Jornal Maio

No centenário da greve geral de 1926 na Grã-Bretanha

Assinala-se este mês o centenário da greve geral de 1926 na Grã-Bretanha. Quase 1,7 milhões de trabalhadores entraram em greve em solidariedade com um milhão de mineiros postos em layoff. Enfrentavam os proprietários das minas, o governo conservador e o aparelho do Estado. Foi um período de luta de classes sem quartel e com importantes implicações políticas. Porém, apesar do entusiasmo mostrado pelos grevistas e da sua disposição em intensificar a luta até à vitória, ao fim de nove dias o Conselho Geral do Congresso dos Sindicatos (TUC) suspendeu repentinamente a acção de solidariedade e deixou os mineiros a lutar sozinhos, até acabarem derrotados. Esta caracterização vem contrabalançar significativamente o que os comentadores burgueses e de centro-esquerda têm sustentado, a saber, que a greve geral estava, à partida, inevitavelmente votada à derrota. No mais, o interesse desta batalha não é meramente histórico. Encerra, também, lições importantes para os militantes radicais dos nossos dias.

O contexto

Enquanto a libra regressava ao padrão-ouro e se procurava baixar os custos de produção para os mercados de exportação, os proprietários privados das minas decidiram que reduzir salários era uma questão de sobrevivência. Anunciaram então declarar a caducidade de um acordo salarial nacional e do salário mínimo à data de 30 de Junho de 1925, o que acarretaria cortes salariais drásticos — salvo se os mineiros aceitassem que a jornada de trabalho voltasse para oito horas. Em reacção à ameaça de lockout nacional, o Conselho Geral do TUC convocou uma conferência especial de dirigentes sindicais dos sectores ferroviário, dos transportes e marítimo de apoio à Federação dos Mineiros, decidindo a conferência que o lockout teria como resposta um embargo total ao transporte de carvão. A perspectiva de tal acção conjunta forçou o governo conservador a intervir no último momento, anunciando que subsidiaria os salários dos mineiros até ao final de Abril de 1926, enquanto uma comissão investigaria a situação do sector. O movimento sindical chamou-lhe “Sexta-feira Vermelha”; mas o recuo foi claramente táctico, para ganhar tempo e preparar o terreno para um confronto em grande escala dez meses mais tarde.

O Partido Comunista da Grã-Bretanha e o seu braço sindical, o National Minority Movement (Movimento Minoritário Nacional), tinham influência em várias indústrias-chave, apesar da sua relativa fraqueza numérica no movimento operário, em comparação com os seus homólogos comunistas noutras partes da Europa. Apoiaram, por exemplo, a eleição para secretário-geral da Federação dos Mineiros de um sindicalista seu simpatizante. A posição que defendiam, de que a crise das minas era parte de uma ofensiva mais geral da classe dominante, para a qual os trabalhadores tinham de se preparar, teve muito eco.

O reacendimento das lutas operárias depois dos reveses sofridos no início da década de 1920 reflectia-se, entretanto, na eleição de várias figuras bastante à “esquerda” para o Conselho Geral do TUC, nomeadamente Albert Purcell (sector do mobiliário), Alonzo Swales (metalomecânica) e George Hicks (construção civil), todos eles com grandes simpatias pela Rússia soviética. Muitos militantes sindicais de base apoiavam a ideia de o TUC actuar como um “estado-maior do trabalho” capaz de servir de direcção centralizada do movimento sindical e das suas lutas. Contudo, alegando a necessidade de não se antecipar ao relatório da Comissão nem comprometer as negociações para um acordo de compromisso, o TUC deixou-se ficar inactivo durante meses, não fazendo, até ao último momento, quaisquer preparativos para antecipar a greve geral. Os dirigentes do Partido Trabalhista, Ramsay MacDonald e Arthur Henderson, estavam ainda mais ansiosos por evitar confrontos.

