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Jornal Maio

Guerra

Mário Tomé
Entre o colapso climático, a inação política própria de um sistema económico que o sustenta e a ascensão da extrema-direita, Quebrar em caso de emergência climática, escrito a várias mãos pelo coletivo Climáximo
Michael Roberts
O horror da guerra: vidas perdidas, casas destruídas; inválidos e mutilados; milhões de deslocados, logo, refugiados; espécies extintas, vastos danos ambientais; o planeta mortificado. Há, porém, quem não sofra por aí além com a guerra: o complexo militar-industrial de empresas das grandes economias, a indústria de combustíveis fósseis e os monopólios globais da alimentação — e a grande banca.
Mário Tomé
A pátria não passa de uma entidade abstrata que, explorando os mais fundos sentimentos populares de ligação à terra, à pequena propriedade, à cultura, à tradição, ao modus vivendi, à própria história, obriga o povo trabalhador a servir, com dedicação e alegria, os interesse rapaces e desumanos da classe dirigente. Até à morte.
Fernando Cardeira
A deserção colectiva destes 10 oficiais tem dois aspectos que fazem dela um caso único da história da oposição à guerra colonial no seio das Forças Armadas. O primeiro é que nela estiveram envolvidos jovens oficiais que haviam sido alunos da Academia Militar (AM) durante mais de 8 anos. O segundo aspecto, talvez o mais importante, é que estes oficiais (tenentes milicianos) quiseram eles próprios transformar a sua deserção num acontecimento político de luta contra a guerra colonial e contra o fascismo.
Fernando Cardeira
O conhecimento do que se estava a passar em Angola rapidamente me levou a pôr em causa não apenas a guerra, mas também o meu papel como elemento que havia aderido às forças armadas. Ao fim de algum tempo passei a sentir-me deslocado no seio deste Exército, e o meu pensamento passou a concentrar-se em tentar descobrir qual a melhor maneira de sair dali.
Joe Körner e Adriano Zilhão
No dia 8 de Maio, realizaram-se, na maior parte das grandes e em muitas das mais pequenas cidades alemãs, manifestações contra a restauração do serviço militar obrigatório e contra a militarização. Reuniram um total de, pelo menos, 50 mil jovens, como já acontecera nos dias 8 de Dezembro e 8 de Março.
Adriano Zilhão
No dia 23 de Março, 15 minutos antes de Trump anunciar que adiava os ataques à rede eléctrica iraniana, houve apostas de quase 600 milhões de dólares na queda dos preços do petróleo. No dia 17 de Abril, 20 minutos antes de o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, anunciar nas redes sociais que o estreito de Ormuz estava aberto, os corretores apostaram 760 milhões de dólares na queda dos preços do petróleo.
Erik Helgeson e Artem Tidva
Na Suécia, os trabalhadores boicotaram navios russos em resposta à invasão da Ucrânia e, posteriormente, fizeram o mesmo em relação ao comércio de armas de Israel. A sua ação demonstra o poder da solidariedade da classe trabalhadora contra o militarismo.
Mário Tomé
Hoje, estão esgotados todos os argumentos morais e legalistas: a guerra como arma genérica do imperialismo é somente terrorismo, ilegal e ilegítimo, e cobarde, de quem não arrisca, os democráticos fascistas donos das big techs, e equivalentes, integrados no 1% do grande crime terrorista, organizado estatalmente.
Raquel Varela e Yassamine Mather
Yassamine Mather é uma académica iraniana, editora da revista Critique, Journal of Socialist Theory e investigadora na Universidade de Oxford. Ela tem analisado a situação no Médio Oriente e no Irão e é também uma intelectual pública no Reino Unido, militante empenhada na luta contra o genocídio e na reflexão sobre os regimes no Médio Oriente no contexto do sistema capitalista actual. Raquel Varela entrevistou-a para o Maio sobre a situação da guerra contra o Irão e no Médio Oriente.