Jornal Maio

internacional

Adriano Zilhão
“O capitalismo carrega no ventre a guerra como a nuvem a tempestade.” A famosa frase de Jean Jaurès, socialista francês assassinado nas vésperas da Primeira Guerra Mundial, são mais actuais do que nunca. O capital financeiro americano e a sua administração Trump, com o genocida Netanyahu como torcionário-chefe, generalizam a guerra ao mundo. Bombardeiam o Irão, depois de mergulharem o Afeganistão, a Síria e o Iraque no caos e na guerra e de perpetrarem um genocídio em Gaza. Do outro lado, jovens soldados e estudantes liceais condenados a sê-lo recusam a restauração do serviço militar obrigatório (Alemanha), recusam o alistamento e desertam (Ucrânia, Rússia), organizam-se e resistem (Minnesota, EUA).
Tradução de Adriano Zilhão
De “algures na Rússia” chega-nos uma denúncia da guerra entre a Rússia e a Ucrânia e das consequências diametralmente opostas que tem para o povo e para os oligarcas.
Adriano Zilhão
“A grande imprensa chama a tudo isto ‘o caso Epstein’. Porém, quando quem está envolvido são capitalistas de primeira linha, dois presidentes da principal potência imperialista e altos dirigentes, a rubrica jornalística certa já não é a crónica social.”
Sirantos Fotopoulos
O que esclarece o momento e a forma do ataque norte-americano à Venezuela é que funciona como um meio de pôr fim ao regime de sanções, em vez de o perpetuar. As sanções tinham atingido o limite da sua utilidade: restringiam a produção venezuelana, distorciam os mercados e obrigavam as refinarias norte-americanas a depender de alternativas mais caras ou menos compatíveis.
Rui Pereira
Um mês depois do sequestro do Presidente venezuelano Nicolás Maduro e da deputada e sua mulher, Cilia Flores, começam a poder discernir-se algumas coordenadas da nova situação no país e para além dele.
Robert Reich
Por todo o estado, lojas fechadas. Ninguém faz compras. Os trabalhadores ficaram em casa ou ligaram a meter baixa. Os sindicatos promovem paralisações. Os moradores ajudam-se uns aos outros.
Adriano Zilhão
No passado dia 7 de Janeiro, em Minneapolis, no estado americano de Minnesota, Renee Good, uma mulher de 37 anos, mãe de três filhas, fez uma manobra com o carro para se afastar do local de uma rusga da polícia anti-imigrantes, a ICE. Um dos agentes assassinou-a a sangue frio, disparando-lhe vários tiros na cabeça à queima-roupa.
Michael Roberts
A nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA deixa claro que a doutrina Monroe, da década de 1820, está de volta. Mas a tragédia da Venezuela e da América Latina é também que a desindustrialização do subcontinente desde a década de 1980 e a dependência crescente de exportações de matérias-primas sujeitam todas essas economias à volatilidade dos preços das matérias-primas (agrícolas, metais e petróleo), impossibilitando qualquer política económica independente.
Boris Kagarlitski
Ao avaliar, no final de 2025, a situação económica na Rússia, Ekaterina Shulman, considerada agente do estrangeiro, sugeriu que o país estava a ficar sem dinheiro e sem pessoas. E, de facto, tudo indica que alguma coisa está a acabar. Mas o dinheiro não é com certeza. Ao Estado nunca se acaba o dinheiro.
Afonso Maia Silva
Desastres provocados pela incúria e subfinanciamento de infraestruturas públicas levaram a grandes mobilizações em alguns países da Europa do Sul, como Grécia, Sérvia e Macedónia do Norte – embora não em Portugal no seguimento do colapso dos cabos de tração do Elevador da Glória.
Adriano Zilhão
“O capitalismo carrega no ventre a guerra como a nuvem a tempestade.” A famosa frase de Jean Jaurès, socialista francês assassinado nas vésperas da Primeira Guerra Mundial, são mais actuais do que nunca. O capital financeiro americano e a sua administração Trump, com o genocida Netanyahu como torcionário-chefe, generalizam a guerra ao mundo. Bombardeiam o Irão, depois de mergulharem o Afeganistão, a Síria e o Iraque no caos e na guerra e de perpetrarem um genocídio em Gaza. Do outro lado, jovens soldados e estudantes liceais condenados a sê-lo recusam a restauração do serviço militar obrigatório (Alemanha), recusam o alistamento e desertam (Ucrânia, Rússia), organizam-se e resistem (Minnesota, EUA).
Tradução de Adriano Zilhão
De “algures na Rússia” chega-nos uma denúncia da guerra entre a Rússia e a Ucrânia e das consequências diametralmente opostas que tem para o povo e para os oligarcas.
Adriano Zilhão
“A grande imprensa chama a tudo isto ‘o caso Epstein’. Porém, quando quem está envolvido são capitalistas de primeira linha, dois presidentes da principal potência imperialista e altos dirigentes, a rubrica jornalística certa já não é a crónica social.”
Sirantos Fotopoulos
O que esclarece o momento e a forma do ataque norte-americano à Venezuela é que funciona como um meio de pôr fim ao regime de sanções, em vez de o perpetuar. As sanções tinham atingido o limite da sua utilidade: restringiam a produção venezuelana, distorciam os mercados e obrigavam as refinarias norte-americanas a depender de alternativas mais caras ou menos compatíveis.
Rui Pereira
Um mês depois do sequestro do Presidente venezuelano Nicolás Maduro e da deputada e sua mulher, Cilia Flores, começam a poder discernir-se algumas coordenadas da nova situação no país e para além dele.
Robert Reich
Por todo o estado, lojas fechadas. Ninguém faz compras. Os trabalhadores ficaram em casa ou ligaram a meter baixa. Os sindicatos promovem paralisações. Os moradores ajudam-se uns aos outros.
Adriano Zilhão
No passado dia 7 de Janeiro, em Minneapolis, no estado americano de Minnesota, Renee Good, uma mulher de 37 anos, mãe de três filhas, fez uma manobra com o carro para se afastar do local de uma rusga da polícia anti-imigrantes, a ICE. Um dos agentes assassinou-a a sangue frio, disparando-lhe vários tiros na cabeça à queima-roupa.
Michael Roberts
A nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA deixa claro que a doutrina Monroe, da década de 1820, está de volta. Mas a tragédia da Venezuela e da América Latina é também que a desindustrialização do subcontinente desde a década de 1980 e a dependência crescente de exportações de matérias-primas sujeitam todas essas economias à volatilidade dos preços das matérias-primas (agrícolas, metais e petróleo), impossibilitando qualquer política económica independente.
Boris Kagarlitski
Ao avaliar, no final de 2025, a situação económica na Rússia, Ekaterina Shulman, considerada agente do estrangeiro, sugeriu que o país estava a ficar sem dinheiro e sem pessoas. E, de facto, tudo indica que alguma coisa está a acabar. Mas o dinheiro não é com certeza. Ao Estado nunca se acaba o dinheiro.
Afonso Maia Silva
Desastres provocados pela incúria e subfinanciamento de infraestruturas públicas levaram a grandes mobilizações em alguns países da Europa do Sul, como Grécia, Sérvia e Macedónia do Norte – embora não em Portugal no seguimento do colapso dos cabos de tração do Elevador da Glória.