Mostra de cinema insubmisso
6 a 8 de novembro
Sala Estúdio Perpétuo, Porto
Mostra de cinema insubmisso 6 a 8 de novembro Sala Estúdio Perpétuo, Porto
Recordar Adriano, cantar contra a guerra. Concerto de 39º aniversário da Associação José Afonso 21 novembro, 17h00 Fórum Lisboa
Luís Montenegro esqueceu-se certamente de perguntar ao amigo empreiteiro que lhe fez um preço maneirinho para a sua casa de Espinho como é que se constroem casas. Vai daí…
A intervenção policial no Porto e em Lisboa na noite de 24 para 25 de outubro para desmobilizar as manifestações contra a crise habitacional foi mais um capítulo do uso do aparelho coercivo do Estado em benefício de uma classe exploradora e rentista.
Politicamente morto, o ministro Luís Neves é a representação do que de mais podre existe neste sistema: alguém que se serviu durante anos da sua posição no poder estatal para beneficiar economicamente e que encabeça agora uma operação violentíssima e desproporcional contra manifestações pacíficas. Fá-lo como prova de vida e para rogar o perdão do Chega, que contra ele fez obsessiva campanha durante todo o verão, para agora se deixar seduzir pela sua ação autoritária.
Esta deriva não devia ser surpresa. A elite económico-financeira defende à bastonada os seus interesses, a história demonstra-o. Neste caso, essa elite está não só a influenciar a cúpula governativa, como está ela mesma lá instalada: veja-se o património imobiliário daqueles que nos pedem mais sacrifícios ou para largarmos o “egoísmo”.
Não se agride só a luta pela habitação e as garantias constitucionais que nos restam, mas a experiência verdadeiramente democrática das assembleias populares que, em pequena escala, envolve politicamente as novas gerações, ao contrário do sistema farsante desta república oligárquica. Quando convidado para discursar nas comemorações do 10 de junho de 2019, o inenarrável João Miguel Tavares, passista amargurado e representante da miséria moral e intelectual do “comentariado” mediático, clamou poeticamente à classe política: “Deem-nos alguma coisa em que acreditar”. Agora que os jovens acreditam na construção de uma alternativa ao Estado económico e social que nos sufoca, é o mesmo pobre Tavares que, paradoxal mas significativamente, se levanta, não contra a emergência habitacional, mas contra as acampadas e as ideias “comunistas” que lá detetou.
A passividade de António José Seguro perante um dos mais visíveis atropelos às liberdades civis desde abril de 1974 é também um lembrete para os que encostam a esquerda à ditadura do voto útil e do mal menor. Abdicamos da construção de alternativas políticas em nome da defesa da democracia… e levamos bastonadas.
A revolta deve traduzir-se em formulação política. Não queremos defender o statu quo das sádicas alterações ao NRAU aprovadas recentemente pela direita. Queremos que o statu quo seja radicalmente transformado. Urge controlar as rendas e a compra do nosso parque habitacional por investidores e fundos especulativos estrangeiros (e nacionais) e a ampliação da habitação pública, por via de mais construção, recuperação e expropriação de imóveis sem utilidade social.
Apresentemos propostas, pautemos o debate, construamos uma alternativa que conquiste a maioria social.
Segundo o dicionário de Português da Porto Editora, nome masculino que designa 1) conversa entre duas ou mais pessoas; 2) troca de ideias ou opiniões com o propósito de chegar a um entendimento; 3) Em literatura, teatro, televisão, cinema: conjunto das falas ou réplicas ditas em discurso direto pelas personagens
Segundo o dicionário de Português da Porto Editora, nome masculino que designa 1) conversa entre duas ou mais pessoas; 2) troca de ideias ou opiniões com o propósito de chegar a um entendimento; 3) Em literatura, teatro, televisão, cinema: conjunto das falas ou réplicas ditas em discurso direto pelas personagens de uma obra.
