A fantasia empobrecida

No quesito “pegação” virtual, entre a geração Z e os boomers, o desenvolvimento tecnológico propiciou mudanças significativas. Os mais jovens podem achar que a sua experiência atual é mais rica, porque os dispositivos usados lhes permitem imagens ao vivo, em tempo real. Mas quem usou o velho telefone com fio para trocar juras de amor há de concordar comigo que a internet empobreceu a fantasia.
Os números confessam: somos mais – e mais pobres

O INE anunciou que a população portuguesa, calculada com base em dados administrativos, é afinal de 11,4 milhões de pessoas, e não 10,6 milhões, como até agora se presumia, com base na extrapolação do último censo. Também o PIB per capita português, em paridade dos poderes de compra, é de 77% da média da UE, em vez do número até agora oficial de 82%. Ou seja, somos mais – e mais pobres.
A primeira revolução negra da história – 2.ª parte

Antonio Pinto Tortosa é historiador, professor na Universidade de Málaga. Estudou a revolução jacobina negra em Santo Domingo no século XVIII, a primeira revolução negra da história, bem como a história contemporânea de Espanha nos séculos XIX e XX e, ainda, temáticas da história da energia. Nesta segunda parte da entrevista, aborda a revolução haitiana e a francesa, o seu carácter e o seu destino e a figura contraditória de Toussaint Louverture.
Formação para o mercado de trabalho: a grande cilada

Quando se é adolescente/pré-adulto o valor que se recebe pelo tempo gasto em determinada atividade laboral pode significar muitos ingressos de cinema e lanches na lanchonete, porém, quando se torna adulto, constitui família, tem filhos, o valor que vai receber pela qualificação limitada na adolescência não vai ser suficiente para sustentar a sua família. Por isso optar por uma formação profissional que momentaneamente insere o ou a jovem no mercado de trabalho limitando a sua escolaridade ou uma formação científica-humanística que o faz com condições melhores de empregabilidade e remuneração e mais duradoras nas suas vidas é decisivo na vida das pessoas.
O dia em que a Bélgica invadiu a Alemanha

Os vencedores agora podem reescrever a história através da IA generativa. Mas qual o sentido de recorrer a uma tecnologia que falseia e deturpa?
Defender os direitos dos enfermeiros é defender a saúde pública

Foram recentemente denunciadas situações na ULS Braga, com especial incidência sobre enfermeiros do bloco operatório, e na Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde, em que terão ocorrido pressões explícitas para condicionar a adesão à greve, com a ameaça e até concretização de atribuir faltas injustificadas em dias de greve regularmente declarada. A coação sobre grevistas, alegadamente praticada em instituições privadas, instituições públicas, instituições de solidariedade social e instituições das Santas Casas da Misericórdia, é um claro desrespeito pelo direito à greve e pela Constituição. Quando os enfermeiros fazem greve, não estão apenas a defender melhores condições laborais e remuneratórias, mas também a qualidade e a sustentabilidade do sistema de saúde.
Albânia: a mobilização popular sobe de tom

Um projecto político-imobiliário na ilha de Sazan, na Albânia, no valor de 1400 milhões de dólares, cujo testa-de-ferro é o genro de Trump, Jared Kushner, tem vindo a enfrentar enorme rejeição popular. Têm sido diárias as manifestações de indignação popular em Tirana, a capital. A 11 de Junho, uma mobilização de dimensão histórica reuniu dezenas de milhares de pessoas nas ruas durante mais de cinco horas.