Jornal Maio

história

Fernando Cardeira
A deserção colectiva destes 10 oficiais tem dois aspectos que fazem dela um caso único da história da oposição à guerra colonial no seio das Forças Armadas. O primeiro é que nela estiveram envolvidos jovens oficiais que haviam sido alunos da Academia Militar (AM) durante mais de 8 anos. O segundo aspecto, talvez o mais importante, é que estes oficiais (tenentes milicianos) quiseram eles próprios transformar a sua deserção num acontecimento político de luta contra a guerra colonial e contra o fascismo.
Osvaldo Coggiola
A expressão “classe trabalhadora” apareceu nos escritos trabalhistas ingleses logo após 1815. Nem todos os cidadãos eram trabalhadores, mas todos os trabalhadores conscientes pertenciam a esse movimento, as consciências “jacobina” e proletária complementavam-se.
Raquel Varela e Roberto della Santa
A 28 de Maio de 1926 a burguesia portuguesa, a maioria dela republicana (só uma pequena parte resistiu) opta pela ditadura para se afirmar como Estado-nação moderno (dos mais tardios de toda a Europa, na nossa análise) e controlar as greves e lutas do movimento dos trabalhadores, anarquista e comunista, e garantir a proletarização dos camponeses, agora transformados em trabalhadores, com salários baixos.
Fernando Cardeira
O conhecimento do que se estava a passar em Angola rapidamente me levou a pôr em causa não apenas a guerra, mas também o meu papel como elemento que havia aderido às forças armadas. Ao fim de algum tempo passei a sentir-me deslocado no seio deste Exército, e o meu pensamento passou a concentrar-se em tentar descobrir qual a melhor maneira de sair dali.
Afonso Maia Silva e Diogo Ferreira
Segunda e última parte da entrevista de Afonso Maia Silva, do Maio, ao historiador Diogo Ferreira, que estuda a história local da cidade do Sado, sobre os fuzilamentos de Setúbal de 1911 e investiga o que se passou com duas vítimas; os operários António Mendes e Mariana Torres. Aqui focada na violência protagonizada pela GNR e PSP, que muitas vezes rivalizou com a da PIDE.
Afonso Maia Silva e Diogo Ferreira
Primeira parte da entrevista de Afonso Maia Silva, do Maio, ao historiador Diogo Ferreira, que estuda a história local da cidade do Sado, sobre os fuzilamentos de Setúbal de 1911 e investiga o que se passou com duas vítimas; os operários António Mendes e Mariana Torres.
Maria Helena Trindade Lopes
Yourcenar, a menina que crescera protegida e amada pela figura paterna, perceptoras e criadas pessoais, dificilmente poderia observar os acontecimentos com o mesmo olhar daquela outra, Duras, que crescera à solta, num mundo hostil e repleto de perigos.
Alex de Jong
Sem Fritz Platten (1883-1942), a história mundial teria seguido um curso diferente. Este comunista suíço é hoje principalmente recordado como o organizador do “vagão blindado” em que Lenine e os seus camaradas atravessaram a Alemanha, permitindo-lhes participar na Revolução Russa. É provável que Platten tenha, pouco depois, salvado Lenine de uma tentativa de assassinato. Tal como muitos outros comunistas, Platten foi assassinado pelo estalinismo.
Afonso Maia Silva
A 13 de março de 1838 dar-se-á a rutura decisiva entre liberais burgueses e a sua base popular, com o confronto adiado entre as forças do Exército e parte das Guardas Nacionais (em grande medida operários arsenalistas), em plena Praça do Rossio, em Lisboa, após uma emboscada perpetrada por Costa Cabral. O resultado foi trágico: mais de cem mortos e centenas de feridos, numa estimativa conservadora, vitimando sobretudo os elementos da milícia cívica.
Dulce Simões
Em setembro de 1936, durante a guerra civil de Espanha, milhares de republicanos aguardavam destino em presídios militares, em postos da polícia política e nos campos de refugiados improvisados em Barrancos. Foi aí que, à revelia de Salazar, o tenente Seixas pôde decidir o destino das pessoas que acolhera na Herdade das Russianas.
