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Jornal Maio

Michael Roberts

Michael Roberts
“Há todos os motivos para esperar outra recessão antes do final desta década. O rastilho pode ser aceso por um novo colapso financeiro, como em 2008. Desta vez, o estouro pode não ter início nos bancos, mas ser provocado pelo aumento da dívida das empresas e pelo custo do serviço dessa dívida.” Eis uma grande entrevista com o economista Michael Roberts publicada em chinês pela Academia Chinesa de Ciências Sociais em 2025. Traduzimo-la da versão inglesa, publicada na revista World Socialist Research.
Dermeval Saviani
Ao longo do último século e, particularmente, nos últimos 40 anos, a indústria pesqueira portuguesa tem sofrido concentração crescente. No seu conjunto, a indústria gera cerca de 2500 milhões de euros anuais, mas as margens de lucro mais elevadas encontram-se no sector da transformação e enlatamento
Sabir Ammar e Hamza Hamouchene
O belicismo está ao rubro na Europa. Tudo começou quando os EUA de Trump resolveram que não valia a pena andar a pagar a “protecção” militar das capitais europeias de inimigos potenciais.
Michael Roberts
A guerra colonial obrigou o regime autoritário do Estado Novo a intensificar a produção nacional de armamento. O Governo investiu recursos abundantes na produção nacional, na logística militar e na montagem local de armamento para equipar as tropas em África. Quando a Revolução dos Cravos derrubou a ditadura e pôs fim às guerras coloniais, o sector militar encolheu. Seguiram-se décadas de desenvolvimento nacional mínimo em matéria de defesa, fazendo as instituições do Estado as suas aquisições no estrangeiro. Porém, nos últimos cinco anos, Portugal construiu uma indústria militar surpreendentemente forte.
Michael Roberts
O horror da guerra: vidas perdidas, casas destruídas; inválidos e mutilados; milhões de deslocados, logo, refugiados; espécies extintas, vastos danos ambientais; o planeta mortificado. Há, porém, quem não sofra por aí além com a guerra: o complexo militar-industrial de empresas das grandes economias, a indústria de combustíveis fósseis e os monopólios globais da alimentação — e a grande banca.
Michael Roberts
Em dezembro de 1996, o então presidente da Reserva Federal, Alan Greenspan, caracterizou o boom nas ações de tecnologia, meios de comunicação e telecomunicações como mostrando sinais de “exuberância irracional”. Quase 30 anos depois, podemos dizer o mesmo sobre o boom da IA, ​​com os sinos a tocarem a rebate.
Michael Roberts
Passou menos de um ano desde que as eleições gerais na Grã-Bretanha deram ao Partido Trabalhista uma maioria esmagadora no parlamento… e agora reina o caos no Governo trabalhista; o seu primeiro-ministro, Keir Starmer, está prestes a ter de se demitir. A causa da revolta aberta dos deputados do seu grupo parlamentar (MPs), habitualmente passivos e leais: a catastrófica derrota dos autarcas do partido nas eleições locais de Maio.
Michael Roberts
Se só o trabalho cria o valor das mercadorias vendidas no mercado e os capitalistas concorrentes investem relativamente menos em mão-de-obra e mais em maquinaria, a tendência será para o valor criado diminuir comparativamente à totalidade do investimento realizado. Os lucros aumentam, mas diminuindo em proporção do gasto total investido. É a lei de Marx sobre a queda tendencial da taxa de lucro.
Michael Roberts
Fez em 9 de Março 250 anos que Adam Smith publicou An Inquiry Into the Nature and Causes of the Wealth of Nations (Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações), assim inventando a economia. Composto por cinco ‘livros’, com mais de 1000 páginas, pode dizer-se que A Riqueza das Nações é o “Antigo Testamento” da economia política clássica, sendo os Principles of Economics (Princípios de Economia), de David Ricardo, escritos em 1819, o respectivo “Novo Testamento”.
Michael Roberts
Quatro anos de guerra enfraqueceram drasticamente Ucrânia e Rússia. Do lado ucraniano e ocidental, sustenta-se que morreram mais de 1 milhão de russos, mas menos de cem mil ucranianos. A Rússia sustenta o inverso, cerca de 300 mil ucranianos mortos ou feridos só em 2025. A população da Ucrânia diminuiu 37% desde o colapso da União Soviética e 20% desde o início da guerra. O PIB real caiu 37% em relação ao valor de 1991 e 21% desde o início da guerra.