dicionário da novilíngua

Looksmaxxing

Segundo o dicionário britânico da Collins, nome que designa a tentativa de maximizar a atratividade da própria aparência física. Segundo o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, “o tema já tem alguns anos nos media de língua inglesa, mas, em Portugal, só nos últimos meses as secções de moda e tendências da comunicação social lhe deram espaço”. É a “denominação de um conjunto de práticas para aperfeiçoar a aparência masculina, que surgiu nos anos 10 deste século e parece ser popular graças ao TikTok.”

O Ciberdúvidas cita um artigo de Maria Castello Branco no Expresso de 7/04/26: “A escala de intervenção começa na maximização do sono, passa pelo consumo de substâncias chamadas péptidos [ou peptídeos, alegadamente para produção de colagénio e supressão do apetite] e termina em cirurgias irreversíveis” [para, por exemplo, obter “olhos de predador”].  Passa também por martelar ossos para “melhorar” as maçãs do rosto ou obter um queixo quadrado. O objetivo, segundo o artigo da Wikipedia, é aumentar o “valor de mercado sexual” da pessoa. Também se fazem coisas parecidas ao gado, para aumentar o seu “valor de mercado” – num talho. ASP

É verdade que Montenegro, dez meses depois, não conseguiu validar na “concertação social” o seu embrulho de medidas que visa destruir as formas de autodefesa legais de que muitos trabalhadores (mas não todos) ainda dispõem, aumentar horários de trabalho e a precariedade, baixando ao máximo o que eles chamam o “custo do trabalho”. Mas não é menos verdade que o projecto de alteração das leis laborais acaba de dar entrada no Parlamento, como o Governo avisara. A forma do diploma é, inclusive, muito próxima da versão inicial: à bruta, sem concessões.

No dia 23 de Março, 15 minutos antes de Trump anunciar que adiava os ataques à rede eléctrica iraniana, houve apostas de quase 600 milhões de dólares na queda dos preços do petróleo. No dia 17 de Abril, 20 minutos antes de o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, anunciar nas redes sociais que o estreito de Ormuz estava aberto, os corretores apostaram 760 milhões de dólares na queda dos preços do petróleo.

No 1.º Congresso do Maio, Mário Tomé apresentou o tema “A guerra nos dias de hoje”. Dessa intervenção selecionámos alguns dos momentos mais significativos a apresentamo-los aqui.

Hoje, a entrada acelerada da Inteligência Artificial (IA) nas escolas e nas universidades coloca uma interrogação que já não pode ser ignorada. Não se trata apenas de saber se a tecnologia é útil ou inevitável. A questão é mais profunda e mais exigente: o que acontece à formação intelectual e cívica dos alunos quando escrever deixa de ser um treino e passa a ser uma delegação?

Além do Estatuto da Carreira Docente, o que está em causa não é um debate sobre modelos administrativos, é a própria possibilidade de a escola continuar a cumprir a sua função pública. 

Primeira parte da entrevista de Afonso Maia Silva, do Maio, ao historiador Diogo Ferreira, que estuda a história local da cidade do Sado, sobre os fuzilamentos de Setúbal de 1911 e investiga o que se passou com duas vítimas; os operários António Mendes e Mariana Torres. 

Afonso Maia Silva entrevista Diogo Ferreira

Sem Fritz Platten (1883-1942), a história mundial teria seguido um curso diferente. Este comunista suíço é hoje principalmente recordado como o organizador do “vagão blindado” em que Lenine e os seus camaradas atravessaram a Alemanha, permitindo-lhes participar na Revolução Russa. É provável que Platten tenha, pouco depois, salvado Lenine de uma tentativa de assassinato. Tal como muitos outros comunistas, Platten foi assassinado pelo estalinismo.

O Tempo contra o Tempo é um podcast apresentado por Raquel Varela.

 #52

“Sou um imigrante sexual”

Escritor, romancista, diz que a literatura é uma vingança, vingou-se agora do Partido Fascista Chega criando um “Ventura” o Furão, vingou-se dos maus tratos dos patrões nas fábricas da lanifícios da Covilhã aos seus colegas de escola, ainda no Estado Novo; diz que a literatura está mal porque há uma crise geral de imaginação, não é capaz de viver sem rir, a sua mais poderosa arma, diz-se um imigrante sexual, que teve que ir para França para poder fazer amor livremente. Não percebe a falta de desejo que vê na cara hoje de jovens e não jovens, acha que as redes sociais ajudaram a matar o desejo. Quando, ainda na ditadura, um crítico literário disse mal de um livro dele mandou durante dois meses um carro funerário à sua porta.