Fernando Cardeira
A deserção colectiva destes 10 oficiais tem dois aspectos que fazem dela um caso único da história da oposição à guerra colonial no seio das Forças Armadas. O primeiro é que nela estiveram envolvidos jovens oficiais que haviam sido alunos da Academia Militar (AM) durante mais de 8 anos. O segundo aspecto, talvez o mais importante, é que estes oficiais (tenentes milicianos) quiseram eles próprios transformar a sua deserção num acontecimento político de luta contra a guerra colonial e contra o fascismo.
Osvaldo Coggiola
A expressão “classe trabalhadora” apareceu nos escritos trabalhistas ingleses logo após 1815. Nem todos os cidadãos eram trabalhadores, mas todos os trabalhadores conscientes pertenciam a esse movimento, as consciências “jacobina” e proletária complementavam-se.
Raquel Varela e Roberto della Santa
A 28 de Maio de 1926 a burguesia portuguesa, a maioria dela republicana (só uma pequena parte resistiu) opta pela ditadura para se afirmar como Estado-nação moderno (dos mais tardios de toda a Europa, na nossa análise) e controlar as greves e lutas do movimento dos trabalhadores, anarquista e comunista, e garantir a proletarização dos camponeses, agora transformados em trabalhadores, com salários baixos.
Fernando Cardeira
O conhecimento do que se estava a passar em Angola rapidamente me levou a pôr em causa não apenas a guerra, mas também o meu papel como elemento que havia aderido às forças armadas. Ao fim de algum tempo passei a sentir-me deslocado no seio deste Exército, e o meu pensamento passou a concentrar-se em tentar descobrir qual a melhor maneira de sair dali.
Afonso Maia Silva e Diogo Ferreira
Segunda e última parte da entrevista de Afonso Maia Silva, do Maio, ao historiador Diogo Ferreira, que estuda a história local da cidade do Sado, sobre os fuzilamentos de Setúbal de 1911 e investiga o que se passou com duas vítimas; os operários António Mendes e Mariana Torres. Aqui focada na violência protagonizada pela GNR e PSP, que muitas vezes rivalizou com a da PIDE.
Afonso Maia Silva e Diogo Ferreira
Primeira parte da entrevista de Afonso Maia Silva, do Maio, ao historiador Diogo Ferreira, que estuda a história local da cidade do Sado, sobre os fuzilamentos de Setúbal de 1911 e investiga o que se passou com duas vítimas; os operários António Mendes e Mariana Torres.
Maria Helena Trindade Lopes
Yourcenar, a menina que crescera protegida e amada pela figura paterna, perceptoras e criadas pessoais, dificilmente poderia observar os acontecimentos com o mesmo olhar daquela outra, Duras, que crescera à solta, num mundo hostil e repleto de perigos.
Alex de Jong
Sem Fritz Platten (1883-1942), a história mundial teria seguido um curso diferente. Este comunista suíço é hoje principalmente recordado como o organizador do “vagão blindado” em que Lenine e os seus camaradas atravessaram a Alemanha, permitindo-lhes participar na Revolução Russa. É provável que Platten tenha, pouco depois, salvado Lenine de uma tentativa de assassinato. Tal como muitos outros comunistas, Platten foi assassinado pelo estalinismo.
Afonso Maia Silva
A 13 de março de 1838 dar-se-á a rutura decisiva entre liberais burgueses e a sua base popular, com o confronto adiado entre as forças do Exército e parte das Guardas Nacionais (em grande medida operários arsenalistas), em plena Praça do Rossio, em Lisboa, após uma emboscada perpetrada por Costa Cabral. O resultado foi trágico: mais de cem mortos e centenas de feridos, numa estimativa conservadora, vitimando sobretudo os elementos da milícia cívica.
Dulce Simões
Em setembro de 1936, durante a guerra civil de Espanha, milhares de republicanos aguardavam destino em presídios militares, em postos da polícia política e nos campos de refugiados improvisados em Barrancos. Foi aí que, à revelia de Salazar, o tenente Seixas pôde decidir o destino das pessoas que acolhera na Herdade das Russianas.