Distopia

Ray Bradbury, Fahrenheit 451
categoria-um livro Distopia Hugo Tiago edicao-2026-06-11 (31)

Ray Bradbury, Fahrenheit 451

Fahrenheit 451 é a temperatura de combustão do papel na escala de Fahrenheit, escala de temperatura proposta por Daniel Gabriel Fahrenheit em 1724. A sua unidade é o grau Fahrenheit (símbolo: °F). Nesta escala o ponto de fusão da água é de 32°F e o ponto de ebulição é de 212°F. Os 451ºF corresponder

Hugo Tiago
Da distopia à utopia João Areosa
categoria-opinião Distopia Utopia edicao-2025-11-27 (06)

Da distopia à utopia

A distopia pode ser uma chamada de atenção para futuros cenários sombrios, alheados e profundamente desumanizados. Porém, pode ter um lado positivo, isto é, pode traduzir-se num sinal de alerta ou transformar-se numa potencial crítica sociopolítica de tudo aquilo que não queremos viver.

João Areosa
categoria-um livro Distopia Hugo Tiago edicao-2026-06-11 (31)

Ray Bradbury, Fahrenheit 451

Fahrenheit 451 é a temperatura de combustão do papel na escala de Fahrenheit, escala de temperatura proposta por Daniel Gabriel Fahrenheit em 1724. A sua unidade é o grau Fahrenheit (símbolo: °F). Nesta escala o ponto de fusão da água é de 32°F e o ponto de ebulição é de 212°F. Os 451ºF corresponderão a 232,8ºC. É também o título de um livro de Ray Bradbury, autor norte-americano normalmente referenciado como escritor de ficção científica, ainda que este livro em particular seja essencialmente uma distopia.

Recentemente (março de 2026) reeditado pela Cavalo de Ferro, casa que tem vindo a reeditar a obra do autor, ou mesmo a apresentar algumas até aqui inéditas, Fahrenheit 451 constava da coleção Argonauta, da Livros do Brasil, com tradução de Mário Henrique Leiria, e capa desenhada por Lima de Freitas.  

A Utopia, escrita em 1516 por Thomas More, retrata a ilha do mesmo nome, onde estaria vigente um regime sociopolítico perfeito. Por curiosidade, o narrador toma conhecimento de todos aqueles factos através de uma conversa que mantém numa taberna de um qualquer porto, com um marinheiro português. A Cidade do Sol, de Campanella, ou a Nova Atlântida, de Francis Bacon, são outros exemplos deste tipo de exercício literário, mais tarde designado como literatura utópica. 

Já no século XX, com o advento dos totalitarismos, esse exercício foi posto em prática de uma forma invertida. Já não era descrito o sistema perfeito. Passámos a estar confrontados com sistemas disfuncionais, quando não já perto do colapso, sendo evidente que os autores pretendiam antever aquilo a que poderia levar a ambição do homem. 

A novela 1984, de George Orwell, atingiu, talvez, maior notoriedade do que qualquer outra do género, mas isso deveu-se essencialmente ao ambiente político existente à época do seu lançamento, tratando-se de uma crítica direta ao regime estalinista. 

Mas Nós, do russo Evgueni Zamiatine, vista como inspiração para Orwell, ou o Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, são obras igualmente poderosas, quer na análise que é feita dos mecanismos da nossa sociedade, quer no apuro artístico conseguido. 

Fahrenheit 451 é muitas vezes citado quando falamos de censura e de proibição de livros. Na sociedade retratada, determinados livros são proibidos, sendo que estava previsto que, sempre que fosse encontrada uma biblioteca clandestina (qualquer número de livros, na verdade), era chamado o corpo de bombeiros, que já não funcionava para extinguir fogos, mas sim para incinerar livros proibidos. 

