| |

(sem título)
categoria-um poema edicao-2026-05-14 (27)

(sem título)

Nasceu para dar a volta a isto tudo. Eu, é mais para encher chouriços, dar horas à espera. E juro que há quem faça fila para ver. Enfim, hoje em dia, nada me espanta. A vizinha do lado, que costuma ler autores sefarditas do século XVIII, todos os dias, à

.
Burnout
categoria-dicionário da novilíngua edicao-2026-05-14 (27)

Burnout

Segundo o dicionário da Porto Editora, nome masculino (psicologia) que designa esgotamento físico e mental causado por excesso de trabalho ou por stress decorrente da atividade profissional. Segundo o dicionário de inglês Merriam-Webster, exaustão da força física ou emocional, ou da motivação, geralmente como resultado de stress ou frustração

Jornal Maio
A Paciência Também Chega ao Fim
categoria-editorial edicao-2026-05-14 (27)

A Paciência Também Chega ao Fim

Os trabalhadores só sabem a força que têm quando lutam juntos, como na greve geral. O Governo e os grandes accionistas a que ele obedece resolveram esmagar o que resta a quem trabalha. Mas nós não aceitamos uma economia que esmaga a humanidade.

Jornal Maio
Para que servem as prisões? Para que o trabalho pareça livre
Economia paralela Prisões Tortura categoria-opinião edicao-2026-05-14 (27)

Para que servem as prisões? Para que o trabalho pareça livre

Por que raio prendem quem tirou alimentos de uma prateleira ou não consegue pagar um bilhete de transporte? E porque não conseguem parar crimes de colarinho branco, como os cometidos pelos “donos disto tudo”?

António Pedro Dores
A educação artística como prática transformadora
Arte categoria-opinião edicao-2026-05-14 (27)

A educação artística como prática transformadora

Podemos sonhar com uma sociedade de emancipados, que seria uma sociedade de artistas. Tal sociedade repudiaria a divisão entre aqueles que sabem e aqueles que não sabem, entre os que possuem e os que não possuem a propriedade da inteligência.

Mariana Bacelar
Restaurar o serviço militar obrigatório?
Juventude Serviço Militar Obrigatório categoria-política edicao-2026-05-14 (27)

Restaurar o serviço militar obrigatório?

Pacheco Pereira parece não ter conseguido expressar qual era a sua preocupação quanto à guerra: receia que a guerra se expanda para os países da União Europeia? Será medo de que a frente de batalha passe de Kiev para a Berlim? Para Lisboa?

José Duarte
Green Border – Zona de Exclusão
categoria-um filme edicao-2026-05-14 (27)

Green Border – Zona de Exclusão

Green Border – Zona de Exclusão (em polaco,) é um filme de 2023 realizado por Agnieszka Holland. Em preto e branco, dramatiza a situação dos migrantes apanhados na fronteira entre a Bielorrússia e a Polónia. Em agosto de 2021, o Governo bielorrusso abriu as portas à passagem de migrantes para as fro

António Simões do Paço
Os rios da consciência
categoria-crónica Canoa Sonho Tejo edicao-2026-05-14 (27)

Os rios da consciência

Abalaram os quatro dali para Santo Amaro. Era uma caminhada de mais de duas horas, para poupar o dinheiro do comboio, mas valia a pena, o negócio era tentador. De resto, o passeio à beira-mar era aprazível.

Rui Viana Pereira
Fritz Platten, o homem que salvou Lenine
Comunismo Lenine Platten categoria-história edicao-2026-05-14 (27)

Fritz Platten, o homem que salvou Lenine

Sem Fritz Platten (1883-1942), a história mundial teria seguido um curso diferente. Este comunista suíço é hoje principalmente recordado como o organizador do “vagão blindado” em que Lenine e os seus camaradas atravessaram a Alemanha, permitindo-lhes participar na Revolução Russa./en

Alex de Jong
O “Massacre do Rossio” de 1838 e a traição de uma revolução esquecida
Burguesia Classes populares Liberais Século XIX categoria-história edicao-2026-05-14 (27)

O “Massacre do Rossio” de 1838 e a traição de uma revolução esquecida

A 13 de março de 1838 dar-se-á a rutura decisiva entre liberais burgueses e a sua base popular, com o confronto adiado entre as forças do Exército e parte das Guardas Nacionais (em grande medida operários arsenalistas), em plena Praça do Rossio, em Lisboa

Afonso Maia Silva
Em defesa do Estatuto da Carreira Docente
STOP categoria-voz dos sindicatos edicao-2026-05-14 (27)

Em defesa do Estatuto da Carreira Docente

O S.TO.P. na Conferência “Valorização da carreira dos educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário”. Sala do Senado da Assembleia da República, 5 de maio de 2026.

