DICIONÁRIO DA NOVILÍNGUA

Trabalhador / robô

Segundo o dicionário da Porto Editora, trabalhador e um nome masculino que designa: 1) pessoa que trabalha; 2) pessoa que, mediante salário, põe a sua força de trabalho à disposição de outrem; empregado. Já robô é nome masculino que significa 1) máquina ou aparelho eletromecânico, passível de ser programado informaticamente para executar de forma autónoma determinada(s) tarefa(s), geralmente repetitivas ou perigosas, em substituição do homem; 2) máquina que imita o aspeto e os movimentos de uma pessoa ou de outro ser animado. Deriva do russo robotnik (Рабо́тник), trabalhador.

EM NOVILÍNGUA:

Graças à extrema criatividade da confederação patronal CIP, que tem conduzido o país a dar saltos mais longos que os de Agate de Sousa e Gerson Baldé, o trabalhador português deveria ser um verdadeiro robotnik, ou robô. Armindo Monteiro, presidente da CIP, comentou ao jornal das 13 horas da Antena 1 de 23-3, que seria mais fácil resolver as questões do pacote laboral sem interferências sindicais nem políticas, já que para os sindicatos o trabalhador era “um ativo sindical” e, caso o pacote laboral tivesse de ser decidido na AR e não na “concertação social”, o trabalhador seria encarado como “um ativo político”. Ou seja, isso de o trabalhador ser uma pessoa e não uma máquina só atrapalha. ASP

Apesar da derrota de Montenegro e de Ventura na greve geral e nas eleições presidenciais, a “concertação” em volta do pacote laboral recomeçou. E recomeçou porque Seguro veio em socorro do desacreditado Montenegro exortar centrais sindicais e patronato a regressarem à mesa das “conversações”. Se a resposta dos trabalhadores for fraca, Montenegro e Ventura negociarão umas modificações cosméticas para fazer de conta, e o pacote passará no Parlamento.

Continuará hoje, dentro das atuais condições laborais e organizacionais da escola, a fazer sentido a ambição de o professor ser um intelectual transformador, que combina reflexão sobre o propósito da educação e da ação na transformação da realidade?

Alice Faro e Santos e Denise Estrócio

O erro humano é, essencialmente, um problema de gestão (e não tanto um problema do trabalhador operacional, dado que ele não concebe a organização do trabalho, nem gera as condições de trabalho). Os acidentes são multicausais e determinados por outrem, logo, apontar o erro humano como o único erro é um grande erro.

Psicólogos e outros técnicos especializados constituem o pilar da inclusão escolar; porém, vivem num limbo contratual que desafia qualquer lógica de planeamento. É o paradoxo inaceitável de um sistema que exige destes profissionais uma intervenção “preventiva” e resiliente, enquanto a administração central lhes reserva uma existência laboral precária.

1º CONGRESSO DO MAIO

Um Congresso de Ideias para Transformar o Mundo

O Tempo contra o Tempo é um podcast apresentado por Raquel Varela.

 #45

 Teatro é comunidade

A Ana Brum e o Peter Cann, da companhia de teatro da Terceira Cães do Mar, falam com Raquel Varela sobre teatro e comunidade neste novo episódio do Tempo Contra o Tempo. 

APOIA O MAIO!

Nunca os trabalhadores precisaram tanto de uma voz independente.

O que oprime e pode exterminar seres humanos são outros seres humanos

Sylvia Debossan Moretzsohn

Ler para não ceder: literatura, jornalismo e a nova vulnerabilidade democrática

José Paulo Santos

Diplomacia portuguesa: há espaço para a soberania?

Duarte Peseiro Figueiredo

A preocupante evolução da mortalidade infantil em França

Cristina Semblano

SEGUE-NOS

Ainda não é o fim

      Nem o princípio do mundo  

                    Calma

      É apenas um pouco tarde

                   

Manuel António Pina,
Todas as palavras – poesia reunida (1974-2011).
Porto: Assírio & Alvim, 2012, p. 7

Desde rabos de lagostim a ervilhas enlatadas (ou mesmo couves meio apodrecidas), tudo se come, desde que bem ensopado em maionese!

TEMPO DAS CEREJAS

Acontecimentos relevantes do mundo
do trabalho

PÕE A TUA LUTA NO MAIO!

Vais organizar greves, protestos, manifestações pelos teus direitos? Queres tornar pública uma luta no teu trabalho, bairro ou aldeia? Escreve-nos.

Episódios da luta de classes
Por
João Mascarenhas

O Preço de Viver

A Associação Cultural e Artística ArtMatriz lança a edição de 2026 do MostrART, dedicada ao tema “O Preço de Viver”, um convite à reflexão artística sobre uma das realidades mais marcantes da sociedade atual. Num tempo em que viver se tornou cada vez mais caro, esta edição do mostrART convida artistas a refletir sobre o verdadeiro custo da vida na sociedade contemporânea.

Terra Amarela é uma plataforma de criação artística inclusiva. Mas, como dizem no seu site, é também “um espaço de transformação, de oportunidade, de transgressão. É um espaço coletivo que pretende mudar a relação das pessoas e dos territórios a partir do encontro com a criação artística”.

Panfletos foi um programa de Ruben de Carvalho na antiga Telefonia de Lisboa. Recriado por Pedro Tadeu, na Antena 1, trata da relação íntima, ao longo dos tempos, da arte musical com a vida e a luta dos povos.

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