Jornal Maio

As trapalhadas dos políticos e as PPP

A ULS Braga enfrenta problemas internos, instabilidade organizacional e uma pressão crescente para regresso a um modelo contestado pelos profissionais. Ora os dados científicos internacionais demonstram que os processos de privatização no setor da saúde raramente surgem em sistemas estáveis e bem financiados. Pelo contrário, desenvolvem-se em contextos de fragilidade organizacional, pressão sobre os profissionais e degradação progressiva das condições de funcionamento, criando o ambiente necessário para legitimar soluções alternativas como as PPP.

O que querem os professores

Na tarde de 16 de maio, milhares de professores desfilaram entre o Cais do Sodré e os Restauradores, em Lisboa, para defenderem a sua profissão. O Maio esteve lá e ouviu sindicalistas, da FENPROF e do STOP, e professores que tinham uma palavra a dizer. Como estas afirmações de uma professora: “Está em causa a questão da segurança, de termos carreiras sólidas, de podermos ter condições de trabalho, de termos uma vida digna, de sermos respeitados (…) Temos um Governo que coloca a sociedade contra os professores, e está na altura de mudarmos isso e de conseguirmos lutar pelos nossos direitos.”

Pacote Laboral: não, ainda não está morto

É verdade que Montenegro, dez meses depois, não conseguiu validar na “concertação social” o seu embrulho de medidas que visa destruir as formas de autodefesa legais de que muitos trabalhadores (mas não todos) ainda dispõem, aumentar horários de trabalho e a precariedade, baixando ao máximo o que eles chamam o “custo do trabalho”. Mas não é menos verdade que o projecto de alteração das leis laborais acaba de dar entrada no Parlamento, como o Governo avisara. A forma do diploma é, inclusive, muito próxima da versão inicial: à bruta, sem concessões.

Uma Grã-Bretanha em ruínas, um governo em ruínas

Passou menos de um ano desde que as eleições gerais na Grã-Bretanha deram ao Partido Trabalhista uma maioria esmagadora no parlamento… e agora reina o caos no Governo trabalhista; o seu primeiro-ministro, Keir Starmer, está prestes a ter de se demitir. A causa da revolta aberta dos deputados do seu grupo parlamentar (MPs), habitualmente passivos e leais: a catastrófica derrota dos autarcas do partido nas eleições locais de Maio.

O bicho homem

Conhecia pouco o bicho homem. Morava ao pé de uma serra, sem vizinhos próximos. Seu pai era Joaquim Fernandes, e ele, Joaquim Fernandes Filho. Já a filha, era um vulcão em constante atividade. Se necessário, queimar-se-ia e espalharia lavas pelo entorno.

A bola e o tricô: 1ª parte

O Ó sentiu-se entalado. Devia ser evidente para qualquer adulto minimamente lúcido que a decisão final sobre o baptismo à nascença não lhe competia a ele. Era uma pergunta retórica, nitidamente provocatória.

Canções de luta: Hino do 1º de Maio A luta, a greve e a ação cultural

A partir de 1890, o 1º de Maio passa a ser um dia de greves no mundo inteiro em defesa da redução da jornada de trabalho. Em Itália, o advogado anarquista Pietro Gori, preocupado com desenvolver alguma tática para convencer as famílias trabalhadoras a aderirem à greve, resolve escrever uma peça de teatro, “O Primeiro de Maio”. Em fundo, era entoada a canção, com a melodia da ária “Va, pensiero”, da ópera Nabucco, de Verdi, que representava o cativeiro do povo hebreu na Babilónia. Esse canto de libertação dos oprimidos passou a ter o significado de um apelo ao levantamento da classe trabalhadora contra a exploração capitalista.