Jornal Maio

DICIONÁRIO DA NOVILÍNGUA

Radical

Segundo o dicionário da Academia das Ciências, nome ou adjetivo: 1. que é relativo à raiz; 2. que se considera essencial, fundamental, básico; 3. que é completo, decisivo, profundo; 4. (em política) que visa uma reorganização completa do Estado e da sociedade; que é partidário do radicalismo; ou 5. que defende posições extremistas.

EM NOVILÍNGUA:

Em tempo de eleições, e não só, apenas o significado que acabou por ser atribuído no nosso país ao termo é usado. “Radical” é atirado à cara dos adversários quase como um insulto, sinónimo de extremista, por oposição a “moderado”. Porém, radical como relativo à raiz (das coisas, dos problemas), ao essencial, fundamental ou básico, não tem como antónimo moderado, mas conformista, imobilista, superficial. ASP

O Maio é construído por trabalhadores que têm diferentes opções políticas. Não endossamos qualquer candidatura presidencial, optando antes por dar voz a apoiantes de diversas opções eleitorais em sufrágio.

O ensino da literacia financeira deve recusar a sua instrumentalização ao serviço da reprodução das desigualdades. Não basta saber calcular prestações de créditos ou taxas de juro, mas entender como a dívida se prolonga no tempo e como os juros não afetam todos igualmente.

Entre 8 e 22 de janeiro, o STMEFE – Sindicato dos Trabalhadores do Metro e Ferroviários decretou nova greve parcial por turnos.

STMEFE
Sindicato dos Trabalhadores do Metro e Ferroviários

O ano de 2025 encerrou com uma contestação generalizada ao novo pacote laboral do Governo. Economistas, antigos governantes e sindicatos unem-se num coro de críticas, classificando as alterações ao Código do Trabalho como um risco desnecessário para a estabilidade social e económica do país.

A nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA deixa claro que a doutrina Monroe, da década de 1820, está de volta. Mas a tragédia da Venezuela e da América Latina é também que a desindustrialização do subcontinente desde a década de 1980 e a dependência crescente de exportações de matérias-primas sujeitam todas essas economias à volatilidade dos preços das matérias-primas (agrícolas, metais e petróleo), impossibilitando qualquer política económica independente.

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Nunca os trabalhadores precisaram tanto de uma voz independente.

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Eu não tinha nada de felino, tu sabias

Eu não tinha nada de felino, tu sabias
que eu não tinha nada de felino.
Nenhum de nós se admirou quando
medi mal a distância e falhei o salto.
Enquanto ia no ar parecia que era
um salto bom, porém houve qualquer
coisa que correu mal e caí com estrondo
no chão. Ninguém riu. Não era caso
para rir. Grande ilusão ir pelo ar a pensar
que o salto podia ser bom, sem eu ter
nada de felino, sem nunca ter treinado,
sem fazer sequer aquecimento, sem
olho para medir distâncias. Saber medir
distâncias é uma coisa muito importante,
pode falhar-se a vida por milímetros.

Helder Moura Pereira
Telhados de Vidro n. 20, Setembro de 2015

TEMPO DAS CEREJAS

Acontecimentos relevantes do mundo
do trabalho

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Episódios da luta de classes

O Tempo contra o Tempo é um podcast apresentado por Raquel Varela.

#35

A esperança dá saúde

A mortalidade caiu na revolução por causa da esperança, os outros factores não tiveram tempo de actuar, como o saneamento básico. Foi a esperança de um futuro que nos fez ficar com mais saúde na revolução – o PREC – em 1974 e 1975. A tristeza e o isolamento dão cabo da saúde. Raquel Varela conversa com o médico de saúde pública Mário Durval, que foi responsável pela saúde pública na Região de Lisboa e Vale do Tejo durante o Covid e foi contra, assim que se conheceu a forma de transmissão do vírus, o confinamento. Durval recorda nesta conversa que os banqueiros, os padres, os directores gerais vivem mais não só porque comem ou vivem melhor, mas porque têm autonomia, têm capacidade de decidir a sua vida, ao contrário dos trabalhadores, que vivem com medo.
Por
João Mascarenhas

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