Jornal Maio

Alentejo

António Simões do Paço
Pouco depois do 25 de Abril, diz o texto de contracapa deste romance de Carlos Campaniço, “os trabalhadores rurais do Sul ocupam a terra dos latifundiários para quem trabalharam como escravos ao longo de décadas”. Em Aldeia Velha, que poderia ser a Safara natal do autor, no concelho de Moura, ou alguma outra aldeia do Alentejo, onde decorre a ação deste romance, “a sociedade depara-se de repente com as mudanças criadas pela Reforma Agrária, mas também com as consequências do fim da guerra colonial e as novas liberdades trazidas pela revolução”.
Eduardo M. Raposo
Pretendemos, através de algumas viagens ao Património, destacar aspectos patrimoniais especialmente no Sul mediterrânico e nomeadamente na região transtagana, traços identitários que possibilitam a autoestima das gentes e a coesão destas sociedades, em acelerado processo de desertificação.