Portugalidade

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Segundo o dicionário de Português da Porto Editora, nome feminino que designa: 1) qualidade do que ou de quem é português; 2) conjunto de traços considerados distintivos da cultura e história de Portugal; 3) sentimento de afinidade ou de amor por Portugal.

EM NOVILÍNGUA:

O nome portugalidade só foi dicionarizado em 1994 pela Porto Editora. Foi cunhado em 1947 por um tal Alfredo Pimenta, que se correspondia com Salazar e escreveu um livro intitulado Contra a Democracia. Tem sido usado pela direita e extrema-direita que, como sabemos, morrem de amor pela pátria – ao ponto de mandarem (sempre) os filhos dos outros morrer por ela. Mas a palavra voltou à ribalta pela boca do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, que considerou que “Cristiano Ronaldo representa o símbolo maior de portugalidade”. Bom, se os traços distintivos da cultura e história de Portugal se resumem a saber dar uns pontapés na bola, não se importar de limpar a imagem de um regime assassino como o saudita desde que isso renda bom dinheiro, elogiar o Trump e fazer birra aos 41 anos quando não joga (prejudicando claramente a equipa quando o fazia), estamos bem tramados! Que se lixem o Camões, o Zeca Afonso, o Eusébio ou o António Damásio! E até a padeira de Aljubarrota. Cesse tudo o que a musa antiga canta, que outra “portugalidade” mais alta se alevanta! ASP

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