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Jornal Maio

Miguel Real

Miguel Real
Hoje, 3 de Maio, de Patrícia Portela, é um romance sobre os modos como foi pintado o quadro de Goya “Os fuzilamentos de 3 de Maio” (não técnicas, mas mentalidades), como foi vivido, as circunstâncias, inclusive da narração e da narradora, os lugares geográficos, os que constituíram o pelotão de fuzilamento, os que foram assassinados, os testemunhos do lado do povo e da aristocracia. O leitor deverá cruzar na sua mente todas estas perspetivas, perfazendo uma unidade estética, que se constituirá como o bilhete de identidade do romance.
Miguel Real
O Jornal do Fundão, que agora perfaz 80 anos, não se faz para ornamentar o mundo, mas para o interpelar, ferir, revelar, a sua linguagem não coincide com a gramática do poder, nem se submete à sintaxe da dominação, pensa e escreve a partir de uma ética da insubmissão, para não dizer da revolução.
Miguel Real
Wagner, a Arte da Fuga, de Ana Rocha, descreve as ideias musicais e políticas do jovem Wagner em 1849, aquando da sublevação da população de Dresden contra o rei da Saxónia, e o seu encontro com personagens como Bakunine e Marx.
Miguel Real
segundo Camões, a Lusitânia, donde os Portugueses derivariam por continuidade histórica, evidencia-se como a diferença específica entre a "Espanha" e Portugal;...