categoria-um poema

CARTA REVOLUCIONÁRIA #2
categoria-um poema edicao-2026-04-23 (24)

CARTA REVOLUCIONÁRIA #2

O valor da vida individual um lema ensinado pra nos incutir medo, e inação, “você só vive uma vez” névoa em nossos olhos, nós somos infinitos feito o mar, inseparáveis, morremos um milhão de vezes ao dia, nascemos um milhão de vezes, vida e morte a cada sopro: levante-se,

.
(sem título)
categoria-um poema edicao-2026-04-16 (23)

(sem título)

– Não quero trabalhar nem estudar, o que eu quero é namorar. –  disse a princesa e cruzou os braços. Dormia de braços cruzados e tinham de lhe dar de comer porque a princesa só podia abrir os braços para abraçar o namorado e não havia nenhum namorado para ela. Quando se

.
Melopeias (trecho)
categoria-um poema edicao-2026-04-09 (22)

Melopeias (trecho)

Poderemos, então, para além da poeira e da ondulação dos dias, litigar no vazio o mais singelo dos gestos? Somos os Ginetes galgando a correnteza, viemos para acentuar as sílabas ao vento, o fio aprumo na equidade do Homem. Somos plurais e simultâneos! No traço que circunscreve a duração perfeita,

.
(sem título)
categoria-um poema edicao-2026-03-26 (21)

(sem título)

Ainda não é o fim Nem o princípio do mundo                       Calma É apenas um pouco tarde Manuel António Pina, Todas as palavras – poesia reunida (1974-2011). Porto: Assírio & Alvim, 2012, p. 7

.
Gansos selvagens
categoria-um poema edicao-2026-03-19 (20)

Gansos selvagens

Não tens que ser bom. Não tens que caminhar ajoelhado durante quilómetros através do deserto, em sinal de arrependimento. Só tens que deixar o afável animal do teu corpo amar aquilo que ama. Fala-me do teu desespero e eu falar-te-ei do meu. Entretanto o mundo não pára.

.
(sem Título)
categoria-um poema edicao-2026-03-12 (19)

(sem Título)

Um coração de sangue Um coração de xisto e aço Um coração angular e redondo Como a pedra que te abre Do interior do chão Um coração solar De granito De carne Curado da noite de nascença Um coração de homem Um coração de homem vivo Um coração de criança

.
(sem Título)
categoria-um poema edicao-2026-03-05 (18)

(sem Título)

Uma vez quiseram-me louca, a arder e eu ardi com a discrição de um fogo posto porque a cura vai na mesma direcção que a nossa febre Ateei-me como um relâmpago inesperado à luz do dia Eu parecia uma basílica em chamas de altar por estrear, a arder

.
Adónde iréi conmigo? Dónde me esconderéi?
categoria-um poema edicao-2026-02-26 (17)

Adónde iréi conmigo? Dónde me esconderéi?

¿Adónde iréi conmigo? ¿Dónde me esconderéi, que xa ninguén me vexa i eu non vexa a ninguén?  A luz do día asómbrame, pasmame a das estrelas,  i as olladas d·os homes na ialma me penetran.  I é que o que dentro levo de min, penso que ó rostro  me

.
Moda do Entrudo
categoria-um poema edicao-2026-02-19 (16)

Moda do Entrudo

Ó entrudo ó entrudo Ó entrudo chocalheiro Que não deixas assentar As mocinhas ao solheiro Eu quero ir para o monte Eu quero ir para o monte Que no monte é qu’eu estou bem Que no monte é qu’eu estou bem Eu quero ir para o monte Eu

.
Streets of Minneapolis
categoria-um poema edicao-2026-02-05 (14)

Streets of Minneapolis

Pelo gelo e frio do inverno Descendo a Avenida Nicollet, Arrostou a cidade ardente fogo e gelo Sob o tacão dum ocupante. O exército privado d’el-rei Trump, Armas a escorrer pelos blusões, Vinha trazer a lei a Minneapolis Ou assim contaram eles Contra fumo e balas de borracha,

.
Em vez de continuarem a cuspir
categoria-um poema edicao-2026-01-22 (12)

