Escola Secundária Camões, Lisboa, 9.30 às 21 horas.
8º Fórum Liberdade e Pensamento Crítico – Nova ordem mundial e democracia
JUL.24
JUL.24
Durante o mês de julho vamos repor no Tempo Contra o Tempo o podcast Mudam-se os Tempos: Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades’ – já cantou o velho bardo. O curso da história move-se como as águas de um rio. Por vezes deixamo-nos levar por momentos
Durante o mês de julho vamos repor no Tempo Contra o Tempo o podcast Mudam-se os Tempos: Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades’ – já cantou o velho bardo. O curso da história move-se como as águas de um rio. Por vezes deixamo-nos levar por momentos de correntes rápidas, por outras, mansidão serena. Não é simples o seu movimento. Do ritmo que marca sempre passo, até à aceleração vertiginosa, avança-se nas conquistas sociais, mas as mesmas podem regredir em formas políticas avassaladoras. Ou vice-versa… Mas, ainda assim, ‘navegar é — sempre — preciso’. Estamos — todos e bem — embarcados. Este é o Podcast “Mudam-se os tempos”. Em cinco episódios com convidados especiais Roberto della Santa e Raquel Varela, historiadora, querem colocar sobre os próprios pés as principais ideias, imagens e conceitos que nos ajudam a saber e a fazer Portugal. De onde viemos? Para onde vamos? Toda a gente precisa interpretar a própria história para poder transformá-la. Em modo de conversa: como se formou Portugal ? Quais são os seus principais desafios e dilemas? A isso vamos – agora mesmo!
Segundo o Cambridge English-Portuguese Dictionary, nome que significa a prática de estar consciente do seu corpo, mente e sentimentos no momento presente; acredita-se que cria uma sensação de calma; a prática de mindfulness pode ser usada para diminuir os sintomas de ansiedade e depressão. EM NOVILÍNGUA: Esta prática
Segundo o Cambridge English-Portuguese Dictionary, nome que significa a prática de estar consciente do seu corpo, mente e sentimentos no momento presente; acredita-se que cria uma sensação de calma; a prática de mindfulness pode ser usada para diminuir os sintomas de ansiedade e depressão.
EM NOVILÍNGUA:
Esta prática tem sido posta na moda pelas revistas “de sociedade” ou cor-de-rosa (que são muitas mais do que as newsmagazines tipo Visão ou Sábado). Também se tornou um grande negócio, com clínicas a propor programas de redução de stress baseados no mindfulness. A questão é que o stress, a ansiedade, o sofrimento psíquico em geral raramente são problemas individuais, mas sociais. Se as pessoas não têm dinheiro para pagar a renda, são sobrecarregadas de trabalho, enlatadas nos transportes, assediadas pelo chefe e em consequência sofrem de stress, ansiedade ou exaustão, o problema não está nas suas cabeças, mas na forma como está organizada a sociedade e, por conseguinte, a solução não é encherem-se de fármacos ou fazerem sessões de mindfulness. Já Hannah Arendt dizia que o antídoto contra o isolamento e o desespero, associados à depressão, está na ação – plural, coletiva. ASP
JUL.16
Durante o mês de julho vamos repor no Tempo Contra o Tempo o podcast Mudam-se os Tempos: Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades’ – já cantou o velho bardo. O curso da história move-se como as águas de um rio. Por vezes deixamo-nos levar por momentos
Durante o mês de julho vamos repor no Tempo Contra o Tempo o podcast Mudam-se os Tempos: Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades’ – já cantou o velho bardo. O curso da história move-se como as águas de um rio. Por vezes deixamo-nos levar por momentos de correntes rápidas, por outras, mansidão serena. Não é simples o seu movimento. Do ritmo que marca sempre passo, até à aceleração vertiginosa, avança-se nas conquistas sociais, mas as mesmas podem regredir em formas políticas avassaladoras. Ou vice-versa… Mas, ainda assim, ‘navegar é — sempre — preciso’. Estamos — todos e bem — embarcados. Este é o Podcast “Mudam-se os tempos”. Em cinco episódios com convidados especiais Roberto della Santa e Raquel Varela, historiadora, querem colocar sobre os próprios pés as principais ideias, imagens e conceitos que nos ajudam a saber e a fazer Portugal. De onde viemos? Para onde vamos? Toda a gente precisa interpretar a própria história para poder transformá-la. Em modo de conversa: como Portugal se formou? Quais são os seus principais desafios e dilemas? A isso vamos – agora mesmo!
