dicionário da novilíngua

Antissemitismo

Segundo o dicionário da língua portuguesa da Porto Editora, nome masculino que significa 1) ódio, antipatia ou aversão aos Judeus enquanto grupo étnico e religioso; 2) doutrina ou prática que promove hostilidade, perseguição, discriminação, preconceito e/ou violência contra judeus, em virtude da sua identidade étnica e/ou religiosa.

EM NOVILÍNGUA:

O combate ao antissemitismo e a aprovação de leis como o Antisemitism Awareness Act nos EUA ou a proibição do discurso de ódio contra os Judeus e a negação do Holocausto no Código Penal alemão do pós-guerra são conquistas civilizacionais. Mas isto é completamente subvertido quando legislação como a aprovada em novembro de 2024 na Alemanha, a resolução “Nie wieder ist jetzt” (“Nunca mais é agora”), é usada para criminalizar o apoio a grupos como o BDS (Boicote, Desinvestimento, Sanções) contra o atual governo genocida de Israel ou para reprimir violentamente manifestantes que exercem o seu direito de protestar contra os crimes praticados diariamente por Israel contra o povo palestiniano e libanês. ASP

“Legítima defesa, com excesso de meios”: foi esta uma das justificações invocadas pela juíza responsável pelo julgamento do agente da PSP que tirou a vida a um trabalhador cabo-verdiano desarmado, residente em Portugal há mais de vinte anos, ao proferir a sentença. Três anos e meio de pena suspensa. É o que vale, para a justiça portuguesa, a vida de Odair Moniz.

Nos últimos tempos, o presidente espanhol é tido como uma “voz progressista” face ao avanço da extrema-direita. As suas declarações a favor do povo palestiniano, discursos pelo “Não à guerra” e medidas como a regularização de milhares de migrantes tiveram impacto internacional. Compreende-se que, ante a ofensiva belicista de Trump e Netanyahu e as políticas de direitistas como Milei, o discurso de Sánchez desperte simpatia. No entanto, por detrás do seu discurso, espreita a gestão “progressista” do Estado capitalista e imperialista espanhol. Um projeto que, repetidamente, terminou em profundas deceções e preparou o terreno para o crescimento da extrema-direita.

O controlo dos corpos no trabalho contemporâneo toma proporções totalitárias. Só o podemos contrariar como colectivo.

A Inteligência Artificial Generativa é um artefacto para a expropriação intelectual dos professores e dos estudantes e corresponde a uma estratégia política das big tech para a precarização total da força de trabalho mundial.

Em dezembro de 1996, o então presidente da Reserva Federal, Alan Greenspan, caracterizou o boom nas ações de tecnologia, meios de comunicação e telecomunicações como mostrando sinais de “exuberância irracional”. Quase 30 anos depois, podemos dizer o mesmo sobre o boom da IA, ​​com os sinos a tocarem a rebate.

“Tenho passado toda a minha vida em estado de suspensão, sem saber se, ao fim dos dois anos da comissão de serviço, me vão renovar a comissão ou não. Se não renovarem, espera-me o desemprego. Não tenho —nem eu nem a maioria dos meus colegas leitores — vínculo com o Ministério da Educação. Não tenho uma vaga numa escola qualquer à minha espera em Portugal.” Eis como são as vidas de quem trabalha no Ensino de Português no Estrangeiro.

Na sequência de uma petição pública e de um movimento popular em torno da criação de um Museu Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática nos Açores, o sonho ganhou vida, com a unanimidade de todos os partidos com assento no Parlamento regional. Os arqueólogos José Luís Neto e Pedro Parreira apresentam o manifesto que se encontra por detrás da organização popular, na esperança de que estas ideias sejam agora escutadas pelo Governo da República, no processo que se segue.

Uma greve, quando gera enfrentamentos, provoca incertezas e pressões familiares por aderir ou não ao movimento. Afinal, também a família deve arcar com as consequências, mas é também por melhores condições para a vida familiar que os trabalhadores lutam. Este é o sentido da canção de Ferlosio que aqui interpretamos. Em “A la huelga”, um jovem trabalhador justifica à sua mãe porque irá aderir à greve.

O Tempo contra o Tempo é um podcast apresentado por Raquel Varela.

 #56

Pensar o mundo: arte e política

Pensar o mundo, uma conversa sobre arte e política, esfera pública com Raquel Varela, António Pinho Vargas e Ana Bacalhau, na abertura da Livros a Oeste, parceria com o jornal Maio.
Por Bruno Borges

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Nunca os trabalhadores precisaram tanto de uma voz independente.

Camões, nosso contemporâneo

Elisa Costa Pinto

A Magnifica Humanidade de Leão XIV

Pe. José Luís Rodrigues

Marjane Satrapi e o tempo do devir

Pâmela Peres Cabreira

O delator e o chefe

Raquel Varela

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Meus irmãos
 
Meus irmãos
É preciso atrelar os nossos poemas
à charrua do boi magro
É preciso que este se enterre até aos joelhos
Na vaza dos arrozais
É preciso que eles façam todas as perguntas
É preciso que recolham toda a luz
É preciso que os nossos poemas como marcos quilométricos
Balizem as estradas
É preciso que sejam o sinal a anunciar a aproximação do adversário
É preciso que batam tambor na selva
E enquanto na terra houver um único país ou um único homem escravo
E enquanto no céu restar nem que seja uma única nuvem atómica
É preciso que os nossos poemas dêem tudo por tudo, corpo e alma para a grande liberdade.

HIKMET, Nâzim. Poemas da Prisão e do Exílio. Tradução de Rui Caeiro. Lisboa: &etc, 2000.

Fahrenheit 451 é a temperatura de combustão do papel na escala de Fahrenheit, escala de temperatura proposta por Daniel Gabriel Fahrenheit em 1724. A sua unidade é o grau Fahrenheit (símbolo: °F). Nesta escala o ponto de fusão da água é de 32°F e o ponto de ebulição é de 212°F. Os 451ºF corresponderão a 232,8ºC.

É também o título de um livro de Ray Bradbury, autor norte-americano normalmente referenciado como escritor de ficção científica, ainda que este livro em particular seja essencialmente uma distopia.

A origem das sopas de cavalo cansado parece remontar ao século XIX, quando as deslocações eram feitas em carruagens puxadas por cavalos através de estradas difíceis e em viagens demoradas. Segundo uma explicação amplamente difundida na tradição popular portuguesa e galega, quando não havia possibilidade de substituir os cavalos cansados por animais frescos, era-lhes dada uma mistura energética de pão embebido em vinho e açúcar.

Receita:
Sopas de cavalo cansado com aveia e pera muito bêbeda

Episódios da luta de classes

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Por
João Mascarenhas

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