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Jornal Maio

história

Afonso Maia Silva e Diogo Ferreira
Primeira parte da entrevista de Afonso Maia Silva, do Maio, ao historiador Diogo Ferreira, que estuda a história local da cidade do Sado, sobre os fuzilamentos de Setúbal de 1911 e investiga o que se passou com duas vítimas; os operários António Mendes e Mariana Torres.
Maria Helena Trindade Lopes
Yourcenar, a menina que crescera protegida e amada pela figura paterna, perceptoras e criadas pessoais, dificilmente poderia observar os acontecimentos com o mesmo olhar daquela outra, Duras, que crescera à solta, num mundo hostil e repleto de perigos.
Alex de Jong
Sem Fritz Platten (1883-1942), a história mundial teria seguido um curso diferente. Este comunista suíço é hoje principalmente recordado como o organizador do “vagão blindado” em que Lenine e os seus camaradas atravessaram a Alemanha, permitindo-lhes participar na Revolução Russa. É provável que Platten tenha, pouco depois, salvado Lenine de uma tentativa de assassinato. Tal como muitos outros comunistas, Platten foi assassinado pelo estalinismo.
Afonso Maia Silva
A 13 de março de 1838 dar-se-á a rutura decisiva entre liberais burgueses e a sua base popular, com o confronto adiado entre as forças do Exército e parte das Guardas Nacionais (em grande medida operários arsenalistas), em plena Praça do Rossio, em Lisboa, após uma emboscada perpetrada por Costa Cabral. O resultado foi trágico: mais de cem mortos e centenas de feridos, numa estimativa conservadora, vitimando sobretudo os elementos da milícia cívica.
Dulce Simões
Em setembro de 1936, durante a guerra civil de Espanha, milhares de republicanos aguardavam destino em presídios militares, em postos da polícia política e nos campos de refugiados improvisados em Barrancos. Foi aí que, à revelia de Salazar, o tenente Seixas pôde decidir o destino das pessoas que acolhera na Herdade das Russianas.
Ralph Darlington
Assinala-se este mês o centenário da greve geral de 1926 na Grã-Bretanha. Quase 1,7 milhões de trabalhadores entraram em greve em solidariedade com um milhão de mineiros postos em layoff. Enfrentavam os proprietários das minas, o governo conservador e o aparelho do Estado. Foi um período de luta de classes sem quartel e com importantes implicações políticas. Porém, apesar do entusiasmo mostrado pelos grevistas e da sua disposição em intensificar a luta até à vitória, ao fim de nove dias o Conselho Geral do Congresso dos Sindicatos (TUC) suspendeu repentinamente a acção de solidariedade e deixou os mineiros a lutar sozinhos, até acabarem derrotados. Esta caracterização vem contrabalançar significativamente o que os comentadores burgueses e de centro-esquerda têm sustentado, a saber, que a greve geral estava, à partida, inevitavelmente votada à derrota. No mais, o interesse desta batalha não é meramente histórico. Encerra, também, lições importantes para os militantes radicais dos nossos dias.
Osvaldo Coggiola
A civilização árabe adiantou-se vários séculos à abordagem científica da história, que na Europa teve início no período conhecido como Iluminismo. Quatro séculos antes de Adam Smith, David Hume, Voltaire ou Montesquieu, Ibn Khaldun, nascido em Túnis, em 1332, submeteu a história dos povos mediterrânicos à análise dos seus fundamentos sociais e económicos.
Osvaldo Coggiola
Dos socialistas utópicos, como Saint-Simon, Fourier ou Robert Owen ao “cartismo” da classe trabalhadora britânica, a classe trabalhadora percorreu no século XIX um longo caminho em busca de construir uma representação política própria.
Osvaldo Coggiola
A “jornada normal de trabalho” foi resultado de uma luta multissecular entre capitalistas e trabalhadores. Nessas lutas, os trabalhadores começaram a organizar-se em “associações de classe”, mais tarde sindicatos.
Gilbert Achcar
Este estudo foi redigido para um colóquio organizado por Georges Labica na Universidade de Nanterre, em 1995, por ocasião do centenário da morte de Friedrich Engels. Pela sua extensão, apresentamo-lo aqui em três partes. Nesta terceira e última parte, Engels reforça a sua convicção de que o destino da revolução social seria determinado pela sua capacidade de neutralizar o exército burguês, o que exigia “que as próprias massas cooperem na tarefa, que hajam compreendido do que se trata, o motivo da sua intervenção (com o corpo e com a vida)”, para o que era “necessário um trabalho prolongado e perseverante”.
