Movimento cívico Gardunha Sul (União de Freguesias de Vale de Prazeres e Mata da Rainha).
Manifestantes protestam no Fundão contra instalação de central fotovoltaica
NOV.03
NOV.03
Movimento cívico Gardunha Sul (União de Freguesias de Vale de Prazeres e Mata da Rainha).
NOV.02
Mobilização contra a servidão e uberização, rumo à greve geral.
Segundo a Infopédia, “a classe média começa por ser a burguesia, aquela categoria social que, não se confundindo com a aristocracia do Antigo Regime, nem por sombras quer ser confundida com a populaça, pobre de raiz e rica de vícios”. Nos EUA, middle class descreve o que noutros países se
Segundo a Infopédia, “a classe média começa por ser a burguesia, aquela categoria social que, não se confundindo com a aristocracia do Antigo Regime, nem por sombras quer ser confundida com a populaça, pobre de raiz e rica de vícios”. Nos EUA, middle class descreve o que noutros países se designaria por working class, classe trabalhadora.
EM NOVILÍNGUA:
A OCDE define como classe média as famílias com rendimentos entre 75% e 200% da média. Em Portugal, usando dados de 2022, quem ganhasse o salário mínimo já pertenceria à “classe média”. E quem ganhasse mais de 1836€ seria da “classe alta”. Na novilíngua cria-se uma amálgama onde não se fala em classes sociais definidas pelo seu papel na produção e se dilui a classe trabalhadora num caldo insosso chamado “classe média”. ASP
OUT.25
Lisboa (Rossio) 15h30; Porto (Aliados) 15h30.
O governo ocultou dos eleitores as suas intenções. O projeto de nova lei laboral que pretende aprovar não constava do programa eleitoral da AD. Constava, sim, do programa do Chega – mas até este partido tratou de esconder dos eleitores essas propostas, retirando-as do seu programa.
O governo ocultou dos eleitores as suas intenções. O projeto de nova lei laboral que pretende aprovar não constava do programa eleitoral da AD. Constava, sim, do programa do Chega – mas até este partido tratou de esconder dos eleitores essas propostas, retirando-as do seu programa.
O governo ocultou dos eleitores as suas intenções. O projeto de nova lei laboral que pretende aprovar não constava do programa eleitoral da AD. Constava, sim, do programa do Chega – mas até este partido tratou de esconder dos eleitores essas propostas, retirando-as do seu programa. Compreende-se porquê: a intenção de AD e Chega é destruir a contratação coletiva, facilitar os despedimentos (e mesmo no caso em que o trabalhador tenha ganho de causa em tribunal contra o seu despedimento, permitir que a entidade patronal recuse a sua reintegração pagando-lhe uma indemnização), aumentar a duração dos contratos a prazo, transformar os serviços mínimos em serviços máximos (como já vem fazendo ilegalmente), favorecer as falências fraudulentas permitindo que empresários que levam uma empresa à falência abram ao lado uma empresa do mesmo ramo recontratando os trabalhadores agora como precários, sem regalias nem antiguidade acumulada, através do recurso ao banco de horas “esticar” a semana de trabalho até às 50 horas, sendo as horas extra pagas a singelo, dificultar a sindicalização … Enfim, todo um conjunto de malfeitorias abordado na entrevista de Raquel Varela com António Garcia Pereira, especialista em Direito do Trabalho, aqui mesmo ao lado.
Não podemos contar que o travão a estas intenções de legislar contra os trabalhadores venha da Assembleia da República onde AD e Chega estão em maioria. Só a ação unida dos trabalhadores, de todas as categorias, com contratos ou precários, das plataformas, etc., pode deter a aprovação deste projeto.
É necessário iniciar desde já, por toda a parte, uma grande campanha de esclarecimento sobre os planos e efeitos devastadores das medidas anunciadas.
É necessário que, nas empresas e locais de trabalho, com o apoio dos sindicatos, comissões de trabalhadores e todos as associações e coletividades de trabalhadores e moradores, se promovam plenários e assembleias de esclarecimento, debate e decisão.
É necessário que os trabalhadores, sindicalizados ou não, elejam delegados para comités de vigilância e de greve que, articulados e integrando as comissões e os sindicatos, preparem a resposta, que — se o governo não recuar nas suas intenções, como é quase certo — , terá de passar por uma greve geral, organizada por comités de greve, comissões e sindicatos.
