Inteligência artificial generativa e trabalho: aprendendo com os luditas
2.ª parte
O sonho molhado de pós-humanistas, tecnofascistas e multimilionários seria substituir toda a força de trabalho humana por IA. Só que esta hipótese gera um resultado coletivo absolutamente irracional, mesmo na óptica do capital. Afinal de contas, sem trabalhadores humanos, quem vai consumir aquilo que se produz?
Entre o apocalipse dos trabalhadores e o tecnoterrorismo: a IA como campo de batalha
A 5 de Maio, Robert Reich, perigoso esquerdista que trabalhou nas administrações dos presidentes Ford e Carter, foi secretário do Trabalho dos EUA durante o consulado de Clinton e integrou a comissão consultiva para a transição económica de Obama, assinava um texto intitulado “The AI Job Apocalypse Is Already Happening1”. Nele se assinalava o modo como, para fazer crescer os seus lucros, as grandes empresas estão a utilizar a IA e os potenciais ganhos de produtividade resultantes da sua integração nos processos produtivos como pretexto para cortar salários e postos de trabalho. Independentemente de a IA poder substituir os postos de trabalho cortados, e isso não parece ser a questão mais relevante, as grandes empresas estão a aproveitar essa possibilidade para despedimentos em massa.
Entre janeiro e abril de 2026, mais de 128 000 trabalhadores foram despedidos. A Meta despediu 8000, apontando para 10 000 até ao final de 20262, a Amazon 30 000, os seis maiores bancos de Wall Street mais 15 000, na Oracle o número pode ascender aos 30 000, o mesmo que a UPS espera despedir ao longo de 2026, a empresa química Dow anuncia 4500 e a Block aponta para uma redução de 40% da sua força de trabalho (± 4000 trabalhadores). Já em maio, a tecnológica norte-americana Cloudfare anunciou o despedimento de cerca de 1100 pessoas3 (20% da sua força de trabalho). Entretanto, Evan Spiegel, CEO da empresa norte-americana Snap, responsável pelo Snapchat, anunciou (imagina-se que numa daquelas sessões online sem direito a diálogo) o despedimento de cerca de 1000 trabalhadores, incluindo 16% do seu quadro de pessoal a tempo inteiro4.
Mesmo que muitas das pessoas despedidas não tenham ainda sido substituídas, ou possam sequer vir a sê-lo, pela IA, o turbo-capitalismo digital powered by AI empurra as grandes empresas neste sentido5. Afinal de contas, a competição feroz é a alma do negócio e, como é sabido, a noção de que os trabalhadores são variável de ajustamento fez escola. O facto de a IA ser capaz de realizar tarefas intelectuais que até há poucos anos só pareciam possíveis na ficção científica6, acentuando a fragilização dos trabalhadores de colarinho branco, só dá mais visibilidade ao fenómeno.
O hype é tanto que, no Dia do Trabalhador, se realizou no Beato Innovation District, a primeira edição do Agents Day, destinada a developers, founders e builders. Promovida pela CTO Portugal, comunidade de líderes em tecnologia e IA, foi anunciada como uma iniciativa que visava “colocar agentes de IA a trabalhar pelos humanos7”. Ao mesmo tempo, vai fazendo caminho o celestial canto dos administradores de empresas, para quem “a IA vai substituir os trabalhadores que não se adaptarem8”. Parafraseando Margaret Thatcher, poder-se-ia até dizer que a IA é o método, o objetivo é despedir trabalhadores.
No limite, toda a força de trabalho humana seria substituída por IA. O sonho molhado de pós-humanistas, tecnofascistas e multimilionários. Só que esta hipótese, explorada em The AI Layoff Trap9, e que decorre de uma lógica individual irrepreensível por parte de empresas que lutam pela sobrevivência na selva capitalista, gera um resultado coletivo absolutamente irracional, mesmo na óptica do capital. Afinal de contas, sem trabalhadores humanos, quem vai consumir aquilo que se produz? Ou, recorrendo a terminologia marxista, desde quando é possível a substituição integral de trabalho vivo por trabalho morto? Mas, infelizmente, não é tudo. Parece que o aperfeiçoamento da IA só piora as coisas, dado que o impulso para substituir trabalho humano por IA se intensifica e acelera. Uma verdadeira corrida para o abismo ou para uma crise de sobreprodução de proporções bíblicas.