Por fim, expirado o subsídio ao carvão a 30 de Abril de 1926, e tendo a Comissão recomendado cortes salariais, os proprietários das minas anunciaram um lockout nacional. Incapaz de mediar um acordo entre patronato e sindicatos, o Governo encerrou as negociações, insistindo que os mineiros aceitassem ou cortes salariais ou o aumento da jornada de trabalho. A Federação dos Mineiros declarou categoricamente: “Nem um centavo de salário a menos, nem um segundo a mais na jornada.”


A greve

Os dirigentes do TUC acabaram por anunciar uma greve geral com início na terça-feira 4 de Maio. A acção contrariava-os, porém, e só concordaram em convocá-la devido à pressão da classe operária e às expectativas da base. Enquanto isso, um círculo restrito de dirigentes continuou em conversações de bastidores com o Governo, indicando-lhe que, com um aperto, os mineiros poderiam porventura aceitar o princípio dos cortes salariais, se o Governo reabrisse negociações formais sobre modalidades de racionalização da indústria, cancelando-se então a greve.

Além disso, o TUC, apesar de ter pela frente um Governo belicoso, chamou deliberadamente à acção “greve nacional” — em vez de “greve geral” — , na preocupação de deixar claro que a greve não abrangia todos os trabalhadores dos sindicatos seus filiados. Optou deliberadamente por restringir a participação aos operários de sectores seleccionados, uma dita “linha da frente” que compreendia transportes, tipografias, metalurgia e química, construção civil e energia. Vastos e importantes sectores operários, designadamente da metalomecânica, construção naval e têxteis, ficavam de fora. Esta cautela era reflexo do receio de que uma greve geral que abarcasse toda a classe pudesse ameaçar demasiado o Governo, escalar para fora de controlo e provocar desordem social, além de poder soçobrar num instante se, sem conseguir ganhos tangíveis, tivesse de prolongar-se por mais do que uns poucos dias. 

Apesar disso, a força da resposta ao apelo à greve deixou estupefactos tanto o Governo como o TUC; as indústrias afectadas praticamente pararam. O transporte ferroviário de mercadorias ficou virtualmente paralisado, só funcionando serviços mínimos de passageiros; portos e docas ficaram paralisados, e os transportes municipais (eléctricos e autocarros nas vilas e cidades, bem como o metro de Londres) foram gravemente afectados; a produção de ferro e aço ficou muito prejudicada. Em alguns sectores, até os mecânicos entraram em greve, desafiando as instruções oficiais, embora outros continuassem a trabalhar, dadas as falhas do plano de greve.

 

Centenas de milhares de activistas (dirigentes sindicais locais, delegados sindicais e membros) organizaram-se localmente, por todo o país, a uma escala sem precedentes.

 

A greve geral desafiou a narrativa dominante da “moderação” britânica. Muitos comentadores contemporâneos, mas também alguns historiadores, minimizaram o espírito e a inspiração da militância de base, da iniciativa e da revolta deste período. Os operários mostraram uma determinação e coragem imensas. Centenas de milhares de activistas (dirigentes sindicais locais, delegados sindicais e membros) organizaram-se localmente, por todo o país, a uma escala sem precedentes. Comités de greve e centenas de “conselhos de acção”, organismos coordenadores do movimento sindical, produziram boletins usados para divulgar informações sobre a condução da greve e os piquetes, chegando a coordenar actividades que iam bem além da política oficial do TUC.

Em muitas áreas, estes organismos surgiram como embriões de centros alternativos de poder da classe operária, assumindo funções normalmente consideradas da responsabilidade exclusiva da máquina do Estado e das autarquias locais. Organizaram piquetes de massas, procuraram controlar a circulação de mercadorias e instauraram sistemas locais de salvos-condutos para as empresas, comerciantes e lojistas poderem solicitar autorização aos dirigentes grevistas locais para o transporte de bens essenciais, como leite e comida. Houve batalhas contínuas entre piquetes, fura-greves e a polícia em vários locais, assim como casos isolados de sabotagem industrial, nomeadamente o descarrilamento do comboio de passageiros Flying Scotsman. As mulheres participaram activamente nos protestos e piquetes, bem como em mobilizações comunitárias de massa contra os fura-greves, por todo o país. À medida que a greve avançava, muitos trabalhadores foram-se dando conta de que estavam metidos não numa luta sindical comum, mas num confronto entre a classe operária organizada e o aparelho de Estado da classe dominante.


