Deputado

Miguel Arruda, o ex-deputado do Chega muito maleável Manuel da Silva Ramos
categoria-opinião Chega Deputado edicao-2026-02-26 (17)

Miguel Arruda, o ex-deputado do Chega muito maleável

Vejamos o palmarés do deputado Miguel Arruda: primeiro, foi executante da saudação nazi no Parlamento; segundo, foi o único deputado contra o voto de pesar pela morte da escritora Maria Teresa Horta e, terceiro, foi pária, passando os seus últimos dias na Assembleia em jogos relaxantes no telemóvel.

Manuel da Silva Ramos
O deputado que viaja para o passado Manuel da Silva Ramos
categoria-opinião Chega Deputado edicao-2026-01-15 (11)

O deputado que viaja para o passado

Manuel Magno Alves foi eleito pelo círculo eleitoral Fora da Europa e é um senhor baixinho e parece que não mexe uma palha. De longe, parece um desses campónios que vieram com bosta nos sapatos para conquistar a cidade, mas trazem sempre com eles um cheiro a vacas leiteiras

Manuel da Silva Ramos
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Miguel Arruda, o ex-deputado do Chega muito maleável

Os tachistas oportunistas #5

Vejamos o palmarés do deputado Miguel Arruda: primeiro, foi executante da saudação nazi no Parlamento; segundo, foi o único deputado contra o voto de pesar pela morte da escritora Maria Teresa Horta e, terceiro, foi pária, passando os seus últimos dias na Assembleia em jogos relaxantes no telemóvel.

É um caso muito singular e que deu a volta ao mundo. Durante um período de mais de três meses, mais exactamente entre Outubro de 2024 e Janeiro de 2025, o deputado do Chega Miguel Arruda roubou 20 malas no aeroporto Humberto Delgado e enquanto viajante anónimo nas suas deslocações entre Ponta Delgada e Lisboa. À medida que as furtava, ia-as colocando em sua casa ou no seu gabinete na Assembleia da República, tendo também alguns dos pertences alheios sido encontrados à venda na Internet. Porém, foi apanhado e expulso do partido, tendo depois continuado no Parlamento como deputado não inscrito durante alguns meses.

Sabe-se que este eleito açoriano esteve de cara tapada nos finais de 2024 numa manifestação do grupo neonazi 1143, já que era simpatizante do seu líder. Vejamos o palmarés do deputado Miguel Arruda: primeiro, foi executante da saudação nazi no Parlamento; segundo, foi o único deputado contra o voto de pesar pela morte da escritora Maria Teresa Horta e, terceiro, foi pária, passando os seus últimos dias na Assembleia em jogos relaxantes no telemóvel. Não pensem que o Arruda deixou de pensar em malas. Por estes dias chuvosos, quem for ao corredor do metro, no Martim Moniz, fica surpreendido. Abriu uma loja de malas, mochilas, malinhas de mão e outros objectos de viagem mesmo diante de outra que já lá estava há muito tempo e que pertence a um senhor paquistanês chamado Basim Sharif. “Arruda & Arruda”, é o nome do estabelecimento.

Mas o ex-deputado do Chega, na sua febre de fuga para a frente é que é o caminho, não se ficou por aqui. Na Avenida da Liberdade teve o descaramento de abrir uma loja moderna sempre com o mesmo nome “Arruda & Arruda – Artigos baratos de viagem”, mesmo ao lado do famosíssimo estabelecimento francês Louis Vuitton. Não sabemos qual é o objectivo do ilhéu com estes dois comércios. Mas sabemos que ainda continua com sequelas de um lumbago que contraiu em Dezembro de 2024 quando transportava pacatamente malas pesadas por lugares com escadas rolantes e elevadores avariados. Boa sorte ao empreendedor, que a este ritmo empresarial estará brevemente nos corredores dos supermercados e até do Contenente. É que neste ramo de negócio não há nada melhor do que a autopromoção.

categoria-opinião Chega Deputado edicao-2026-01-15 (11)

O deputado que viaja para o passado

Os tachistas oportunistas #4

Manuel Magno Alves foi eleito pelo círculo eleitoral Fora da Europa e é um senhor baixinho e parece que não mexe uma palha. De longe, parece um desses campónios que vieram com bosta nos sapatos para conquistar a cidade, mas trazem sempre com eles um cheiro a vacas leiteiras. Emigrou para o Brasil aos cinco anos e hoje é contra os imigrantes que vivem em Portugal. Pois este advogado, que pensa muito na sua carteira, pediu o reembolso de viagens à Assembleia da República fora de prazo e nas mesmas datas em que alegou doença para se ausentar do Parlamento. Passados alguns dias, vendo que tinha obtido vitória financeira, pediu outra vez, e fora de prazo, reembolso das suas deslocações ao Brasil. Porém, desta vez o presidente da AR Aguiar Branco não foi na fita e recusou.

Esta negativa constitui um problema, pois o viajante compulsivo e deputado do Chega já tinha realizado antes várias viagens à Alemanha e tencionava fazer-se reembolsar. Tinha viajado para o passado e assistira em 1934 ao 4º Congresso do Reich em Nuremberga, intitulado “Congresso do Poder”, e onde, do meio da multidão, batera palmas ao Führer. Em 1936, assistira no dia 1 de Agosto à abertura dos Jogos Olímpicos de Berlim e ficara contente, pois não encontrara nenhum cigano na cidade, já que os 800 que ali viviam tinham sido presos e confinados num campo especial num bairro periférico. Em 1939, em Colónia assistira à espectacular e monumental parada nazi na Praça Adolf Hitler e depois fora comer uma chucrute a uma cervejaria famosa.

Miguel Arruda, o ex-deputado do Chega muito maleável
O deputado que viaja para o passado
Miguel Arruda, o ex-deputado do Chega muito maleável Manuel da Silva Ramos
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Miguel Arruda, o ex-deputado do Chega muito maleável

Vejamos o palmarés do deputado Miguel Arruda: primeiro, foi executante da saudação nazi no Parlamento; segundo, foi o único deputado contra o voto de pesar pela morte da escritora Maria Teresa Horta e, terceiro, foi pária, passando os seus últimos dias na Assembleia em jogos relaxantes no telemóvel.

Manuel da Silva Ramos
O deputado que viaja para o passado Manuel da Silva Ramos
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O deputado que viaja para o passado

Manuel Magno Alves foi eleito pelo círculo eleitoral Fora da Europa e é um senhor baixinho e parece que não mexe uma palha. De longe, parece um desses campónios que vieram com bosta nos sapatos para conquistar a cidade, mas trazem sempre com eles um cheiro a vacas leiteiras

Manuel da Silva Ramos

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