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Jornal Maio

trabalho

Dermeval Saviani
Ao longo do último século e, particularmente, nos últimos 40 anos, a indústria pesqueira portuguesa tem sofrido concentração crescente. No seu conjunto, a indústria gera cerca de 2500 milhões de euros anuais, mas as margens de lucro mais elevadas encontram-se no sector da transformação e enlatamento
Leonardo Dresch Eberhardt e Hugo Pinto de Almeida
Na empresa capitalista, na relação entre trabalho e saúde, o desgaste dos trabalhadores não constitui um efeito fortuito, mas um elemento inerente à valorização do capital. A redução de efetivos, a intensificação do trabalho e o prolongamento das jornadas ampliam a sobrecarga dos trabalhadores, gerando manifestações de desgaste como acidentes, doenças e sofrimento.
Adriano Zilhão
Publicamos neste número do Maio uma resolução recentemente adoptada pelos delegados sindicais da fábrica-mãe da Mercedes-Benz em Estugarda na Alemanha. O seu título “Já basta! Protestar, resistir, greve! Os patrões querem luta de classes? Muito bem, vão tê-la!” não é o tom habitual que se espera na Alemanha da “co-gestão” e do “pacto social”. O que se passa?
Comissão sindical da Mercedes Untertürkheim
A fábrica da Mercedes Benz de Untertürkheim, perto de Estugarda, na Alemanha, tem actualmente cerca de 18 mil operários. É a fábrica-mãe da marca, fundada em 1904, considerada o berço da indústria automóvel. Ainda é o principal centro de competências da Mercedes. Ali se produzem motores de explosão e eléctricos, caixas de velocidades, eixos, baterias. Porém, está, como boa parte da indústria automóvel alemã, sob ataque do patronato. Reproduzimos aqui uma resolução dos delegados sindicais da Mercedes-Benz Untertürkheim.
Olívia Carvalho
Os candidatos a técnicos superiores das escolas públicas merecem um processo de vinculação justo, transparente e coerente com os objetivos que lhe deram origem: combater a precariedade e valorizar profissionais que, há muitos anos, asseguram respostas fundamentais para o sucesso educativo, para a inclusão e para o bem-estar dos alunos.
Célia Mendes
Retratos das vidas de quem trabalha no Ensino de Português no Estrangeiro.
Anónimo
Eis com que se parece uma semana normal numa empresa privada de prestação de serviços de localização e avaliação de modelos de IA para uma das “Big Five”. O testemunho foi-nos prestado sob anonimato (lendo, percebe-se porque). Descreve as relações entre o empregador e os trabalhadores no seu local de trabalho, “relações que evidenciam que não estamos, de forma alguma, numa relação entre partes iguais. Estamos numa relação assimétrica de poder onde quem necessita de trabalhar tem de aceitar o impensável e quem contrata é generosamente remunerado para defender os interesses da empresa – e é importante dizer que estes se resumem exclusivamente à subjugação do trabalhador e à demissão total da responsabilidade de ‘liderar’ e construir um bom produto para o cliente, de confiar ao trabalhador as condições e autonomia para produzir um bom produto”.
Diogo Augusto
O controlo dos corpos no trabalho contemporâneo toma proporções totalitárias. Só o podemos contrariar como colectivo.
Nuno Geraldes
Num sector marcado pela pressão constante, pelos ritmos intensos e pela precariedade normalizada, fomos ao encontro de duas das cinco mulheres que hoje compõem a comissão de trabalhadores criada em apenas três dias para responder à intenção de despedimento coletivo de 42 trabalhadores da Randstad. São elas que, no meio da fragmentação e do isolamento impostos, assumem a tarefa de dar voz coletiva a quem está a ser despedido, de transformar experiências individuais em força comum e de abrir espaço para a organização onde antes havia silêncio.
António Simões do Paço
Pacotes laborais, com este ou outro nome, não são um exclusivo do Governo Montenegro. Por todo o mundo, da Argentina a Portugal, dos Estados Unidos à Bielorrússia, os direitos civis, à liberdade de expressão e de reunião, à greve, ao registo legal dos sindicatos, à contratação coletiva e outros têm vindo a ser cada vez mais atacados.
