Jornalismo

José Viale Moutinho: um homem inteiro dentro da literatura*
categoria-cultura edicao-2026-10-08 (44) Literatura Jornalismo Viale Moutinho

José Viale Moutinho: um homem inteiro dentro da literatura*

Com a morte de José Viale Moutinho, em 22 de setembro, desaparece um homem que fez da literatura uma forma de atenção ao mundo – às palavras, aos mortos, aos esquecidos, aos livros, às histórias populares, aos escritores, à história e às pequenas histórias. E sobretudo àquilo que corre o risco

Maria João Cantinho
Ler para não ceder:  literatura, jornalismo e a nova vulnerabilidade democrática José Paulo Santos
categoria-opinião Desinformação Jornalismo Leitura Literatura edicao-2026-03-19 (20)

Ler para não ceder: literatura, jornalismo e a nova vulnerabilidade democrática

A boa literatura nasce das entranhas e entrega-nos não apenas histórias, mas instrumentos de compreensão do mundo. O bom jornalismo, quando existe, cumpre função semelhante: ilumina, contextualiza, desmonta ilusões e recorda-nos que a verdade não é um reflexo espontâneo, mas uma construção rigorosa.

José Paulo Santos
Quando o jornalismo de mãos limpas afia o lápis azul Sylvia Debossan Moretzsohn
categoria-opinião Instrumentalização Jornalismo

Quando o jornalismo de mãos limpas afia o lápis azul

No jornalismo, os factos são essenciais, mas o fundamental é “os sentidos que possam ter”.

Sylvia Debossan Moretzsohn
categoria-cultura edicao-2026-10-08 (44) Literatura Jornalismo Viale Moutinho

José Viale Moutinho: um homem inteiro dentro da literatura*

Com a morte de José Viale Moutinho, em 22 de setembro, desaparece um homem que fez da literatura uma forma de atenção ao mundo – às palavras, aos mortos, aos esquecidos, aos livros, às histórias populares, aos escritores, à história e às pequenas histórias. E sobretudo àquilo que corre o risco de desaparecer.

José Viale Moutinho nasceu no Funchal, em 1945. A notícia da sua morte chega-nos com alguma brusquidão e deixa, na literatura portuguesa, um lugar difícil de preencher. Estreou-se na ficção em 1968, com a novela Natureza Morta Iluminada, tendo já antes publicado, em edição de autor, a recolha de poesia Urgência (1966). Teve várias obras publicadas, algumas das quais foram traduzidas nas mais diversas línguas, como russo, búlgaro, esloveno, castelhano, alemão, italiano, catalão, asturiano e galego. Tinha 81 anos e continuava a escrever, a publicar, a investigar, a interrogar a literatura e a memória. Morreu, portanto, como viveu: dentro dos livros e da palavra. Além de escritor, era um homem afável e um guardião da memória. José Viale Moutinho foi um escritor de muitos lugares. Foi poeta, contista, romancista, jornalista, investigador, autor de literatura para crianças e jovens, estudioso da literatura popular, de Camilo Castelo Branco, da guerra civil de Espanha e da deportação espanhola nos campos de concentração nazis, tradutor e homem de intervenção cultural e cívica. 

Morreu, portanto, como viveu: dentro dos livros e da palavra. Além de escritor, era um homem afável e um guardião da memória.

A literatura popular ocupou nele um lugar especial. Recolheu contos, lendas, tradições, histórias transmitidas pela oralidade, sobretudo porque sabia que uma cultura não vive apenas nos livros que as instituições consagram. Vive também na memória dos povos e nas histórias que passam de geração em geração. A sua dedicação às tradições populares portuguesas foi, assim, uma forma de preservar uma memória colectiva ameaçada pelo desaparecimento.