S.TO.P.
(sem título)
categoria-um poema edicao-2026-05-14 (27)

(sem título)

Nasceu para dar a volta a isto tudo. Eu, é mais para encher chouriços, dar horas à espera. E juro que há quem faça fila para ver. Enfim, hoje em dia, nada me espanta. A vizinha do lado, que costuma ler autores sefarditas do século XVIII, todos os dias, à

.
Burnout
categoria-dicionário da novilíngua edicao-2026-05-14 (27)

Burnout

Segundo o dicionário da Porto Editora, nome masculino (psicologia) que designa esgotamento físico e mental causado por excesso de trabalho ou por stress decorrente da atividade profissional. Segundo o dicionário de inglês Merriam-Webster, exaustão da força física ou emocional, ou da motivação, geralmente como resultado de stress ou frustração

Jornal Maio
A “pensar e mudar o mundo”
edicao-2026-05-14 (27) categoria-trabalho

A “pensar e mudar o mundo”

Em 16 de outubro de 2025, há pouco mais de meio ano, portanto, era publicado online um novo jornal reunindo sindicatos, trabalhadores das mais diversas profissões, incluindo intelectuais e homens e mulheres da cultura e das letras. Chamou-se Maio e o seu lema era para pensar e ajudar a mudar o mundo

Jornal Maio
A Paciência Também Chega ao Fim
categoria-editorial edicao-2026-05-14 (27)

A Paciência Também Chega ao Fim

Os trabalhadores só sabem a força que têm quando lutam juntos, como na greve geral. O Governo e os grandes accionistas a que ele obedece resolveram esmagar o que resta a quem trabalha. Mas nós não aceitamos uma economia que esmaga a humanidade.

Jornal Maio
Para que servem as prisões? Para que o trabalho pareça livre
Economia paralela Prisões Tortura categoria-opinião edicao-2026-05-14 (27)

Para que servem as prisões? Para que o trabalho pareça livre

Por que raio prendem quem tirou alimentos de uma prateleira ou não consegue pagar um bilhete de transporte? E porque não conseguem parar crimes de colarinho branco, como os cometidos pelos “donos disto tudo”?

António Pedro Dores
A educação artística como prática transformadora
Arte categoria-opinião edicao-2026-05-14 (27)

A educação artística como prática transformadora

Podemos sonhar com uma sociedade de emancipados, que seria uma sociedade de artistas. Tal sociedade repudiaria a divisão entre aqueles que sabem e aqueles que não sabem, entre os que possuem e os que não possuem a propriedade da inteligência.

Mariana Bacelar
Restaurar o serviço militar obrigatório?
Juventude Serviço Militar Obrigatório categoria-política edicao-2026-05-14 (27)

Restaurar o serviço militar obrigatório?

Pacheco Pereira parece não ter conseguido expressar qual era a sua preocupação quanto à guerra: receia que a guerra se expanda para os países da União Europeia? Será medo de que a frente de batalha passe de Kiev para a Berlim? Para Lisboa?

José Duarte
Green Border – Zona de Exclusão
categoria-um filme edicao-2026-05-14 (27)

Green Border – Zona de Exclusão

Green Border – Zona de Exclusão (em polaco,) é um filme de 2023 realizado por Agnieszka Holland. Em preto e branco, dramatiza a situação dos migrantes apanhados na fronteira entre a Bielorrússia e a Polónia. Em agosto de 2021, o Governo bielorrusso abriu as portas à passagem de migrantes para as fro

António Simões do Paço
categoria-um poema edicao-2026-05-14 (27)

(sem título)

Nasceu para dar a volta a isto tudo.
Eu, é mais para encher chouriços, dar horas à espera.
E juro que há quem faça fila para ver.
Enfim, hoje em dia, nada me espanta.
A vizinha do lado, que costuma
ler autores sefarditas do século XVIII,
todos os dias, à hora do chá,
faz uma tarte Tatin maravilhosa.
Diz que é fácil,
que é só dar a volta,
que com tanta prática
até é capaz de escrever Os Lusíadas ao contrário.
Nunca chegou a explicar como.
Uma pena.

ANGHEL, Golgona
“Nasceu para dar a volta a isto tudo”.
In: Nadar na piscina dos pequenos.
Lisboa: Assírio & Alvim, 2017

categoria-dicionário da novilíngua edicao-2026-05-14 (27)

Burnout

Segundo o dicionário da Porto Editora, nome masculino (psicologia) que designa esgotamento físico e mental causado por excesso de trabalho ou por stress decorrente da atividade profissional. Segundo o dicionário de inglês Merriam-Webster, exaustão da força física ou emocional, ou da motivação, geralmente como resultado de stress ou frustração prolongados.

EM NOVILÍNGUA:

Burnout é um termo que só recentemente entrou no léxico comum em Portugal. Porém, problemas de saúde mental como o burnout já são descritos há décadas: “A nossa sociedade ocidental contemporânea, a despeito do seu progresso material, conduz cada vez menos à saúde mental, e tende a sabotar a segurança interior, a felicidade, a razão e a capacidade de amar no indivíduo; tende a transformá-lo num autómato que paga o seu fracasso humano com doenças mentais cada vez mais frequentes e desespero oculto sob um frenesim pelo trabalho e pelo chamado prazer”, escrevia o psicólogo, psicanalista e sociólogo alemão Eric Fromm na década de 50 do século passado. Mas acrescentava: “onde há sintomas há conflito, e conflito indica sempre que as forças da vida (…) ainda lutam. As vítimas de doença mental realmente perdidas encontram-se entre aqueles que parecem mais normais” (…) “porque são normais somente em relação a uma sociedade profundamente anormal”. ASP

edicao-2026-05-14 (27) categoria-trabalho

A “pensar e mudar o mundo”

