Liberdade​

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Consultemos o dicionário Larousse, de França, cuja revolução proclamou a trilogia liberdade, igualdade e fraternidade: nome feminino que significa: 1) O estado de alguém que não está sujeito a um amo. Antónimos: escravidão, servidão; 2) Condição de um povo que se autogoverna em plena soberania. Antónimos: colonização; ocupação; submissão; 3) Direito reconhecido por lei em determinadas áreas, estado de não estar sujeito ao poder político, não estar sujeito a pressões, por exemplo, liberdade de imprensa e de pensamento. Antónimos: sujeição, subordinação.

EM NOVILÍNGUA:

Gente como os líderes das associações patronais, Montenegro, Cotrim de Figueiredo e até Ventura redefine a liberdade centrando-a na escolha individual, na livre concorrência e na autonomia dos mercados. Segundo uma tese de doutoramento da Universidade de São Paulo, o conceito central é a liberdade de empresa, o comércio livre e a propriedade privada, com mínima interferência estatal. O Estado para estes “neoliberais” serve para proteger o mercado (privatizações, desregulamentação), por vezes aumentando o aparelho repressivo, enquanto diminui o Estado social. A liberdade é reduzida à escolha como consumidores. Esta estranha “liberdade” pode mesmo coincidir com agendas autoritárias, sacrificando liberdades democráticas e políticas em prol da “economia”. ASP

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