É fácil perceber que a sua notoriedade passa em grande parte pela ideia poderosa de vermos o corpo de bombeiros votado à queima de obras literárias. Contribuiu, em muito, para a sua fama, o filme de François Truffaut, realizado em 1966. O grande mestre da Nouvelle Vague não poderia passar despercebido ao fazer um filme em língua inglesa, colocando no ecrã uma das maiores estrelas daquele lado do canal da Mancha: Julie Christie. 

Só que Fahrenheit 451 tem muito mais para nos contar do que bombeiros com mangueiras donde jorra gasolina. Mais do que envelhecer bem, esta obra tem vindo a ficar mais atual. 

Comecemos por uma pequena curiosidade. Na história, o passado menos recente, tal como era apresentado, tinha sido alterado em função das conveniências do regime. O corpo de bombeiros tinha como narrativa oficial que a sua fundação datava dos anos da revolução americana, e que tinha como propósito queimar os livros de influência inglesa. O seu primeiro líder teria sido Benjamin Franklin, sendo de assinalar o sentido de ironia.

Neste regime em particular, que é, obviamente, totalitário, não sabemos exatamente quem é o adversário. Mesmo que durante parte da ação se esteja na iminência de uma guerra, que acaba por deflagrar já no final, como se de uma espécie de cair do pano se tratasse. Mas sabemos que são os livros em geral que são proibidos, mais concretamente a literatura, e não os livros que defendam algum modelo específico de distribuição de riqueza, ou de regras de convívio entre raças e/ou géneros. Não se trata de atacar os que rezam a Deus vestidos de branco, por parte daqueles que rezam vestidos de negro. 

O que está verdadeiramente em causa é a literatura, como veículo de transmissão de ideias. Naquele regime, era a reflexão, fosse em que sentido fosse, que era combatida. E ninguém estranhava a extraordinária taxa de suicídios, toxicodependência ou divórcio registada. 

Em determinado momento, o protagonista, Guy Montag, bombeiro de profissão, é confrontado pelo seu superior hierárquico, que aproveita para lhe explicar alguns detalhes sobre a realidade que os rodeava. É dito em determinado momento: “Quanto maior é a população, mais numerosas são as minorias.” E depois é explicado que as tensões decorrentes de uma sobrepopulação do planeta levaram o homem a simplificar tudo, do sistema político ao entretenimento. A literatura começou por ser resumida, chegando a não passar de resumos de resumos, acabando, por fim, por ser banida. Tudo o que pudesse constituir razão para divergências de opinião passou a ser banido – ainda que as pessoas não fossem necessariamente mais felizes por isso. 

Numa época em que a comunicação de massas se faz em grande parte pelas redes sociais, são-nos fornecidos ideias e valores que já temos e defendemos, sem qualquer contraditório e, portanto, sem necessidade de reflexão.

O nosso herói acaba por se rebelar contra os poderes instituídos e, já em fuga, quando se julgava irremediavelmente sozinho, encontra um grupo de marginais que sobrevive nas margens daquela sociedade. Entre outras coisas, asseguram que a memória coletiva não se perca, na medida em que memorizam os livros que leem. 

Significativamente, respondem à pergunta “O que é que vocês fazem?” com: “Nós lembramos.”

A história termina com o deflagrar de uma guerra, como já referido, e com alguém a refletir que seria bom que o homem não agisse como uma fénix, porque, ainda que possa renascer das cinzas, poderia não mergulhar tão facilmente em piras funerárias. 

Estamos numa época em que a comunicação de massas se faz em grande parte pelas redes sociais, que operam de forma a fornecer-nos essencialmente aquilo que nos interessa. Ou seja, são-nos fornecidos ideias e valores que já temos e defendemos, sem qualquer contraditório e, portanto, sem necessidade de reflexão. Pelo que, inevitavelmente, quando finalmente entramos em confronto com alguma coisa, a nossa posição surge já extremada. Caminhamos para um tipo de sociedade mais confrontacional. 