EM NOVILÍNGUA:
Doze longos dias depois de a polícia de choque ter dialogado com os manifestantes pelo direito à habitação na Praça D. João I, no Porto, com argumentos contundentes, que deixaram dezenas de feridos, o PR António José Seguro finalmente decidiu expressar algumas ideias, quem sabe talvez mesmo uma opinião, afirmando que “a cultura portuguesa é de diálogo, não é de violência nem de confronto”. Mas logo acrescentou, sem nunca condenar a atuação policial, que “para exercermos a liberdade, temos de nos respeitar todos e, para nos respeitarmos todos, temos de cumprir a lei”. Ora a lei, e acima dela a Constituição, já o esclareceram dezenas de juristas, está do lado dos manifestantes, não da polícia. Atrás de quem se esconde outro “desaparecido”, o PM Luís Montenegro, que lá afirmou que "o Governo está sempre disponível para dialogar". O diálogo, ora aí está. Diálogo em que o porta-voz de PM e PR é a polícia: os manifestantes falam de habitação, a polícia responde com o bastão. ASP

A Frente Sindical pela Defesa do Trabalho (FSDT) decretou uma greve geral de 72 horas entre 21 e 23 de outubro. Os sindicatos reclamam a redução do custo de vida, melhoria das condições de trabalho, proteção social e maior respeito pelos direitos dos trabalhadores. As reivindicações incluem ainda a reintegração dos trabalhadores despedidos, o respeito pela liberdade sindical e pelos direitos dos trabalhadores. Fonte: La Tribune des Travailleurs, 28 de outubro de 2026.
Escrevo na madrugada as últimas palavras deste livro: e tenho o coração tranquilo, sei que a alegria se reconstrói e continua. Acordam pouco a pouco os construtores terrenos, gente que desperta no rumor das casas, forças surgindo da terra inesgotável, crianças que passam ao ar livre gargalhando. Como um rio
Escrevo na madrugada as últimas palavras deste livro: e tenho o coração tranquilo, sei que a alegria se reconstrói e continua.
Acordam pouco a pouco os construtores terrenos, gente que desperta no rumor das casas, forças surgindo da terra inesgotável, crianças que passam ao ar livre gargalhando. Como um rio lento e irrevogável, a humanidade está na rua.
E a harmonia, que se desprende dos seus olhos densos ao encontro da luz, parece de repente uma ave de fogo.
Carlos de Oliveira
«Quando a harmonia chega»
Terra de Harmonia, in Trabalho Poético
Livraria Sá da Costa Editora, 1998.
Raquel Varela conversa com Roberto Leher sobre os fundos financeiros na educação em Portugal e no mundo, e como a digitalização representa a destruição da educação.
Raquel Varela conversa com Roberto Leher sobre os fundos financeiros na educação em Portugal e no mundo, e como a digitalização representa a destruição da educação.
NOV.21
OUT.27
OUT.22-29
Todos os dias (a partir das 17h/18h).
Praça D. João I (Porto) | Rossio (Lisboa)
OUT.24
Segundo o dicionário de Português da Porto Editora, ordem é um nome feminino que designa, entre outras coisas 1) sossego, paz; 2) disciplina (militar ou cívica); 3. boa administração; 4) mandado, autorização; 5) regra; lei. EM NOVILÍNGUA: Por estes dias, nas ruas e praças de Paris, Madrid, Porto e muitas
Segundo o dicionário de Português da Porto Editora, ordem é um nome feminino que designa, entre outras coisas 1) sossego, paz; 2) disciplina (militar ou cívica); 3. boa administração; 4) mandado, autorização; 5) regra; lei.
EM NOVILÍNGUA:
Por estes dias, nas ruas e praças de Paris, Madrid, Porto e muitas outras cidades europeias vimos as mal chamadas “forças da ordem” a provocar a desordem contra manifestações pacíficas, carregando brutalmente contra tudo o que mexe. Vimos também agentes provocadores das polícias a atiçar os ânimos para justificar as cargas brutais e os comentários dos avençados do sistema na comunicação social. David Piqué, ex-comissário-chefe da polícia catalã, defendeu estas táticas na sua tese de mestrado, cunhando para designá-las o termo “síndrome de Sherwood”. Agentes infiltrados misturam-se com os manifestantes e iniciam atos de vandalismo ou violência isolada (queima de contentores, partir vidros e mobiliário urbano, etc.). O comando policial ordena que as unidades fiquem imóveis, permitindo que a violência escale até um nível que seja socialmente inaceitável. Finalmente, a polícia avança com cargas violentas contra a multidão. Estas práticas são ilegais e violam nomeadamente o art. 32º, n.º 8, da Constituição e o art. 126º, n.ºs 1, 2 e 4 do Código Penal. ASP
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