Ao longo de dois dias, 9 e 10 de Maio, o jornal Maio fez o seu primeiro congresso. Decorreu na Escola Secundária Camões, em Lisboa, com a presença dos sindicatos e ORTs que constroem o Maio e outros, que se juntaram aos debates, que tiveram a participação de entre 140 e 160 pessoas distribuídas por várias salas ou reunidas no ginásio da escola ou no anfiteatro. Debatemos comunicação e estratégias para os trabalhadores e a esquerda; como construir a solidariedade entre trabalhadores; o direito à habitação, intimidade e vida privada; trabalho, tempo, família e amor; a IA na educação; o que se passa com a saúde mental, com apresentações do psiquiatra João Cabral Fernandes e do psicólogo Duarte Rolo, e a guerra e como a combater, debate introduzido por Mário Tomé. Tudo isto intercalado com cultura, com os músicos Fernando Costa, Aníbal Zola, Carla Passinhas, o ator e comediante Pedro Cardoso, o poeta Felipe Castro… Sete meses e 27 números depois, recompusemos forças e ouvimos alguma da gente que acompanha o Maio. Para prosseguirmos mais fortes. Neste vídeo, um olhar em “voo de pássaro” sobre a trajetória já percorrida.

categoria-editorial edicao-2026-05-14 (27)

A Paciência Também Chega ao Fim

Os trabalhadores só sabem a força que têm quando lutam juntos, como na greve geral. O Governo e os grandes accionistas a que ele obedece resolveram esmagar o que resta a quem trabalha. Mas nós não aceitamos uma economia que esmaga a humanidade.

Soará a panfletário dizer que os “trabalhadores não sabem a força que têm”? Que levam na barriga, sejam eles operários, professores, médicos, ferroviários ou da cultura, um mundo mais justo, belo e bom, de que são os parteiros?

A realidade encontrou-se com a história, nestes meses, em Portugal. A greve geral deixou à vista que as classes dirigentes, que vivem da “comunicação” que já não convence ninguém, têm mais fraquezas do que parece, mesmo com maioria no Parlamento.

Não há casas, faltam alimentos de qualidade, desfaz-se a saúde, a educação e o lazer para quem trabalha. Obriga-se-nos a uma existência arrastada e sofrida. Mas a paciência chega ao fim, depois de anos de promessas de que, “agora sim, com esta reforma, isto vai ficar melhor”, e ficou sempre pior. Como Zé Mário cantou, a produtividade é uma finta vossa. A pergunta certa é se podemos viver do trabalho e nele sermos felizes.

O que, na realidade, nos anunciam é o fim de uma carreira para os docentes - que, no desenho do Ministro, ficam na mão de directores, que definirão a sua avaliação e mobilidade — assim, claro, se suprimindo o último reduto de liberdade pedagógica e abrindo mesmo portas a que empresas privadas possam contratar professores para a escola pública (como se fez no INEM e aos enfermeiros); a vigilância aos médicos, que deixam de poder seguir os seus doentes, para abrir mais espaço ao privado, enterrado em seguros que não asseguram saúde; a perseguição a 25% dos trabalhadores, por serem imigrantes; agora a privatização da CP aos poucos, pela concessão das linhas lucrativas, e a granel da TAP, para satisfazer as ordens de Bruxelas; e ainda nos querem impor um banco de horas de 50 horas por semana de trabalho no privado (e no público) e proibir os sindicatos de actuarem na maioria das empresas e de fazer greve.

Há tudo isto; mas há também um pacote patronal (que até é rejeitado por uma parte dos empresários) que não logrou ser aprovado até agora, assim se demonstrando a força imensa que os trabalhadores têm quando se organizam, todos juntos. Três milhões.

Este Governo é um governo de guerra social, não só porque quer afectar 5% do orçamento à produção e ao uso de armas na guerra, mas porque abriu uma guerra contra todos os que trabalham e as pequenas empresas, que dependem do mercado interno e se vão abaixo com o parco consumo que os baixos salários permitem.

A unificação de todas estas lutas é fundamental – derrotar o pacote laboral, a privatização da educação, dos transportes e da saúde, derrotar a burocracia e a carga fiscal brutal sobre quem trabalha e as pequenas empresas, proteger os imigrantes, garantindo-lhes a dignidade: legalidade e direitos civis.

Tudo isto é um pacote Político (com P maiúsculo) para quem vive neste país e acha que ele não é a coutada privada de algumas centenas de accionistas que, para sobreviverem no mercado mundial e no meio da crise imperialista, resolveram esmagar o que resta a quem trabalha. Não aceitaremos ir como ovelhas tresmalhadas tocadas para o matadouro da exploração, da exaustão, do cansaço, da doença, de uma economia que esmaga a humanidade.

Economia paralela Prisões Tortura categoria-opinião edicao-2026-05-14 (27)

Para que servem as prisões? Para que o trabalho pareça livre

Por que raio prendem quem tirou alimentos de uma prateleira ou não consegue pagar um bilhete de transporte? E porque não conseguem parar crimes de colarinho branco, como os cometidos pelos “donos disto tudo”?