Uma vez lida esta obra, que era originalmente um mero meio de entretenimento típico de uma época em que o átomo e a corrida espacial dominavam o nosso imaginário, e que tem vindo a revelar um carácter ominoso, o leitor atento perceberá que importa que saibamos manter viva a chama da reflexão, mantendo presente que os caminhos mais curtos e planos não são necessariamente os que nos conduzem ao nosso destino. 

categoria-opinião Distopia Utopia edicao-2025-11-27 (06)

Da distopia à utopia

Apesar de sabermos que qualquer universo distópico se traduz num cenário imaginado de uma região, país ou sociedade, sabemos igualmente que ele representa o caos, a injustiça, a desigualdade, a opressão, o sofrimento, a tirania ou o totalitarismo. Nesse ambiente indesejável prevalecem o desamparo, a amargura, a angústia, o desespero, o autoritarismo, ou seja, é um sistema que restringe a liberdade, a autonomia e anula a subjetividade. A distopia pode funcionar como uma chamada de atenção para futuros cenários sombrios, alheados e profundamente desumanizados. As pessoas sentir-se-iam isoladas e sem capacidade para resistir, sem força para se opor. A distopia caracteriza-se, ainda, por possuir múltiplas formas de poder, dominação e controlo, as quais se manifestam, por vezes, de formas visíveis, outras vezes, por meios subtis. Em resumo, um universo distópico idealiza um mundo profundamente desigual, maléfico, doente, alienado e castrador. Porém, uma conjuntura distópica pode ter um lado positivo, isto é, pode traduzir-se num sinal de alerta ou transformar-se numa potencial crítica sociopolítica para tudo aquilo que não queremos vivenciar ou experienciar.

Por oposição, a utopia representa o inverso, isto é, traduz-se naquilo que seria uma sociedade ideal, perfeita, harmoniosa, justa e desejável. É um lugar em que predomina o bem-estar, a igualdade, a ausência de pobreza ou de miséria social, e materializa-se num sistema de governo benevolente (ou até mesmo na ausência dele, embora mantendo o funcionamento da sociedade de forma organizada, equitativa e pacífica). As sociedades utópicas caracterizam-se por promover: 1) a cooperação e o coletivismo (entre todos os membros da sociedade); 2) a elevação de valores éticos e morais (em que o respeito, o bem-estar social e a liberdade de expressão são, efetivamente, valorizados); 3) a educação, a ciência, as técnicas e a tecnologia (as quais são totalmente direcionadas para o bem-comum, isto é, são unicamente utilizadas para benefício de toda a humanidade e representam um património que intrinsecamente lhe pertence, fruto do conhecimento passado de geração em geração); 4) a harmonia social e ambiental (é obrigatório manter uma relação equilibrada do Homem com a natureza). Resumidamente, uma sociedade utópica é uma sociedade progressista, emancipatória e humanista. O termo original foi criado por Thomas More, no seu livro Utopia (1516), cujo significado é, literalmente, "lugar nenhum" (originário do grego ou = não, e topos = lugar), que nos remete para um ideal inalcançável. Metaforicamente, é como se caminhássemos para tentar alcançar o lugar mais distante na linha do horizonte (mas, simultaneamente, quando mais caminhamos, novos lugares vão surgindo no nosso campo de visão).

Na realidade, os dois conceitos, distopia e utopia, tal como já referido, remetem-nos para sociedades imaginárias. Porém, atualmente, estamos submersos em sociedades que parecem mais próximas de poderem ser consideradas distópicas do que utópicas. Um elemento-chave que ajuda a compreender este fenómeno é o facto de vivermos em sociedades-do-lucro-omnipresente-e-omnipotente. Nesta conjuntura, o Homem deixou de ser um fim em si mesmo (Kant teria rejeitado essa visão utilitarista e instrumental do ser humano) e esse lugar passou a ser ocupado pelo “deus lucro”. Porém, isso representa uma extraordinária (e inaceitável) inversão de valores sociais e morais.