José Viale Moutinho regressou muitas vezes a Camilo Castelo Branco, estudou-o, reuniu textos, escreveu sobre a sua vida e a sua obra, organizou uma importante bibliografia camiliana e uma fotobiografia. Não se tratava apenas de investigação erudita: havia nesse trabalho uma relação apaixonada com a literatura portuguesa e com os seus escritores. Camilo era, para Viale Moutinho, um autor vivo, capaz de interpelar o presente. Foi, também, estudioso de Trindade Coelho.

A sua poesia tem uma dimensão reflexiva, elegíaca e por vezes sarcástica, atenta às memórias, às ironias do quotidiano e às feridas do país. Ficcionista e poeta, recebeu, entre outros: Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco/APE, Prémio Edmund de Bettencourt de Conto e Poesia, Prémios de Reportagem Kopke, Norberto Lopes/Casa da Imprensa de Lisboa e El Adelanto (Salamanca), Pedrón de Honra (Santiago de Compostela). Em 2024, Desaparecimento Progressivo recebeu o Grande Prémio de Literatura dst. O reconhecimento foi particularmente significativo porque mostrou que a sua poesia tardia não era uma repetição do que já fizera: continuava a procurar uma linguagem própria, uma forma de depuração que o júri considerou não ser subordinada a um cânone.

José Viale Moutinho pertencia a uma geração de escritores para quem a literatura não era uma actividade isolada da vida cultural. Era também presença, participação, debate, jornalismo, intervenção. Durante décadas foi jornalista e teve responsabilidades em instituições como a Associação Portuguesa de Escritores, da qual foi presidente, a Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, o Círculo de Cultura Teatral e, de modo muito particular, a Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, da qual foi igualmente presidente. Era membro da Associação PEN Portugal e foi ainda membro honorário da Real Academia Galega.

A sua morte deixa-nos uma sensação particular de perda. Não desaparece apenas um escritor com uma obra vasta. Desaparece um homem que fez da literatura uma forma de atenção ao mundo. Atenção às palavras, aos mortos, aos esquecidos, aos livros, às histórias populares, aos escritores, à história e às pequenas histórias. Atenção, sobretudo, àquilo que corre o risco de desaparecer.

Agora é a sua própria memória que nos cabe guardar. E há uma forma particularmente justa de o fazer: voltar aos seus livros. Escutá-lo ainda, porque um escritor não desaparece verdadeiramente quando morre. Desaparece quando deixa de ser lido. E nós, que ficamos, temos agora a responsabilidade de não deixar que a sua voz e a sua obra se percam.


* Algumas das informações foram retiradas de um post de Teresa Martins Marques.

categoria-opinião Desinformação Jornalismo Leitura Literatura edicao-2026-03-19 (20)

Ler para não ceder: literatura, jornalismo e a nova vulnerabilidade democrática

A boa literatura nasce das entranhas e entrega-nos não apenas histórias, mas instrumentos de compreensão do mundo. O bom jornalismo, quando existe, cumpre função semelhante: ilumina, contextualiza, desmonta ilusões e recorda-nos que a verdade não é um reflexo espontâneo, mas uma construção rigorosa. Porém, na Europa – e muito particularmente em Portugal –, a perda de hábitos de leitura e o declínio do interesse e da confiança informativa estão a abrir brechas por onde entram a desinformação, o revisionismo e as narrativas simplificadoras que sustentam movimentos políticos radicais.

Os estudos mais recentes mostram, de forma consistente, que Portugal permanece entre os países europeus com mais baixas taxas de leitura de livros, integrando uma tendência de decréscimo observada ao longo da última década. A investigação comparada baseada em dados do Eurobarómetro e do IEFA (Inquérito à Educação e Formação de Adultos, uma operação estatística oficial realizada pelo Instituto Nacional de Estatística em todos os Estados-membros da União Europeia) demonstra que os níveis de leitura têm vindo a cair, sobretudo entre os mais jovens e, paradoxalmente, entre os mais escolarizados, revertendo progressos anteriores.

