Os tachistas oportunistas #6
O casal maravilha do Chega que come em todo o lado
Soubemos que havia um piquenique de luxo no dia 3 de Maio no Parque Eduardo VII e fomos ver quem lá estava. Não ficámos surpreendidos quando nos deparámos com o casal maravilha, resplandecente ao sol e com bonés MAGA.
Manuel da Silva Ramos
Escritor
Bruno Mascarenhas, vereador da Câmara de Lisboa pelo Partido Chega, chamou a sua namorada Mafalda Livermore para ganhar uns tostões na autarquia. Dito e feito. Porém, esta já andava a fazer das suas. Alugava quartos infectos e insalubres a imigrantes e ganhava por cada cubículo 500 ou 600 euros. É de bradar aos céus tanta hipocrisia. As bocas que gritam contra imigrantes são as mesmas que se aproveitam deles. André Ventura assobiou para norte e foi à missa das 22 horas a São Nicolau. Mas estas comezainas, que deram barafunda, não terminam aqui. É que, entretanto, Ana Simões e Silva, vereadora eleita pelo Chega, desfiliou-se deste partido porque comia menos que Mascarenhas, e virou independente ao mesmo tempo que passava para outro comedouro. Carlos Moedas, todo contente, atribuiu-lhe o pelouro do Desperdício Alimentar e da Saúde. É de rir! Isto só prova que o Chega é mesmo o partido dos tachos, contrariando o que o chefe Ventura proclamava bem alto, desde o princípio, que era contra os tachos. O certo é que eles comem tudo e não querem deixar nada1.
1 Mas a gastrochegalice continua. Soubemos que havia um piquenique de luxo no dia 3 de Maio no Parque Eduardo VII e fomos ver quem lá estava. Não ficámos surpreendidos quando nos deparámos com o casal maravilha, resplandecente ao sol e com bonés MAGA. Bruno Mascarenhas abria um cesto de 300 euros que continha um prato de comida selecta e uma garrafa de vinho para dois, enquanto a Livermore se contentava com o seu mais modesto, de 150 euros, que só continha meio prato. Era para turista ver! Quanto à ex-vereadora do partido Chega Ana Simões e Silva, agora filiada na pura independência, só a vimos no final: andava a ver por todo o lado se havia desperdícios de comida. Esta festa teve o apoio de Carlos Moedas, que ofereceu 75 mil euros. À boca da estação de metro do Marquês de Pombal, pensámos que o casal maravilha pode permitir-se tudo com o dinheiro exorbitante das rendas de casa pagas por imigrantes. Um dia destes ainda veremos o casal maravilha em piquenique na Arruda dos Vinhos, com o Cesário Verde na mão, numa tentativa desesperada de chamar a si mais gente com problemas de alojamento!