O poder do Estado

Apesar de o TUC reclamar que a greve era puramente sindical, não visando pôr em causa o Parlamento e o Governo constitucional, a lógica da greve geral – a forma mais acesa de luta de classes – representava um desafio político intrínseco ao poder do Estado. Aliás, o Governo percebeu claramente que era uma batalha política entre os mineiros e o movimento operário, por um lado, e o Governo, o Estado e a classe capitalista, por outro. Essa lucidez produziu nestes a necessidade imperativa de, sem hesitação nem escrúpulos, mobilizar todos os recursos e todas as armas disponíveis para manter o seu poder de classe. 

Assim, sem preocupações de escondê-la atrás de uma aparência superficial de neutralidade do Estado “acima das classes”, desenrolou-se a maior operação fura-greves alguma vez organizada pelo Estado na história britânica, sob a protecção do poder civil e militar, tendo os preparativos começado logo a seguir à sexta-feira vermelha. Criou-se uma rede organizada secreta de abastecimento e transportes cujos nós eram “comissários civis” com responsabilidades por diferentes regiões do país, encarregados de organizar operações de repressão da greve nas centrais eléctricas, companhias de gás e depósitos ferroviários. Fizeram-se preparativos para mobilizar milhares de voluntários — principalmente gente das classes médias, estudantes universitários, grupos conservadores e fascistas — para substituir os operários em greve. Quando o Partido Comunista fez propaganda para que as tropas se recusassem a cumprir as ordens dos seus oficiais de se mobilizarem contra os grevistas, o Governo mandou deter e prender 12 dos seus dirigentes mais proeminentes por alegada “sedição”, tentando decapitar a organização antes de a greve geral começar.

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Nunca os trabalhadores precisaram tanto de uma voz independente.

Ao começarem os nove dias de greve, centenas de milhares de voluntários foram mobilizados. O Governo distribuiu o seu jornal antigreve, a British Gazette, usando veículos de transporte rodoviário não sindicalizados. Em várias áreas industriais, recorreu-se a uma reserva de agentes especialmente ajuramentados paralelamente às forças policiais regulares. As forças armadas do país foram, ainda, concentradas em locais estratégicos específicos, postando-se navios de guerra ao largo de todos os portos principais do país, como Liverpool, o Tyne, o Clyde e Bristol. Os serviços de segurança e de informações (Special Branch, MI5 e Metropolitan CID) foram activamente implicados. Ficou explicitamente ilustrada a veracidade da afirmação de Karl Marx de que, sob o capitalismo, o Estado é o “comité executivo da classe capitalista”.

O objectivo era garantir o fornecimento ininterrupto de energia a indústrias-chave e às famílias, bem como o abastecimento crítico de alimentos e leite, quebrando, do mesmo passo, a eficácia da greve, ao assegurar que quem quisesse trabalhar ou ser voluntário pudesse fazê-lo. O Hyde Park, em Londres, por exemplo, foi fechado e usado como ponto central de recepção e distribuição de abastecimentos críticos, recorrendo-se a um comboio maciço de camiões de alimentos, escoltados pela tropa, para romper o bloqueio imposto pelos piquetes de estivadores do East End. Em tudo isto, a repressão foi feroz em todo o país, com violência policial, a detenção de 9 mil grevistas e seus apoiantes e rusgas a sedes locais do Partido Comunista, com a detenção de uns 2500 militantes seus.

