DICIONÁRIO DA NOVILÍNGUA

Aliado

Segundo o dicionário da Porto Editora, adjetivo (que formou aliança com); país ou organização que está ligado (por tratado, convenção ou pacto); pessoa que apoia outrem; cúmplice. Como nome masculino, membro de uma aliança; pessoa, nação ou entidade que se liga a outra (por tratado, convenção ou pacto) para defender ou combater algo; pessoa que apoia outra; cúmplice.

EM NOVILÍNGUA:

Em termos da diplomacia “pragmática” do ministro Rangel, o Governo português não reparou num número inusitado de aviões norte-americanos que decidiram frequentar as Lajes antes e durante o ataque norte-americano e israelita ao Irão. Quando confrontado com isso, Rangel invocou as obrigações para com os “nossos aliados”. Esqueceu-se das obrigações do “aliado” de pedir autorização para esse uso da base aérea portuguesa. Já quanto às ações de retaliação do Irão, ainda hoje (13-3) condenou “firmemente o novo lançamento de um míssil iraniano intercetado pela NATO em direção à Turquia” [correção: em direção a uma base dos EUA na Turquia]. Conclusão: na linguagem “pragmática” do MNE, aliado é sinónimo de vassalo (subordinado, súbdito). ASP

Quando Donald Trump anunciou o aumento drástico das suas pautas aduaneiras, no “dia da Libertação”, anunciou-se a alvorada de uma nova época de proteccionismo. 

O erro humano é, essencialmente, um problema de gestão (e não tanto um problema do trabalhador operacional, dado que ele não concebe a organização do trabalho, nem gera as condições de trabalho). Os acidentes são multicausais e determinados por outrem, logo, apontar o erro humano como o único erro é um grande erro.

Se a união faz a força, o que faz a desunião? Enfraquece-nos. Emigrantes e imigrantes são hoje uma parte substancial da classe trabalhadora, em Portugal como na Europa ou nos Estados Unidos. A direita, extrema ou “democrática”, promove a desunião entre trabalhadores “nacionais” e “estrangeiros”. À classe trabalhadora compete, no seu próprio interesse, lutar contra essa desunião promovida pelo capital e seus agentes. Eis o que defende Pietro Basso nesta entrevista ao Maio.

Entrevista de Raquel Varela com Pietro Basso, 3.ª parte

Quatro anos de guerra enfraqueceram drasticamente Ucrânia e Rússia. Do lado ucraniano e ocidental, sustenta-se que morreram mais de 1 milhão de russos, mas menos de cem mil ucranianos. A Rússia sustenta o inverso, cerca de 300 mil ucranianos mortos ou feridos só em 2025. A população da Ucrânia diminuiu 37% desde o colapso da União Soviética e 20% desde o início da guerra. O PIB real caiu 37% em relação ao valor de 1991 e 21% desde o início da guerra.

Cinco tempestades expõem as fragilidades do território português: transição climática ou modelo de desenvolvimento em contradição?

Psicólogos e outros técnicos especializados constituem o pilar da inclusão escolar; porém, vivem num limbo contratual que desafia qualquer lógica de planeamento. É o paradoxo inaceitável de um sistema que exige destes profissionais uma intervenção “preventiva” e resiliente, enquanto a administração central lhes reserva uma existência laboral precária.

O Tempo contra o Tempo é um podcast apresentado por Raquel Varela.

 #44

“Para mim a consciência está acima da lei”

Raquel Varela conversa com o Padre José Júlio Rocha, que fez um mestrado em Dostoievsky e um doutoramento em Raul Brandão. Diz-se um moralista que reserva à liberdade da consciência a última palavra. Esta é uma série de edições gravadas na Lar Doce Livro, na Ilha Terceira.

Em 1811, em Inglaterra, o movimento de destruição de máquinas superou o nível da revolta espontânea e local, ganhando dimensão nacional. O seu nome vem de Ned Ludd, um dos seus líderes, que, em Nottingham, aborrecido com o patrão, destruiu a sua oficina têxtil. 

Corto Maltese, o personagem da banda desenhada, confunde-se muitas vezes com a vida aventurosa do seu criador, o italiano Hugo Pratt.

APOIA O MAIO!

Nunca os trabalhadores precisaram tanto de uma voz independente.

Ler para não ceder: literatura, jornalismo e a nova vulnerabilidade democrática

José Paulo Santos

Diplomacia portuguesa: há espaço para a soberania?

Duarte Peseiro Figueiredo

A preocupante evolução da mortalidade infantil em França

Cristina Semblano

Uma exploração agrícola exemplar

Jorge Sanches da Cruz

SEGUE-NOS

Não tens que ser bom.

Não tens que caminhar ajoelhado

durante quilómetros através do deserto, em sinal de arrependimento.

Só tens que deixar o afável animal do teu corpo amar aquilo que ama.

Fala-me do teu desespero e eu falar-te-ei do meu.

Entretanto o mundo não pára.

Entretanto o sol e os seixos transparentes da chuva

movem-se através da paisagem

sobre as pradarias e as árvores mais altas,

as montanhas e os rios.

Entretanto os gansos selvagens, lá no alto do céu de um límpido azul,

dirigem-se para casa de novo.

Quem quer que tu sejas, por mais solitário que estejas,

o mundo oferece-se à tua imaginação,

chama-te como os gansos selvagens, duma forma áspera e emocionante –

repetidamente anunciando o teu lugar

na família das coisas.

Mary Oliver
“Wild Geese” Dream Work, Boston: Atlantic Monthly Press, 1986

Tradução de Jorge Sousa Braga

TEMPO DAS CEREJAS

Acontecimentos relevantes do mundo
do trabalho

PÕE A TUA LUTA NO MAIO!

Vais organizar greves, protestos, manifestações pelos teus direitos? Queres tornar pública uma luta no teu trabalho, bairro ou aldeia? Escreve-nos.

Episódios da luta de classes
Por
João Mascarenhas

Terra Amarela é uma plataforma de criação artística inclusiva. Mas, como dizem no seu site, é também “um espaço de transformação, de oportunidade, de transgressão. É um espaço coletivo que pretende mudar a relação das pessoas e dos territórios a partir do encontro com a criação artística”.

Panfletos foi um programa de Ruben de Carvalho na antiga Telefonia de Lisboa. Recriado por Pedro Tadeu, na Antena 1, trata da relação íntima, ao longo dos tempos, da arte musical com a vida e a luta dos povos.

AGENDA