Skip to main content

Jornal Maio

Greve

Raquel Varela e António Pinto Tortosa
Em 1894, em São Petersburgo, na Rússia, os trabalhadores da Fábrica Semiannikov, revoltaram-se contra o atraso sistemático no pagamento dos seus salários. A destruição do escritório e da entrada principal da fábrica...
Adriano Zilhão
Publicamos neste número do Maio uma resolução recentemente adoptada pelos delegados sindicais da fábrica-mãe da Mercedes-Benz em Estugarda na Alemanha. O seu título “Já basta! Protestar, resistir, greve! Os patrões querem luta de classes? Muito bem, vão tê-la!” não é o tom habitual que se espera na Alemanha da “co-gestão” e do “pacto social”. O que se passa?
Comissão sindical da Mercedes Untertürkheim
A fábrica da Mercedes Benz de Untertürkheim, perto de Estugarda, na Alemanha, tem actualmente cerca de 18 mil operários. É a fábrica-mãe da marca, fundada em 1904, considerada o berço da indústria automóvel. Ainda é o principal centro de competências da Mercedes. Ali se produzem motores de explosão e eléctricos, caixas de velocidades, eixos, baterias. Porém, está, como boa parte da indústria automóvel alemã, sob ataque do patronato. Reproduzimos aqui uma resolução dos delegados sindicais da Mercedes-Benz Untertürkheim.
Gorete Pimentel
Foram recentemente denunciadas situações na ULS Braga, com especial incidência sobre enfermeiros do bloco operatório, e na Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde, em que terão ocorrido pressões explícitas para condicionar a adesão à greve, com a ameaça e até concretização de atribuir faltas injustificadas em dias de greve regularmente declarada. A coação sobre grevistas, alegadamente praticada em instituições privadas, instituições públicas, instituições de solidariedade social e instituições das Santas Casas da Misericórdia, é um claro desrespeito pelo direito à greve e pela Constituição. Quando os enfermeiros fazem greve, não estão apenas a defender melhores condições laborais e remuneratórias, mas também a qualidade e a sustentabilidade do sistema de saúde.
Jonas van Vossole
Foram as greves gerais dos séculos XIX e XX que transformaram a democracia restrita aos proprietários naquilo que hoje conhecemos. Um pouco por toda a Europa, o sufrágio universal e a representação dos trabalhadores figuravam entre as principais reivindicações — e conquistas — dessas lutas, que em todo o lado envolveram confrontos violentos com o Estado e dezenas de mortos.
António Simões do Paço
Pacotes laborais, com este ou outro nome, não são um exclusivo do Governo Montenegro. Por todo o mundo, da Argentina a Portugal, dos Estados Unidos à Bielorrússia, os direitos civis, à liberdade de expressão e de reunião, à greve, ao registo legal dos sindicatos, à contratação coletiva e outros têm vindo a ser cada vez mais atacados.
Peter Cole
Em Nova Iorque, a cidade com o custo de vida mais elevado dos Estados Unidos, os professores da maior universidade privada do país, com 60 000 estudantes, organizaram-se, criaram um sindicato e obtiveram uma vitória histórica.
Osvaldo Coggiola
A “jornada normal de trabalho” foi resultado de uma luta multissecular entre capitalistas e trabalhadores. Nessas lutas, os trabalhadores começaram a organizar-se em “associações de classe”, mais tarde sindicatos.
Bruno Oliveira, STMEFE
A CP pretendia impor aos trabalhadores da manutenção do Metro do Porto um regime de turnos rotativos composto assim: seis manhãs consecutivas seguidas de apenas dois dias de folga; seis tardes consecutivas seguidas de dois dias de folga; e, por fim, seis noites consecutivas – repetindo-se este ciclo de forma contínua. A resposta dos trabalhadores foi a greve iniciada a 8 de janeiro. Para o STMEFE, alcançou-se um meio termo: nenhuma alteração será feita sem prévia negociação com os sindicatos.
Bruno Oliveira, STMEFE
Os trabalhadores afetos a uma das frotas (CT) do Metro do Porto estão a ser transferidos das suas funções habituais para intervir em avarias de outra frota (ET), com características técnicas completamente distintas, um risco para a segurança.