Jornal Maio

Petróleo

Sirantos Fotopoulos
O que esclarece o momento e a forma do ataque norte-americano à Venezuela é que funciona como um meio de pôr fim ao regime de sanções, em vez de o perpetuar. As sanções tinham atingido o limite da sua utilidade: restringiam a produção venezuelana, distorciam os mercados e obrigavam as refinarias norte-americanas a depender de alternativas mais caras ou menos compatíveis.
Michael Roberts
A nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA deixa claro que a doutrina Monroe, da década de 1820, está de volta. Mas a tragédia da Venezuela e da América Latina é também que a desindustrialização do subcontinente desde a década de 1980 e a dependência crescente de exportações de matérias-primas sujeitam todas essas economias à volatilidade dos preços das matérias-primas (agrícolas, metais e petróleo), impossibilitando qualquer política económica independente.