Segundo o Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa da Porto Editora, nome feminino que significa 1) (mecânica) a capacidade de resistência de um material ao choque, que é medida pela energia necessária para produzir a fratura de um provete do material com dimensões determinadas; 2) (ecologia) capacidade de um sistema ecológico
Segundo o Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa da Porto Editora, nome feminino que significa 1) (mecânica) a capacidade de resistência de um material ao choque, que é medida pela energia necessária para produzir a fratura de um provete do material com dimensões determinadas; 2) (ecologia) capacidade de um sistema ecológico retornar ao estado original de equilíbrio, após suportar perturbação que o tenha afastado desse mesmo estado; 3) (psicologia) capacidade de reagir a trauma ou dificuldade, sem perda do equilíbrio emocional; 4) (figurado) capacidade de reagir e superar contrariedade ou situação de crise; faculdade de quem consegue lidar de forma positiva com fatores ou condições adversas.
EM NOVILÍNGUA:
A palavra resiliência é usada sobretudo nas últimas aceções acima mencionadas para designar a capacidade individual de reagir a traumas e dificuldades sem perda do equilíbrio emocional e de lidar de forma positiva com fatores ou condições adversas. Tornou-se, na linguagem empresarial e da governação, numa espécie de mantra que transfere para o indivíduo a responsabilidade por reagir a adversidades. Críticos do conceito, como o economista e sociólogo Thierry Ribault, que estudou catástrofes como a de Fukushima, sublinham “a natureza capacitista, irracional e determinista desta forma de religiosidade tecnofílica, que não está isenta de um conservadorismo que concede à genética um lugar central e hierárquico, como se existisse uma capacidade de resiliência associada a genes específicos”. Reagir a catástrofes naturais ou políticas como o comboio de tempestades deste inverno ou uma situação de guerra depende muito mais de políticas públicas e ação coletiva do que da “resiliência” de cada indivíduo. ASP
Durante o mês de julho vamos repor no Tempo Contra o Tempo o podcast Mudam-se os Tempos: Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades’ – já cantou o velho bardo. O curso da história move-se como as águas de um rio. Por vezes deixamo-nos levar por momentos
Durante o mês de julho vamos repor no Tempo Contra o Tempo o podcast Mudam-se os Tempos: Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades’ – já cantou o velho bardo. O curso da história move-se como as águas de um rio. Por vezes deixamo-nos levar por momentos de correntes rápidas, por outras, mansidão serena. Não é simples o seu movimento. Do ritmo que marca sempre passo, até à aceleração vertiginosa, avança-se nas conquistas sociais, mas as mesmas podem regredir em formas políticas avassaladoras. Ou vice-versa… Mas, ainda assim, ‘navegar é — sempre — preciso’. Estamos — todos e bem — embarcados. Este é o Podcast “Mudam-se os tempos”. Em cinco episódios com convidados especiais Roberto della Santa e Raquel Varela, historiadora, querem colocar sobre os próprios pés as principais ideias, imagens e conceitos que nos ajudam a saber e a fazer Portugal. De onde viemos? Para onde vamos? Toda a gente precisa interpretar a própria história para poder transformá-la. Em modo de conversa: como Portugal se formou? Quais são os seus principais desafios e dilemas? A isso vamos – agora mesmo!
O Maio vai aproveitar os meses de verão para fazer algumas alterações. Vamos mudar de página (alojamento do site) para um modelo mais robusto, que diminua ataques informáticos e nos permita um ainda maior trabalho colaborativo.
O Maio vai aproveitar os meses de verão para fazer algumas alterações. Vamos mudar de página (alojamento do site) para um modelo mais robusto, que diminua ataques informáticos e nos permita um ainda maior trabalho colaborativo. Neste julho faremos um Maio com cerca de 4 a 5 novos artigos por semana, sem editorial, e em agosto interromperemos três semanas, para férias e para mudar de site. Regressaremos no fim de agosto, retemperados, tal como vós, esperamos, por umas boas férias!