No entanto, o TUC, completamente omisso que fora na preparação da greve geral, foi-o igualmente na direcção e condução da luta. Por muito que o TUC implorasse ao Governo que aceitasse um acordo qualquer que lhe permitisse pôr fim à greve e por muito que concentrasse todos os esforços no reinício das negociações e não na vitória dos mineiros, o facto é que o Governo, em contrapartida, queria claramente infligir uma derrota decisiva ao movimento da classe operária. A resposta do Conselho Geral foi envidar todos os esforços para conter a militância dos operários e sabotar o impacto da greve. Embora a pressão da base acabasse por forçar o Conselho Geral a alargar a greve a uma “segunda linha” de operários, isso só se fez tarde demais, no dia 11 de Maio. No dia seguinte, a greve foi abruptamente suspensa, na totalidade.


Traição

O TUC suspendeu ignominiosamente a acção, sem conseguir nem a resolução do conflito original nem a anulação das declarações de lockout dos proprietários das minas — além de não ter obtido garantias de que os grevistas não fossem sujeitos a represálias. Aceitou, na prática, cortes salariais a mineiros que nem sequer tinham feito directamente parte das negociações. A única concessão, um memorando da Comissão, não vinculativo, sobre a reorganização da indústria, nunca veio a ser — que surpresa! — concretizada pelo Governo. Todos os dirigentes sindicais de esquerda do Conselho Geral, sem excepção, votaram a favor da decisão de suspender a greve.

A traição foi um choque enorme para os grevistas, a maior parte dos quais sentia uma solidariedade quase total. Porém, a greve geral não terminou no dia 12 de Maio. Um número crescente de trabalhadores da segunda linha aderiu na mesma à acção, incrédulos de que os dirigentes tivessem capitulado; no final, estavam em greve mais cerca de 100 mil trabalhadores do que no início. Por todo o país, a greve começava a fugir ao controlo dos dirigentes sindicais, e comícios de massas condenaram a decisão do TUC. Era patente a determinação generalizada de continuar a greve, apesar do abandono dos dirigentes sindicais.

O patronato de várias indústrias respondeu agressivamente, impondo condições punitivas ao regresso ao trabalho, ameaçando com represálias e cortes salariais a uma escala sem precedentes. Mesmo assim, foi preciso uma pressão insistente dos dirigentes sindicais para forçar o regresso ao trabalho ao longo da semana seguinte, assim deixando os mineiros isolados, até à derrota final, seis meses mais tarde. A derrota dos mineiros traduziu-se, por seu turno, em mais desemprego, queda da sindicalização e numa dura legislação anti-sindical proibindo todas as formas de greve de solidariedade e apertando as regras aplicáveis aos piquetes.

No entanto, apesar de todos os planos de contingência e medidas repressivas do Governo e da recusa do TUC em alargar a participação ao máximo, a greve criou perturbações graves em sectores-chave e fez esgotar as reservas de alimentos. A sua eficácia poderia ter aumentado se se tivesse alargado e intensificado a acção, rompendo o plano de contingência civil do Governo com piquetes de massa mobilizados para todos os centros de transportes. É claro que isso teria constituído um desafio político directo ao poder do Estado, perspectiva que aterrorizava a direcção do TUC, também preocupada em impedir o desenvolvimento de uma direcção alternativa e independente a partir da base. No entanto, embora nunca tivesse sido uma situação revolucionária, a greve desafiou directamente o sistema político e económico e contribuiu para a radicalização política de um segmento considerável do operariado.


O Partido Comunista

Se bem que os militantes do Partido Comunista tivessem mostrado extraordinária coragem, a estratégia do partido foi profundamente errada. A sua palavra de ordem de “Todo o poder ao Conselho Geral”, defendida no período que antecedeu a greve geral, subordinou a acção independente da classe operária a ilusões nos dirigentes de esquerda do TUC. Foi uma política moldada pelas prioridades da que passara a ser uma Internacional Comunista cada vez mais controlada pelo estalinismo, que preconizava apoiar um Comité (Sindical) Anglo-Russo, recentemente criado com o objectivo de favorecer laços fraternos entre os sindicatos russos e os dirigentes do TUC e prometedor veículo para conferir à União Soviética legitimidade diplomática e protecção contra as contínuas ameaças de ataques imperialistas. A consequência foi não só incitar o partido a abster-se de criticar os dirigentes sindicais de esquerda em nome do apoio à unidade internacional, mas também fomentar mais geralmente a confiança dos trabalhadores em que o TUC levasse por diante o combate na greve geral.

