Jornal Maio

Rússia

Adriano Zilhão
“O capitalismo carrega no ventre a guerra como a nuvem a tempestade.” A famosa frase de Jean Jaurès, socialista francês assassinado nas vésperas da Primeira Guerra Mundial, são mais actuais do que nunca. O capital financeiro americano e a sua administração Trump, com o genocida Netanyahu como torcionário-chefe, generalizam a guerra ao mundo. Bombardeiam o Irão, depois de mergulharem o Afeganistão, a Síria e o Iraque no caos e na guerra e de perpetrarem um genocídio em Gaza. Do outro lado, jovens soldados e estudantes liceais condenados a sê-lo recusam a restauração do serviço militar obrigatório (Alemanha), recusam o alistamento e desertam (Ucrânia, Rússia), organizam-se e resistem (Minnesota, EUA).
Tradução de Adriano Zilhão
De “algures na Rússia” chega-nos uma denúncia da guerra entre a Rússia e a Ucrânia e das consequências diametralmente opostas que tem para o povo e para os oligarcas.
Boris Kagarlitski
Ao avaliar, no final de 2025, a situação económica na Rússia, Ekaterina Shulman, considerada agente do estrangeiro, sugeriu que o país estava a ficar sem dinheiro e sem pessoas. E, de facto, tudo indica que alguma coisa está a acabar. Mas o dinheiro não é com certeza. Ao Estado nunca se acaba o dinheiro.
Felipe Alegria
Não estamos perante uma guerra “por procuração”, uma guerra (inter)imperialista em que os EUA e a UE agiriam contra a Rússia através da Ucrânia, defende Felipe Alegria.
Viriato Soromenho-Marques
A EU, em conivência com Zelenski, faz campanha não só para continuar a guerra, mas para a intensificar e alargar com a entrada direta dos países europeus, e, pelo menos parcialmente, da NATO.