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Melopeias (trecho)
categoria-um poema edicao-2026-04-09 (22)

Melopeias (trecho)

Poderemos, então, para além da poeira e da ondulação dos dias, litigar no vazio o mais singelo dos gestos? Somos os Ginetes galgando a correnteza, viemos para acentuar as sílabas ao vento, o fio aprumo na equidade do Homem. Somos plurais e simultâneos! No traço que circunscreve a duração perfeita,

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Redundância​
categoria-dicionário da novilíngua edicao-2026-04-09 (22)

Redundância​

Segundo o dicionário da Porto Editora, nome feminino que designa: 1) qualidade do que é redundante, abundância excessiva; 2) superabundância de palavras, prolixidade; 3) recurso estilístico que consiste em usar intencionalmente palavras e expressões repetitivas e redundantes. EM NOVILÍNGUA: Redundância passou a equivaler a despedimento, nomeadamente por alegada extinção do

Jornal Maio
Vinte maneiras de ser quinado
categoria-crónica Bairros Lisboa edicao-2026-04-09 (22)

Vinte maneiras de ser quinado

Descendo a Calçada, quanto mais vagueasse o transeunte curioso para as bandas da Rua dos Prazeres, para São Bento ou para as Mercês, mais pés descalços encontraria: os das adelas, das peixeiras, dos estivadores, cozinheiros, artesãos, guarda-freios, metalúrgicos, criados de baronesas refasteladas em

Rui Viana Pereira
Destacável, de Aurélio Gomes
categoria-um programa de rádio edicao-2026-04-09 (22)

Destacável, de Aurélio Gomes

Destacável, de Aurélio Gomes, com produção de Pedro Miguel Ribeiro Sábados, na Antena 1, depois das notícias das 9.00 (45’ + 45’) https://www.rtp.pt/play/p11558/e918106/destacavel Nas manhãs de sábado, um magazine atento ao presente, mas também às memórias, observando tanto Portugal como o mundo, percorrendo

Jornal Maio
Aljube, um museu em disputa
categoria-opinião Ditadura Memória Museu edicao-2026-04-09 (22)

Aljube, um museu em disputa

O Museu do Aljube, resultado de um forte movimento social de resgate da memória, surgido em cima da crise do capitalismo mundial de 2008, correspondeu em Portugal à emergência do primeiro grande movimento social de descontentamento com os resultados da democracia instaurada em 1975-1976

Luís Farinha
Não é fácil o amor, de Janita Salomé
categoria-uma canção edicao-2026-04-09 (22)

Não é fácil o amor, de Janita Salomé

Álbum A Cantar ao Sol, 1995 Não é fácil o amor Melhor seria arrancar um braço Fazê-lo voar Dar a volta ao mundo Abraçar todo o mundo Fazer da alegria o pão nosso de cada dia Não copiar os males do amor Matar a melancolia que há no amor

Jornal Maio
Van: o militante, o amigo, o homem
categoria-internacional IV Internacional matemático Van Heijenoort edicao-2026-04-09 (22)

Van: o militante, o amigo, o homem

No quadragésimo aniversário da morte do matemático e revolucionário Jean van Heijenoort, publicamos um artigo do historiador Pierre Broué em sua homenagem.

Pierre Broué
Ler a paisagem para enfrentar o clima
categoria-ambiente Ordenamento Paisagem edicao-2026-04-09 (22)

Ler a paisagem para enfrentar o clima

Se o pensamento sobre o ordenamento e a gestão da paisagem marcou, de forma diferenciadora, parte da legislação do pós-25 de Abril, a adesão à CEE trouxe novas agendas e prioridades. Fomos progressivamente substituindo visões integradas do território e da paisagem por abordagens mais setoriais

Carla Gonçalves
Portugal tem uma política externa?
categoria-editorial edicao-2026-04-09 (22)

Portugal tem uma política externa?

Portugal tem uma política externa? Ou é apenas um repetidor de sinal da NATO/EUA e da UE?