A partir de 1890, o 1º de Maio passa a ser um dia de greves no mundo inteiro em defesa da redução da jornada de trabalho. Em Itália, o advogado anarquista Pietro Gori, preocupado com desenvolver alguma tática para convencer as famílias trabalhadoras a aderirem à greve, resolve escrever uma peça de teatro, “O Primeiro de Maio”. Em fundo, era entoada a canção, com a melodia da ária “Va, pensiero”, da ópera Nabucco, de Verdi, que representava o cativeiro do povo hebreu na Babilónia. Esse canto de libertação dos oprimidos passou a ter o significado de um apelo ao levantamento da classe trabalhadora contra a exploração capitalista.

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Nunca os trabalhadores precisaram tanto de uma voz independente.

Os tachistas oportunistas 6 - O casal maravilha do Chega que come em todo o lado

Manuel da Silva Ramos

Para que servem as prisões? Para que o trabalho pareça livre

António Pedro Dores

A educação artística como prática transformadora

Mariana Bacelar

Guerra é terrorismo

Mário Tomé

SEGUE-NOS

Requisição de Silêncio
(Com Interrogatório e sangue nos dentes)
 
Se o Estado prefere tanques,
Senhora Directora da PIDE das Almas,
eis a minha declaração sob tortura:
confesso o verso escondido na sola do sapato,
a metáfora que fugiu pela janela do quarto de
interrogatório,
e o estribilho que os porões não calaram
UM PAÍS É UMA GAIOLA COM HINO
 
A contabilidade do horror!
Até os gemidos têm recibos em triplicado,
e os poemas, esses subversivos,
são revistados à porta do peito,
enquanto a pátria, de farda, cataloga
até o peso das lágrimas nos relatórios de segurança
nacional.
 
Devolva-me o papel que o lápis engoliu de medo,
o grito que o muro-de-berlim-do-avesso regurgitou em
Lisboa,
o instante em que o poeta, nu de palavras,
cuspia sonhos no colo do verdugo.
 
Nota de rodapé do sistema:
A arte é crime sem corpo de delito,
mas a alma tem impressões digitais.
 
Senhora Directora, cuidado com os arquivos da noite:
há sílabas que disparam como balas perdidas.
 
E se o orçamento for uma balança,
pesem isto:
 
o dinheiro para a guerra vem em sacos de ráfia,
enquanto a cultura — migalhas em envelopes de veneno
é servida com o sorriso do funcionário do terceiro inferno.
 
Mas ouça o segredo que os muros sopram:
até a tinta invisível sangra,
até um poema torturado
guarda, sob as unhas,
sementes de um alfabeto
futuro.

Fátima Vale (Oshakati, Namíbia, 1975) é poeta e criadora cénica.
“Requisição de Silêncio (Com Interrogatório e sangue nos dentes)” integra P.E.L.E. — Programa da Erosão Lenta do Encontro (Edições Correntes de Ar, 2026)

Episódios da luta de classes
Bloco judaico na manifestação em defesa da Palestina em Londres 16 de Maio.

Green Border – Zona de Exclusão é um filme de 2023 realizado por Agnieszka Holland. Em preto e branco, dramatiza a situação dos migrantes apanhados na fronteira entre a Bielorrússia e a Polónia. Em agosto de 2021, o Governo bielorrusso abriu as portas à passagem de migrantes para as fronteiras da Lituânia, Polónia e Letónia. Dezenas de milhares acorreram à fronteira polaca, numa zona de floresta, onde, em vez de chegarem ao “paraíso” sonhado da UE, são roubados, tratados com extrema violência e empurrados através do arame farpado da Bielorússia para a Polónia, e da Polónia de volta para a Bielorússia, uma vez e outra.

Margarete Schütte-Lihotzky, uma arquitecta que não sabia estrelar um ovo, projectou a cozinha moderna e revolucionou a forma como cozinhamos.

TEMPO DAS CEREJAS

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Por
João Mascarenhas

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