Os 10% mais ricos do mundo possuem cerca de 85% da riqueza global e o 1% mais rico possui quase 50% dessa mesma riqueza.

É verdade que os problemas sociais, económicos, políticos e ambientais do mundo hodierno são complexos e estão profundamente interligados. Não raras vezes, estes tópicos são exacerbados pelo processo de globalização, incluindo todas as suas contradições. Um dos paradoxos mais evidentes na atualidade é pautado pela relação (desestruturante) entre capital e trabalho, embora vá muito além dela. A título ilustrativo, enumeramos alguns exemplos de problemas marcantes vividos no mundo contemporâneo, nomeadamente ao nível das desigualdades económicas e sociais: os dados atuais demonstram que os 10% mais ricos do mundo possuem cerca de 85% da riqueza global e o 1% mais rico possui quase 50% dessa mesma riqueza. As três maiores fortunas do mundo possuem um montante superior ao PIB de quase 60 países mais pobres. Isto significa que vivemos num mundo em que reina a injustiça social e se reproduz uma atroz assimetria na distribuição dos recursos produzidos, por via do trabalho, através da classe trabalhadora. Paralelamente, as últimas estimativas revelam que mais de 200 milhões de trabalhadores vivem na condição de pobreza extrema, ganhando o equivalente a, aproximadamente, 2 euros por dia. Sublinho que estamos a falar de trabalhadores, ou seja, alguém que trabalha, mas, ainda assim, não consegue sair da pobreza extrema. Apresento, como exemplo, um episódio real relatado por Vincent Gaulejac, na obra La société malade de la gestion, o qual indica que um empresário de uma multinacional recebeu 16,2 milhões de euros por ter tomado a decisão de encerrar 38 lojas dessa empresa e, consequentemente, enviado para o desemprego centenas de trabalhadores. Este montante, auferido devido a um único ato de gestão, representa o equivalente a mil anos de salário médio dos trabalhadores que foram demitidos. Surpreendentemente, o mesmo empresário, referiu que não se sentia bem pago para exercer aquela “tão dura profissão”. Vale a pena interrogarmo-nos: qual o valor que atribuímos ao trabalho para sustentar uma tão grande discrepância de rendimentos? Como podemos explicar e justificar esta insanidade, sem a apelidar como algo profundamente distópico?

Segundo os dados de um relatório recente da OIT, morrem, em cada ano, perto de 3 milhões de trabalhadores devido a acidentes de trabalho ou a doenças relacionados com o trabalho. Também dados recentes indicam que o desemprego global se cifra em cerca de 210 milhões de trabalhadores desempregados. Isto representa uma verdadeira hecatombe social, política e económica. É igualmente pertinente referir que, ao nível global, as disparidades no acesso à educação, aos serviços de saúde, à habitação, à quantidade e qualidade da alimentação (fome e/ou má nutrição) e a empregos decentes são gritantes e evidentes. Por vezes, muitos destes aspetos têm como pano de fundo as diferentes formas de violência, cujo expoente máximo está normalmente associado aos conflitos armados, ou ainda a situações oriundas de crises ambientais e alterações climáticas.

Em relação a este último ponto, vale a pena ler o relatório da Oxfam International, publicado em outubro de 2025, cujo título é expressivo: “Saque Climático: como poucos poderosos estão a levar o planeta ao colapso.” Neste documento, é afirmado que o grupo dos 0,1% mais ricos do planeta polui, em apenas um dia, mais do que uma pessoa dos 50% mais pobres durante um ano inteiro. É também defendido que a crise climática é uma crise de desigualdade. Estes são alguns traços que nos levam a sugerir que o mundo atual está mais próximo da distopia do que da utopia.

Segundo a OIT, morrem, em cada ano, perto de 3 milhões de trabalhadores devido a acidentes de trabalho ou a doenças relacionados com o trabalho.

