Jornal Maio

Alemanha

Joe Körner e Adriano Zilhão
No dia 8 de Maio, realizaram-se, na maior parte das grandes e em muitas das mais pequenas cidades alemãs, manifestações contra a restauração do serviço militar obrigatório e contra a militarização. Reuniram um total de, pelo menos, 50 mil jovens, como já acontecera nos dias 8 de Dezembro e 8 de Março.
Adriano Zilhão
“O capitalismo carrega no ventre a guerra como a nuvem a tempestade.” A famosa frase de Jean Jaurès, socialista francês assassinado nas vésperas da Primeira Guerra Mundial, são mais actuais do que nunca. O capital financeiro americano e a sua administração Trump, com o genocida Netanyahu como torcionário-chefe, generalizam a guerra ao mundo. Bombardeiam o Irão, depois de mergulharem o Afeganistão, a Síria e o Iraque no caos e na guerra e de perpetrarem um genocídio em Gaza. Do outro lado, jovens soldados e estudantes liceais condenados a sê-lo recusam a restauração do serviço militar obrigatório (Alemanha), recusam o alistamento e desertam (Ucrânia, Rússia), organizam-se e resistem (Minnesota, EUA).
Adriano Zilhão
O programa para abater os “pilares do declínio” é o programa que Estados e governos europeus aplicam sob a batuta da Comissão Europeia. Acabar com a segurança do emprego e os direitos dos funcionários; destruir a segurança social e as pensões, acabar com a indústria “obsoleta” e com um ensino público que forma cidadãos em vez de empresários — eis o molde comum de todos os programas em aplicação na EU de Von der Leyen.