Em vez de continuarem a cuspir

Em vez de continuarem a cuspir, enxuguem a baba, metam os sapatinhos de vela o colarinho branco, e olhem fixamente para a câmara: podem dizer mal de mim, mas sorriam. Não desperdicem as últimas três gotas de Chanel n.º 5 que o ódio vos borrifou nos pulsos. Usem sempre

.
Eu não tinha nada de felino, tu sabias
categoria-um poema edicao-2026-01-15 (11)

Eu não tinha nada de felino, tu sabias

Eu não tinha nada de felino, tu sabias que eu não tinha nada de felino. Nenhum de nós se admirou quando medi mal a distância e falhei o salto. Enquanto ia no ar parecia que era um salto bom, porém houve qualquer coisa que correu mal e caí com estrondo

.
categoria-um poema edicao-2026-04-23 (24)

CARTA REVOLUCIONÁRIA #2

O valor da vida individual um lema ensinado
pra nos incutir medo, e inação, “você só vive uma vez”
névoa em nossos olhos, nós somos
infinitos feito o mar, inseparáveis, morremos
um milhão de vezes ao dia, nascemos
um milhão de vezes, vida e morte a cada sopro:
levante-se, calce os seus sapatos,
comece, alguém vai terminar.

Tribo

um organismo, uma carne, soprando alegria como as estrelas
sopram em nós o destino
continue, dê as mãos, se encarregue do negócio, milhares de filhos
cuidarão disso quando você cair, você crescerá
milhares de vezes no ventre de suas irmãs.

Diane di Prima
“Poemas Mais ou Menos de Amor e Outros Poemas”, Editora Jabuticaba, 2022.

Tradução de Fernanda Morse.

categoria-um poema edicao-2026-04-16 (23)

(sem título)

– Não quero trabalhar nem estudar, o que eu quero é namorar. –  disse a princesa e cruzou os braços.
Dormia de braços cruzados e tinham de lhe dar de comer porque a princesa só podia abrir os braços para abraçar o namorado e não havia nenhum namorado para ela.
Quando se acabou o dinheiro, acabaram-se as criadas e acabou a comida. A princesa morreu de fome, muito suja, mas sempre de braços cruzados.
E nem os cangalheiros nem os médicos legistas lhe conseguiram descruzar os braços porque nem os cangalheiros nem os médicos legistas eram o namorado da princesa de braços cruzados porque não havia namorado para ela.
Foi conservada em formol dentro de um frasco de vidro transparente para ser mostrada aos visitantes do Museu de História Natural. Na placa que dá informações sobre o conteúdo do frasco está escrito em latim: “só descruzará os braços quando lhe aparecer um namorado”. Todos no museu têm a esperança de que um dia um visitante saiba latim e seja o namorado da princesa de braços cruzados.
Mas a empregada do balcão do bar do Museu, menos positiva do que o resto do pessoal, resolveu fazer o mesmo que a princesa de braços cruzados. Por isso não há bicas para ninguém.

Manuel António Pina,
Todas as palavras – poesia reunida (1974-2011).
Porto: Assírio & Alvim, 2012, p. 7

categoria-um poema edicao-2026-04-09 (22)

Melopeias (trecho)

Poderemos, então, para além da poeira e da ondulação dos dias, litigar no vazio o mais singelo dos gestos?
Somos os Ginetes galgando a correnteza, viemos para acentuar as sílabas ao vento, o fio aprumo na equidade do Homem. Somos plurais e simultâneos!
No traço que circunscreve a duração perfeita, o corpo demuda-se na álgebra que se manifesta na própria finitude, e a nossa jornada é apenas um brevíssimo lapso de tempo, e a cada palavra proferida, ou antes inaudita, o asseverar de que renasceremos com as flores na próxima primavera.

António de Névada

categoria-um poema edicao-2026-03-19 (20)

Gansos selvagens

Não tens que ser bom.
Não tens que caminhar ajoelhado
durante quilómetros através do deserto, em sinal de arrependimento.
Só tens que deixar o afável animal do teu corpo amar aquilo que ama.
Fala-me do teu desespero e eu falar-te-ei do meu.
Entretanto o mundo não pára.
Entretanto o sol e os seixos transparentes da chuva
movem-se através da paisagem
sobre as pradarias e as árvores mais altas,
as montanhas e os rios.
Entretanto os gansos selvagens, lá no alto do céu de um límpido azul,
dirigem-se para casa de novo.
Quem quer que tu sejas, por mais solitário que estejas,
o mundo oferece-se à tua imaginação,
chama-te como os gansos selvagens, duma forma áspera e emocionante –
repetidamente anunciando o teu lugar
na família das coisas.

