Terrorismo

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Segundo o dicionário de Português da Porto Editora, nome masculino que designa a prática de atos premeditados de violência (assassinatos, raptos, extorsões, deflagração de bombas, etc.) dirigidos contra uma classe dominante, um grupo ou mesmo pessoas indeterminadas, com o objetivo de causar terror e fragilizar o poder estabelecido, de forma a tentar impor determinados objetivos, geralmente de ordem política.

EM NOVILÍNGUA:

O Iraque acaba de decretar quatro dias de feriado nacional, 1 a 4 de outubro, para celebrar a retirada das tropas dos EUA do seu território, mais de 23 anos depois da “Operação Liberdade do Iraque”, em que forças dos EUA e aliados invadiram o país e   lançaram uma campanha de bombardeamento aéreo ("Choque e Pavor") contra as suas principais cidades, com base numa mentira (a de que o Iraque tinha “armas de destruição massiva”), e contando com a cumplicidade do Governo português da altura, chefiado por Durão Barroso (rima com mentiroso). Esta agressão, que terá causado 400 mil mortes, não é considerada terrorismo. Já o uso de uma lata de spray vermelho para pintar dois aviões de abastecimento aéreo do Reino Unido usados no apoio ao governo genocida de Israel foi considerado um ato de terrorismo e serviu para proscrever a organização Palestine Action (ao abrigo do artigo 13 da “Lei do Terrorismo”) e está na base das detenções de manifestantes que protestam e exibem cartazes contra o genocídio e contra a ilegalização da Palestine Action. Também foi hoje (30-8) noticiado que um dos cinco suspeitos de irem colocar explosivos perto da base britânica de Fairford foi, afinal, quem chamou a polícia! (Não, não é um episódio dos Monty Python.) ASP

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