Afonso Maia Silva e Diogo Ferreira
Primeira parte da entrevista de Afonso Maia Silva, do Maio, ao historiador Diogo Ferreira, que estuda a história local da cidade do Sado, sobre os fuzilamentos de Setúbal de 1911 e investiga o que se passou com duas vítimas; os operários António Mendes e Mariana Torres.
Maria Helena Trindade Lopes
Yourcenar, a menina que crescera protegida e amada pela figura paterna, perceptoras e criadas pessoais, dificilmente poderia observar os acontecimentos com o mesmo olhar daquela outra, Duras, que crescera à solta, num mundo hostil e repleto de perigos.
Alex de Jong
Sem Fritz Platten (1883-1942), a história mundial teria seguido um curso diferente. Este comunista suíço é hoje principalmente recordado como o organizador do “vagão blindado” em que Lenine e os seus camaradas atravessaram a Alemanha, permitindo-lhes participar na Revolução Russa. É provável que Platten tenha, pouco depois, salvado Lenine de uma tentativa de assassinato. Tal como muitos outros comunistas, Platten foi assassinado pelo estalinismo.
Afonso Maia Silva
A 13 de março de 1838 dar-se-á a rutura decisiva entre liberais burgueses e a sua base popular, com o confronto adiado entre as forças do Exército e parte das Guardas Nacionais (em grande medida operários arsenalistas), em plena Praça do Rossio, em Lisboa, após uma emboscada perpetrada por Costa Cabral. O resultado foi trágico: mais de cem mortos e centenas de feridos, numa estimativa conservadora, vitimando sobretudo os elementos da milícia cívica.
Dulce Simões
Em setembro de 1936, durante a guerra civil de Espanha, milhares de republicanos aguardavam destino em presídios militares, em postos da polícia política e nos campos de refugiados improvisados em Barrancos. Foi aí que, à revelia de Salazar, o tenente Seixas pôde decidir o destino das pessoas que acolhera na Herdade das Russianas.
Ralph Darlington
Assinala-se este mês o centenário da greve geral de 1926 na Grã-Bretanha. Quase 1,7 milhões de trabalhadores entraram em greve em solidariedade com um milhão de mineiros postos em layoff. Enfrentavam os proprietários das minas, o governo conservador e o aparelho do Estado. Foi um período de luta de classes sem quartel e com importantes implicações políticas. Porém, apesar do entusiasmo mostrado pelos grevistas e da sua disposição em intensificar a luta até à vitória, ao fim de nove dias o Conselho Geral do Congresso dos Sindicatos (TUC) suspendeu repentinamente a acção de solidariedade e deixou os mineiros a lutar sozinhos, até acabarem derrotados. Esta caracterização vem contrabalançar significativamente o que os comentadores burgueses e de centro-esquerda têm sustentado, a saber, que a greve geral estava, à partida, inevitavelmente votada à derrota. No mais, o interesse desta batalha não é meramente histórico. Encerra, também, lições importantes para os militantes radicais dos nossos dias.
Osvaldo Coggiola
A civilização árabe adiantou-se vários séculos à abordagem científica da história, que na Europa teve início no período conhecido como Iluminismo. Quatro séculos antes de Adam Smith, David Hume, Voltaire ou Montesquieu, Ibn Khaldun, nascido em Túnis, em 1332, submeteu a história dos povos mediterrânicos à análise dos seus fundamentos sociais e económicos.
Osvaldo Coggiola
Dos socialistas utópicos, como Saint-Simon, Fourier ou Robert Owen ao “cartismo” da classe trabalhadora britânica, a classe trabalhadora percorreu no século XIX um longo caminho em busca de construir uma representação política própria.
Osvaldo Coggiola
A “jornada normal de trabalho” foi resultado de uma luta multissecular entre capitalistas e trabalhadores. Nessas lutas, os trabalhadores começaram a organizar-se em “associações de classe”, mais tarde sindicatos.
Gilbert Achcar
Este estudo foi redigido para um colóquio organizado por Georges Labica na Universidade de Nanterre, em 1995, por ocasião do centenário da morte de Friedrich Engels. Pela sua extensão, apresentamo-lo aqui em três partes. Nesta terceira e última parte, Engels reforça a sua convicção de que o destino da revolução social seria determinado pela sua capacidade de neutralizar o exército burguês, o que exigia “que as próprias massas cooperem na tarefa, que hajam compreendido do que se trata, o motivo da sua intervenção (com o corpo e com a vida)”, para o que era “necessário um trabalho prolongado e perseverante”.