Panfletos

Panfletos foi um programa de Ruben de Carvalho na antiga Telefonia de Lisboa. Recriado por Pedro Tadeu, na Antena 1, trata da relação íntima, ao longo dos tempos, da arte musical com a vida e a luta dos povos.
Terra Amarela

Terra Amarela é uma plataforma de criação artística inclusiva. Mas, como dizem no seu site, é também “um espaço de transformação, de oportunidade, de transgressão. É um espaço coletivo que pretende mudar a relação das pessoas e dos territórios a partir do encontro com a criação artística”.
As guerras de Trump não resolvem a crise do capitalismo: agravam-na

Quando Donald Trump anunciou o aumento drástico das suas pautas aduaneiras, no “dia da Libertação”, anunciou-se a alvorada de uma nova época de proteccionismo.
Porém, quando os índices na Wall Street começaram a cair, Donald Trump, negociou deals variados e, sobretudo, criou excepções e alçapões para os “Sete Magníficos”, os gigantes da “tech” que representam uma enorme parcela da variação do índice bolsista: Nvidia, Apple, Tesla, Meta, Alphabet, Amazon e Microsoft.
O plano de Israel e dos EUA para o Irão é dividi-lo em vários Estados – falidos

Yassamine Mather é uma académica iraniana, editora da revista Critique, Journal of Socialist Theory e investigadora na Universidade de Oxford. Ela tem analisado a situação no Médio Oriente e no Irão e é também uma intelectual pública no Reino Unido, militante empenhada na luta contra o genocídio e na reflexão sobre os regimes no Médio Oriente no contexto do sistema capitalista actual. Raquel Varela entrevistou-a para o Maio sobre a situação da guerra contra o Irão e no Médio Oriente.
Como o castelo de Portalegre e o de Estremoz foram tomados

Publicamos com algum atraso este excerto da primeira parte da Crónica de D. João I (foi escrita por Fernão Lopes por volta de 1450), que narra a crise de 1383-1385, a insurreição ou insurreições populares que ocorreram tanto em Lisboa como noutros locais do país. Fernão Lopes não foca apenas os acontecimentos no seio da nobreza, destacando o papel da “arraia-miúda”, o povo, na revolução. Sendo guarda-mor da Torre do Tombo, utilizou arquivos, atas e relatos para procurar garantir a veracidade dos factos.
Canções de luta: Os Quebradores

Em 1811, em Inglaterra, o movimento de destruição de máquinas superou o nível da revolta espontânea e local, ganhando dimensão nacional. O seu nome vem de Ned Ludd, um dos seus líderes, que, em Nottingham, aborrecido com o patrão, destruiu a sua oficina têxtil.
Erro humano: encontrar culpados ou melhorar a segurança organizacional?

O erro humano é, essencialmente, um problema de gestão (e não tanto um problema do trabalhador operacional, dado que ele não concebe a organização do trabalho, nem gera as condições de trabalho). Os acidentes são multicausais e determinados por outrem, logo, apontar o erro humano como o único erro é um grande erro.
Ucrânia-Rússia: quatro anos depois

Quatro anos de guerra enfraqueceram drasticamente Ucrânia e Rússia. Do lado ucraniano e ocidental, sustenta-se que morreram mais de 1 milhão de russos, mas menos de cem mil ucranianos. A Rússia sustenta o inverso, cerca de 300 mil ucranianos mortos ou feridos só em 2025. A população da Ucrânia diminuiu 37% desde o colapso da União Soviética e 20% desde o início da guerra. O PIB real caiu 37% em relação ao valor de 1991 e 21% desde o início da guerra.
Esta corrida para o abismo só pode ser travada pelo poder organizado das grandes massas proletárias e oprimidas de todo o mundo

Se a união faz a força, o que faz a desunião? Enfraquece-nos. Emigrantes e imigrantes são hoje uma parte substancial da classe trabalhadora, em Portugal como na Europa ou nos Estados Unidos. A direita, extrema ou “democrática”, promove a desunião entre trabalhadores “nacionais” e “estrangeiros”. À classe trabalhadora compete, no seu próprio interesse, lutar contra essa desunião promovida pelo capital e seus agentes. Eis o que defende Pietro Basso nesta entrevista ao Maio.
1406 vagas, 984 renovações: o enigma matemático que mantém a escola pública em suspenso

Psicólogos e outros técnicos especializados constituem o pilar da inclusão escolar; porém, vivem num limbo contratual que desafia qualquer lógica de planeamento. É o paradoxo inaceitável de um sistema que exige destes profissionais uma intervenção “preventiva” e resiliente, enquanto a administração central lhes reserva uma existência laboral precária.