No fim do século passado houve escândalo: as prisões estavam como no tempo do fascismo. Portugal registava, em 1997, 106 mortes por 10 mil presos, enquanto a média dos dez países com mais mortes registadas era de 58!1

Vinte anos de activismo depois, tudo como dantes. Os direitos fundamentais dos presos continuam a ser violados, e com eles os direitos dos que trabalham nas prisões.

As prisões são atravessadas por tráficos de droga e telemóveis. Albergam poderes criminosos que podem sobrepor-se aos poderes oficiais. Estes, impossibilitados de reconhecer aquilo que todos sabem estar a passar-se, disfarçam. Protegem as redes criminosas. Frequentemente, os raros torturadores têm poderes muito superiores aos profissionais decentes.

Doenças mentais e as maneiras de aliviar o sofrimento, álcool e outras drogas, campeiam. As prisões protegem o que dizem proibir. Enchem de psicotrópicos os presos tornados zombies. É uma universidade do crime.

Inventaram-se penas alternativas: prisão domiciliária, pulseira electrónica, serviço à comunidade. Mas as prisões continuam sobrelotadas. Apenas passou a haver mais facilidade em condenar pessoas. Deixou de haver limite de camas. No fascismo não havia tantos condenados nem tantos presos. Contrapartida do amenizar do controlo governamental da actividade sindical e do patriarcalismo, do fim da censura e da bufaria generalizada.

No fascismo havia tortura política. Mas o facto de a tortura não ser política torna-a mais aceitável?

Na verdade, toda a tortura e todas as prisões são políticas. Por que raio prendem quem tirou alimentos de uma prateleira ou não consegue pagar um bilhete de transporte? E porque não conseguem parar crimes de colarinho branco, como os cometidos pelos “donos disto tudo”?

Para a sociedade, o problema prático é onde meter os que cometem crimes. É a pergunta que corresponde hoje à que fizeram os nossos avós quando perguntavam como poderiam sobreviver sem escravos.

A maioria dos presos não estão presos por serem pobres. Há muito mais pobres do que pessoas que passaram pelas prisões. Estão presos por serem ciganos, mitras, filhos da mãe. Quando perguntei a um experiente chefe de guardas se tinha consciência disso, se sabia que a generalidade dos presos é a idade adulta de crianças abandonadas pela sociedade e entregues ao Estado ou à Igreja para se prepararem para ficar presas, ele arregalou os olhos e perguntou: “Está a dizer que eles estão aqui não é por cometerem crimes?” O nosso chefe, formado no direito, surpreendeu-se ao pensar como um sociólogo: será tudo uma construção imaginária aquilo que estigmatiza os prisioneiros?

Será uma construção imaginária e real, ao mesmo tempo. As pessoas maltratadas tornam-se desconfiadas, imprevisíveis, desafiadoras da moral. Para a sociedade, o problema prático é onde meter os que cometem crimes. É a pergunta que corresponde hoje à que fizeram os nossos avós quando perguntavam como poderiam sobreviver sem escravos, sem os homens poderem manter mulheres por conta, sem o hipócrita temor a Deus, sem as colónias, sem a ditadura?

*/Banner Maio*/

No tempo das navegações, precisavam de marinheiros. O degredo era a pena mais usada. Os poderes coloniais aliaram-se a potências locais que usavam métodos equivalentes para organizar o tráfico de escravos. A partir do momento em que o trabalho passou a ser assalariado, a escravatura e o degredo perderam a sua centralidade. Os Estados passaram a criminalizar os vagabundos, abandonados à sua sorte depois de expulsos dos seus modos de vida habitual, como camponeses. Como o Robin dos Bosques, organizavam-se para sobreviver. Eram considerados salteadores de estrada e, quando eram presos, era-lhes oferecida a oportunidade de trabalhar para algum empresário com falta de mão-de-obra barata. Os mitras são herdeiros da vagabundagem e das políticas anti-contraceptivas de controlo da natalidade entre populares com o fito de tornar o trabalho mais barato.

Os presos servem de medida de comparação àqueles que são obrigados a trabalhar. Quem iria trabalhar por salários de pobreza, não fosse a alternativa de serem confundidos com criminosos, incluindo os que trabalham informalmente para os submundos do crime? Submundos que fazem parte da economia paralela, entre ¼ e 1/3 da economia portuguesa, segundo o Centro de Investigação Económica e Política (CEPR), organização independente pan-europeia que produz estudos sobre políticas públicas, confirmado pelo Prof. Óscar Afonso, professor na Faculdade de Economia do Porto2. Trabalho informal favorecido pelas leis laborais – que, segundo o Governo, ainda não são suficientemente flexíveis. Deixam os trabalhadores abandonados à sua sorte face às organizações criminosas de colarinhos brancos, esses geralmente impunes.


1 Fonte: Deaths in penal institutions (1997), Conselho da Europa.
2 Declarações ao Jornal Económico, 4 de abril de 2025.

Arte categoria-opinião edicao-2026-05-14 (27)

A educação artística como prática transformadora

Podemos sonhar com uma sociedade de emancipados, que seria uma sociedade de artistas. Tal sociedade não conheceria senão espíritos ativos: homens que fazem, que falam do que fazem e transformam, assim, todas as suas obras em meios de assinalar a humanidade que neles há, como nos demais.