Num mundo profundamente desigual, em que o rendimento real dos trabalhadores caiu 12%, enquanto o dos CEO aumentou 54% entre 2019 e 202510, e onde os bilionários e os ultra-ricos dominam os media e a IA (mais de metade dos grandes grupos mundiais de media são detidos por bilionários, 9 das 10 maior empresas na área das redes sociais são geridas por apenas seis bilionários, algo que sucede com 8 das 10 maiores empresas de IA, com apenas três delas a possuírem quase 90% de quota de mercado11), o tecnoterrorismo impõe-se como discurso dominante que legitima despedimentos, instala o medo e a insegurança, constitui-se enquanto mecanismo ideológico disciplinador de uma força de trabalho amedrontada que, por isso, perde capacidade reivindicativa.
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Nunca os trabalhadores precisaram tanto de uma voz independente.
Por outras palavras, trata-se de “uma narrativa futurista que amplifica ameaças hipotéticas para mascarar as contradições muito concretas do presente (…) [funcionando] como um espelho quebrado manejado pelo capital tecnológico: cada caco devolve uma imagem ampliada do perigo, mas nunca permite enxergar a totalidade. Em vez de descrever realisticamente o que a IA é capaz de fazer, projecta fantasias hiperbólicas que servem para legitimar a precarização, pressionar salários e justificar reformas regressivas12”. Até porque, segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho13, apesar de 25% dos empregos no mundo estarem potencialmente expostos à IA, apenas 5-6% enfrentam ameaça de extinção; para além de, como também é evidenciado por esta organização, existirem inúmeros desafios metodológicos relacionados com a medição dos aumentos de produtividade resultantes da adopção da IA14.
Naturalmente, o impacto sobre o trabalho não se limita ao desemprego (real ou imaginário). Como se defende em “O trabalho explorado por trás da inteligência artificial15”, por trás de cada suposta conquista da IA existe um exército de trabalhadores precarizados que, nas mais das vezes, se encontram a milhares de quilómetros de Silicon Valley. Analistas de dados, motoristas de entrega, moderadores de conteúdos, são milhões os trabalhadores mal remunerados em todo o mundo – Venezuela, Bulgária, Índia, Quénia, Filipinas ou México são alguns dos locais onde se concentram – que executam tarefas repetitivas e monótonas indispensáveis ao desenvolvimento da IA, muitas vezes colocando as suas vidas em risco. Bem diz o povo, longe da vista, longe do coração. E assim se exporta e invisibiliza sub-desenvolvimento, trabalho indigno e miséria social, ao mesmo tempo que se varrem para debaixo do tapete os inúmeros riscos psicossociais associados ao uso da IA16 (ex: vigilância intrusiva, perda de autonomia e dignidade no trabalho, recolha de dados excessiva, etc.).
Por economia de espaço, abstemo-nos ainda de falar dos enormes custos ecológicos resultantes dos consumos de água, energia eléctrica, solo e outros recursos necessários ao funcionamento da infraestrutura da IA, centros de dados, servidores e restante parafernália tecnológica; do aprofundamento do fosso entre a metrópole imperialista e as periferias; ou dos efeitos da IA sobre a inteligência, a criatividade, a empatia, a ética e a saúde mental de crianças e jovens; ou da superinteligência que tem gerado fundados receios sobre a sua potencial capacidade para pôr fim à humanidade17.
Por uma IA ao serviço do povo!
Hoje, como no contexto de aparecimento dos luditas, o problema da IA não é a tecnologia em si mesma, mas a arquitectura do poder a partir da qual ele emerge e se desenvolve. No capitalismo digital, como no industrial, o importante é saber quem controla a tecnologia e que escolhas são feitas. Aquilo que podemos observar é que, hoje, os principais beneficiários da IA são os grandes monopolistas da Big Tech. São eles que, num contexto de degradação generalizada das condições de vida – afinal, já levamos mais de meio século de contra-revolução neoliberal –, se empanturram em vil metal ao mesmo tempo que atiram com trabalhadores para o desemprego. Os donos da IA tornaram-se uma espécie de casta privilegiada que concentra todo o poder – económico, social, político e cultural –, enquanto os restantes, sem qualquer controlo sobre a arquitetura da IA, disputam as migalhas que caem da mesa com que se banqueteiam. Deve ser isto aquilo a que chamam “trickle down economics”.