Dermeval Saviani
Ao longo do último século e, particularmente, nos últimos 40 anos, a indústria pesqueira portuguesa tem sofrido concentração crescente. No seu conjunto, a indústria gera cerca de 2500 milhões de euros anuais, mas as margens de lucro mais elevadas encontram-se no sector da transformação e enlatamento
Leonardo Dresch Eberhardt e Hugo Pinto de Almeida
Na empresa capitalista, na relação entre trabalho e saúde, o desgaste dos trabalhadores não constitui um efeito fortuito, mas um elemento inerente à valorização do capital. A redução de efetivos, a intensificação do trabalho e o prolongamento das jornadas ampliam a sobrecarga dos trabalhadores, gerando manifestações de desgaste como acidentes, doenças e sofrimento.
Adriano Zilhão
Publicamos neste número do Maio uma resolução recentemente adoptada pelos delegados sindicais da fábrica-mãe da Mercedes-Benz em Estugarda na Alemanha. O seu título “Já basta! Protestar, resistir, greve! Os patrões querem luta de classes? Muito bem, vão tê-la!” não é o tom habitual que se espera na Alemanha da “co-gestão” e do “pacto social”. O que se passa?
Comissão sindical da Mercedes Untertürkheim
A fábrica da Mercedes Benz de Untertürkheim, perto de Estugarda, na Alemanha, tem actualmente cerca de 18 mil operários. É a fábrica-mãe da marca, fundada em 1904, considerada o berço da indústria automóvel. Ainda é o principal centro de competências da Mercedes. Ali se produzem motores de explosão e eléctricos, caixas de velocidades, eixos, baterias. Porém, está, como boa parte da indústria automóvel alemã, sob ataque do patronato. Reproduzimos aqui uma resolução dos delegados sindicais da Mercedes-Benz Untertürkheim.
Olívia Carvalho
Os candidatos a técnicos superiores das escolas públicas merecem um processo de vinculação justo, transparente e coerente com os objetivos que lhe deram origem: combater a precariedade e valorizar profissionais que, há muitos anos, asseguram respostas fundamentais para o sucesso educativo, para a inclusão e para o bem-estar dos alunos.
Célia Mendes
Retratos das vidas de quem trabalha no Ensino de Português no Estrangeiro.
Anónimo
Eis com que se parece uma semana normal numa empresa privada de prestação de serviços de localização e avaliação de modelos de IA para uma das “Big Five”. O testemunho foi-nos prestado sob anonimato (lendo, percebe-se porque). Descreve as relações entre o empregador e os trabalhadores no seu local de trabalho, “relações que evidenciam que não estamos, de forma alguma, numa relação entre partes iguais. Estamos numa relação assimétrica de poder onde quem necessita de trabalhar tem de aceitar o impensável e quem contrata é generosamente remunerado para defender os interesses da empresa – e é importante dizer que estes se resumem exclusivamente à subjugação do trabalhador e à demissão total da responsabilidade de ‘liderar’ e construir um bom produto para o cliente, de confiar ao trabalhador as condições e autonomia para produzir um bom produto”.
Diogo Augusto
O controlo dos corpos no trabalho contemporâneo toma proporções totalitárias. Só o podemos contrariar como colectivo.
Nuno Geraldes
Num sector marcado pela pressão constante, pelos ritmos intensos e pela precariedade normalizada, fomos ao encontro de duas das cinco mulheres que hoje compõem a comissão de trabalhadores criada em apenas três dias para responder à intenção de despedimento coletivo de 42 trabalhadores da Randstad. São elas que, no meio da fragmentação e do isolamento impostos, assumem a tarefa de dar voz coletiva a quem está a ser despedido, de transformar experiências individuais em força comum e de abrir espaço para a organização onde antes havia silêncio.
António Simões do Paço
Pacotes laborais, com este ou outro nome, não são um exclusivo do Governo Montenegro. Por todo o mundo, da Argentina a Portugal, dos Estados Unidos à Bielorrússia, os direitos civis, à liberdade de expressão e de reunião, à greve, ao registo legal dos sindicatos, à contratação coletiva e outros têm vindo a ser cada vez mais atacados.