Jornal Maio

história

Ralph Darlington
Assinala-se este mês o centenário da greve geral de 1926 na Grã-Bretanha. Quase 1,7 milhões de trabalhadores entraram em greve em solidariedade com um milhão de mineiros postos em layoff. Enfrentavam os proprietários das minas, o governo conservador e o aparelho do Estado. Foi um período de luta de classes sem quartel e com importantes implicações políticas. Porém, apesar do entusiasmo mostrado pelos grevistas e da sua disposição em intensificar a luta até à vitória, ao fim de nove dias o Conselho Geral do Congresso dos Sindicatos (TUC) suspendeu repentinamente a acção de solidariedade e deixou os mineiros a lutar sozinhos, até acabarem derrotados. Esta caracterização vem contrabalançar significativamente o que os comentadores burgueses e de centro-esquerda têm sustentado, a saber, que a greve geral estava, à partida, inevitavelmente votada à derrota. No mais, o interesse desta batalha não é meramente histórico. Encerra, também, lições importantes para os militantes radicais dos nossos dias.
Osvaldo Coggiola
A civilização árabe adiantou-se vários séculos à abordagem científica da história, que na Europa teve início no período conhecido como Iluminismo. Quatro séculos antes de Adam Smith, David Hume, Voltaire ou Montesquieu, Ibn Khaldun, nascido em Túnis, em 1332, submeteu a história dos povos mediterrânicos à análise dos seus fundamentos sociais e económicos.
Osvaldo Coggiola
Dos socialistas utópicos, como Saint-Simon, Fourier ou Robert Owen ao “cartismo” da classe trabalhadora britânica, a classe trabalhadora percorreu no século XIX um longo caminho em busca de construir uma representação política própria.
Osvaldo Coggiola
A “jornada normal de trabalho” foi resultado de uma luta multissecular entre capitalistas e trabalhadores. Nessas lutas, os trabalhadores começaram a organizar-se em “associações de classe”, mais tarde sindicatos.
Gilbert Achcar
Este estudo foi redigido para um colóquio organizado por Georges Labica na Universidade de Nanterre, em 1995, por ocasião do centenário da morte de Friedrich Engels. Pela sua extensão, apresentamo-lo aqui em três partes. Nesta terceira e última parte, Engels reforça a sua convicção de que o destino da revolução social seria determinado pela sua capacidade de neutralizar o exército burguês, o que exigia “que as próprias massas cooperem na tarefa, que hajam compreendido do que se trata, o motivo da sua intervenção (com o corpo e com a vida)”, para o que era “necessário um trabalho prolongado e perseverante”.
Gilbert Achcar
Este estudo foi redigido para um colóquio organizado por Georges Labica na Universidade de Nanterre, em 1995, por ocasião do centenário da morte de Friedrich Engels. Apresentamos aqui a segunda parte. Engels considera que uma guerra mundial não poderia trazer outra coisa que a barbárie e propunha “a redução gradual da duração do serviço militar por força de um tratado internacional” , com o objectivo de, com o tempo, transformar os exércitos permanentes em “milícias baseadas no armamento universal do povo”.
Gilbert Achcar
Este estudo foi redigido para um colóquio organizado por Georges Labica na Universidade de Nanterre, em 1995, por ocasião do centenário da morte de Friedrich Engels. Pela sua extensão, apresentamo-lo aqui em três partes. Aborda o pensamento de Engels sobre a evolução da arte da guerra na época da revolução industrial, sobre os aspectos militares da política internacional, sobre estratégia e táctica, bem como sobre o comando e a qualidade dos generais. Tradução de Adriano Zilhão.
Maria João Cantinho
Sorel rejeitava a concepção da revolução como mera conquista do poder estatal, entendendo que tal conduziria apenas à substituição de elites no comando político. Para ele, o socialismo implicava a abolição do Estado e a transformação radical da sociedade.
Osvaldo Coggiola
Na década de 1830, os trabalhadores ingleses organizaram os primeiros sindicatos (trade unions) sob a forma de associações de base local, ou por ofício, para obter melhores condições de trabalho e de vida.
Osvaldo Coggiola
A tradição das greves, já desenvolvida entre os artesãos, foi retomada e reformulada pelo proletariado moderno, até ser transformada em meio de luta capaz de abalar toda a sociedade.