Jornal Maio
Portugal tem uma política externa?
categoria-editorial edicao-2026-04-09 (22)

Portugal tem uma política externa?

Portugal tem uma política externa? Ou é apenas um repetidor de sinal da NATO/EUA e da UE?

Jornal Maio
categoria-editorial edicao-2026-04-09 (22)

Portugal tem uma política externa?

Portugal tem uma política externa? Ou é apenas um repetidor de sinal da NATO/EUA e da UE?

Drones de combate MQ-9 Reaper da Força Aérea dos EUA, batizados de “drones assassinos” por poderem transportar até oito mísseis de precisão, continuam a circular pela Base das Lajes, nos Açores, juntando-se a muitas outras aeronaves norte-americanas destinadas ao Médio Oriente ou a abastecimento destas, enquanto o inefável ministro Rangel assegura, dia sim, dia não, que “o uso da Base das Lajes pelos EUA cumpre critérios do Direito internacional”. A utilização da base só pode ser feita “em resposta a um ataque sofrido, necessário e proporcional e que não vise alvos civis”. “Se essas garantias nos forem dadas e puderem ser observadas, estamos tranquilos. Até agora foi isso que aconteceu”, afirmou. Como se sabe, Iranianos, Palestinianos e Libaneses têm vindo a atacar-se e imolar-se a si próprios, talvez devido ao período pascal, apesar dos esforços dos “nossos aliados” Israel e Estados Unidos para evitá-lo.

A Constituição da República Portuguesa, cujo 50.º aniversário se celebra por estes dias, determina que “o Estado não aliena qualquer parte do território português ou dos direitos de soberania que sobre ele exerce” (art.º 5.º, 3), que Portugal se rege pelo “respeito dos direitos do homem, dos direitos dos povos, da igualdade entre os Estados, da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados” e “preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares” (art.º 7, 1 e 2). Apoiar ou manter silêncios cúmplices perante o genocídio dos Palestinianos e a agressão ao Irão é cuspir nos princípios da Constituição. Os “blocos político-militares” a que a CRP se refere são o Pacto de Varsóvia (dissolvido em 1991) e a NATO, que se manteve e alargou muito para além do “Atlântico Norte”, até às fronteiras da Rússia, promovendo a guerra entre as duas maiores repúblicas da ex-URSS, Rússia e Ucrânia, visando o seu enfraquecimento e desmembramento. E que Portugal, diz a Constituição, devia empenhar-se em “dissolver”. No entanto, o programa deste governo (e de outros que o antecederam, incluindo os do atual presidente do Conselho Europeu – “Ó glória de mandar, ó vã cobiça / Desta vaidade a quem chamamos fama!”) defende o reforço da NATO, o seu alargamento e o da UE para leste, à Ucrânia, à Moldávia e à Geórgia, e o Plano ReArm Europe/Readiness 2030, o tal que, por exigência de Trump, impõe que 5% do PIB seja destinado à “defesa”, ou seja, à NATO – organização dirigida pelos EUA, com os anões obedientes que dirigem a UE a confundirem o ocupante da Casa Branca com a Branca de Neve.

Nem sequer o facto de espanhóis e brasileiros, putativos vizinhos e aliados estratégicos, se demarcarem claramente das políticas de Trump e da UE, dizendo “não à guerra” (embora não se tenham, até agora, atrevido a enviar um só petroleiro para Cuba sitiada – o “próximo alvo”, diz Trump), demoveu o intrépido Rangel e o seu patrão Montenegro da sua canina submissão. Diria Camões, a voz pesada do Velho do Restelo um pouco alevantando: “Mísera sorte! Estranha condição!”

Nunca um poderoso movimento contra a guerra foi tão necessário no nosso país e no mundo!

Portugal tem uma política externa?
Portugal tem uma política externa?
categoria-editorial edicao-2026-04-09 (22)

Portugal tem uma política externa?

Portugal tem uma política externa? Ou é apenas um repetidor de sinal da NATO/EUA e da UE?

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