Caros leitores,
Há 9 meses propusemo-nos fazer um jornal, semanal, o Maio, que renovasse a esfera pública tendo a crítica do Estado e do mercado como central; a liberdade de pensamento como alfa e ómega de qualquer projeto coletivo; e a defesa dos trabalhadores e da cultura (não somos independentes do mundo do trabalho e da cultura, somos seus defensores como gente inteira que faz, pensa, luta, ama, sente, imagina, conhece. A habitação e a educação públicas são-nos tão queridas como o direito a querer e saber ler, escutar e conhecer a música e a sua história. Enfim, nada de humano nos é estranho.
Apoiado por sindicatos, associações e intelectuais críticos, cientistas, das exatas e das humanidades, artistas, desde então, o Maio teve mais de um milhão de visualizações, e saiu semanalmente.
Assumimos desde o início a recusa de qualquer financiamento do Estado, empresas ou publicidade. Graças a uma combinação de trabalho de qualidade, autónomo, de escritores, profissionais e amadores, que amam contar o país, e o mundo, ilustradores, cujo trabalho magnífico está espelhado na qualidade do design deste jornal, realizadores, a que se juntaram mais de 200 associados, o Maio cresceu imenso.
Fizemos tanto e vamos fazer muito mais. Vamos para a rua em reportagem ouvir quem trabalha e escutar o país fora de Lisboa. Vamos ter mais vídeo-reportagem. E vamos começar, esperamos pelo espaço apenas, uma escola, um espaço de encontros onde debates, cursos, teatro, atividades para crianças sem ecrãs, visitas e passeios, floresçam.
Vamos mudar de página (alojamento do site) este verão, para um modelo mais robusto, que diminua ataques informáticos, e nos permita também um ainda maior trabalho colaborativo. Neste julho faremos um Maio com cerca de 4 a 5 novos artigos por semana, sem editorial, e em agosto interromperemos três semanas, para férias e mudar de site. Regressaremos no fim de agosto, e tenhamos todos umas boas férias!
Durante o mês de julho vamos repor no Tempo Contra o Tempo o podcast Mudam-se os Tempos: Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades’ – já cantou o velho bardo. O curso da história move-se como as águas de um rio. Por vezes deixamo-nos levar por momentos
Durante o mês de julho vamos repor no Tempo Contra o Tempo o podcast Mudam-se os Tempos: Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades’ – já cantou o velho bardo. O curso da história move-se como as águas de um rio. Por vezes deixamo-nos levar por momentos de correntes rápidas, por outras, mansidão serena. Não é simples o seu movimento. Do ritmo que marca sempre passo, até à aceleração vertiginosa, avança-se nas conquistas sociais, mas as mesmas podem regredir em formas políticas avassaladoras. Ou vice-versa… Mas, ainda assim, ‘navegar é — sempre — preciso’. Estamos — todos e bem — embarcados. Este é o Podcast “Mudam-se os tempos”. Em cinco episódios com convidados especiais Roberto della Santa e Raquel Varela, historiadora, querem colocar sobre os próprios pés as principais ideias, imagens e conceitos que nos ajudam a saber e a fazer Portugal. De onde viemos? Para onde vamos? Toda a gente precisa interpretar a própria história para poder transformá-la. Em modo de conversa: como Portugal se formou? Quais são os seus principais desafios e dilemas? A isso vamos – agora mesmo!
O INE anunciou que a população portuguesa, calculada com base em dados administrativos, é afinal de 11,4 milhões de pessoas, e não 10,6 milhões, como até agora se presumia, com base na extrapolação do último censo. Também o PIB per capita português, em paridade dos poderes de compra, é de 77% da méd
O INE anunciou que a população portuguesa, calculada com base em dados administrativos, é afinal de 11,4 milhões de pessoas, e não 10,6 milhões, como até agora se presumia, com base na extrapolação do último censo. Também o PIB per capita português, em paridade dos poderes de compra, é de 77% da média da UE, em vez do número até agora oficial de 82%. Ou seja, somos mais – e mais pobres.
Que significa este “erro de cálculo”? Por exemplo, isto. O valor do rendimento nacional total, do PIB, etc., é conhecido. O valor do PIB por habitante é o valor do PIB dividido pela população. Usa-se para comparar o progresso do nível de vida, para comparar com outros países, para aferir o progresso económico ao longo do tempo.
