dicionário da novilíngua

Narrativa

Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa da Academia das Ciências, nome feminino que significa 1) ação de contar, de relatar oralmente ou por escrito, um ou mais acontecimentos; 2) (Literatura) texto em que se conta um facto ou uma sucessão de factos reais ou imaginários, que decorrem num espaço e tempo determinados e em que intervêm personagens: narrativa histórica; narrativa curta; narrativa longa.

EM NOVILÍNGUA:

O pós-modernismo descreve a realidade e a história como construções discursivas, em que a verdade absoluta é substituída pela multiplicidade de perspetivas. A realidade é considerada uma teia de narrativas em disputa. A história passa a ser entendida como uma narrativa contada sob pontos de vista específicos (por exemplo, a perspetiva do colonizador vs. a do colonizado; a do branco e a do negro; a do homem e a da mulher, etc.). Se a crítica pós-moderna às “metanarrativas”, como um certo positivismo economicista que passava por marxismo, poderia ter aspetos positivos, substituir a objetividade e a busca da verdade através da ciência pela “performatividade” (Lyotard) é, essa sim, uma narrativa que serve o obscurantismo. A realidade e a objetividade existem independentemente dos diferentes sujeitos, não dependem de “perceções”. Como diz o ditado, uma mulher não pode estar ligeiramente grávida; ou está ou não está. ASP

Montenegro lançou ou concretizou a privatização da TAP e a privatização da CP, a demolição do SNS e a privatização da saúde, a privatização do ensino e o fim da carreira docente, a subsidiação pública da especulação privada com a habitação (rendas moderadas até 2300 euros), a legalização da perseguição aos imigrantes (detenção até 18 meses sem crime algum), a restrição do acesso ao ensino superior, a aceleração da entrega de dados (com IA) em vários serviços, o pacote laboral que precariza o trabalho e restringe drasticamente os direitos dos trabalhadores, entre eles direitos e garantias Constitucionais. Por fim, quer criar, para o crime de pobreza, a pena de trabalhos forçados gratuitos. E anuncia a privatização de pelo menos parte das reformas e pensões.

Com a criação de uma Prestação Social Única (PSU), que deverá absorver treze prestações sociais, incluindo o Rendimento Social de Inserção (RSI), o subsídio social de desemprego, as pensões sociais (por velhice e invalidez) e outras prestações, o Governo Montenegro quer condenar desempregados pobres a trabalhos forçados gratuitos.

O sonho molhado de pós-humanistas, tecnofascistas e multimilionários seria substituir toda a força de trabalho humana por IA. Só que esta hipótese gera um resultado coletivo absolutamente irracional, mesmo na óptica do capital. Afinal de contas, sem trabalhadores humanos, quem vai consumir aquilo que se produz?

A educação tornou-se um dos principais campos de batalha da direita espanhola: ligada, por razões religiosas e empresariais, bem como por laços pessoais, à educação privada e subsidiada, a direita nacional dirige as suas diatribes contra o ensino público, que recentemente tem vindo a chamar de “sectário”, acusando-o de doutrinar os estudantes em valores e ideias supostamente ligados à esquerda. Os protestos e a greve por tempo indeterminado dos professores da educação pré-escolar, primária e secundária na Comunidade Valenciana e na Catalunha, desde o início de maio, lutam contra esta situação.

O controlo dos corpos no trabalho contemporâneo toma proporções totalitárias. Só o podemos contrariar como colectivo. 

De Daca a Catmandu, os jovens estão a pôr em evidência a crise do capitalismo, mas têm dificuldade em transformar a indignação em organização.

Entrevistamos Antônio Battisti, ex-presidente do Sindicato dos Servidores Estaduais de Santa Catarina, Brasil, e um dos impulsionadores do Manifesto “Em Solidariedade ao Povo Boliviano e a Cuba – Lutar Contra o Imperialismo”. A entrevista foi feita por Anísio Homem, em 8 de maio de 2026.

Entrevista de Anísio G. Homem
a Antônio Battisti

O Tempo contra o Tempo é um podcast apresentado por Raquel Varela.

 #55

Goya em Lisboa

Escreveu Hoje, 8 de Maio (Caminho), um romance fora do lugar. Depois de o lermos não olharemos Goya com os mesmos olhos, obra inesperada que procura revolucionar a forma e o conteúdo, questionando a guerra, ontem, hoje, no futuro. Uma conversa com Patrícia Portela, escritora, autora, cenógrafa, dramaturga. Depois de lermos, queremos ver este Hoje, 8 de Maio em palco.

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Nunca os trabalhadores precisaram tanto de uma voz independente.

Marjane Satrapi e o tempo do devir

Pâmela Peres Cabreira

O delator e o chefe

Raquel Varela

A pátria nos contempla

Mário Tomé

Os velhos

António Galopim de Carvalho

SEGUE-NOS

Meus irmãos
 
Meus irmãos
É preciso atrelar os nossos poemas
à charrua do boi magro
É preciso que este se enterre até aos joelhos
Na vaza dos arrozais
É preciso que eles façam todas as perguntas
É preciso que recolham toda a luz
É preciso que os nossos poemas como marcos quilométricos
Balizem as estradas
É preciso que sejam o sinal a anunciar a aproximação do adversário
É preciso que batam tambor na selva
E enquanto na terra houver um único país ou um único homem escravo
E enquanto no céu restar nem que seja uma única nuvem atómica
É preciso que os nossos poemas dêem tudo por tudo, corpo e alma para a grande liberdade.

HIKMET, Nâzim. Poemas da Prisão e do Exílio. Tradução de Rui Caeiro. Lisboa: &etc, 2000.

Fahrenheit 451 é a temperatura de combustão do papel na escala de Fahrenheit, escala de temperatura proposta por Daniel Gabriel Fahrenheit em 1724. A sua unidade é o grau Fahrenheit (símbolo: °F). Nesta escala o ponto de fusão da água é de 32°F e o ponto de ebulição é de 212°F. Os 451ºF corresponderão a 232,8ºC.

É também o título de um livro de Ray Bradbury, autor norte-americano normalmente referenciado como escritor de ficção científica, ainda que este livro em particular seja essencialmente uma distopia.

A origem das sopas de cavalo cansado parece remontar ao século XIX, quando as deslocações eram feitas em carruagens puxadas por cavalos através de estradas difíceis e em viagens demoradas. Segundo uma explicação amplamente difundida na tradição popular portuguesa e galega, quando não havia possibilidade de substituir os cavalos cansados por animais frescos, era-lhes dada uma mistura energética de pão embebido em vinho e açúcar.

Receita:
Sopas de cavalo cansado com aveia e pera muito bêbeda

Episódios da luta de classes

TEMPO DAS CEREJAS

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Por
João Mascarenhas

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