Apesar de, em 2024, 76% dos portugueses declararem ter lido pelo menos um livro, a média anual caiu para 5,3 livros, um recuo significativo face ao ano anterior. A prática permanece irregular e pouco enraizada na vida familiar, como sublinha o estudo da APEL sobre os hábitos de compra e leitura em Portugal. Isto está longe de ser um fenómeno meramente cultural: trata-se de um indicador estrutural de preparação cidadã.

O jornalismo na era da desconfiança

Nos media, a situação é paralela. O Digital News Report 2025 mostra que Portugal enfrenta uma crise de sustentabilidade, agravada por uma baixa disposição para pagar por notícias online (10%), o que representa uma das taxas mais baixas da Europa. Este cenário combina-se com a queda continuada da confiança informativa (menos 10 pontos percentuais em dez anos), ainda que o país continue relativamente acima da média internacional, com 54% a declararem confiar nas notícias em geral.

A fragilidade do ecossistema informativo português é corroborada pela análise da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), que revela uma erosão estrutural grave: em quinze anos, o número de publicações periódicas registadas caiu cerca de 40%, deixando dezenas de municípios sem qualquer título local, verdadeiros desertos informativos onde a desinformação encontra terreno fértil.

Da falta de leitura à vulnerabilidade cognitiva

A diminuição dos hábitos de leitura tem consequências profundas: compromete o desenvolvimento do pensamento crítico, a capacidade de contextualização histórica e a compreensão dos fenómenos sociológicos. O Plano Nacional de Leitura sublinha, aliás, que leitores competentes tendem a ser cidadãos mais críticos, autónomos e atentos à esfera pública – uma condição essencial para a democracia contemporânea.

Simultaneamente, estudos europeus mostram que o consumo informativo nas gerações mais jovens se concentra sobretudo nas redes sociais, que ultrapassam já a televisão como principal fonte para as faixas 16-30. 76% dos jovens europeus afirmam ter sido expostos a desinformação nos sete dias anteriores ao inquérito, uma exposição contínua que, quando não acompanhada por competências críticas, se transforma numa porta aberta à manipulação.

Este ambiente, marcado pelo imediatismo e pela ausência de mediação, favorece não apenas a circulação de falsidades, mas a adesão a narrativas simplistas e emocionalmente carregadas, o esterco perfeito para movimentos que prosperam na polarização.

*/Banner Maio*/

A desinformação como instrumento político

O uso estratégico da desinformação por forças políticas de direita radical tem sido amplamente demonstrado pela investigação europeia. Um estudo comparativo envolvendo 26 países concluiu que políticos associados ao populismo de direita radical são significativamente mais propensos a difundir notícias falsas nas redes sociais, utilizando-as como ferramenta de desestabilização democrática.

Em Portugal, estudos conduzidos pela ERC e por instituições universitárias revelaram que, durante as Legislativas de 2025, a desinformação disseminada nas redes dos partidos aumentou 160% em relação às eleições europeias de 2024, sendo que mais de 80% dos conteúdos desinformativos identificados provinham de uma única força política, ainda que o número absoluto de casos fosse relativamente reduzido quando comparado com o volume total de publicações.

Não se trata apenas de falsidades isoladas, mas de narrativas estruturadas – imigração como ameaça, instituições como corruptas, elites como inimigas – que apostam na erosão da confiança democrática e na criação de um clima de suspeita generalizada.

A formação em literacia mediática deve ser transversal, envolvendo desde o 1.º ciclo até ao ensino secundário, e integrando também as famílias.

Escola, famílias e políticas públicas: a defesa possível

Perante este cenário, a escola e as famílias tornam-se atores centrais. O Referencial de Educação para os Media (2023) e o Plano Nacional de Literacia Mediática 2025-2029 reconhecem que a defesa contra a desinformação não pode limitar-se a identificar “fake news”: é necessário compreender como a informação é produzida, filtrada e amplificada, incluindo o papel determinante dos algoritmos. A formação em literacia mediática deve ser transversal, envolvendo desde o 1.º ciclo até ao ensino secundário, e integrando também as famílias.