Mary Oliver
“Wild Geese” Dream Work,
Boston: Atlantic Monthly Press, 1986
Tradução de Jorge Sousa Braga

categoria-um poema edicao-2026-03-12 (19)

(sem Título)

Um coração de sangue
Um coração de xisto e aço
Um coração angular e redondo
Como a pedra que te abre
Do interior do chão
Um coração solar
De granito
De carne
Curado da noite de nascença

Um coração de homem
Um coração de homem vivo
Um coração de criança ao colo
Interior
-Mais interior do que o sangue no coração que me darás-
Peço um coração
Nuclear

Daniel Faria
Explicação das Árvores e de Outros Animais.
Lisboa: Assírio & Alvim, 1998

categoria-um poema edicao-2026-03-05 (18)

(sem Título)

Uma vez quiseram-me louca, a arder
e eu ardi com a discrição de
um fogo posto
porque a cura vai na mesma direcção
que a nossa febre
Ateei-me como um relâmpago inesperado
à luz do dia
Eu parecia uma basílica em chamas
de altar por estrear, a arder sozinha
Sempre me recusei a arder como os outros
Ardam-se mais à esquerda ou mais à direita
mais a vento de sul ou de norte,
mas labaredem-se, sejam fogos que ardem!
Porque pior que a desdita loucura
é toda a gente andar em brasa
mas ninguém chegar a incêndio
E no fim são todos cinza.

Cláudia R. Sampaio
Ver no Escuro, 1.ª edição,
Lisboa: Tinta-da-China, 2016.

categoria-um poema edicao-2026-02-26 (17)

Adónde iréi conmigo? Dónde me esconderéi?

¿Adónde iréi conmigo? ¿Dónde me esconderéi,
que xa ninguén me vexa i eu non vexa a ninguén? 
A luz do día asómbrame, pasmame a das estrelas, 
i as olladas d·os homes na ialma me penetran. 
I é que o que dentro levo de min, penso que ó rostro 
me sai, cal sai do mare ó cabo un corpo morto. 
¡ Houbera, e que saíra … !, mais non: dentro te levo, 
¡fantasma pavoroso des meus remordementos!

Rosalía de Castro
Poeta galega
(23 de fevereiro de 1837 –
15 de julho de 1885),
in Follas Novas (1880)

categoria-um poema edicao-2026-02-19 (16)

Moda do Entrudo

Ó entrudo ó entrudo
Ó entrudo chocalheiro
Que não deixas assentar
As mocinhas ao solheiro
Eu quero ir para o monte
Eu quero ir para o monte
Que no monte é qu’eu estou bem
Que no monte é qu’eu estou bem
Eu quero ir para o monte
Eu quero ir para o monte
Onde não veja ninguém
Que no monte é qu’eu estou bem
Estas casas são caiadas
Estas casas são caiadas
Quem seria a caiadeira
Quem seria a caiadeira
Foi o noivo mais a noiva
Foi o noivo mais a noiva
Com um ramo de laranjeira
Quem seria a caiadeira
categoria-um poema edicao-2026-02-05 (14)

Streets of Minneapolis

Pelo gelo e frio do inverno
Descendo a Avenida Nicollet,
Arrostou a cidade ardente fogo e gelo
Sob o tacão dum ocupante.
O exército privado d’el-rei Trump,
Armas a escorrer pelos blusões,
Vinha trazer a lei a Minneapolis
Ou assim contaram eles

Contra fumo e balas de borracha,
Reluzia o amanhecer,
De pé pela justiça,
Na noite a voz ecoou dos cidadãos,
A clemência não teve lugar,
Ficaram pegadas ensanguentadas,
Deitados à morte, dois, nas ruas nevadas
Alex Pretti e Renée Good

Oh, Minneapolis nossa, ouço a tua voz
A cantar na névoa de sangue.
Defenderemos esta terra
E o forasteiro no nosso seio
Aqui, em nossa casa, rusgaram, mataram
No inverno de 26
Recordaremos os nomes que morreram
Nas ruas de Minneapolis

