Jornal Maio

EUA

Suzi Weissman
Algo mexeu nos Estados Unidos. Assembleias de trabalhadores em Minneapolis, novos órgãos democráticos que juntam trabalhadores sindicalizados e não sindicalizados, grupos de moradores e organizações comunitárias para tomarem decisões colectivas sobre os passos seguintes, que não são a mesma coisa que as comissões permanentes do movimento sindical existente. São algo novo: formas de auto-organização em democracia directa, que visam preservar a força gerada no balanço da greve geral.
Raquel Varela e Yassamine Mather
Yassamine Mather é uma académica iraniana, editora da revista Critique, Journal of Socialist Theory e investigadora na Universidade de Oxford. Ela tem analisado a situação no Médio Oriente e no Irão e é também uma intelectual pública no Reino Unido, militante empenhada na luta contra o genocídio e na reflexão sobre os regimes no Médio Oriente no contexto do sistema capitalista actual. Raquel Varela entrevistou-a para o Maio sobre a situação da guerra contra o Irão e no Médio Oriente.
Duarte Peseiro Figueiredo
Paulo Rangel fala de “cumprimento das nossas obrigações atlânticas”, esperando que tanto o povo como a oposição aceitem esta afirmação de covardia e cinismo como resignação “sensata” ao poderio dos norte-americanos.
Adriano Zilhão
“O capitalismo carrega no ventre a guerra como a nuvem a tempestade.” A famosa frase de Jean Jaurès, socialista francês assassinado nas vésperas da Primeira Guerra Mundial, são mais actuais do que nunca. O capital financeiro americano e a sua administração Trump, com o genocida Netanyahu como torcionário-chefe, generalizam a guerra ao mundo. Bombardeiam o Irão, depois de mergulharem o Afeganistão, a Síria e o Iraque no caos e na guerra e de perpetrarem um genocídio em Gaza. Do outro lado, jovens soldados e estudantes liceais condenados a sê-lo recusam a restauração do serviço militar obrigatório (Alemanha), recusam o alistamento e desertam (Ucrânia, Rússia), organizam-se e resistem (Minnesota, EUA).
Sindicato dos Professores da Província de Buxer (ou Bushehr, Sul, no Golfo Pérsico):
O sindicato condena veementemente toda a propaganda, justificação ou apoio a uma intervenção militar por parte de governos estrangeiros.
Michael Roberts
A nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA deixa claro que a doutrina Monroe, da década de 1820, está de volta. Mas a tragédia da Venezuela e da América Latina é também que a desindustrialização do subcontinente desde a década de 1980 e a dependência crescente de exportações de matérias-primas sujeitam todas essas economias à volatilidade dos preços das matérias-primas (agrícolas, metais e petróleo), impossibilitando qualquer política económica independente.
Adriano Zilhão
Em Novembro de 2025, Trump anunciou a nova Estratégia de Segurança Nacional norte-americana. Modestamente, como é seu hábito proclamou: “Este documento é um roteiro para garantir que os Estados Unidos continuem a ser a nação mais grandiosa e bem-sucedida da história da humanidade e o berço da liberdade na Terra.”
Adriano Zilhão
Se o objectivo de Mamdani é realmente executar o programa com que se apresentou, o melhor é romper rapidamente com o Partido Democrático