Podemos sonhar com uma sociedade de emancipados, que seria uma sociedade de artistas. Tal sociedade não conheceria senão espíritos ativos: homens que fazem, que falam do que fazem e transformam, assim, todas as suas obras em meios de assinalar a humanidade que neles há, como nos demais.a

Para que serve a arte nas nossas escolas? Que importância pode ter a educação artística na formação dos indivíduos? Qual o seu potencial revolucionário?

Estas são algumas das questões com as quais pretendo, neste texto, desafiar o leitor a problematizar, debater e ousar imaginar uma escola em que a educação artística desempenhe um papel absolutamente fundamental na construção de uma sociedade livre e justa.

O lugar da arte na nossa sociedade tem estado reservado às elites intelectuais e financeiras e a educação artística destinada aos filhos destas. O afastamento da arte da nossa vida quotidiana acontece a partir do momento em que se faz a divisão do trabalho e em que a hiperespecialização nos leva ao confinamento a um só ofício, colocando de um lado o trabalho intelectual e do outro o trabalho manual.

Banida da vida do coletivo, a arte capitalista caracteriza-se pela produção de objetos de luxo (pinturas, esculturas, instalações, vídeos, performances, arte sonora e outros) por um grupo restrito de artistas, objetos estes que circulam por galerias de arte, centros culturais e museus e que são, finalmente, adquiridos como investimento financeiro.

A normalização desta lógica hierárquica tem sido feita através de uma série de ideias ou mitos sobre a arte. Um desses mitos é o da originalidade e visa enaltecer o gesto único que nega todo o arquivo coletivo que é a experiência humana. Outro mito que importa referir aqui é o da autoria, que, ao sobrevalorizar o autor, está a fomentar o indivíduo, o génio, cujo dom o afasta do coletivo. A arte e o seu ensino perpetuam a criação de objetos “neutros”, “desinteressados”, “verdadeiros” e afastados do senso comum.

Nas escolas, a tal divisão do trabalho é feita através das disciplinas que circunscrevem o conhecimento a áreas específicas e estanques entre si. Dentro da lógica capitalista, os legisladores determinam que as disciplinas fundamentais são a Matemática, o Português, as Ciências Naturais ou o Inglês e a aula de Artes Visuais é entendida como um espaço de recreio. Assim a entendem também a generalidade dos professores, técnicos e funcionários das escolas, o pessoal dirigente e principalmente as famílias, para as quais a educação artística se destina apenas aos filhos dos ricos ou àqueles com mais habilidades manuais.

Refém destes mitos, de pouco nos pode servir a arte no currículo escolar, a não ser enquanto lugar de autoexpressão das emoções individuais ou enquanto oficina de manualidades que produz decorações para o Natal, para a Páscoa, para o Dia da Mãe ou do Pai, ou mesmo para fazer cravos e chaimites para comemorar o dia da Liberdade.

A quem serve a escola, a arte, os museus, as universidades e até a criatividade e a imaginação?

Então, que lugar pode ocupar a arte nas nossas escolas e nas nossas vidas?

A arte pode ser uma forma de pensar, organizar ou ampliar o conhecimento, uma forma de questionar a ordem estabelecida e de construir ordens alternativas. (Mas não deveria ser essa a função da escola, em geral?) É aqui que, segundo Luis Camnitzer, se confundem as noções de arte e pedagogia. Aquilo a que chama art thinking, ou pensamento artístico, permite-nos expandir os limites de outras formas de pensamento, ultrapassando a reinterpretação do visível e imaginando o invisível. Para o autor, a utilidade da arte não é a de colocar objetos em museus e no mercado da arte, nem a de refinar as habilidades manuais. A arte é, antes de mais, uma metadisciplina que nos permite subverter a ordem das coisas e desenvolver a capacidade de imaginar. Camnitzer propõe que a nossa relação com os objetos artísticos passe pelo exercício de compreensão das condições que geraram a sua existência, a que questão ou a que questões o objeto pretende responder, de forma que o espectador seja envolvido no mesmo processo de investigação que levou o artista a produzi-lo. Desta forma, espectador e artista estão em pé de igualdade.

No livro O Mestre Ignorante. Cinco lições sobre a emancipação intelectual, de Jacques Rancière, o autor apresenta-nos o caso do pedagogo Joseph Jacotot que, na viragem do século XVIII para o século XIX, é levado a uma situação que o torna consciente do carácter embrutecedor da explicação do mestre, do mito que divide o mundo nas inteligências superiores e nas inteligências inferiores. Para Jacotot, o conhecimento não se pode traduzir ou explicar. A produção de conhecimento deve fazer-se pelo contacto direto com o próprio conhecimento. Uma sociedade de emancipados, seria uma sociedade de espíritos ativos, em que as pessoas fazem, falam do que fazem e transformam, assim, todas as suas obras em meios de assinalar a humanidade que neles há, como nos demais1. A filosofia deste pedagogo leva-o à ideia de que “tudo está em tudo” e de que iniciar e concluir uma tarefa, um projeto, realizar por si mesmo um todo, nos levam a essa emancipação.

