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Jornal Maio

Civilização

Miguel Real
A obra do período final da vida de Eça de Queirós, definida pelos seus contos, crónicas e romances entre 1888 e 1900, é a de um humanista, não no sentido de defensor de uma doutrina ou sistema, de uma visão filosófica específica, ou de uma ideologia estética, mas no sentido de possuir uma nova sensibilidade aberta às experiências do mundo sem as encerrar numa óptica unicitária, tendo delas uma visão supra-histórica.