçados. Etimologia: Do grego synergía, “cooperação”.

EM NOVILÍNGUA:

É curioso que, significando pela sua etimologia “cooperação”, a palavra sinergia, ou sinergias, apareça sempre associada a perdas para os trabalhadores quando há aquisições ou fusões de empresas. Recentemente, o governo anunciou a sua vontade de “aprofundar sinergias [entre a agência Lusa e] a RTP/RDP para estudar o cenário de utilização comum de infraestruturas das duas empresas” (jornal eco, 12-03-26). Logo “as duas comissões de trabalhadores [RTP e Lusa] alerta[ra]m que a junção das sedes no mesmo espaço pode vir a afetar a identidade dos respetivos órgãos de comunicação social, assim como o produto final do trabalho da televisão pública, da rádio pública e da agência de notícias”. Sempre desconfiados, estes trabalhadores, mesmo quando são jornalistas! ASP

Após a greve geral e a eleição de Seguro como Presidente da República, sobretudo após as declarações deste, durante a campanha eleitoral, de que “vetaria” o pacote laboral, instalou-se um ambiente de expectativa entre os trabalhadores. Porém, o terreno mais favorável aos trabalhadores para a definição dos seus salários e condições de trabalho não é a “Concertação Social” nem o parlamento, mas as empresas e a rua.

Que humano é um humano que generalizadamente delegou na máquina o pensamento, ao ponto de poder renunciar ao exercício consciente e consciencioso da sua própria faculdade de pensar?

Estudos em psicodinâmica do trabalho mostraram que as novas formas de organização do trabalho introduzidas pela viragem gestionária modificaram consideravelmente a relação subjetiva com o trabalho. Estas últimas são responsáveis por um aumento sem precedentes dos distúrbios psíquicos relacionados com o trabalho.

Por que foram os potenciais interessados proibidos ou limitados de reunir com os sindicatos, de forma que estes possam compreender o modelo operacional e estratégico pretendido para a TAP?

1º CONGRESSO DO MAIO

Um Congresso de Ideias para Transformar o Mundo

A crítica à literacia financeira, enquanto instrumento de poder, alinhado com a mão de obra necessária aos mercados e ao sistema capitalista, abre espaço para uma questão incontornável: que educação matemática queremos, afinal, fomentar? Se não uma educação orientada para a adaptação ao sistema económico vigente, então que alternativa se apresenta?

O Tempo contra o Tempo é um podcast apresentado por Raquel Varela.

 #47

Ninguém cuida da ferrovia como os trabalhadores

Os gestores, nomeados pelos partidos do Estado, têm-na destruído, tem posto em causa a CP. Raquel Varela conversa com Luís Pinto e Bruno Oliveira, do STEMEF, sindicato independente da manutenção ferroviária. Uma conversa sobre o real do trabalho, sobre quem cuida de nós.

APOIA O MAIO!

Nunca os trabalhadores precisaram tanto de uma voz independente.

Quando, em 1981, professora de alfabetização de adultos, cheguei à aldeia de Vilar (Vila do Conde), levava muitos sonhos e curiosidade de descobrir mais sobre Joaquim Moreira da Silva (JMS), um poeta (falecido 20 anos antes) que descobrira em Poetas Populares (II vol.), de Fernando Cardoso. A vida e obra de JMS foram um dos primeiros temas do curso, dada a entusiástica recetividade do meu grupo de adultos a essa ideia. A minha pesquisa foi, assim, iniciada com a sua colaboração.

Merle Travis gravou a sua versão de “16 tons”, que segundo ele foi inspirada numa carta escrita pelo seu irmão John, que trabalhava nas minas de carvão do Kentucky, onde vigorava o sistema em que os trabalhadores não eram pagos em dinheiro, mas na forma de “vales”, aceites apenas pelo armazém da empresa mineradora. Assim endividavam-se para além do que ganhavam. Depois de extrair “dezasseis toneladas” de carvão por dia, que ganhava um mineiro? Apenas ficava “um dia mais velho e com uma dívida maior”, segundo o irmão de Travis.

Trump vê Leão XIV como um aiatola

Pe. José Luís Rodrigues

Do lado de cá da muralha

Duarte d’Araújo Mata

Aljube, um museu em disputa

Luís Farinha

Saramago, a revisão curricular ou a diluição do Nobel da Literatura

António Carlos Cortez

SEGUE-NOS

– Não quero trabalhar nem estudar, o que eu quero é namorar. –  disse a princesa e cruzou os braços.

Dormia de braços cruzados e tinham de lhe dar de comer porque a princesa só podia abrir os braços para abraçar o namorado e não havia nenhum namorado para ela.

Quando se acabou o dinheiro, acabaram-se as criadas e acabou a comida. A princesa morreu de fome, muito suja, mas sempre de braços cruzados.

E nem os cangalheiros nem os médicos legistas lhe conseguiram descruzar os braços porque nem os cangalheiros nem os médicos legistas eram o namorado da princesa de braços cruzados porque não havia namorado para ela.

Foi conservada em formol dentro de um frasco de vidro transparente para ser mostrada aos visitantes do Museu de História Natural. Na placa que dá informações sobre o conteúdo do frasco está escrito em latim: “só descruzará os braços quando lhe aparecer um namorado”. Todos no museu têm a esperança de que um dia um visitante saiba latim e seja o namorado da princesa de braços cruzados.

Mas a empregada do balcão do bar do Museu, menos positiva do que o resto do pessoal, resolveu fazer o mesmo que a princesa de braços cruzados. Por isso não há bicas para ninguém.

Adília Lopes, Caras Baratas (antologia), Lisboa, Relógio D’Água, 2004.

TEMPO DAS CEREJAS

Acontecimentos relevantes do mundo
do trabalho

PÕE A TUA LUTA NO MAIO!

Vais organizar greves, protestos, manifestações pelos teus direitos? Queres tornar pública uma luta no teu trabalho, bairro ou aldeia? Escreve-nos.

Episódios da luta de classes

Reformado preso pela polícia em Inglaterra por se manifestar pela Palestina

Por
João Mascarenhas

O Preço de Viver

A Associação Cultural e Artística ArtMatriz lança a edição de 2026 do MostrART, dedicada ao tema “O Preço de Viver”, um convite à reflexão artística sobre uma das realidades mais marcantes da sociedade atual. Num tempo em que viver se tornou cada vez mais caro, esta edição do mostrART convida artistas a refletir sobre o verdadeiro custo da vida na sociedade contemporânea.

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