dicionário da novilíngua

Mindfulness

Segundo o Cambridge English-Portuguese Dictionary, nome que significa a prática de estar consciente do seu corpo, mente e sentimentos no momento presente; acredita-se que cria uma sensação de calma; a prática de mindfulness pode ser usada para diminuir os sintomas de ansiedade e depressão.

EM NOVILÍNGUA:

Esta prática tem sido posta na moda pelas revistas “de sociedade” ou cor-de-rosa (que são muitas mais do que as newsmagazines tipo Visão ou Sábado). Também se tornou um grande negócio, com clínicas a propor programas de redução de stress baseados no mindfulness. A questão é que o stress, a ansiedade, o sofrimento psíquico em geral raramente são problemas individuais, mas sociais. Se as pessoas não têm dinheiro para pagar a renda, são sobrecarregadas de trabalho, enlatadas nos transportes, assediadas pelo chefe e em consequência sofrem de stress, ansiedade ou exaustão, o problema não está nas suas cabeças, mas na forma como está organizada a sociedade e, por conseguinte, a solução não é encherem-se de fármacos ou fazerem sessões de mindfulness. Já Hannah Arendt dizia que o antídoto contra o isolamento e o desespero, associados à depressão, está na ação – plural, coletiva. ASP

O Maio vai aproveitar os meses de verão para fazer algumas alterações. Vamos mudar de página (alojamento do site) para um modelo mais robusto, que diminua ataques informáticos e nos permita um ainda maior trabalho colaborativo. Neste julho faremos um Maio com cerca de 4 a 5 novos artigos por semana, sem editorial, e em agosto interromperemos três semanas, para férias e para mudar de site. Regressaremos no fim de agosto, retemperados, tal como vós, esperamos, por umas boas férias!

É bom recordar a posição de Albert Einstein e mais intelectuais judeus contra a admissão nos EUA de Menachem Begin, notório fascista e líder da organização que assassinou mais de 200 palestinianos que habitavam a aldeia de Deir Yasin logo em 1948. O valor dessa posição mantém-se como um exemplo de como os laços de sangue, crença religiosa e outros não servem de escusa para nos negarmos a reconhecer factos confirmados como o atual genocídio em Gaza.

Albert Einstein, Hannah Arendt e outros

Este texto foi apresentado pelo autor como introdução a um debate sobre este tema no 1.º Congresso do Maio (Lisboa, 9 e 10 de Maio de 2026). Como diz o autor, “a noção de saúde mental é uma noção recente na história da psiquiatria e da psicopatologia, que se destacaram sobretudo no estudo das doenças mentais e não da saúde. E isto não é um defeito destas disciplinas, mas sim a marca da sua origem, que está enraizada numa luta contra o sofrimento humano. A questão central é combater o sofrimento”.

Em 1894, em São Petersburgo, na Rússia, os trabalhadores da Fábrica Semiannikov, revoltaram-se contra o atraso sistemático no pagamento dos seus salários. A destruição do escritório e da entrada principal da fábrica expôs não apenas a precariedade das condições de vida do proletariado russo, mas também a total ausência de canais institucionais capazes de mediar o conflito entre trabalhadores e patrões. Para conter a revolta, bombeiros a mando do czar apontaram as mangueiras aos operários amotinados. Delas jorrou não apenas água gelada, mas o combustível que ajudaria a incendiar uma das maiores revoluções da história. Essa foi também a primeira ocasião em que surgiu um jovem de 24 anos que viria a ser conhecido como Lenine. Ele redigiu, junto com o seu camarada revolucionário Ivan Babushkin, um panfleto manuscrito endereçado aos grevistas.

O Tempo contra o Tempo é um podcast apresentado por Raquel Varela.

 #62

MUDAM-SE OS TEMPOS
#5 Para onde vamos, com Marcela Uchôa e Jonas Van Vossole

Durante o mês de julho vamos repor no Tempo Contra o Tempo o podcast Mudam-se os Tempos: Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades’ – já cantou o velho bardo. O curso da história move-se como as águas de um rio. Por vezes deixamo-nos levar por momentos de correntes rápidas, por outras, mansidão serena. Não é simples o seu movimento. Do ritmo que marca sempre passo, até à aceleração vertiginosa, avança-se nas conquistas sociais, mas as mesmas podem regredir em formas políticas avassaladoras. Ou vice-versa… Mas, ainda assim, ‘navegar é — sempre — preciso’. Estamos — todos e bem — embarcados. Este é o Podcast “Mudam-se os tempos”. Em cinco episódios com convidados especiais Roberto della Santa e Raquel Varela, historiadora, querem colocar sobre os próprios pés as principais ideias, imagens e conceitos que nos ajudam a saber e a fazer Portugal. De onde viemos? Para onde vamos? Toda a gente precisa interpretar a própria história para poder transformá-la. Em modo de conversa: como se formou Portugal? Quais são os seus principais desafios e dilemas? A isso vamos – agora mesmo!

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Nunca os trabalhadores precisaram tanto de uma voz independente.

Por Bruno Borges
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Vais organizar greves, protestos, manifestações pelos teus direitos? Queres tornar pública uma luta no teu trabalho, bairro ou aldeia? Escreve-nos.

Por
João Mascarenhas

A relação entre Portugal e a sardinha é uma das mais antigas, profundas e simbólicas da história alimentar do nosso país. Muito antes de se tornar a rainha dos santos populares ou o ícone das conservas portuguesas, a sardinha já fazia parte da economia e da cultura das comunidades costeiras da antiga Lusitânia romana.

Receita:
Sardinha marinada com
maionese de petinga em tomate

Tigre de Papel, 2026

Entre o colapso climático, a inação política própria de um sistema económico que o sustenta e a ascensão da extrema-direita, Quebrar em caso de emergência climática, escrito a várias mãos pelo coletivo Climáximo a convite da editora Tigre de Papel, desafia-nos a olhar de frente as catástrofes climáticas que têm acossado o planeta e a sonhar com o fim do capitalismo como a revolução que ainda pode devolver esperança ao futuro.