Jornal Maio

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Catarella, um agente trapalhão, mas simpático, que trabalha na esquadra da polícia de uma cidade siciliana, porta de entrada dos romances de Andrea Camilleri, costumava avisar o inspetor Montalbano que estava ali fulano de tal “pessoalmente em pessoa”. Catarella anunciava afinal com sagacidade o mundo novo da IA, em que não nos tocamos, olhamos, vemos, reparamos, sentimos, porque entre nós e o outro está um objeto fantasmagórico, que nos separa, o computador. E assim constrói-se a desconfiança. Não há humanidade sem confiança, sem corpo, sem presença.
António Garcia Pereira
O Maio publica o direito de resposta de António Garcia Pereira em relação ao artigo “Raquel Varela volta a perder acção contra PÚBLICO sobre erros no currículo académico” (Público, 13/03/26). Uma sentença estranhíssima em que o tribunal dá por provado que Raquel Varela não é responsável por adulterar o seu CV, mas que ainda assim a condena por não ter respondido ao jornalista do Público, mesmo quando as suas perguntas se baseavam apenas em insinuações e fontes anónimas.
Adriano Zilhão
As várias comunidades europeias (carvão e aço, energia atómica) que antecederam a CEE e, por fim, a UE foram criadas como elementos da nova ordem mundial criada pela Segunda Guerra Mundial.
Francisco Silva
Em resposta às reivindicações dos pescadores e das associações que os representam, o Governo lançou no dia 17 de fevereiro um aviso de concurso destinado a “Compensar as perdas de rendimento durante a cessação temporária da atividade da pesca, causada pelas intempéries”, concurso esse que fechou dez dias depois. Porém, para se candidatarem, os pescadores precisavam de ser especialistas noutro tipo de redes que não as de pesca.
Raquel Varela
Para o Governo Montenegro e a burguesia portuguesa, a única propriedade sagrada é a propriedade dos grandes. A nossa propriedade pessoal, a nossa casa, a propriedade pública, comum (hospitais, escolas, comboios) e a pequena propriedade agrícola ou industrial, essa, arrasa-se se for preciso.
Adriano Zilhão
O programa para abater os “pilares do declínio” é o programa que Estados e governos europeus aplicam sob a batuta da Comissão Europeia. Acabar com a segurança do emprego e os direitos dos funcionários; destruir a segurança social e as pensões, acabar com a indústria “obsoleta” e com um ensino público que forma cidadãos em vez de empresários — eis o molde comum de todos os programas em aplicação na EU de Von der Leyen.
Jonas van Vossole
Na última semana, Portugal foi atingido por uma sucessão de eventos climáticos extremos, com especial destaque para a tempestade Kristin. Na região de Leiria, os seus efeitos foram devastadores, comparáveis a um cenário de guerra: dezenas de milhares de casas ficaram sem cobertura, habitações pré-fabricadas implodiram, mais de 800 postes de muito alta tensão colapsaram, o estádio municipal foi parcialmente desmantelado.
Raquel Varela
Os dois eixos jurídicos desta lei laboral que levou à greve geral são: permitir a “uberização” de todos os trabalhadores; e normalizar a semana de trabalho de 50 horas.
Pe. José Luís Rodrigues
Os sinais fascistoides de anulação do pensamento próprio e da liberdade de expressão incorrem nesta onda avassaladora do “estar caladinho”...
Jorge Van Krieken
Hoje, ter um tecto digno tornou-se um símbolo de servidão moderna. De um lado, rendas de 1500 euros para quem aufere apenas 900...
Jornal Maio
Catarella, um agente trapalhão, mas simpático, que trabalha na esquadra da polícia de uma cidade siciliana, porta de entrada dos romances de Andrea Camilleri, costumava avisar o inspetor Montalbano que estava ali fulano de tal “pessoalmente em pessoa”. Catarella anunciava afinal com sagacidade o mundo novo da IA, em que não nos tocamos, olhamos, vemos, reparamos, sentimos, porque entre nós e o outro está um objeto fantasmagórico, que nos separa, o computador. E assim constrói-se a desconfiança. Não há humanidade sem confiança, sem corpo, sem presença.
António Garcia Pereira
O Maio publica o direito de resposta de António Garcia Pereira em relação ao artigo “Raquel Varela volta a perder acção contra PÚBLICO sobre erros no currículo académico” (Público, 13/03/26). Uma sentença estranhíssima em que o tribunal dá por provado que Raquel Varela não é responsável por adulterar o seu CV, mas que ainda assim a condena por não ter respondido ao jornalista do Público, mesmo quando as suas perguntas se baseavam apenas em insinuações e fontes anónimas.
Adriano Zilhão
As várias comunidades europeias (carvão e aço, energia atómica) que antecederam a CEE e, por fim, a UE foram criadas como elementos da nova ordem mundial criada pela Segunda Guerra Mundial.
Francisco Silva
Em resposta às reivindicações dos pescadores e das associações que os representam, o Governo lançou no dia 17 de fevereiro um aviso de concurso destinado a “Compensar as perdas de rendimento durante a cessação temporária da atividade da pesca, causada pelas intempéries”, concurso esse que fechou dez dias depois. Porém, para se candidatarem, os pescadores precisavam de ser especialistas noutro tipo de redes que não as de pesca.
Raquel Varela
Para o Governo Montenegro e a burguesia portuguesa, a única propriedade sagrada é a propriedade dos grandes. A nossa propriedade pessoal, a nossa casa, a propriedade pública, comum (hospitais, escolas, comboios) e a pequena propriedade agrícola ou industrial, essa, arrasa-se se for preciso.
Adriano Zilhão
O programa para abater os “pilares do declínio” é o programa que Estados e governos europeus aplicam sob a batuta da Comissão Europeia. Acabar com a segurança do emprego e os direitos dos funcionários; destruir a segurança social e as pensões, acabar com a indústria “obsoleta” e com um ensino público que forma cidadãos em vez de empresários — eis o molde comum de todos os programas em aplicação na EU de Von der Leyen.
Jonas van Vossole
Na última semana, Portugal foi atingido por uma sucessão de eventos climáticos extremos, com especial destaque para a tempestade Kristin. Na região de Leiria, os seus efeitos foram devastadores, comparáveis a um cenário de guerra: dezenas de milhares de casas ficaram sem cobertura, habitações pré-fabricadas implodiram, mais de 800 postes de muito alta tensão colapsaram, o estádio municipal foi parcialmente desmantelado.
Raquel Varela
Os dois eixos jurídicos desta lei laboral que levou à greve geral são: permitir a “uberização” de todos os trabalhadores; e normalizar a semana de trabalho de 50 horas.
Pe. José Luís Rodrigues
Os sinais fascistoides de anulação do pensamento próprio e da liberdade de expressão incorrem nesta onda avassaladora do “estar caladinho”...
Jorge Van Krieken
Hoje, ter um tecto digno tornou-se um símbolo de servidão moderna. De um lado, rendas de 1500 euros para quem aufere apenas 900...