Ataque cirúrgico

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Um ataque é um ataque. Já cirúrgico, segundo o Dicionário Infopédia da Porto Editora, é um adjetivo que significa 1) relativo a cirurgia; 2) (em sentido figurado) ação ou intervenção localizada; que é dirigido a área bem definida e circunscrita, ou 3) que exige ou que é executado com grande precisão e rigor.

EM NOVILÍNGUA:

Se consultarmos a IA, “ela” diz-nos que um ataque cirúrgico (ou bombardeamento cirúrgico) é “uma operação militar projetada para atingir um alvo inimigo específico com extrema precisão. O objetivo principal é destruir infraestruturas críticas ou neutralizar lideranças, minimizando danos colaterais a civis e áreas circundante”. Há anos, estes ataques “cirúrgicos” eram reportados com alguma ironia: quando, por ordem de Bill Clinton, em retaliação por atentados contra as embaixadas americanas no Quénia e na Tanzânia, “o Afeganistão (e os supostos locais das bases de treino dos terroristas ligados a Bin Laden) foram bombardeados com dezenas de mísseis de cruzeiro”, o resultado foi “a destruição de uma mesquita e a morte de umas quantas cabras” (Público, 19-9-2001). Já hoje, os ataques (bombardeamentos) israelo-americanos contra Gaza e o Líbano não convidam a nenhum tipo de ironia: alegadamente dirigidos com “precisão cirúrgica” contra “alvos” do Hamas ou do Hezbollah, destruíram milhares de casas e dezenas de milhares de vítimas. ASP

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