E é por isso que, em vez de se discutir o alcance potencial da IA para promover um aumento generalizado do bem-estar, como, por exemplo, a possibilidade de todos trabalharmos menos horas sem qualquer perda de remuneração, antes pelo contrário aumentando salários, e termos todos mais tempo para viver, aceitando a lógica (que já vimos ser discutível mas é aquela que está na base do tecnoterrorismo vigente) de que a IA gera enormes ganhos de produtividade, aquilo que sucede são despedimentos em barda e uma chantagem permanente sobre os trabalhadores que, como é bom de ver, ou se adaptam ou sucumbem ao avanço inexorável da IA.
O problema da IA não é a tecnologia em si mesma, mas a arquitectura do poder a partir da qual ele emerge e se desenvolve. No capitalismo digital, como no industrial, o importante é saber quem controla a tecnologia e que escolhas são feitas.
Porque é que não se usam os extraordinários avanços tecnológicos para libertar quem vive do seu trabalho, daquilo que nele é penoso, arriscado, desumano e alienante? Porque é que em vez de a tecnologia ser colocada ao serviço do povo trabalhador, para que este tenha todo o tempo para ser aquilo que deseja ser, é utilizada como cutelo sobre o seu pescoço? Porque, como sempre sucede no capitalismo, independentemente das suas metamorfoses ao longo do tempo, se privatizam os ganhos e socializam as perdas. Como defende Prabhat Patnaik, “se a humanidade está no limiar de grandes avanços científicos e tecnológicos, então a necessidade do socialismo, para tirar partido desses avanços, torna-se esmagadora. O socialismo torna-se então uma sociedade que não é apenas mais equitativa, mas que pode de facto fazer justiça ao engenho humano na introdução de profundos avanços tecnológicos, precisamente devido à sua natureza equitativa, precisamente porque é uma sociedade onde o trabalho e o produto são partilhados equitativamente entre todos18”.
Sendo produto de um empreendimento coletivo, a única forma aceitável de governo da IA passa pela socialização da sua propriedade19. Só assim, os seus efeitos deletérios sobre as classes trabalhadoras podem passar a ser uma carta fora do baralho ou, pelo menos, uma preocupação genuína, dado que seriam estes os donos da IA e os principais interessados em que ela não funcionasse como ferramenta digital de exploração. Por algum motivo, o recente manifesto da Palantir não menciona trabalhadores nem sindicatos. Porque sabe que “os trabalhadores por si só, se se organizarem, são capazes de parar as linhas de produção da morte. Uma greve geral no vale do Silício, ou mesmo nos próprios escritórios da Palantir, é o pesadelo deste projeto20”.
Com uma política anti-monopolista e a socialização da IA, mesmo os seus efeitos nocivos sobre a nossa “casa comum21” seriam potencialmente mitigados, até porque o trabalhador comum não tem possibilidades de construir um bunker numa ilha remota ou de sequer se imaginar a viver em Marte como fazem os multimilionários tecnofascistas. Enquanto a IA for pensada apenas e só com vista ao lucro e à acumulação de riqueza por meia dúzia de sociopatas, que perdem a maior parte do seu tempo atormentados com a possibilidade de perderem uns milhões22, não existe qualquer possibilidade de não operar enquanto ferramenta de produção de miséria social em massa.
Neste sentido, a IA corresponde a uma forma altamente sofisticada e complexa de extractivismo socioecológico. Parafraseando Proudhon, a “IA é roubo!” e reverter esta lógica passaria, por exemplo, por tornar público, universal e gratuito o acesso à tecnologia, inclusive à sua arquitetura mais elementar que hoje permanece debaixo de um manto de enorme opacidade (afinal, o segredo é a alma do negócio). Desmercantilizar a IA implica também que a sua infraestrutura fique sujeita a controlo democrático e transparente, que esta seja concebida enquanto propriedade comum da humanidade. Caso contrário, “não [se] pode controlar o seu futuro, não [se] é livre, não [se] é independente e não [se] pode decidir sobre o seu futuro nem proteger a sua democracia23” e a oligarquia tecno-digital reforça o seu poder totalitário. A este respeito, em Portugal, vale a pena salientar a proposta pioneira de criação do Instituto Nacional para a Computação Avançada, feita pelo PCP24.
