Jornal Maio

Despedimentos

Adriano Zilhão
Publicamos neste número do Maio uma resolução recentemente adoptada pelos delegados sindicais da fábrica-mãe da Mercedes-Benz em Estugarda na Alemanha. O seu título “Já basta! Protestar, resistir, greve! Os patrões querem luta de classes? Muito bem, vão tê-la!” não é o tom habitual que se espera na Alemanha da “co-gestão” e do “pacto social”. O que se passa?
André Carmo
O sonho molhado de pós-humanistas, tecnofascistas e multimilionários seria substituir toda a força de trabalho humana por IA. Só que esta hipótese gera um resultado coletivo absolutamente irracional, mesmo na óptica do capital. Afinal de contas, sem trabalhadores humanos, quem vai consumir aquilo que se produz?
Nuno Geraldes
Num sector marcado pela pressão constante, pelos ritmos intensos e pela precariedade normalizada, fomos ao encontro de duas das cinco mulheres que hoje compõem a comissão de trabalhadores criada em apenas três dias para responder à intenção de despedimento coletivo de 42 trabalhadores da Randstad. São elas que, no meio da fragmentação e do isolamento impostos, assumem a tarefa de dar voz coletiva a quem está a ser despedido, de transformar experiências individuais em força comum e de abrir espaço para a organização onde antes havia silêncio.