Skip to main content

Jornal Maio

NATO

Michael Roberts
A guerra colonial obrigou o regime autoritário do Estado Novo a intensificar a produção nacional de armamento. O Governo investiu recursos abundantes na produção nacional, na logística militar e na montagem local de armamento para equipar as tropas em África. Quando a Revolução dos Cravos derrubou a ditadura e pôs fim às guerras coloniais, o sector militar encolheu. Seguiram-se décadas de desenvolvimento nacional mínimo em matéria de defesa, fazendo as instituições do Estado as suas aquisições no estrangeiro. Porém, nos últimos cinco anos, Portugal construiu uma indústria militar surpreendentemente forte.
Josefina Martínez
Nos últimos tempos, o presidente espanhol é tido como uma “voz progressista” face ao avanço da extrema-direita. As suas declarações a favor do povo palestiniano, discursos pelo “Não à guerra” e medidas como a regularização de milhares de migrantes tiveram impacto internacional. Compreende-se que, ante a ofensiva belicista de Trump e Netanyahu e as políticas de direitistas como Milei, o discurso de Sánchez desperte simpatia. No entanto, por detrás do seu discurso, espreita a gestão “progressista” do Estado capitalista e imperialista espanhol. Um projeto que, repetidamente, terminou em profundas deceções e preparou o terreno para o crescimento da extrema-direita.
Michael Roberts
“Por que não dedicar a capacidade [do sector automóvel] à produção militar?”, questionou Monteiro.