Como se afirma em “Automation and AI: A Socialist Perspective on Workers’ Rights25”, um projeto socialista para a IA seria capaz de colocar os aumentos de produtividade e eficiência ao serviço do bem-estar de quem vive do seu trabalho. Como? Diminuindo erros e eliminando desperdícios nos processos produtivos; assegurando as tarefas repetitivas e libertando os trabalhadores para aquilo que é mais recompensador; substituindo os trabalhos sujos e perigosos, reduzindo acidentes e melhorando a segurança nos locais de trabalho; criando condições para o aparecimento de novas ocupações, altamente qualificadas e bem remuneradas; impedindo despedimentos sob pretexto de adopção da IA26; aumentando o tempo livre para atividades de lazer e ócio, jornadas de trabalho mais curtas e mais tempo de férias; levando a cabo grandes investimentos em serviços e infraestruturas públicas. Contudo, fazer avançar uma agenda tão progressista requer, naturalmente, que se combatam os inúmeros riscos e desafios que a IA coloca hoje ao trabalho. Para além do desemprego, da compressão salarial e das desigualdades crescentes, que já antes vimos, também a vigilância e o controlo permanentes devem ser combatidos, bem como a degradação do trabalho que o torna desumano.
Ao contrariar o tecnoterrorismo e os seus efeitos, indo à raiz do problema, uma perspectiva socialista da IA cria um novo horizonte de possibilidades para os trabalhadores, susceptível de libertar todo o potencial da tecnologia e colocá-lo ao seu serviço. A IA deve ser escravizada e não fazer de nós escravos. E essa foi a intuição inicial dos luditas que vale a pena recuperar para a atualidade e, em última instância, foi contra isso que se revoltaram há cerca de dois séculos, lançando a semente que viria a germinar num potente movimento operário e nos primeiros sindicatos. Não contra as máquinas, mas sim contra os grandes monopólios do capitalismo.
É por isso urgente “virar o jogo” e resgatar para o trabalho o potencial emancipador desta “nova” tecnologia. Rejeitando tanto as acusações preconceituosas dirigidas aos neoluditas de hoje, como a sua mais recente variação – “populismo IA27 –, desenvolvendo uma cultura contra-hegemónica esclarecida, consciente e crítica e uma alternativa socialista que coloque a IA, não enquanto fetiche28, mas sim como produto histórico-geográfico do capitalismo, no centro das suas preocupações, promovendo ação coletiva e lugares de encontro cara a cara, onde a empatia, a solidariedade e a confiança se constroem. Não num futuro longínquo onde apenas os historiadores da longa duração poderão ser capazes de vislumbrar retrospetivamente os ganhos civilizacionais resultantes da IA, deixando na penumbra o seu rasto de destruição e violência social, mas tão rapidamente quanto possível para evitar que este se torne cada vez mais real. Lutemos, pois, por uma IA ao serviço do povo!
(fim)
1 Ver https://robertreich.substack.com/p/how-can-the-stock-market-be-soaring?emci=dd2db07a-7d48-f111-8ef2-000d3a14b640&emdi=60051659-7549-f111-8ef2-000d3a14b640&ceid=3928027 (acedido a 5 de maio de 2026).
2 Ver https://www.publico.pt/2026/04/24/enter/noticia/meta-planeia-despedir-10-forca-trabalho-apostar-ia-2172372 (acedido a 8 de maio de 2026).
3 Ver https://www.publico.pt/2026/05/08/enter/noticia/cloudflare-despede-20-juntase-vaga-cortes-ia-2174028 (acedido a 9 de maio de 2026).
4 Ver https://sol.iol.pt/economia/noticias/snapchat-aposta-na-inteligencia-artificial-e-avanca-com-corte-de-mil-postos-de-trabalho/20260415/69dfbaac0cf2d0ed34b82dd3 (acedido a 8 de maio de 2026).
