Extremismo(s)

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Segundo o dicionário de Português da Porto Editora, nome masculino que designa 1) qualidade ou condição do que é extremo, radical; 2) doutrina ou movimento que advoga a adoção de medidas extremas como forma de resolução de problemas sociais, políticos, etc.; radicalismo; 3. atitude de zelo extremo e radical na defesa de crenças ou opiniões, geralmente acompanhada de intolerância perante posições distintas; fanatismo.

EM NOVILÍNGUA:

Nas recentes eleições em vários estados alemães, com a vitória da AfD, de extrema-direita, na Saxónia-Anhalt e da esquerda de Die Linke em Berlim, o tom mais comum nos media é de que venceram ou se reforçaram “os extremismos”. O mesmo quando se fala dos fascistas do Vox ou de Adelante Andalucía aqui mesmo ao nosso lado nas eleições de maio deste ano (abordadas nesta edição do Maio). São ambos “extremistas”, uns de direita, outros de esquerda. Porém basta ver as prioridades políticas destes dois partidos para vermos as diferenças diametrais que os distinguem. Para o Vox, as três prioridades são: 1) suspender as autonomias e ilegalizar os partidos que as defendam; 2) restringir ajudas sociais e estruturais, dando primazia aos cidadãos nacionais em detrimento de imigrantes; 3) eliminar o conceito de “violência de género” da legislação. Para AA, 1) todas as empresas que operam na Andaluzia serão tributadas na Andaluzia; 2) auditoria da dívida; 3) imposto sobre as grandes fortunas. Iguaizinhos, claro. Como o Schwarzenegger e o Danny DeVito, no filme Gémeos. ASP

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