Espancaram-no os jagunços de Trump
No rosto e no peito,
Soaram depois os tiros,
Alex Pretti jazeu na neve, morto.
Alegaram legítima defesa, senhor juiz,
Nos seus olhos não creia!
São o nosso sangue, os nossos ossos,
Mais estes apitos e telefones
Contra mentiras porcas do Miller e da Noem

Oh, Minneapolis nossa, ouço a tua voz
A cantar na névoa de sangue.
Recordaremos os nomes que morreram
Nas ruas de Minneapolis

Dizem vir para a lei cumprir,
Mas espezinham nossos direitos
Pele negra ou morena tens, amigo?
Que t’interrogam e deportam à vista!
No cântico «ICE fora, já!»,
Revive da cidade coração e alma
Nos vidros partidos e lágrimas de sangue
Das ruas de Minneapolis

Oh, Minneapolis nossa, ouço a tua voz
A cantar na névoa de sangue.
Aqui, em nossa casa, rusgaram, mataram
No inverno de 26
Defenderemos esta terra
E o forasteiro no nosso seio
Recordaremos os nomes que morreram
Nas ruas de Minneapolis
Recordaremos os nomes que morreram
Nas ruas de Minneapolis

Fora ICE (Fora ICE)
Fora ICE (Fora ICE)
Fora ICE (Fora ICE)
Fora ICE (Fora ICE)
Fora ICE (Fora ICE)
Fora ICE

Bruce Springsteen

categoria-um poema edicao-2026-01-22 (12)

Em vez de continuarem a cuspir

Em vez de continuarem a cuspir,
enxuguem a baba,
metam os sapatinhos de vela
o colarinho branco,
e olhem fixamente para a câmara:
podem dizer mal de mim,
mas sorriam.
Não desperdicem
as últimas três gotas de Chanel n.º 5
que o ódio vos borrifou nos pulsos.
Usem sempre as melhores cartas,
citem-me,
sejam lordes quando espetam a navalha.

Eu sei quem são,
conheço o vosso heiro.
Eu também ganho as minhas medalhas
em lares, creches e hospitais.
Podem, se quiserem,
ir ao céu,
mas isso não implica que encontrem Deus.

Agora não façam de mim
este bicho exótico
apanhado de surpresa,
enquanto preparava um cocktail
molotov no penico
do seu habitat natural.
Não me cortem as garras,
nem me domestiquem a cama.
Se não conseguem encontrar a saída,
se acertaram em cheio,
neste buraco vazio,
fiquem e lavem-se!
Daqui ninguém sai com fome.

Golgona Anghel

categoria-um poema edicao-2026-01-15 (11)

Eu não tinha nada de felino, tu sabias

Eu não tinha nada de felino, tu sabias
que eu não tinha nada de felino.
Nenhum de nós se admirou quando
medi mal a distância e falhei o salto.
Enquanto ia no ar parecia que era
um salto bom, porém houve qualquer
coisa que correu mal e caí com estrondo
no chão. Ninguém riu. Não era caso
para rir. Grande ilusão ir pelo ar a pensar
que o salto podia ser bom, sem eu ter
nada de felino, sem nunca ter treinado,
sem fazer sequer aquecimento, sem
olho para medir distâncias. Saber medir
distâncias é uma coisa muito importante,
pode falhar-se a vida por milímetros.

Helder Moura Pereira
Telhados de Vidro n. 20, Setembro de 2015

CARTA REVOLUCIONÁRIA #2
categoria-um poema edicao-2026-04-23 (24)

CARTA REVOLUCIONÁRIA #2

O valor da vida individual um lema ensinado pra nos incutir medo, e inação, “você só vive uma vez” névoa em nossos olhos, nós somos infinitos feito o mar, inseparáveis, morremos um milhão de vezes ao dia, nascemos um milhão de vezes, vida e morte a cada sopro: levante-se,

.
(sem título)
categoria-um poema edicao-2026-04-16 (23)

(sem título)

– Não quero trabalhar nem estudar, o que eu quero é namorar. –  disse a princesa e cruzou os braços. Dormia de braços cruzados e tinham de lhe dar de comer porque a princesa só podia abrir os braços para abraçar o namorado e não havia nenhum namorado para ela. Quando se