Trotsky foi a única figura de destaque da direcção russa que se opôs a isto. Criticou a posição de Estaline, argumentando que a propagação internacional da revolução continuava a ser a melhor maneira de defender a Rússia soviética e vincando que os dirigentes sindicais de esquerda britânicos, embora fossem reflexo de um clima radicalizado no interior do movimento operário, constituíam também um freio ao seu desenvolvimento. Era essencial apoiar os dirigentes de esquerda contra a direita, mas, em vez de alimentar qualquer fé e a confiança neles, o Partido Comunista Britânico só conseguiria, insistia ele, dirigir a classe trabalhadora pela crítica implacável e pelo apoio à organização independente da base. Porém, Trotsky fora já afastado dos organismos de decisão superiores.

Será irrealista supor que, tivesse o Partido Comunista adoptado uma estratégia diferente, ele teria sido capaz de construir um movimento nacional de base que alterasse completamente o desfecho final dos acontecimentos. Mas poderia ter reduzido as ilusões e a confiança nos dirigentes de esquerda, reforçado a preparação dos operários, atenuado o choque da capitulação do Conselho Geral, dado uma explicação política coerente da derrota e posto o partido em melhor posição para resistir ao refluxo da luta operária que se seguiu.


Lições contemporâneas

Embora o panorama económico da Grã-Bretanha seja hoje muito diferente, com um número muito mais reduzido de operários industriais, numa economia globalmente interligada os trabalhadores da logística e dos transportes ocupam uma posição estratégica de força, porventura mais do que nunca. Os trabalhadores “de colarinho branco” da função pública têm igualmente a sua própria força económica e poder político para paralisar a vida social do país, com repercussões na economia em geral.

Apesar das suas fraquezas organizativas, os sindicatos continuam a ser as maiores organizações democráticas da sociedade e constituem a primeira linha de defesa dos trabalhadores contra o patronato e o Governo, continuando a greve a ser uma arma poderosa. Tal potencial ficou patente nas recentes greves gerais na Índia (onde mais de 250 milhões de trabalhadores de dez sindicatos diferentes protestaram contra o código do trabalho e as privatizações), em Itália (onde sindicatos de base mobilizaram centenas de milhares de trabalhadores contra o genocídio que Israel perpetra em Gaza) e em Minneapolis (onde vários sindicatos e movimentos sociais mobilizaram 80 mil pessoas contra as rusgas terroristas e detenções do ICE).

As lições centrais de 1926 permanecem claras: por muitos dirigentes de esquerda que haja na cúpula dos sindicatos, nada substitui o poder consciente, organizado e independente da base. Os dirigentes sindicais de esquerda podem, por vezes, desempenhar um papel importante no apoio às lutas dos trabalhadores, mas as pressões estruturais decorrentes do seu papel social de intermediários entre o capital e o trabalho fazem que, em última análise, eles estejam sujeitos aos mesmos imperativos de compromisso e traição que os seus homólogos direitistas. Contrariá-lo exige redes de base, mas também uma organização socialista revolucionária politicamente capaz de puxar as lutas para lá dos limites das direcções sindicais.

Ralph Darlington é professor emérito de Relações Laborais na Universidade de Salford, no Reino Unido. É membro do conselho editorial da revista Workers of the Word, da Associação Internacional de Greves e Conflitos Sociais, e autor de Radical Unionism (2013) e Labour Revolt in Britain 1910-14 (2023).

Tradução de Adriano Zilhão.

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