A UNESCO sublinha que Portugal tem potencial significativo para avançar na alfabetização mediática, mas alerta para a necessidade de políticas robustas, longas e coerentes, capazes de ultrapassar a atual fragmentação de iniciativas pontuais.

Simultaneamente, o Ministério da Educação criou em 2025 o grupo de trabalho Digital e IA na Educação, reconhecendo a necessidade urgente de integrar a inteligência artificial com rigor, prudência e formação docente adequada. A própria OCDE alerta, no seu Digital Education Outlook 2026, para riscos como a “preguiça metacognitiva”, que pode degradar competências de pensamento profundo quando a IA é usada como atalho cognitivo.

Ler para resistir

Numa época saturada de informação e pobre em interpretação, ler tornou-se um ato de resistência. A literatura treina-nos na ambiguidade, na complexidade, no tempo longo. O jornalismo responsável treina-nos na verificação, no método e no confronto com o real.

Sem leitores exigentes, de livros e de notícias, a democracia perde lastro cultural e torna-se vulnerável a discursos simplistas, à mentira organizada e à radicalização emocional.

Não se trata apenas de promover livros ou defender o jornalismo: trata-se de proteger a capacidade coletiva de compreender o mundo.

E essa proteção começa sempre no mesmo gesto: abrir um livro, ler devagar e exigir que a informação nos trate como adultos capazes de pensar.

categoria-opinião Instrumentalização Jornalismo

Quando o jornalismo de mãos limpas afia o lápis azul

No jornalismo, os factos são essenciais, mas o fundamental é “os sentidos que possam ter”.

“Os factos são o que menos importa nas grandes reportagens”, escreveu certa vez o jornalista e professor Eugênio Bucci. Quis, com esta frase de impacto, alertar para uma verdade que se aplica à prática do jornalismo de modo geral: os factos são essenciais, mas o fundamental é “os sentidos que possam ter”.

Esta é uma forma simples de esclarecer o papel político do jornalismo, algo que a Comissão Hutchins, no seu famoso relatório “A Free and Responsible Press”, de 1947, definiria como a base da teoria da responsabilidade social: não bastava expor os factos verdadeiramente, era preciso “relatar a verdade sobre os factos”.

É o que torna complexo o compromisso comumente reconhecido pelos jornalistas de “dar os factos para que o público tire suas próprias conclusões”. Esse compromisso, porém, é frequentemente entendido de maneira formalista, como se significasse isenção ou imparcialidade. Foi o que chamei, há tempos, de “jornalismo de mãos limpas”: ouve-se um lado, ouve-se outro – ou tantos quantos houver, como se todos se equivalessem –, deixa-se a conclusão para o público e lava-se as mãos. É, muito claramente, uma forma de se demitir da responsabilidade que a profissão exige.

Associe-se isso ao vale-tudo na guerra pelas audiências e temos um perfeito quadro da degradação do jornalismo, com graves consequências políticas.

Em junho de 2025, na reportagem sobre “O encanto do jornalismo pelo Chega”, João Pinhal mostrou a disparidade entre o número de entrevistas concedidas pelo líder desse partido e pelo líder do PSD, então na oposição em praticamente todo o período pesquisado, entre abril de 2019 (quando o Chega foi fundado) e junho de 2024. Nos grupos de TV privados, André Ventura, embora tivesse sido deputado único entre 2019 e 2022, com 1,29% dos votos (menos de 70 mil eleitores), teve direito nesse período “apenas a menos uma entrevista do que o líder do partido que conseguiu perto de 1 milhão e 500 mil votos”. A desproporção prosseguiria: entre as legislativas de 2022 e as de 2024, Ventura foi entrevistado 27 vezes nos canais privados, mais que o dobro do que o líder do PSD, atual primeiro-ministro, apesar da representatividade muito inferior.

Entre as legislativas de 2022 e as de 2024, Ventura foi entrevistado 27 vezes nos canais privados, mais que o dobro do que o líder do PSD, atual primeiro-ministro.

