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Jornal Maio

Guerra

Sarah Lazare
Sindicatos representativos de operários de quarenta portos da Europa e do Mediterrâneo apelam a jornada de luta internacional contra a guerra e o genocídio no dia 30 de Outubro.
Andrés Águila
A Odisseia é uma das principais epopeias da literatura grega antiga e uma das obras literárias mais antigas que sobreviveram. É atribuída a Homero, que teria vivido no século VIII antes da era corrente (AEC) e, tal como a Ilíada, centra-se nos acontecimentos associados a uma guerra, a de Troia, que terá ocorrido no século XIII ou início do século XII AEC, portanto há mais de 3000 anos. O realizador britânico Christopher Nolan, autor de filmes como a série dos Batman, Dunkirk ou Oppenheimer, realizou uma adaptação da Odisseia que tem levado multidões ao cinema neste verão de 2026 – e atraído também imensas críticas. O Maio publica, pela sua relevância, este texto de Andrés Ávila, da revista chilena El Porteño, para quem Nolan subverte completamente o sentido do poema. Isso “começa quando o filme coloca a culpa no centro da identidade do protagonista. Em Homero, a culpa constitui uma experiência que o herói deve viver e integrar; nunca o que o define. Na adaptação ocorre exatamente o contrário. A culpa deixa de ser uma dimensão da existência e passa a ser a essência do personagem. A partir desse momento, a viagem deixa de conduzir à autorrealização e passa a conduzir à negação de si próprio.”
Adriano Zilhão (tradução e adaptação)
Na Alemanha, os trabalhadores da Volkswagen, o maior fabricante automóvel do mundo, enfrentam uma luta terrível pela defesa dos seus salários e postos de trabalho. A alternativa que procuram impor-lhes é entre o encerramento de fábricas e o desemprego ou a reconversão para a indústria de guerra.
Mário Tomé
Entre o colapso climático, a inação política própria de um sistema económico que o sustenta e a ascensão da extrema-direita, Quebrar em caso de emergência climática, escrito a várias mãos pelo coletivo Climáximo
Michael Roberts
O horror da guerra: vidas perdidas, casas destruídas; inválidos e mutilados; milhões de deslocados, logo, refugiados; espécies extintas, vastos danos ambientais; o planeta mortificado. Há, porém, quem não sofra por aí além com a guerra: o complexo militar-industrial de empresas das grandes economias, a indústria de combustíveis fósseis e os monopólios globais da alimentação — e a grande banca.
Mário Tomé
A pátria não passa de uma entidade abstrata que, explorando os mais fundos sentimentos populares de ligação à terra, à pequena propriedade, à cultura, à tradição, ao modus vivendi, à própria história, obriga o povo trabalhador a servir, com dedicação e alegria, os interesse rapaces e desumanos da classe dirigente. Até à morte.
Fernando Cardeira
A deserção colectiva destes 10 oficiais tem dois aspectos que fazem dela um caso único da história da oposição à guerra colonial no seio das Forças Armadas. O primeiro é que nela estiveram envolvidos jovens oficiais que haviam sido alunos da Academia Militar (AM) durante mais de 8 anos. O segundo aspecto, talvez o mais importante, é que estes oficiais (tenentes milicianos) quiseram eles próprios transformar a sua deserção num acontecimento político de luta contra a guerra colonial e contra o fascismo.
Fernando Cardeira
O conhecimento do que se estava a passar em Angola rapidamente me levou a pôr em causa não apenas a guerra, mas também o meu papel como elemento que havia aderido às forças armadas. Ao fim de algum tempo passei a sentir-me deslocado no seio deste Exército, e o meu pensamento passou a concentrar-se em tentar descobrir qual a melhor maneira de sair dali.
Joe Körner e Adriano Zilhão
No dia 8 de Maio, realizaram-se, na maior parte das grandes e em muitas das mais pequenas cidades alemãs, manifestações contra a restauração do serviço militar obrigatório e contra a militarização. Reuniram um total de, pelo menos, 50 mil jovens, como já acontecera nos dias 8 de Dezembro e 8 de Março.
Adriano Zilhão
No dia 23 de Março, 15 minutos antes de Trump anunciar que adiava os ataques à rede eléctrica iraniana, houve apostas de quase 600 milhões de dólares na queda dos preços do petróleo. No dia 17 de Abril, 20 minutos antes de o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, anunciar nas redes sociais que o estreito de Ormuz estava aberto, os corretores apostaram 760 milhões de dólares na queda dos preços do petróleo.