Guerra e resistência

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ilustração: Pedro Páscoa

O dossiê deste número do Maio é dedicado à guerra e à resistência a ela pelos povos, com textos - de debate e com divergências - sobre a Ucrânia e a Venezuela, sobre a nova “Estratégia de Segurança Nacional” norte-americana, a falência da União Europeia, a resistência da juventude alemã à reintrodução do serviço militar obrigatório e um exemplo histórico de resistência em condições extremas: um jornal clandestino produzido e difundido entre as tropas alemãs durante a ocupação nazi de França que recordava aos soldados da Wehrmacht que por debaixo da farda que envergavam havia um trabalhador. Porque “mesmo na noite mais triste, em tempo de servidão, há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não”.

O inimigo dentro de portas
A EU, em conivência com Zelenski, faz campanha não só para continuar a guerra, mas para a intensificar e alargar com a entrada direta dos países europeus, e, pelo menos parcialmente, da NATO.
A nova “Estratégia de Segurança Nacional” norte-americana
Em Novembro de 2025, Trump anunciou a nova Estratégia de Segurança Nacional norte-americana. Modestamente, como é seu hábito proclamou: “Este documento é um roteiro para garantir que os Estados Unidos continuem a ser a nação mais grandiosa e bem-sucedida da história
Não alinhamos no vosso serviço militar
Em 5 de dezembro, em mais de 90 cidades alemãs, jovens manifestaram-se contra a lei que pretende reintroduzir o serviço militar obrigatório.
Sob cada uniforme de soldado há um operário
Durante a II Guerra Mundial, na França ocupada pelos nazis, militantes trotskistas no arsenal da Marinha alemã em Brest criaram uma célula comunista dentro do Exército Alemão para publicar um jornal clandestino chamado Arbeiter und Soldat (Operário e Soldado).
Venezuela: do neo-imperialismo à oratória “democrática”
Quase nada de novo existe na agressão contra a Venezuela. O intervencionismo norte-americano na América Latina vem de longe.
Porquê a classe trabalhadora deve apoiar a Ucrânia contra a invasão imperialista russa, apesar dos EUA e de Zelensky
Não estamos perante uma guerra “por procuração”, uma guerra (inter)imperialista em que os EUA e a UE agiriam contra a Rússia através da Ucrânia, defende Felipe Alegria.
Venezuela e o regresso do imperialismo: soberania, crise e lições a tirar
Nos últimos dias de 2025, Trump afirmou “queremos o nosso petróleo de volta” e deu início a uma agressiva escalada de pressão económica que, menos de um mês depois, culminaria na invasão brutal e no sequestro relâmpago do chefe de Estado venezuelano.

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