A pesquisa não abrange a cobertura de manifestações promovidas pelo Chega, que, embora com participação irrisória, mereceram longa exposição, mesmo nas TVs públicas. Seria mais um elemento a corroborar o quanto este jornalismo abriu caminho para algo que agora já não se pode ignorar, no melhor estilo das profecias autocumpridas.

Em sua dissertação de mestrado, sobre um aspecto da cobertura do Chega pela SIC, apresentada em outubro do ano passado na Universidade Nova de Lisboa, Diogo Cordeiro demonstra que os jornalistas entrevistados vivem uma permanente tensão entre o dever de informar e a necessidade de fugir à instrumentalização que normalizaria e amplificaria o discurso da extrema-direita. Mas a incompreensão, por parte dos jornalistas, sobre o papel político que desempenham fragiliza a hipótese de não se deixarem usar por alguém que sabe “tirar partido da forma como os media funcionam”.

“O Chega tem de facto mais tempo a aparecer que os outros partidos porque de facto sabe criar essas oportunidades também para aparecer mais”, diz um dos entrevistados. Seria, portanto, uma questão de competência? Se lideranças de esquerda, quer de partidos, sindicatos ou movimentos sociais, se qualificarem para isso, terão espaço correspondente? Mais: todas as “oportunidades” criadas são válidas e merecedoras de atenção?

Outro entrevistado diz: não se deve tratar o Chega de modo diferente, porque todos os partidos foram eleitos democraticamente. Ora, desde que surgiu o Chega foi tratado de modo muito diferente, como mostrou a reportagem de João Pinhal. Mais grave é considerar que se trata de um partido como os demais, quando não é, e a rigor já deveria ter sido proscrito, pelo seu discurso xenófobo, racista e contrário aos valores democráticos do 25 de Abril.

Por isso, insistir no jornalismo de mãos limpas diante de quem afirma a necessidade de três salazares para “pôr isto na ordem” não é nada menos do que ajudar a afiar o lápis azul.

José Viale Moutinho: um homem inteiro dentro da literatura*
Ler para não ceder:  literatura, jornalismo e a nova vulnerabilidade democrática
Quando o jornalismo de mãos limpas afia o lápis azul
José Viale Moutinho: um homem inteiro dentro da literatura*
categoria-cultura edicao-2026-10-08 (44) Literatura Jornalismo Viale Moutinho

José Viale Moutinho: um homem inteiro dentro da literatura*

Com a morte de José Viale Moutinho, em 22 de setembro, desaparece um homem que fez da literatura uma forma de atenção ao mundo – às palavras, aos mortos, aos esquecidos, aos livros, às histórias populares, aos escritores, à história e às pequenas histórias. E sobretudo àquilo que corre o risco

Maria João Cantinho
Ler para não ceder:  literatura, jornalismo e a nova vulnerabilidade democrática José Paulo Santos
categoria-opinião Desinformação Jornalismo Leitura Literatura edicao-2026-03-19 (20)

Ler para não ceder: literatura, jornalismo e a nova vulnerabilidade democrática

A boa literatura nasce das entranhas e entrega-nos não apenas histórias, mas instrumentos de compreensão do mundo. O bom jornalismo, quando existe, cumpre função semelhante: ilumina, contextualiza, desmonta ilusões e recorda-nos que a verdade não é um reflexo espontâneo, mas uma construção rigorosa.

José Paulo Santos
Quando o jornalismo de mãos limpas afia o lápis azul Sylvia Debossan Moretzsohn
categoria-opinião Instrumentalização Jornalismo

Quando o jornalismo de mãos limpas afia o lápis azul

No jornalismo, os factos são essenciais, mas o fundamental é “os sentidos que possam ter”.

Sylvia Debossan Moretzsohn

SUBSCREVE O MAIO

E recebe a nossa newsletter todas as semanas gratuitamente.