Jornal Maio

Guadalupe Magalhães Portelinha

Guadalupe Magalhães Portelinha
Zeca compôs “Alípio de Freitas” e difundiu-a em variadíssimos lugares, passando-a a outros cantores de intervenção, que a levaram mundo fora. Este espalhar da notícia foi seguramente a forma de Alípio se ter mantido vivo. Já a “Trova do vento que passa”, gravada por Adriano Correia de Oliveira com poema de Manuel Alegre, relata o desgosto provocado pelo exílio a que este país votava os seus, quer devido à situação política, quer à pobreza. Embora comece com grande tristeza e pessimismo, é seguida por esfusiante energia e vitalidade, dizendo não à servidão e à ditadura: “Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não.”