.
Melopeias (trecho)
categoria-um poema edicao-2026-04-09 (22)

Melopeias (trecho)

Poderemos, então, para além da poeira e da ondulação dos dias, litigar no vazio o mais singelo dos gestos? Somos os Ginetes galgando a correnteza, viemos para acentuar as sílabas ao vento, o fio aprumo na equidade do Homem. Somos plurais e simultâneos! No traço que circunscreve a duração perfeita,

.
(sem título)
categoria-um poema edicao-2026-03-26 (21)

(sem título)

Ainda não é o fim Nem o princípio do mundo                       Calma É apenas um pouco tarde Manuel António Pina, Todas as palavras – poesia reunida (1974-2011). Porto: Assírio & Alvim, 2012, p. 7

.
Gansos selvagens
categoria-um poema edicao-2026-03-19 (20)

Gansos selvagens

Não tens que ser bom. Não tens que caminhar ajoelhado durante quilómetros através do deserto, em sinal de arrependimento. Só tens que deixar o afável animal do teu corpo amar aquilo que ama. Fala-me do teu desespero e eu falar-te-ei do meu. Entretanto o mundo não pára.

.
(sem Título)
categoria-um poema edicao-2026-03-12 (19)

(sem Título)

Um coração de sangue Um coração de xisto e aço Um coração angular e redondo Como a pedra que te abre Do interior do chão Um coração solar De granito De carne Curado da noite de nascença Um coração de homem Um coração de homem vivo Um coração de criança

.
(sem Título)
categoria-um poema edicao-2026-03-05 (18)

(sem Título)

Uma vez quiseram-me louca, a arder e eu ardi com a discrição de um fogo posto porque a cura vai na mesma direcção que a nossa febre Ateei-me como um relâmpago inesperado à luz do dia Eu parecia uma basílica em chamas de altar por estrear, a arder

.
Adónde iréi conmigo? Dónde me esconderéi?
categoria-um poema edicao-2026-02-26 (17)

Adónde iréi conmigo? Dónde me esconderéi?

¿Adónde iréi conmigo? ¿Dónde me esconderéi, que xa ninguén me vexa i eu non vexa a ninguén?  A luz do día asómbrame, pasmame a das estrelas,  i as olladas d·os homes na ialma me penetran.  I é que o que dentro levo de min, penso que ó rostro  me

.
Moda do Entrudo
categoria-um poema edicao-2026-02-19 (16)

Moda do Entrudo

Ó entrudo ó entrudo Ó entrudo chocalheiro Que não deixas assentar As mocinhas ao solheiro Eu quero ir para o monte Eu quero ir para o monte Que no monte é qu’eu estou bem Que no monte é qu’eu estou bem Eu quero ir para o monte Eu

.
Streets of Minneapolis
categoria-um poema edicao-2026-02-05 (14)

Streets of Minneapolis

Pelo gelo e frio do inverno Descendo a Avenida Nicollet, Arrostou a cidade ardente fogo e gelo Sob o tacão dum ocupante. O exército privado d’el-rei Trump, Armas a escorrer pelos blusões, Vinha trazer a lei a Minneapolis Ou assim contaram eles Contra fumo e balas de borracha,

.
Em vez de continuarem a cuspir
categoria-um poema edicao-2026-01-22 (12)

Em vez de continuarem a cuspir

Em vez de continuarem a cuspir, enxuguem a baba, metam os sapatinhos de vela o colarinho branco, e olhem fixamente para a câmara: podem dizer mal de mim, mas sorriam. Não desperdicem as últimas três gotas de Chanel n.º 5 que o ódio vos borrifou nos pulsos. Usem sempre

.
Eu não tinha nada de felino, tu sabias
categoria-um poema edicao-2026-01-15 (11)

Eu não tinha nada de felino, tu sabias

Eu não tinha nada de felino, tu sabias que eu não tinha nada de felino. Nenhum de nós se admirou quando medi mal a distância e falhei o salto. Enquanto ia no ar parecia que era um salto bom, porém houve qualquer coisa que correu mal e caí com estrondo

.

SUBSCREVE O MAIO

E recebe a nossa newsletter todas as semanas gratuitamente.