*/Banner Maio*/

Da mesma forma, a educação artística deve constituir-se enquanto processo de investigação no qual aprendemos a criar um projeto do início ao fim, desde a sua conceção, à procura das mais variadas soluções e à sua concretização. Contrariar os processos de produção taylorista, em que cada trabalhador conhece apenas a sua parte da cadeia de montagem, nunca dominando o todo, o segredo do negócio, pode revelar-se uma prática altamente revolucionária.

No ensino artístico, há outra dimensão com enorme potencial transformador — trata-se do trabalho colaborativo. A implementação de processos de trabalho colaborativo vem desconstruir os valores individualistas exacerbados na sociedade capitalista, restituindo o sentido do coletivo à nossa existência. Todos são necessários para a concretização de um projeto de sociedade justa.

Em 1988, Herb Perr, escreve um livro a partir da sua experiência de artista e professor de futuros professores. Perante os currículos de educação artística focados nos modos de vida da sociedade de consumo e no sucesso individual, que transformam a aula num concurso para distinguir os artistas (poucos) dos outros, o seu “manifesto” é a transformação do “eu” em “nós” através de um manual de arte colaborativa: Making Art Together. Step-by-step. À prática artística individualizada, é possível contrapor a criatividade colaborativa. É possível, na aula de arte (e noutra qualquer) ensaiar uma micro-sociedade baseada na cooperação, em que crianças e jovens aprendem a construir o mundo em conjunto.

Ao abandonar a primazia do objeto enquanto produto pronto a consumir e ao devolver a importância ao processo de trabalho, podemos criar na escola um espaço de resistência, um espaço oficinal, no qual se perde tempo a experimentar modos de ver, de fazer, de (se) relacionar, de indagar e de imaginar. Assim, ao retirar ao currículo tempo para a experimentação e para o erro, estamos a pôr em causa a gestão de tempo da educação higiénica2, tão focada na eficiência, na cultura de exames e na avaliação. Desta forma, a educação artística pode ameaçar os modelos de eficiência da educação neoliberal3.

Joseph Beuys, artista e pedagogo, considerava que a “criatividade não é monopólio dos artistas” e que “cada homem é um artista”, querendo, com isto, dizer que nem todos os homens serão pintores, músicos ou atores, mas que a arte pode ser o elemento que permite ao ser humano sentir-se o centro criador de alguma coisa. Assim, a criatividade deveria ser a nossa moeda de troca, substituindo o capital e o lucro.

O artista propõe ainda a transformação dos museus em universidades, exaltando a sua importância enquanto centros de interdisciplinaridade entre todos os campos da atividade humana, considerando que “a arte pode ser a única força revolucionária”.

A questão que se levanta é: a quem serve a escola, a arte, os museus, as universidades e até a criatividade e a imaginação?

Enquanto a escola for lugar de reprodução das relações de produção da sociedade capitalista, difundindo massivamente a ideologia dominante4, ou lugar de aparente neutralidade que promove a meritocracia, responsabilizando os estudantes que não aproveitam a promessa da mobilidade individual pelo seu próprio fracasso5, ou, ainda, um lugar tomado pela lógica de mercado ao competir por resultados e medidas de desempenho e cujos propósitos de instrumentalização vão levando, cada vez mais, alunos e professores ao tédio, ao desgaste e à apatia6, a educação artística pode (e deve!) ocupar um lugar de resistência, reivindicando, pouco a pouco, o seu potencial revolucionário.

Pensar artisticamente, criticamente, pensar sem um fim previsível, contrariar a hiperespecialização, construir um todo de forma coletiva, usar e abusar do tempo, imaginar futuros possíveis (e também os impossíveis!), são os elementos que podem conferir à educação artística um papel absolutamente central na construção de uma sociedade livre e justa.

Reclamamos uma educação artística ao serviço de todos!

Reclamamos o acesso democrático à imaginação radical que nos permita transformar o mundo!

Reclamamos uma sociedade de artistas!


1 Segundo Rancière, em O Mestre Ignorante. Cinco lições sobre a emancipação intelectual.
2 Jeff Adams.
3 Claire Bishop.
4 A educação como aparelho ideológico do Estado, na perspetiva de Louis Althusser.
5 Segundo Michael Apple.
6 Para Michael Young.

Juventude Serviço Militar Obrigatório categoria-política edicao-2026-05-14 (27)

Restaurar o serviço militar obrigatório?

Pacheco Pereira parece não ter conseguido expressar qual era a sua preocupação quanto à guerra: receia que a guerra se expanda para os países da União Europeia? Será medo de que a frente de batalha passe de Kiev para Berlim? Para Lisboa? Restaurar o SMO em Portugal não parece responder a nenhum destes problemas.

ilustração: Mantraste

Assistimos há dias à publicação de um artigo de opinião um quanto triste no Público, da autoria do historiador Pacheco Pereira, em que ele defende a importância de restaurar o serviço militar obrigatório em Portugal face à crescente agressão da Rússia na frente ucraniana.