Eis um exemplo concreto do que significam estes novos números: desde a união monetária, no início do século, tem-se dito que o PIB tem progredido, embora modestamente (em termos reais, por habitante, ou seja, corrigido da inflação). O valor dado pelas estatísticas oficiais para 2025 era de 28 390€ (Pordata), “o 18.º no ranking da UE”. Ora, se a população é de 11,4 milhões em vez de 10,6, o valor do PIB por habitante baixa mecanicamente de 28 390 para 26 400€.
No ano 2000, o PIB per capita era de 12 480€ da altura, que equivalem a 21 mil euros de hoje (corrigidos da inflação pelo simulador da Pordata).
Segue-se que o crescimento real do PIB por habitante desde a união monetária em Portugal foi, em média, de 0,9% por ano! Usando séries longas do Banco de Portugal e do INE, verifica-se que este é, de longe, o mais baixo crescimento médio de qualquer quarto de século da história de Portugal desde o ano 1900! Mesmo com o bastante forte crescimento ocorrido desde 2021, alimentado a turismo e especulação imobiliária.
Ao que parece, as artes mágicas da estatística vão fazer aumentar também o valor total do PIB, uma vez enfiados no algoritmo os novos números da população. O nosso repentino “empobrecimento estatístico” não vai ser tão grande como parece, dizem.
Nesta magia encerra-se, na verdade, algo de que pouco se fala: que todos estes “grandes valores” são muito baseados em estimativas. O INE acrescenta valores para a actividade económica “individual” não mercantil (sim, é um contra-senso), refazem-se estimativas da economia informal (aquela de que, por definição, nada se sabe realmente) e por aí fora.
A ironia: até as conclusões que derivariam destas hipoteticamente consoladoras correcções dão que pensar. Se o PIB, afinal, era maior do que se dizia, então a dívida pública e o défice público, cujos valores são bem conhecidos, eram afinal, em percentagem do PIB, menores do que se dizia… já sem falar de que a famosa regra dos 3% como limite do pecado (segundo o inefável Dijsselbloem das meninas e do vinho verde) foi tirada da cartola por Mitterrand numa noite de nevoeiro de negociações com o Banco Central Alemão. Sem nenhuma base real. Para fazer a união monetária.
Em contrapartida, há números concretos a que os trabalhadores em Portugal devem prestar muita atenção — porque são números reais:
Estes números não dependem de “estimativas”. E, como acontece com muitas médias e medianas, os números reais, para muitos trabalhadores, ainda são muito piores do que estes.
É em alterar drástica e radicalmente estes números que devemos concentrar as nossas lutas.
Um ataque é um ataque. Já cirúrgico, segundo o Dicionário Infopédia da Porto Editora, é um adjetivo que significa 1) relativo a cirurgia; 2) (em sentido figurado) ação ou intervenção localizada; que é dirigido a área bem definida e circunscrita, ou 3) que exige ou que é executado com grande
Um ataque é um ataque. Já cirúrgico, segundo o Dicionário Infopédia da Porto Editora, é um adjetivo que significa 1) relativo a cirurgia; 2) (em sentido figurado) ação ou intervenção localizada; que é dirigido a área bem definida e circunscrita, ou 3) que exige ou que é executado com grande precisão e rigor.
EM NOVILÍNGUA:
Se consultarmos a IA, “ela” diz-nos que um ataque cirúrgico (ou bombardeamento cirúrgico) é “uma operação militar projetada para atingir um alvo inimigo específico com extrema precisão. O objetivo principal é destruir infraestruturas críticas ou neutralizar lideranças, minimizando danos colaterais a civis e áreas circundante”. Há anos, estes ataques “cirúrgicos” eram reportados com alguma ironia: quando, por ordem de Bill Clinton, em retaliação por atentados contra as embaixadas americanas no Quénia e na Tanzânia, “o Afeganistão (e os supostos locais das bases de treino dos terroristas ligados a Bin Laden) foram bombardeados com dezenas de mísseis de cruzeiro”, o resultado foi “a destruição de uma mesquita e a morte de umas quantas cabras” (Público, 19-9-2001). Já hoje, os ataques (bombardeamentos) israelo-americanos contra Gaza e o Líbano não convidam a nenhum tipo de ironia: alegadamente dirigidos com “precisão cirúrgica” contra “alvos” do Hamas ou do Hezbollah, destruíram milhares de casas e dezenas de milhares de vítimas. ASP
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