O Maio é construído por trabalhadores que têm diferentes opções políticas. Não endossamos qualquer candidatura presidencial, optando antes por dar voz a apoiantes de diversas opções eleitorais em sufrágio. Opção que não nos impede de traçar “linhas vermelhas”. O Maio não é o espaço de candidaturas que representem a burguesia na sua ofensiva contra os direitos dos trabalhadores, exemplificada com o “pacote laboral” do Governo da AD, que tenham como objetivo dividir os trabalhadores portugueses com base na sua etnia, cor, país de origem, género ou orientação sexual e que apoiem ou se calem perante o genocídio do povo palestiniano levado a cabo por Israel e as agressões e ameaças em curso contra outros Estados. O apelo que o Maio faz nestas eleições aos trabalhadores que nos leem é que não lhes falhe o instinto que, no seu dia a dia de vida e de trabalho, os ajuda a distinguir o trigo do joio, entre aqueles que estão do nosso lado e os outros, aqueles que têm muitos recursos para se mascararem de “amigos do povo” no baile de máscaras eleitoral, mas apenas representam a continuidade deste regime de exploração ou mudá-lo para ainda pior.