Jornal Maio

Fúria dos elementos, revolta da população

Na última semana, Portugal foi atingido por uma sucessão de eventos climáticos extremos, com especial destaque para a tempestade Kristin. Na região de Leiria, os seus efeitos foram devastadores, comparáveis a um cenário de guerra: dezenas de milhares de casas ficaram sem cobertura, habitações pré-fabricadas implodiram, mais de 800 postes de muito alta tensão colapsaram, o estádio municipal foi parcialmente desmantelado.

Canções de luta

Em 1846, Pierre Dupont publica seu livro de Cantos e Canções, poemas alguns dos quais ele mesmo musicou. Naquele contexto, com o desenvolvimento da industrialização, despontava uma nova força social: a classe operária. Cada vez mais numerosa nas grandes cidades, a classe trabalhadora vinha sofrendo com as duras condições de vida e trabalho, ao mesmo tempo que se organizava e demandava participação política, agitada pelas ideias socialistas que vinham ganhando força na França e na Inglaterra.

A catástrofe presente e os meios de a conjurar

Mais de uma semana de incompetência e incapacidade de intervenção do Governo face aos recentes desastres naturais — com destaque para a tempestade Kristin na região de Leiria — e tornou-se evidente não apenas a fragilidade do Estado na resposta à emergência, mas sobretudo a lógica político-económica que orienta essa resposta.

A catástrofe ambiental como “oportunidade de investimento”

Perante quase uma semana inteira de incompetência e incapacidade de intervenção do Governo face aos recentes desastres naturais — com destaque para a tempestade Kristin na região de Leiria —, tornou-se evidente não apenas a fragilidade do Estado na resposta à emergência, mas sobretudo a lógica político-económica que orienta essa resposta.

As tempestades e algumas perguntas incómodas

Porque se constroem fábricas e depois casas para quem nelas trabalha, em leitos de cheia, zonas inundáveis, expostas a isto que agora se chama “eventos climáticos extremos”? Porque se plantam espécies florestais quase sempre em monocultura, de maneira que, quando acontece alguma coisa, a devastação é total, seja incêndio ou vendaval?

7305 dias depois

Quando cheguei à Suécia, como qualquer emigrante que se preze, tinha como objectivo ficar apenas dois anos. Tudo era novidade. Jogging na neve? Por que não? Férias em sítios frios? Claro que sim. Salmão com batatas? Que iguaria.

Nos 80 anos do Jornal do Fundão

O Jornal do Fundão, que agora perfaz 80 anos, não se faz para ornamentar o mundo, mas para o interpelar, ferir, revelar, a sua linguagem não coincide com a gramática do poder, nem se submete à sintaxe da dominação, pensa e escreve a partir de uma ética da insubmissão, para não dizer da revolução.

O regime de Isaltino

Em Oeiras, nos anos de 1980 e 90 construíram-se parques empresariais isolados, totalmente dependentes do automóvel, à imagem do modelo suburbano americano, atraindo empresas e classes médias e altas para polos monofuncionais localizados sobre os melhores solos do país.

Sorel e o direito à greve geral

Sorel rejeitava a concepção da revolução como mera conquista do poder estatal, entendendo que tal conduziria apenas à substituição de elites no comando político. Para ele, o socialismo implicava a abolição do Estado e a transformação radical da sociedade.

“Dar o Couro”, teatro sobre a comédia e a tragédia do trabalho

Raquel Varela entrevista Patrício Nusshold, psicólogo, dramaturgo e ator de “Dar o Couro / D’arrache corps”, peça que vai estar em palco em Lisboa e Porto. Esta é a primeira peça de teatro em que o Maio se envolve em parceria, através de um sonho dos seus associados, a criação de uma Escola de Trabalho e Cultura para todos, a Escola Internacionalista José Fontana.