As centrais sindicais e as direções sindicais em geral deviam declarar desde já o seu apoio à mobilização e formas de luta que os trabalhadores entendam desenvolver com vista à greve geral.
Devem, também, abandonar a “concertação social” com que o governo espera ir protelando e deitando areia para os olhos das ORT até ser tarde demais.
OUT.24
Frente Comum apresenta 73 propostas ao governo.
O ativista e investigador palestiniano refere, , que o reconhecimento de um Estado palestiniano pela França é, acima de tudo, marketing político.
O ativista e investigador palestiniano Naji El Khatib, que esteve há meses numa palestra no Porto, refere, em entrevista à página francesa em linha Reporterre, que o reconhecimento de um Estado palestiniano pela França é, acima de tudo, marketing político. Ele lembra que a colonização continua entretanto, com a cumplicidade material da França. O leitor notará que tudo o que Naji El-Khatib diz se aplica na íntegra ao reconhecimento da Palestina pelo Estado português e à figura cínica e sinistra feita pelo ministro Rangel e pelo presidente Marcelo.

Que pensa do anúncio de Emmanuel Macron de reconhecer o Estado palestiniano?
Naji El Khatib Este anúncio suscita-me, em primeiro lugar, muitas dúvidas. Agirá Emmanuel Macron por sentimento de culpa, ou será, antes, um caso de cálculo político, para recauchutar a sua imagem, quando há agora uma queixa apresentada contra ele no Tribunal Internacional de Justiça, por cumplicidade com genocídio? Neste contexto, custa não ver neste gesto uma manobra de diversão. Há meses que a rua francesa se mobiliza contra os massacres em Gaza e pelos direitos dos Palestinianos.
No entanto, não acredito que Macron esteja a agir por remorso. Os seus aliados dizem-no cínico: parece-me que o reconhecimento é principalmente uma ferramenta de comunicação política. Chega tarde, muito tarde. Já mais de 140 países reconheceram o Estado palestiniano. Acima de tudo, porém, este Estado, o Estado derivado dos acordos de Oslo (1993), é um “Estado fantoche”, incapaz de responder às necessidades reais dos Palestinianos.
Hoje, os territórios reservados a um futuro Estado palestiniano correspondem a uns meros 10% da Palestina mandatária original. Falo como refugiado: a minha família foi expulsa de Jaffa em 1948. Ora, 60% dos palestinianos partilham esse destino do exílio forçado. A questão do direito ao regresso sempre foi excluída das negociações.
O que nos é proposto não é um Estado viável, é um simulacro que ratifica o esquecimento de centenas de milhares de expulsos. Por isso falo de uma farsa, perigosa para os direitos históricos do povo palestiniano, do rio até ao mar.
Acusa a França de cumplicidade com Israel. Em que consiste a cumplicidade, na sua opinião?
Naji El Khatib Em primeiro lugar, cumplicidade material. A França nunca deixou de fornecer armas e munições a Israel. Novos carregamentos partem regularmente do Aeroporto de Roissy. Há também empresas francesas a fornecer tecnologias utilizadas nos drones israelitas. Esta cadeia de produção alimenta diretamente a máquina de guerra.
Há, todavia, resistência: os estivadores de Marselha têm-se recusado a carregar caixas destinadas a Israel. Já o Estado francês continua. Como se pode pretender estar a reconhecer o direito dos Palestinianos à autodeterminação se, ao mesmo tempo, se arma quem os bombardeia e coloniza a sua terra?
Cumplicidade, igualmente, política. A França não impôs nenhuma sanção, apesar de dispor de meios de pressão económica e diplomática significativos. Permanecer em silêncio diante de um genocídio é participar nele. O coletivo de 114 advogados que está por detrás da queixa contra o Estado francês evoca-o com clareza: não agir para impedir um crime é ser cúmplice dele. Macron tenta mascarar essa responsabilidade com um reconhecimento do Estado palestiniano, mas a realidade é outra: fornecimento de armas, nenhuma sanção, inércia diplomática. Tudo isto configura participação direta e indireta no genocídio.
Mesmo assim, que consequências concretas pode ter o reconhecimento?
Naji El Khatib Em política, o simbolismo só tem peso se se traduzir em relações de força. Reconhecer o Estado palestiniano sem agir contra o agressor não muda nada. Enquanto a colonização continuar a avançar, enquanto se multiplicarem os ataques de colonos armados, assim como as barragens de controlo, é do foro da ilusão andar a falar de Estado palestiniano.