Agora, imaginem que num futuro próximo seria criado um parlamento global. Esse órgão político transnacional estava a discutir uma legislação que iria proibir todas as formas de exploração entre seres humanos. Anteriormente, já tinham sido dados passos significativos nesta direção, considerando que há uns anos os lucros das empresas (que maioritariamente iam para os bolsos dos acionistas ou proprietários) não poderiam agora ultrapassar a margem de 5% do lucro total. Uma parte dos restantes 95% dos lucros era distribuída, equitativamente, por todos os trabalhadores da empresa e, a outra parte, era alocada para o Estado Providência do respetivo país. Naturalmente que neste novo modelo não existia a possibilidade de rutura ou de falência da segurança social. O desemprego era igualmente proibido, visto que o trabalho que cada um executa representa aquilo que cada trabalhador pode oferecer ao bem comum. Ninguém é tido como “inútil”, porque a existência e a dignidade não estão associadas à capacidade de produzir. Uma sociedade de pleno emprego, deste ponto de vista, traduz-se no limite máximo da qualidade de vida dessa mesma sociedade. Porque a divisão social do trabalho é justa e equitativa. Claro que haveria pessoas que não trabalhavam (no sentido estrito do termo), não porque não quisessem, mas porque, efetivamente, não podiam! Imaginem também que o mesmo parlamento global fazia a promoção plena da paz mundial e proibia todo e qualquer tipo de guerra armada. A fome, a pobreza e a exclusão social eram igualmente proibidas.

Estes tópicos direcionam-nos para aquilo que hoje designaríamos como uma sociedade utópica. A eliminação das desigualdades tinha sido possível porque as populações tinham compreendido, verdadeiramente, o que tinha estado na base da sua génese (para isso evocamos as sábias palavras de Jean-Jaques Rousseau sobre a origem das desigualdades humanas): “O primeiro [Homem] que tendo cercado um terreno se lembrou de dizer “Isto é meu”, e encontrou pessoas bastante simples para acreditar, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não teria poupado o género humano aquele que, arrancando as estacas ou tapando os buracos, tivesse gritado aos seus semelhantes: “Livrai-vos de escutar esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos, e a terra de ninguém!”

Para terminar, peço-lhe que recorra uma última vez à imaginação e faça a seguinte experiência mental: pense que está no cenário idealizado por John Rawls, desiganado por “véu da ignorância”, ou seja, não sabe antecipadamente qual será a posição social que lhe irá caber, quais serão as suas capacidades e aptidões naturais, qual será a sua identidade (em termos de género, etnia ou orientação sexual), nem quais serão as suas crenças religiosas, filosóficas ou até as metas de vida. Perante este contexto idealizado e ignorando totalmente as características em que seria colocado no mundo, caso tivesse de fazer uma escolha, escolheria viver numa sociedade distópica ou utópica?

Ray Bradbury, Fahrenheit 451
Da distopia à utopia
Ray Bradbury, Fahrenheit 451
categoria-um livro Distopia Hugo Tiago edicao-2026-06-11 (31)

Ray Bradbury, Fahrenheit 451

Fahrenheit 451 é a temperatura de combustão do papel na escala de Fahrenheit, escala de temperatura proposta por Daniel Gabriel Fahrenheit em 1724. A sua unidade é o grau Fahrenheit (símbolo: °F). Nesta escala o ponto de fusão da água é de 32°F e o ponto de ebulição é de 212°F. Os 451ºF corresponder

Hugo Tiago
Da distopia à utopia João Areosa
categoria-opinião Distopia Utopia edicao-2025-11-27 (06)

Da distopia à utopia

A distopia pode ser uma chamada de atenção para futuros cenários sombrios, alheados e profundamente desumanizados. Porém, pode ter um lado positivo, isto é, pode traduzir-se num sinal de alerta ou transformar-se numa potencial crítica sociopolítica de tudo aquilo que não queremos viver.

João Areosa

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