5 Ver, por exemplo: https://www.publico.pt/2026/04/29/p3/cronica/despedir-causa-ia-decisao-empresas-vao-desfazer-2172921 (acedido a 8 de maio de 2026).
6 Borges R (2026) Impactos da IA no trabalho intelectual e nos serviços públicos. Le Monde Diplomatique, Edição Portuguesa, n.º 235.
7 Ver https://dinheirovivo.dn.pt/empresas/1-de-maio-evento-agent-days-vai-colocar-agentes-de-ia-a-trabalhar-pelos-humanos (acedido a 6 de maio de 2026).
8 Ver, por exemplo: https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/a-ia-vai-substituir-os-trabalhadores-que-nao-se-adaptarem/ (acedido a 8 de maio de 2026).
9 Disponível em https://arxiv.org/abs/2603.20617 (acedido a 5 de maio de 2026).
10 Ver https://www.oxfam.org/en/press-releases/top-ceo-pay-increased-20-times-faster-workers-pay-2025 (acedido a 8 de maio de 2026).
11 Oxfam (2026) Resisting the Rule of the Rich: Protecting Freedom from Billionaire Power. Oxfam International, p. 12.
12 Ver https://notasdissidentes.substack.com/p/tecnoterrorismo-e-o-espelho-quebrado (acedido a 3 de maio de 2026).
13 Gmyrek P, Berg J, Kamiński K, Konopczyński F, Ładna A, Nafradi B, Rosłaniec K, Troszyński M (2025) Generative AI and Jobs: A Refined Global Index of Occupational Exposure, ILO Working Paper 140 (Geneva, ILO). https://doi.org/10.54394/HETP0387.
14 Ver ILO (2026) The Impact of Artificial Intelligence on Productivity: Evidence Across Levels of Aggregation, Research brief. International Labour Office.
15 Disponível em https://passapalavra.info/2023/05/148371/ (acedido a 4 de maio de 2026).
16 Ver Karimova T (2026) AI Systems at Work: A Changing Psychosocial Work Environment. ILO Working Paper 170. International Labour Office.
17 Ver https://vientosur.info/tesis-para-una-critica-ecosocialista-de-la-inteligencia-artificial/ (acedido a 11 de maio de 2026).
18 Disponível em https://resistir.info/patnaik/patnaik_01fev26.html (acedido a 2 de fevereiro de 2026).
19 Disponível em https://www.currentaffairs.org/news/the-only-ethical-model-for-ai-is-socialism (acedido a 11 de maio de 2026).
20 Disponível em https://www.esquerda.net/artigo/fascismo-digital-alianca-entre-o-capital-e-extrema-direita/98026 (acedido a 11 de maio de 2026).
21 Para uma reflexão em torno desta ideia ver https://www.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html (acedido a 11 de maio de 2026).
22 A partir da análise dos ficheiros Epstein, é possível compreender que a urdimenta de planos e estratégias de preservação dos privilégios é a principal ocupação do tempo das elites globais. Ver https://the.ink/s/epstein (acedido a 11 de maio de 2026).
23 Ver https://expresso.pt/sociedade/tecnologia/2026-05-10-isto-nao-e-uma-democracia-e-uma-oligarquia-tecnologica-b2872baa (acedido a 11 de maio de 2026).
24 Disponível em https://www.pcp.pt/cria-instituto-nacional-para-computacao-avancada-ip-laboratorio-do-estado (acedido a 11 de maio de 2026).
25 Disponível em https://jeffreystamberger.com/writing/automation-and-ai-a-socialist-perspective-on-workers-rights (acedido a 9 de maio de 2026).
26 A este respeito, na China, parecem existir já exemplos de sinal positivo. Ver, por exemplo, https://www.abrilabril.pt/internacional/justica-chinesa-decide-adocao-da-ia-nao-justifica-despedimento (acedido a 8 de maio de 2026).
27 Ver http://tiny.cc/4783101 (acedido a 11 de maio de 2026).
28 Disponível em https://monthlyreview.org/articles/the-fetishism-of-ai/ (acedido a 4 de maio de 2025).