Para o reconhecimento ter sentido, seriam necessárias medidas concretas: sanções económicas, embargo militar e científico, retirar o embaixador. A França tem meios para fazê-lo. Mas não há sinais que indiquem tal vontade. Este anúncio é, portanto, uma manobra do foro do marketing político e, o que é pior, sem sanções nem medidas concretas, o risco é que a seguir se acelere a colonização e os territórios palestinianos se fragmentem.
O que pensa da iniciativa da Flotilha da Liberdade para Gaza?
Naji El Khatib É um ato de coragem essencial. Perante o bloqueio e o genocídio, não podemos manter-nos espectadores. A Flotilha procura quebrar o isolamento de Gaza e levar ajuda vital a uma população atingida pela fome e pelos bombardeamentos. Centenas de pessoas já perderam a vida por falta de comida ou de cuidados médicos.
Eu próprio participei na Marcha para Gaza, no Egito, em junho. A iniciativa malogrou-se, mas encarnava essa vontade de “fazer algo”. A Flotilha inscreve-se na sua continuidade: encarna uma forma de esperança, provando que há gente, noutras partes do mundo, que não se contenta em manifestar-se, que está pronta a correr riscos perante uma máquina de guerra.
Isto é tanto mais importante, quanto o Estado israelita tenta tirar legitimidade a estas ações e preparar os espíritos para ataques contra elas. Os participantes são muitas vezes caricaturados como “terroristas” ou “jihadistas", tal como aconteceu com o ataque ao barco turco que rumava a Gaza em 2010. Apesar dos riscos, a Flotilha não deixa de ser um gesto concreto de solidariedade.
Há muitos ativistas ecologistas a participar na Flotilha. Como entende esta ligação entre a luta pela Palestina e as lutas ambientalistas?
Naji El Khatib A expropriação da Palestina não afeta apenas terras e casas: também transforma o ambiente. Desapareceu de toda a Galileia o tomilho selvagem, o zaatar. As florestas plantadas por Israel com espécies importadas da Europa destruíram as plantas locais e apagaram os vestígios das aldeias palestinianas destruídas em 1948. Com os bombardeamentos maciços, Gaza está a tornar-se inabitável, os solos, contaminados.
Genocídio e ecocídio andam de mãos dadas. Defender a Palestina é defender, ao mesmo tempo, um povo e o seu ambiente, a sua cultura e a sua ligação à terra. Por isso é tão importante a presença de ativistas ecologistas na Flotilha. Lembra que a luta pela Palestina é também uma luta por terras viáveis e um ambiente habitável. São lutas que não estão separadas, estão profundamente ligadas.
Nome masculino 1. Pessoa que trabalha com outra em iguais circunstâncias de iniciativa. 2. Pessoa que escreve para uma publicação periódica, sem fazer parte da redação. EM NOVILÍNGUA: Substitui a palavra trabalhador, sendo que esta palavra define: pessoa que trabalha; pessoa que, mediante salário, põe a sua força de trabalho
Nome masculino
EM NOVILÍNGUA:
Substitui a palavra trabalhador, sendo que esta palavra define: pessoa que trabalha; pessoa que, mediante salário, põe a sua força de trabalho à disposição de outrem; empregado; ou aquele que gosta de trabalhar, que o faz com brio e empenho.
OUT.19
Plataforma Unitária de Solidariedade com a Palestina, Fundação José Saramago, Amnistia Internacional, Greenpeace.
OUT.18
Manifestações nos EUA contra Trump e as suas políticas.
OUT.17
SEP aponta impedimento de progressão, desconsideração da passagem de turno e extensão de horário sem pagamento extra.
E recebe a nossa newsletter todas as semanas gratuitamente.
Vais organizar greves, protestos, manifestações pelos teus direitos?
Queres tornar pública uma luta no teu trabalho, bairro ou aldeia?
O Maio começa um novo projeto:
Uma escola de trabalho e cultura
Conhecimento é emancipação.
Temos a partir de hoje um canal de WhatsApp de informações do Maio
Informações do MAIO e actividades e debates da Escola José Fontana.
Este canal não tem espaço de debate e é para todos os que queiram receber informações do Maio.
clique para subscrever