Pacheco Pereira começa por argumentar que, nas circunstâncias presentes em território europeu, a invasão da Ucrânia coloca às democracias europeias uma discussão importante sobre militarização. Porém, o nosso historiador parece não ter conseguido expressar qual era a sua preocupação quanto à guerra: receia que a guerra se expanda para os países da União Europeia? Será medo de que a frente de batalha passe de Kiev para a Berlim? Para Lisboa? Será a Rússia uma ameaça às democracias europeias?

O serviço militar obrigatório em Portugal não parece responder a nenhum destes problemas. Será importante mencionar que a expansão da guerra para o resto da Europa é um cenário altamente improvável. Mesmo que fosse provável, números publicados indicam que os países da UE possuem meios armados suficientes, tanto em número de efetivos como em gastos militares, para fazer frente ao exército russo. Não há um cenário de vitória para a Rússia numa guerra contra os países europeus. E ninguém sabe porque quereria a Rússia invadir o resto da Europa. Pacheco Pereira também parece ter uma preocupação um quanto cínica no que toca à democracia na Europa. Para ele, o desinvestimento na saúde e na educação, a pior crise da habitação na UE, o ataque aos direitos laborais e a omissão dos financiadores dos partidos parece que são algo com que a “nossa democracia” consegue conviver: não parecem preencher requisitos de “maior ataque à democracia”.

*/Banner Maio*/

É-nos, também, apresentado um argumento histórico um quanto falacioso para justificar mandar os nossos jovens para a tropa: de que vivemos num continente que «é e sempre foi um continente de guerra». Eu, de facto, assim como os meus colegas do liceu Camões e de todo o secundário, acho que dormiria muito mais descansadamente, sabendo que não pertenço à primeira geração de jovens que morrerão nas trincheiras da Europa antes de ter casa própria. Em vez de usar a história para normalizar a matança e a barbárie, podíamos usá-la para entendermos como elas são indesejadas.

Infelizmente a preocupação com a democracia não é o único cinismo em que Pacheco Pereira incorre: o seu texto de opinião foi publicado no dia 9 de Maio (dia da vitória contra o nazismo!), parecendo revestir-se de uma estética de sacrifício, como se os países europeus tivessem perante si uma escolha difícil: sacrificarem a sua querida juventude numa guerra por liberdade e independência ou serem subjugados perante a Federação Russa.

Por toda a Europa, no passado dia 8 de maio, estudantes protestaram contra o aumento do militarismo como mote ‘os governos querem guerra, nós queremos um futuro.

Ora, os países europeus parecem ter uma só vontade de momento: a de investir numa renovada indústria armamentista e depois fazer uso dela; afinal de contas as balas e os tanques produzidos começam por ser investimento lucrativo. O interesse pela guerra por parte da grande indústria traz consigo um senão: os jovens (menos os filhos de quem manda) vão para a guerra para nela morrerem pelo lucro e o interesse de um punhado de gente muito rica. Não é uma escolha difícil, porque quem tem o poder para a mandar fazer ganha muito com a guerra.

É importante reiterar que os jovens não querem ser mandados para uma guerra para morrer em nome daqueles que já lhes roubam o futuro em tempo de paz. Por toda a Europa, no passado dia 8 de maio, estudantes protestaram contra o aumento do militarismo com o mote «os governos querem guerra, nós queremos um futuro», reiterando a ideia de que existe uma razão pela qual «não é popular defender o serviço militar obrigatório»: é porque restaurar o SMO não é para servir o povo.

categoria-um filme edicao-2026-05-14 (27)

Green Border – Zona de Exclusão

Green Border – Zona de Exclusão é um filme de 2023 realizado por Agnieszka Holland. Em preto e branco, dramatiza a situação dos migrantes apanhados na fronteira entre a Bielorrússia e a Polónia. Em agosto de 2021, o Governo bielorrusso abriu as portas à passagem de migrantes para as fronteiras da Lituânia, Polónia e Letónia. Dezenas de milhares acorreram à fronteira polaca, numa zona de floresta, onde, em vez de chegarem ao “paraíso” sonhado da UE, são roubados, tratados com extrema violência e empurrados através do arame farpado da Bielorússia para a Polónia, e da Polónia de volta para a Bielorússia, uma vez e outra.

Green Border – Zona de Exclusão (em polaco,) é um filme de 2023 realizado por Agnieszka Holland. O guião é de Agnieszka Holland, Gabriela Łazarkiewicz-Sieczko e Maciej Pisuk. O filme, em preto e branco, dramatiza a situação dos migrantes apanhados na fronteira entre a Bielorrússia e a Polónia. É inspirado em acontecimentos reais: em agosto de 2021, o Governo bielorrusso de Lukashenko abriu as portas à passagem de migrantes para as fronteiras da Lituânia, Polónia e Letónia. Dezenas de milhares de migrantes, principalmente do Médio Oriente e do Norte de África, acorreram à fronteira polaca, numa zona de floresta (daí o nome do filme em polaco Zielona Granica, ou Fonteira Verde). Uma família de refugiados sírios tenta entrar na União Europeia através da Bielorrússia e da Polónia. São roubados, tratados com extrema violência e empurrados através do arame farpado da Bielorússia para a Polónia, e da Polónia de volta para a Bielorússia, uma vez e outra. Acossados pelos guardas fronteiriços de ambos os lados e enfrentando o frio e a fome, alguns encontram a morte. Zona de Exclusão acompanha também os dilemas morais de um guarda fronteiriço polaco, dilacerado entre brutalidade, obediência cega e compaixão. E também o reverso da moeda: os voluntários polacos que, desafiando a “Zona de Exclusão”, procuram como podem ajudar os refugiados.