Ralph Darlington
Assinala-se este mês o centenário da greve geral de 1926 na Grã-Bretanha. Quase 1,7 milhões de trabalhadores entraram em greve em solidariedade com um milhão de mineiros postos em layoff. Enfrentavam os proprietários das minas, o governo conservador e o aparelho do Estado. Foi um período de luta de classes sem quartel e com importantes implicações políticas. Porém, apesar do entusiasmo mostrado pelos grevistas e da sua disposição em intensificar a luta até à vitória, ao fim de nove dias o Conselho Geral do Congresso dos Sindicatos (TUC) suspendeu repentinamente a acção de solidariedade e deixou os mineiros a lutar sozinhos, até acabarem derrotados. Esta caracterização vem contrabalançar significativamente o que os comentadores burgueses e de centro-esquerda têm sustentado, a saber, que a greve geral estava, à partida, inevitavelmente votada à derrota. No mais, o interesse desta batalha não é meramente histórico. Encerra, também, lições importantes para os militantes radicais dos nossos dias.
Osvaldo Coggiola
A civilização árabe adiantou-se vários séculos à abordagem científica da história, que na Europa teve início no período conhecido como Iluminismo. Quatro séculos antes de Adam Smith, David Hume, Voltaire ou Montesquieu, Ibn Khaldun, nascido em Túnis, em 1332, submeteu a história dos povos mediterrânicos à análise dos seus fundamentos sociais e económicos.
Osvaldo Coggiola
Dos socialistas utópicos, como Saint-Simon, Fourier ou Robert Owen ao “cartismo” da classe trabalhadora britânica, a classe trabalhadora percorreu no século XIX um longo caminho em busca de construir uma representação política própria.
Osvaldo Coggiola
A “jornada normal de trabalho” foi resultado de uma luta multissecular entre capitalistas e trabalhadores. Nessas lutas, os trabalhadores começaram a organizar-se em “associações de classe”, mais tarde sindicatos.
Gilbert Achcar
Este estudo foi redigido para um colóquio organizado por Georges Labica na Universidade de Nanterre, em 1995, por ocasião do centenário da morte de Friedrich Engels. Pela sua extensão, apresentamo-lo aqui em três partes. Nesta terceira e última parte, Engels reforça a sua convicção de que o destino da revolução social seria determinado pela sua capacidade de neutralizar o exército burguês, o que exigia “que as próprias massas cooperem na tarefa, que hajam compreendido do que se trata, o motivo da sua intervenção (com o corpo e com a vida)”, para o que era “necessário um trabalho prolongado e perseverante”.
Gilbert Achcar
Este estudo foi redigido para um colóquio organizado por Georges Labica na Universidade de Nanterre, em 1995, por ocasião do centenário da morte de Friedrich Engels. Apresentamos aqui a segunda parte. Engels considera que uma guerra mundial não poderia trazer outra coisa que a barbárie e propunha “a redução gradual da duração do serviço militar por força de um tratado internacional” , com o objectivo de, com o tempo, transformar os exércitos permanentes em “milícias baseadas no armamento universal do povo”.
Gilbert Achcar
Este estudo foi redigido para um colóquio organizado por Georges Labica na Universidade de Nanterre, em 1995, por ocasião do centenário da morte de Friedrich Engels. Pela sua extensão, apresentamo-lo aqui em três partes. Aborda o pensamento de Engels sobre a evolução da arte da guerra na época da revolução industrial, sobre os aspectos militares da política internacional, sobre estratégia e táctica, bem como sobre o comando e a qualidade dos generais. Tradução de Adriano Zilhão.
Maria João Cantinho
Sorel rejeitava a concepção da revolução como mera conquista do poder estatal, entendendo que tal conduziria apenas à substituição de elites no comando político. Para ele, o socialismo implicava a abolição do Estado e a transformação radical da sociedade.
Osvaldo Coggiola
Na década de 1830, os trabalhadores ingleses organizaram os primeiros sindicatos (trade unions) sob a forma de associações de base local, ou por ofício, para obter melhores condições de trabalho e de vida.
Osvaldo Coggiola
A tradição das greves, já desenvolvida entre os artesãos, foi retomada e reformulada pelo proletariado moderno, até ser transformada em meio de luta capaz de abalar toda a sociedade.