O governo de direita polaco atacou o filme com violência. Zbigniew Ziobro, ministro da Justiça, declarou que “No Terceiro Reich, os Alemães produziam filmes de propaganda mostrando os Polacos como bandidos e assassinos. Hoje têm Agnieszka Holland para isso.” Na verdade, se há coisa que o filme mostra é o contrário: quão perto estão das práticas assassinas nazis as políticas anti-migratórias da Europa e como elas, procurando desumanizar os migrantes, desumanizam as polícias e o Estado que as aplicam.

Contrastando com as reações do Governo polaco, Green Border foi aclamado internacionalmente e recebeu o Prémio Especial do Júri no Festival de Veneza de 2023.

Nova York, mensagens criticando Jeff Bezos e a Amazon projectadas em edifícios
O Formigueiro #8
#51 Deus não é uma arma do colonialismo e da guerra
A “pensar e mudar o mundo”
Para que servem as prisões? Para que o trabalho pareça livre
A educação artística como prática transformadora
Restaurar o serviço militar obrigatório?
O significado do 1º de Maio
Green Border – Zona de Exclusão
green
(sem título)
categoria-um poema edicao-2026-05-14 (27)

(sem título)

Nasceu para dar a volta a isto tudo. Eu, é mais para encher chouriços, dar horas à espera. E juro que há quem faça fila para ver. Enfim, hoje em dia, nada me espanta. A vizinha do lado, que costuma ler autores sefarditas do século XVIII, todos os dias, à

.
Burnout
categoria-dicionário da novilíngua edicao-2026-05-14 (27)

Burnout

Segundo o dicionário da Porto Editora, nome masculino (psicologia) que designa esgotamento físico e mental causado por excesso de trabalho ou por stress decorrente da atividade profissional. Segundo o dicionário de inglês Merriam-Webster, exaustão da força física ou emocional, ou da motivação, geralmente como resultado de stress ou frustração

Jornal Maio
A “pensar e mudar o mundo”
edicao-2026-05-14 (27) categoria-trabalho

A “pensar e mudar o mundo”

Em 16 de outubro de 2025, há pouco mais de meio ano, portanto, era publicado online um novo jornal reunindo sindicatos, trabalhadores das mais diversas profissões, incluindo intelectuais e homens e mulheres da cultura e das letras. Chamou-se Maio e o seu lema era para pensar e ajudar a mudar o mundo

Jornal Maio
A Paciência Também Chega ao Fim
categoria-editorial edicao-2026-05-14 (27)

A Paciência Também Chega ao Fim

Os trabalhadores só sabem a força que têm quando lutam juntos, como na greve geral. O Governo e os grandes accionistas a que ele obedece resolveram esmagar o que resta a quem trabalha. Mas nós não aceitamos uma economia que esmaga a humanidade.

Jornal Maio
Para que servem as prisões? Para que o trabalho pareça livre
Economia paralela Prisões Tortura categoria-opinião edicao-2026-05-14 (27)

Para que servem as prisões? Para que o trabalho pareça livre

Por que raio prendem quem tirou alimentos de uma prateleira ou não consegue pagar um bilhete de transporte? E porque não conseguem parar crimes de colarinho branco, como os cometidos pelos “donos disto tudo”?

António Pedro Dores
A educação artística como prática transformadora
Arte categoria-opinião edicao-2026-05-14 (27)

A educação artística como prática transformadora

Podemos sonhar com uma sociedade de emancipados, que seria uma sociedade de artistas. Tal sociedade repudiaria a divisão entre aqueles que sabem e aqueles que não sabem, entre os que possuem e os que não possuem a propriedade da inteligência.

Mariana Bacelar
Restaurar o serviço militar obrigatório?
Juventude Serviço Militar Obrigatório categoria-política edicao-2026-05-14 (27)

Restaurar o serviço militar obrigatório?

Pacheco Pereira parece não ter conseguido expressar qual era a sua preocupação quanto à guerra: receia que a guerra se expanda para os países da União Europeia? Será medo de que a frente de batalha passe de Kiev para a Berlim? Para Lisboa?

José Duarte
Green Border – Zona de Exclusão
categoria-um filme edicao-2026-05-14 (27)

Green Border – Zona de Exclusão

Green Border – Zona de Exclusão (em polaco,) é um filme de 2023 realizado por Agnieszka Holland. Em preto e branco, dramatiza a situação dos migrantes apanhados na fronteira entre a Bielorrússia e a Polónia. Em agosto de 2021, o Governo bielorrusso abriu as portas à passagem de migrantes para as fro

António Simões do Paço

SUBSCREVE O MAIO

E recebe a nossa newsletter todas as semanas gratuitamente.